quarta-feira, 12 de maio de 2010

Sejamos como a flor de Lótus e tudo que ela expressa-Vania Vieira

A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente).

Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.



Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.


A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua.


Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.


O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.


Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.


A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Do mundo virtual ao espiritual -Frei Betto

Do mundo virtual ao espiritual


(Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde?)

Frei Betto

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café-da-manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, de 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.
Comemorei:
'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'
'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!''

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a inteligência emocional.
Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem 60 academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.
Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse.
Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real!
É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.
Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.
Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções –, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.
A palavra hoje é entretenimento; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem
vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres:
'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'
O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir!
O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.
Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, alguns requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, falta de estresse, parar de julgar as pessoas, ter a conciência que o problema não está nos outros, está em você, e, para mudá-los, é você quem tem que mudar. Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a total responsabilidade. Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo. Como disse o Dr. Ihaleakala Hew Len...'Quando você queira ou deseje melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor'. Amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo'.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.
Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história.
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.
E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.
Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:
'Estou apenas fazendo um passeio socrático.'
Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.''

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Vem devagarzinho toma conta de meu coração,

Em teus dias mostra-me o caminho de volta,

Conceda-me a força que o teu antecessor me retirou,

Devolva-me aos olhos o brilho da alegria,

Dá-me o amor que foge entre as mãos…

Deixa sentir-me novamente VIVA!

Devolve-me as palavras, o encanto, o gesto simples
de simplesmente falar….Eu Te Amo!

Vem devagarinho reconstrói em mim tudo de bom,

perdido no caminho e na selva da ingratidão.

Faz-me sentir gente, devolva-me o sentido de pensar,
buscar em mim as forças que sei que ainda me restam,\

transforme a minha gotícula de esperança em oceano de maravilhas,
de sabedoria e de felicidade.

Vem dia-a-dia, minuto a minuto não castigue meu ser,
tende piedade dos meus sentimentos, prepara-me sempre para o perdão...

Dei-me as forças de reconstruir tudo de bom,
que se fora, deixado ao longo da estrada, dai-me sempre a luz,
dai-me sempre o entendimento, dai-me a paz.

Devolva-me os braços que me protegem, devolva-me o coração que me
idolatrava pelos sentimentos mais profundos.

Renasça em mim o vulcão do bem, faz-me sorrir, aplaudir a natureza,
voltar a falar com os pássaros, sentir-me próximo aos anjos, faz-me um
exemplo de amor de alegria e de força.

Ah!… fui castigado, duramente, por aquele que se vai,

será que Tu vens para ajudar-me a fechar as feridas

será que me darás mais uma chance de voltar a ver meu coração bater,
meu corpo tremer, será?

Enfim,… não há como fugir de ti…então…

Vem era do amor! E cumpre teu papel!….

Vem, reconstrói os corações, sepulta as ofensas, os desalentos, as
discussões, aproxime as mãos, abre o coração, de lugar, enfim… ao
entendimento…..

Vem ano novo, vem!!!……….

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Encruzilhada-Francis Chartrand

Consegue sentir? Estamos numa encruzilhada. Consciente ou não, nós estamos lá. O tempo dos seres humanos começou. Um tempo em que aprendemos a distinguir o erro que nos levou até ao abismo e o discernimento que precisamos para fazer uma reviravolta. Quantos dirão que é tarde demais para mudar um mundo tão errado? No entanto, esse fatalismo baseia-se em dados incompletos. O que aconteceria se descobríssemos que a humanidade foi enganada?

Naturalmente, de um ponto de vista racional, é difícil demonstrar a presença de um elemento perturbador que teria conspirado na sombra para nos manter em servidão. No entanto, se enfrentarmos os acontecimentos de forma autentica, fica claro que esses elementos estão longe de servir os nossos interesses comuns. Pelo o contrario, parece que estamos mais divididos do que nunca.

