quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ETERNA APRENDIZ!!!

http://www.youtube.com/watch?v=tHkDVrNjbVw&feature=related

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Vida Eterna=Vania Vieira

Lá no Reino Encantado mora um índiozinho criança de nome Luz de Prata.

Em noites de lua cheia este pequeno menino não deixa passar a oportunidade de ir se banhar em seus raios prateados.

Sobe a colina, e entre as milenares árvores faz uma pequena fogueira para se aquecer, com os gravetos que encontra espalhado.

E por lá fica, reabastecendo- se da energia que a Lua lhe envia, durante toda noite e madrugada, retornando para sua aldeia apenas quando a luz do Sol chega.

Atravessa calmamente as terras do Reino Encantado, colhendo flores que encontra pelo caminho, com as quais presenteia sua mãe Raio de Sol.

Naquele dia, ao chegar em sua oca, por lá encontrou a Rainha Menina que estava dizendo :

- Vim trazendo uma notícia que fará cada coração ficar triste.

- Do que se trata Rainha Menina ? perguntou Raio de Sol.

- A índiazinha Luz da Vida partiu para a grande viagem.

Sem entender direito o que seria, perguntou o índiozinho criança:

- Viajou sem se despedir de mim ?

- O tempo dela aqui na aldeia terminou – respondeu sua mãe, entre lágrimas.

- E para onde ela foi ?

- Foi para a casa do Grande Criador, Deus Tupã.

- Nunca mais vou poder ver Luz da Vida ?

- Vai sim, ela está viva dentro de você – respondeu Rainha Menina. Ela plantou amor no teu coração e permanecerá viva dentro dele.

- Sim, mas não poderei vê-la com meu olhos.

- Poderá sim – continuou Rainha Menina - Tupã permite que nos vejamos nos sonhos. E Sua sabedoria é tão grande que também nos permite voltar outra vez para este mundo.

Despedindo-se, a Rainha Menina se afastou, voltando com vagar para o Reino Encantado.

Meses se passaram, e eis que certo dia Raio de Sol dá a luz a uma linda menininha. Foi quando o indiozinho Luz de Prata perguntou :

- Pode ser Luz da Vida que esteja voltando ?

- Sim, pode ser.

- E como iremos chamar minha irmãzinha ?

Emocionada, Rainha Menina respondeu:

- Foi-me dada a honra de escolher o nome. E ela irá se chamar

« Vida Eterna »

domingo, 17 de janeiro de 2010

DIA DO AMIGO-18 de abril de 2012-Gracias a la vida, que mi ha dado tanto...

Quando meus Irs.`., MEUS AMIGOS fraternais, os que fazem parte do meu espaço mais interior e sagrado, surgiram em minha vida, eles se tornaramm fontes de compreensão, amizade, ética, fraternidade, acolhimento e amor...na verdade desde entào são parte do meu Paraíso. Meu Paraíso particular é assim: tem dias claros, muitas bibliotecas, espaços limpos e amplos cheios de seres
pensantes e inteligentes, bondosos e compreensivos, com os quais eu posso conversar por horas e horas, exercitando minhas habilidades de reflexão e convívio fraternal...
Mas, em meu Paraíso interno tem também um silêncio onipresente, quase sagrado, que é ocasionalmente entrecortado por melodias suaves e harmônicas, do tipo que faz bem à alma.
Na verdade, eu encontro esse paraíso na Terra em raríssimas e sagradas ocasiões, ocasiões especialíssimas, diga-se de passagem...e é nele que reabasteço minha alma e me renovo por inteiro...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Os mapas da alma nào têm fronteiras...

À primeira vista, o mundo parece uma multidão de solidões amontoadas, todos contra todos, salve-se quem puder; mas o sentido comum, o sentido comunitário, é um bichinho duro de matar. A esperança ainda tem quem a espere, alentada pelas vozes que ressoam desde nossa origem comum e nossos assombrosos espaços de encontro.

Eu não conheço felicidade maior que a alegria de reconhecer-me nos demais. Talvez essa seja, para mim, a única imortalidade digna de fé. Reconhecer-me nos demais, reconhecer-me em minha pátria e em meu tempo, e também me reconhecer em mulheres e homens que são meus compatriotas, nascidos em outras terras, e reconhecer-me em mulheres e homens que são meus contemporâneos, vividos em outros tempos.

Os mapas da alma não têm fronteiras...

Eduardo Galeano.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A MELHOR oração é AMAR!

A melhor oração é amar...
09-Jan-2010
Se não sabes amar tu não deves orar...
a melhor oração é amar...
Se tens desavenças no coração de
nada adianta orar...
Se tens ódio a ceifar tua vida
a oração é inútil...
A melhor oração é amar...
A melhor oração é amar...
Se não sabes amar tu não deves
orar, pois a melhor oração é amar...
O coração que ama ilumina todos
os seres do Senhor... a melhor oração
é amar...
A melhor oração é amar...
Se não sabes amar tu não deves orar...
Se tens mágoa no coração não pode haver
perdão... a melhor oração é o coração sem mágoa..
A melhor oração é amar!!!
(oração atribuída a Francisco de Assis)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

...do Luis Aurélio, um pesquisador .