Pode ser que o resultado final desta situação seja uma oportunidade para a descoberta e a reconciliação. Definitivamente, qualquer que seja a causa de nossos problemas, a solução estará sempre em nós mesmos, na nossa capacidade de lidar com a situação.

Uma oportunidade para a expressão infinita de uma inteligência que se inventa um percurso à medida de um desconhecido palpável apenas pelo amor incondicional. Não espere saber, aja agora, você entenderá mais tarde, mas acima de tudo, saiba que os seus erros estão entre as virtudes que você encontrará enterradas na sombra que se dissipa por sua vontade.

Francis Chartrand

segunda-feira, 29 de março de 2010

Legado Virtual-tem herdeiros???

Morte na vida real ainda deixa dúvidas sobre o que fazer com o legado virtual

ANA IKEDA | Do UOL Tecnologia
http://tecnologia. uol.com.br/ ultimas-noticias /redacao/ 2010/03/26/ morte-na- vida-real- deixa-legado- virtual-sem- herdeiros. jhtm

Se lidar com a morte na vida real já é difícil, a situação também pode ser complicada no mundo online. Transportamos parte de nossas vidas para perfis e blogs na internet, sem uma preocupação real de qual será o destino dos nossos "pertences virtuais" se morrermos. Diante dessa nova realidade para aqueles que têm de lidar com a morte, surgem algumas dúvidas. Um internauta precavido deve preparar um "testamento" , deixando suas senhas de redes sociais com pessoas de confiança? No caso de morte, o perfil original deve continuar online ou ser apagado? E, por último, quem tem o direito de tomar a decisão de dar um fim à ''imortalidade' ' – pelo menos no universo virtual – de quem já se foi?

Uma rápida busca no Orkut mostra que geralmente os perfis de quem morreu continuam disponíveis. Algumas situações são bem delicadas, dependendo das circunstâncias da morte da pessoa.

Esse é o caso de uma adolescente americana de 17 anos, Alexis Pilkington, vítima de cyberbulling – posts maldosos e anônimos sobre sua aparência eram constantes na sua página do Facebook. Amigos acreditam que as mensagens levaram Alexis a cometer suicídio. O pior da história é que, mesmo após a morte da garota, comentários cruéis continuaram a ser deixados na página de Alexis, já transformada em memorial.

"É preciso ficar atento ao efeito que posts como estes causam naqueles que ainda estão de luto pela morte da pobre garota. É nojento e sem coração", disse Michael Stracuzza ao site Huffington Post. A filha dele é uma das amiga de Alexis que ficou abalada após ver os posts maldosos.

Além de casos como o de Alexis, é comum encontrar uma grande miscelânia de posts nos perfis online dos mortos. Como mostra a imagem no início desta reportagem, logo acima de uma mensagem de adeus pode aparecer o convite para uma festa V.I.P, recados animados de boas festas, scraps de quem ainda não soube da notícia, e por aí vai.

Isso põe em dúvida se o melhor a fazer mesmo é não apagar as redes sociais. Já existem sites que ajudam parentes e amigos a recuperar as senhas de quem morreu para que possam entrar nos perfis para apagá-los, como o Legacy Locker. Ainda, muitas redes sociais criaram meios para que seja possível deletar o conteúdo, sem necessidade de ter a senha, com o preenchimento de um formulário online e o envio de uma cópia do atestado de óbito.

Deletar ou não?

Ainda não existem muitas pesquisas sobre o luto por meio da internet, mas um estudo em andamento da PUC-SP mostra uma grande variedade de reações quanto ao tema. Essa é a conclusão preliminar dos estudantes José Carlos Silvestre e Nuricel Villalonga: atrás do tema da morte e luto no ciberespaço, eles analisaram perfis de pessoas mortas (brasileiros e americanos) e realizaram uma série de entrevistas com pessoas com idades entre 14 e 35 anos.

Nessa variação de reações, os mais jovens não se sentem confortáveis ao visitar o perfil de alguém que já morreu e uma frase resumiu o sentimento geral: "seria tão triste e normal quanto visitar a sua lápide". Já os grupos mais velhos entendem o espaço como "álbum de fotos ou memorial".

Ainda assim, independente da faixa etária, a maior parte dos entrevistados manifestou o desejo de que suas páginas continuassem online como um espaço para homenagens. "Queria que meus amigos mantivessem como sinal de que sempre estarei presente na vida deles,
mesmo não estando aqui em vida, mas apenas em espírito", disse um dos entrevistados pelos pesquisadores.

Silvestre porém chama a atenção para um caso específico encontrado durante a pesquisa. "Achamos um perfil que passou a ser atualizado por alguém que tinha a senha e se passava pela pessoa falecida. Ele respondia os recados de adeus e interagia com os contatos", lembra.

Casos assim podem ser prejudiciais no processo de luto, segundo Regina Szylit Bousso, líder do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto da Universidade de São Paulo. "É como negar a perda, porque não é uma situação real. É como enganar aquela pessoa que está sofrendo", alerta.

Quem tem direito de apagar o perfil?

Ao final, se a decisão é excluir o perfil, resta a dúvida: a quem, juridicamente, caberá a decisão?

"Estamos falando de bens intangíveis – acervo de dados, gostos, amigos, fotografias. Alguns serviços já preveem esses casos e possibilitam a exclusão dos perfis. Mas uma outra opção é que a pessoa em vida deixe um testamento explicitando o que deverá ser feito com seus dados online e logins/senhas para que seja possível realizar a operação", detalha Renato Opice Blum, advogado especialista em Direito Eletrônico.

De praxe, os herdeiros estão legitimamente habilitados a solicitar a exclusão dos perfis diretamente pelo formulário oferecido pelas redes sociais nestes casos (veja como funcionam as regras em cada rede e serviços para facilitar a tarefa). Se a pessoa é casada, por exemplo, irá depender do regime de comunhão de bens pelo qual o casal optou, tal qual funciona para bens materiais.

Mas também é preciso ficar atento nos casos inversos (em que se deseja que o conteúdo seja mantido), especialmente no caso de blogs, que podem ser deletados devido à inatividade do usuário. "Os familiares devem notificar o provedor por meio de uma carta o quanto antes, para não correr o risco dos posts serem apagados", explica o advogado.

domingo, 28 de março de 2010

A Física quântica explica! Amit Goswami.

O difícil problema da idéia de reencarnação foi resolvido.

Alguém interessado?

Os filósofos sempre tropeçaram na hipótese da reencarnação porque não conseguiam perceber como responderiam à pergunta crítica: o que transmigra de um corpo encarnado para outro, de tal modo que se pode dizer que formam ambos uma continuidade, e como isso acontece? A resposta popular de uma alma que transmigra não é astuta, do ponto de vista filosófico, por causa da dualidade envolvida: como a alma não material interage com o corpo físico?A resposta dada a tais questões por este livro - baseada na física quântica - é científica e filosoficamente satisfatória.

Talvez o leitor esteja se perguntando se a reencarnação pode ser científica. A resposta é positiva, como demonstrarei nesta obra. Com um esquema reencarnatório alinhado com nossa ciência, também podemos lidar inteligentemente com a importante busca da imortalidade, que a tantas pessoas excita. ..