O ano de 2012 traz em si "a marca do destino", e aqui neste texto mostrarei minha conclusão a respeito desta data potencialmente cataclismica, que julgando pelos fatos que andei pesquisando nestes últimos 12 meses encerram uma possibilidade concreta de que alguma tragédia considerável se avizinha de nosso planeta e ameaça esta sociedade de alta tecnologia.
Mostrei nos textos anteriores os vários acontecimentos desta ameaça ao equilíbrio geofísico da Terra, assim como as pesquisas realizadas por satélites e cientistas, mas creio que todo este trabalho de informação tenha diluído de forma desordenada as evidências necessárias sobre a realidade perturbadora que nos aguarda em 2012.

Estou atirando pedras no telhado dos outros, mas não escondo as mãos, assim espero deixar mais claro o por que de 2012 estar assinalando c/ fortes possibilidades uma catástrofe global.
Muitas vezes procurar pela verdade se torna uma tarefa desagradável, pois vc começa a ver que as escolhas que fez já não são mais adequadas ao que vc está vivendo e hoje vejo que muitas de minhas crenças desabaram ao enfrentar a realidade dos fatos...como disse Thomas Huxley, falando da ciência, é duro quando os feios fatos vêm matar uma bonita teoria.

Mas por que em 2012, especialmente???
Fiz um rastreamento das descobertas relacionadas ao tema, mais especificamente ao que tange à astronomia, o Sol e sua influencia sobre o sistema em que vivemos, planetas, cometas, pulsares e tudo o mais que dizia que o mundo vai acabar mesmo em 2012 e descobri diversas maneiras deste mundo acabar, mas tudo tolice.
Na verdade, não vai acabar, mas irá sim, sofrer uma enorme tranformação que começará em 2012, assim inaugurando a superação de nossas diferenças como individuos para além de todas as fronteiras externas e internas de ser.
Mas estas mudanças serão fatais e dramáticas em nível planetário.
Em suma, pelo fato de tratar-se de uma impressionante reunião de fenômenos astro-físicos, compostos de vários encontros planetários c/ ciclos de longo prazo.
Vou afirmar aqui que o aquecimento global talvez não venha a ser a causa única de uma catástrofe climática, mas certamente está agravando nossa vulnerabilidade atmosférica.
Assim sendo, o problema maior não é de causa antropogênica, mas sim de origem extra-planetária.
A Atividade solar crescente nesta última década é resultado direto de um crescente fluxo de matéria, energia e informação (em forma de ondas) que experimentamos ao avançar p/ dentro da "nuvem de energia" interestelar. Sendo assim, novas exigências estão sendo feitas ao Sol e o resultado delas se reflete em nosso planeta.
O perigo real virá da sobrecarga de energia que logo nos apresentarão as tempestades solares, e que ao mesmo tempo intensificarão as atividades sísmicas, vulcânicas e acelerando de forma assustadora o volume das aguas e furacões e sem deixar passar que c/ isto o eixo dos pólos também se deslocarão provocando as mais violentas calamidades da historia moderna.

Está "ameaça de cima" talvez explique (de forma velada) o fracassado encontro em Copenhaque entre ambientalistas e governos do mundo.
Vimos que os interesses econômicos dos países, principalmente das grandes potências, minaram qualquer possibilidade de acordo, onde a natureza é colocada como um detalhe, na verdade, "uma pedra no sapato" p/ muitos governos.
Mas muitos de nós estão conseguindo se libertar da ignorância e perceber a tempo a catástrofe que a raça humana irá enfrentar e seguramente nada se dará pelos governantes, salvo seus protegidos....mas nos todos estaremos fadados a uma nova realidade: milhões de acampamentos de refugiados sobreviventes do clima..

A nuvem energizada do dr. Dmitriev
Agora vou apresentar uma das primeiras evidências científicas sobre o fim de nossa civilização: -vamos p/ a Sibéria em alguma cidade remota deste lugar vive e trabalha o dr. Alexey Dmitriev, de 60 anos e geofísico da Academia Russa de Ciências, ele tem um currículo impressionante, c/ mais de trezentos artigos acadêmicos publicados, na maioria sobre geofísica e meteorologia, autor de vários livros, e recebeu diversas indicações e prêmios.
O trabalho do dr. Dmitriev c/ o espaço inter-planetário é algo fascinante, explica que a noção de um espaço interestelar não homogêneo é mais coerente do que aquela que todos nós aprendemos, que estamos nos movendo no espaço de puro vácuo, sem sentir, e que somos passageiros do Sistema Solar, que gira numa órbita não especifica pela Via-Láctea, e no qual avança não se sabe p/ onde, universo afora.
Bem, os antigos maias, é claro, estudaram e registraram tudo isso c/ muita profundidade e deixaram indicados em seus Códices (que restou deles), mas este assunto deixarei p/ próxima oportunidade.
Nenhum outro cientista jamais mencionou a possibilidade de que o Sistema Solar esteja se dirigindo p/ um quadro de circustâncias novo e hostil, sendo assim, não há nenhuma garantia de que o espaço interestelar permaneça p/ sempre e uniformemente negro, frio e vazio.