A ciência convencional está fundamentada no conceito

de que a matéria é o tijolo constitutivo de todas as coisas. A vida, a mente e a consciência, portanto, seriam meros epifenômenos (fenômenos secundários) da matéria. Sob essa ótica, a morte põe fim a todos os epifenômenos que, de algum modo,

manifestam-se nos seres vivos. (No entanto, é revelador saber que nenhum dos paradigmas materialistas conseguiu desenvolver modelos satisfatórios para o surgimento da vida, muito menos para a mente ou para a consciência.) Obviamente, a questão da reencarnação não faz sentido sob esse prisma. Mesmo assim, metade da população mundial crê em religiões que incluem a reencarnação. É ainda mais interessante saber que excelentes dados científicos, em áreas distintas, parecem estar sustentando os modelos reencarnatórios dessas religiões. Em muitas culturas, há livros dos mortos descrevendo a jornada pós-morte da alma. Entre tais livros, um dos mais famosos é o da cultura tibetana, chamado Livro tibetano dos mortos. Pessoas que voltaram do limiar da morte descrevem suas experiências de quase-morte em termos claramente similares aos empregados no Livro tibetano dos mortos. .

Embora os cientistas convencionais digam que boa parte desses novos dados é subjetiva ou, mesmo, fraudulenta, na verdade eles representam anomalias para o paradigma materialista, pois, se essas coisas são reais, então a alegação materialista de que "nada existe além da matéria" é diretamente falseada. Com efeito, a reencarnação e experiências de quase morte não são os únicos fenômenos anômalos para a ciência

materialista. Seus limites estão sendo postos em xeque em diversas frentes. Há problemas de "sinais de pontuação" na evolução biológica, que Steven Gould popularizou; há problemas de morfogênese biológica, que Rupert Sheldrake trouxe à nossa atenção; há problemas de cura mente-corpo, sobre os quais

luminares como Deepak Chopra e Larry Dossey escreveram copiosamente. Há anomalias de percepção extra-sensorial e, até, de percepção normal. Nossa criatividade e nossa espiritualidade devem ser consideradas fenômenos anômalos para o paradigma materialista. Mais notável ainda: anomalias e

paradoxos da própria física, da física quântica, foram tema demuitos livros recentes.

A nova ciência da reencarnação é um desdobramento de um novo paradigma da ciência, dentro do primado da consciência que tem se desenvolvido há algum tempo. Meu livro, O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material, (Aleph, 2007) sugere que todos os paradoxos e anomalias da física quântica podem ser resolvidos se basearmos a ciência na premissa metafísica de que a consciência, e não a matéria, é a base de toda a existência. Em meu livro seguinte, The physicists view of nature, vol. II: the quantum revolution [A natureza segundo o físico, vol. II: a revolução quântica], mostrei que o novo paradigma da ciência (ao qual dou o nome de "ciência dentro da consciência", ou "ciência idealista") pode ser estendido para explicar não só as anomalias da psicologia - normal e paranormal - como também da biologia, da ciência cognitiva e da medicina do corpo e da mente. Esse novo paradigma também integra ciência

e espiritualidade, que é o tema do meu livro A janela visionária:

um guia de iluminação por um físico quântico. Na presente obra, exploro e amplio ainda mais a nova ciência, incorporando a vida após a morte, a reencarnação e a imortalidade.

Na verdade, comecei a pesquisa para A física da alma quase

que imediatamente após a publicação de Universo autoconsciente,

e todos os aspectos maravilhosos informados nos livros

que mencionei acima nasceram dessa pesquisa. Este livro foi quase publicado de forma prematura em 1997, mas fi co contente, analisando tudo hoje, por não ter feito isso. Subseqüentemente, o que deteve a publicação de A física da alma foi a intrigante questão da ressurreição e da imortalidade. ..

Existe mesmo uma alma que sobreviva à morte e transmigre de um corpo para outro? Vou mostrar que, quando as idéias quânticas são incluídas em nosso modelo de consciência, no contexto da ciência idealista, há uma entidade semelhante à alma - que chamo de "mônada quântica" -, agindo como mediador da reencarnação. Será que a reencarnação é científica,como é viver e morrer? Examino as conseqüências da nova ciência da reencarnação sobre nossa cosmo visão, sobre a forma de morrer e de viver, e sobre como deveríamos entender nossa busca pela imortalidade. É possível desenvolver uma física da imortalidade? Sim, é, embora aspectos dessa física possam levar

décadas, talvez séculos, para ser confirmados e manifestados evolutivamente. Mesmo assim, sugiro que encontremos ânimo para tal empreendimento em alguns dados controvertidos que êm estado conosco há várias décadas ...
Texto extraído do Prefácio do livro A FÍSICA DA ALMA, DE AUTORIA DO FÍSICO QUÂNTICO INDIANO AMIT GOSWAMI. ELE ESTEVE NO BRASIL E DEU ENTREVISTA NO RODA VIVA SOBRE FISICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE. VISITE O GRUPO FISICA QUANTICA E ESPIRITUALIDADE ( TEM A ENTREVISTA POSTADA)

sábado, 27 de março de 2010

O que é o Universalismo Crístico.

O Universalismo Crístico é uma metodologia de compreensão espiritual que tem por meta analisar as crenças e a sabedoria de todas as religiões com o objetivo de, através de estudos e debates, construir uma visão unificada sobre as questões espirituais, libertando-se de dogmas e rituais que não atenderão às necessidades de espiritualização das gerações futuras. A partir desses estudos, cada um define o ritmo de sua caminhada e presta satisfações somente a sua própria consciência. O Universalista Crístico se despe de rótulos! Ele não precisa de identidade religiosa, porque já está Uno com Deus.

Fundamentalmente o Universalismo Crístico é um convite a um sensato processo de espiritualização interna. Eis a diferença fundamental entre espiritualizar-se e cultivar crenças religiosas. Espiritualizar-se é uma caminhada de autodescobrimento e evolução. Religiosidade é apego a crenças mais culturais do que necessariamente espirituais. O livro Universalismo Crístico aborda esse entendimento com profundidade.

Basta perguntar-se até aonde suas crenças provocam reflexões internas. Religiosidade é um conjunto de respostas estabelecidas por lideres espirituais. Espiritualização é um conjunto de perguntas internas, que abrem as portas de nossas mentes e corações. Esse último é a essência da busca do Universalismo Crístico. Aquele que despertou para a busca da Verdade sabe que as respostas que realmente interessam estão dentro de si mesmo

sexta-feira, 19 de março de 2010

Uma mensagem de PAZ para o mundo-Vania Vieira.Esta mensagem vai ser postada no site da ISARC.

-Uma mensagem de Paz para o mundo-
-Vania Vieira da Silva-
ISARC em parceria com a Loja Rosacruz Brasilia-DF
Séculos anteriores os alquimistas trabalhavam em seus laboratórios na transformação de metais vis em ouro. Essa transformação era feita em várias etapas e seguia uma progressão operativa que se tornava mais difícil à medida que se aproximava da fase final. Contudo, sabemos hoje, essa alquimia material, que deu origem à química moderna, era apenas a contraparte de uma alquimia espiritual, baseada na purificação gradual da alma humana. Os alquimistas sabiam perfeitamente, que o objetivo da existência humana no planeta Terra é EVOLUIR para a perfeição e que essa evolução só seria possível ser realizada, pelo contato com o mundo físico e pela compreensão que só este oferece as experiências necessárias para uma regeneração física, mental, emocional e espiritual. O elemento básico da alquimia nesse sentido é a personalidade do homem e neste momento que estamos atravessando –o planeta como um TODO- urgem transformações e mudanças verdadeiramente alquímicas para que isso aconteça imediatamente... A “Grande Obra” tão citada em nossa literatura, não consiste em transformar “chumbo em ouro” mas em realizar a perfeição dentro de cada um e aí sim, buscar a perfeição no nosso ambiente externo!
Não resta dúvida neste momento atual que a humanidade e a natureza estão em colapso. Porém, nem tudo é sem sentido ou fora dos limites de nossa ação. Em meio ao caos, começa a surgir uma reação global, serena e oculta. Um princípio organizador começa a se manifestar espontaneamente, em busca de um novo estado de equilíbrio, gerando uma revolução silenciosa, de dentro para fora e de baixo para cima... A humanidade está cada vez mais ciente da unidade cósmica, ou seja, da humanidade, da natureza, da vida e do Universo. Tudo agindo integralmente em busca de uma perfeição organizada que é a matriz que governa os nossos sistemas interiores e planetários... Todos agem em uníssono...e assim tem que ser...assim É!
Ao buscar o conhecimento aqui traduzido como “A Luz”, o homem tem explorado territórios desconhecidos e investigado segredos onde os buscadores sérios adquirem maior evolução. Nas Escolas de Mistérios, as Escolas de Conhecimento Arcano, são encontradas as práticas para uma vida mais voltada para o Bem e consequentemente para a saúde, a harmonia interior, a simplicidade, a felicidade e a Paz.
Na verdade estamos ligados ao nosso futuro individualmente e coletivamente e ao futuro do planeta e do nosso Sistema Solar, como se por um “cordão de Prata” e estamos sendo despertos para essa verdade, que é de fato uma grande responsabilidade... uma CO-Operação responsável... A Paz que através dessa certeza devemos instalar no mundo é de nossa inteira RESPONSABILIDADE e o tempo nos cobra essa exigência...Parece de fato à meu ver, que lentamente se forma um novo tecido social, sem fronteiras, uma nova rede de valores e uma nova forma de relacionamentos dos seres humanos entre si, com a natureza e com o Todo. Uma rede de pensamento global tem que ressurgir do caos e se instalar por todo o nosso planeta revestindo com harmonia e paz, todos os quadrantes desse nosso Lar que é a Terra! Não nos esqueçamos que as pessoas, por si próprias, são os agentes das transformações que desejamos ver no mundo. Somente nós em União com nossas mentes e nossas ações, podemos instalar aquilo que desejamos...
Nenhum poder econômico, político ou militar pode ser comparado com o poder de transformação que podemos realizar através das nossas mentes. Devemos compreender que somente mudando deliberadamente, conscientemente as nossas imagens da realidade, poderemos transformar verdadeiramente o mundo! É hora de percebermos que pelo conhecimento podemos encontrar a nossa própria origem cósmica e expandirmos a nossa consciência, individual e/ou coletiva até os limites possíveis. Mudemos o homem para que assim, possamos mudar o mundo. Sem uma Humanidade modificada interiormente, que saiba a razão de sua existência na Terra, nossas leis, por mais rígidas que sejam, não conseguirão resolver os nossas questões atuais. Quando a maior parte de nós conseguir integrar plenamente esses aspectos, então será formada uma massa crítica impossível de ser detida. Isso significa, acima de tudo, que somos inteiramente responsáveis pelo nosso mundo, pois ele foi primeiramente criado em nossas mentes para, somente depois, tornar-se realidade física. Se desejarmos, verdadeiramente, transformar o mundo, o primeiro e principal passo a ser dado é o da nossa própria transformação. É a única atitude para a qual não dependemos de ninguém e cujas únicas exigências são a firmeza de propósitos e pureza de coração. Nessa transformação consciencial, o desejo de vivermos em paz é primordial. Sem paz em nossas vidas nada poderemos construir. Como o somatório de todas as vidas individuais resulta no mundo em que vivemos, nossa participação pela paz mundial, por mínima que seja, é importante.
Deixo aqui algumas palavras na simplicidade de Mahatma Gandhi:
“Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho!”

quarta-feira, 17 de março de 2010

Livro dos Mortos do Egito Antigo.

Livre des Morts des Anciens Egyptiens- Grégoire Kolpaktchy
Minha tradução-Vania Vieira

Que eu atravesse o Firmamento e admire os esplendores
Cujos raios me extasiam!
Possa eu, como um pássaro, planar nos ares
E contemplar, dia após dia, reunidos perto de Ra
Os Espiritos Santificados!
Possa eu ser socorrido pelas preces dos Iniciados.
Neste momento,
Em que suas ligeiras sandalias apoiadas na areia,
Marcham em silencio.
E tu, Ser poderoso de movimentos rápidos
Que conduz às Regiões Inferiores,
Às Sombras e aos Espiritos Santificados,
Deixa-me em minha qualidade de favorito dos deuses,
Percorrer em paz a Região dos Mortos!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Oração pela PAZ!

O SEGREDO PARA A PAZ DO MUNDO

Revelando o Segredo para a Paz no Mundo-
A Paz no Mundo é possível!
O único meio para que a Paz no mundo esteja presente na Humanidade é que a Humanidade esteja presente ao manancial da Paz que está presente em vocês e no Mundo.
A Paz está aqui! Não, realmente ela não está. Ela está esperando que vocês a encontrem. A Paz é paciente e segura. Ela sabe que algum dia vocês ouvirão o seu chamado e quando o fizerem a sua vida mudará para sempre.
É um tempo surpreendente em que estamos vivendo agora. Eu me lembro do sentimento incrível que eu tive quando eu me comprometi com os Guardiões da Paz de Toronto e de todo o mundo e marchei pela Paz. Foi maravilhoso! Tanto amor, alegria, e naturalmente, Paz!
E ver e saber que esta era realmente a primeira vez que o mundo poderia ver que as pessoas de cada nação ansiavam e desejavam a paz. Que eles queriam que todos nós soubéssemos que a paz era possível se a escolhermos. Não importava a cor, o credo, ou o país, todos nós marchamos pela Paz.
É isto o que John e Yoko tentaram dizer, que a Paz era possível se a escolhermos.
Assim, para ajudar a revelar a Paz que está presente neste momento e em vocês, eu compartilho uma Oração pela Paz.

ORAÇÃO PELA PAZ NO MUNDO
Ian Paul Marshall

Há Uma Paz, Um Poder, Uma Presença, que permeia e penetra todo o Universo. É uma Força de Deus. É a Fonte de toda a Existência. Ela está ativa em todas as coisas. Ela é uma Energia disponível a toda a humanidade e está presente agora, neste exato momento.
Eu compreendo agora que eu sou um pilar da Paz. Eu sei que eu sou uno com este Poder. Esta Presença Gloriosa é o alicerce do meu ser. Esta Energia Cósmica flui através de mim e me conecta com toda a Humanidade.
Eu escolho agora usar este imenso poder da minha mente para criar um mundo digno de todos nós. Eu dirijo os meus pensamentos em direção à Paz, ao Amor, à Cooperação e eu posso ver todas as pessoas do mundo, unidas em uma Celebração Jubilosa da Vida. Esta energia que eu libero, transforma este momento e toda a eternidade. As gerações que vierem, serão abençoadas com um mundo baseado na Paz. Pois eu sei agora que a Paz começa comigo e é o legado legítimo para as Humanidades. Um legado que eu vivo diariamente com todos os meus pensamentos, palavras e ações.

A Paz está aqui agora!

A Paz está aqui para sempre!

Eu agradeço por este momento sagrado de Paz. Eu agradeço por uma eternidade de Paz. Eu agradeço pela minha família global que vive na Paz. Eu agradeço pelos laços de amor que nos unem com força e coragem para criar o mundo dos nossos sonhos.

Um Mundo de Paz.

Um Mundo Amoroso.

Um Mundo Pleno de Infinitas Possibilidades.

Eu sou Uno com toda a Existência. Eu sou Uno com a Fonte da própria Vida. Eu sou Uno com a Presença da Paz e compartilho estas bênçãos com todo o mundo.

Eu sei que as minhas palavras são cheias de Verdade e de Poder e eu as libero à Lei Universal da Vida. Eu sei que como eu o disse, assim será.

E assim é.

Paz. Paz. Paz.

Amem.

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Fonte: Ian Paul Marshall & http://earthsgreatawakening.com