Para vc ter uma idéia do que está acontecendo ao Sistema Solar, primeiro deixe de lado os modelos convencionais de esferas girantes em meio a um imenso vazio.
Tente entender esta explicação do dr. Dmitriev de que a heliosfera atingiu um setor turbulento, ou seja, faixas e corredores magnetizados que contém hidrogênio, hélio, partes de oxigênio e outros elementos, combinações e compostos, inclusive poeira espacial, talvez os restos da ultima explosão de uma estrela.
Como qualquer outro objeto que se desloca (um barco na agua, por exemplo), a heliosfera criou uma onda de choque a sua frente, empurrando particulas do espaço interestelar. Essa onda se tornou mais larga e mais espessa quando a heliosfera penetrou na citada região do espaço, mais densa, na qual existe maior numero de particulas a serem varridas do seu caminho.
A densidade dessa onda de choque fez c/ que uma combinação de plasma se formasse numa camada parietal (parede), que em seguida se avolumou á volta do Sistema Solar e irrompeu pela região interplanetária...essa irrupção faz seu retorno de energia e matéria do espaço interplanetário de volta ao Sistema Solar (baseado na monografia do dr. Dmitriev).
Explicando melhor, a onda de choque cercou a extremidade da heliosfera, do mesmo modo que chamas envolvem o nariz de um foguete e seus lados quando este reentra na atmosfera e segundo dr. Dmitriev a onda de choque está agora avançando p/ a nossa heliosfera e penetrando em regiões do sistema solar.
A conseqüência é que grandes quantidades de energia vêm sendo injetadas no domínio interplanetário, imprimindo ao Sol um comportamento errático, perturbando o campo magnético da Terra e, muito possivelmente, exacerbando o aquecimento global que ora atinge nosso planeta.

A onda de choque
Ao analisar os dados da missão Voyager, dr. Dmitriev e seus colegas descobriram a onda de choque no sistema solar. Lembrando que as duas sondas gêmeas Voyager I e II foram lançadas em 1977 e transmitiram informação detalhada a respeito de luas, anéis e ambientes magnéticos dos planetas exteriores durante mais de uma década.
Utilizando os dados das Voyager como ponto de partida, dr. Dmitriev comparou estes dados á pesquisas mais recentes colhidas de periódicos científicos russos e ocidentais, bem como da NASA e da ESA (Agência Espacial Européia) e assim encontraram provas espantosas de que a heliosfera vem se comportando de maneira mais agitada e imprevisível do que há vinte anos atrás, desde quando as Voyager fizeram suas primeiras mensurações nos confins do espaço.
A onda de choque é mais forte na extremidade da heliosfera, em seu avanço pelo espaço interestelar, assim como por exemplo uma esteira de um barco é mais acentuada na frente, no ponto em que a quilha divide as águas. Assim a onda de choque tem maior impacto nas atmosferas, climas e campos magnéticos dos planetas exteriores: Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão e o recém descoberto Planeta X (existem muitas duvidas se Plutão e o Planeta X são realmente da familia dos planetas) http://pt.wikipedia.org/wiki/Planeta_X
A nuvem de energia interestelar tem sido muito estudada por cientistas russos e do qual também se destaca Vladimir B. Baranov c/ seus trabalhos em hidrodinâmica do plasma interplanetário e desaceleração do vento solar pelo meio interestelar divulgado pelo Soros educational Journal em lingua russa.
Cientistas planetários da Rússia, Europa e Estados Unidos estudaram este modelo matemático da heliosfera de Baranov, e juntaram a mais informações da NASA e da ESA, e aos fundamentos do dr. Dmitriev o que revelou uma correspondência de 96%, e segundo eles nossa heliosfera permanecerá dentro da onda de choque pelos proximos 3 mil anos.

Planetas estão se aquecendo
Urano e Netuno tiveram seus polos magneticos invertidos, assim como está acontecendo com a terra. http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4185432-EI8147,00-Cientistas+detectam+rapida+movimentacao+do+polo+norte+magnetico.html

Além disso, as atmosferas dos dois planetas ficaram mais brilhantes e parecem estar se aquecendo, o que é de esperar quando existe influxo de novas energias. As auroras, essas exibições magnificas de luz causadas por entradas de radiação na atmosfera, surgiram há pouco em Saturno, assustando os astronomos, com uma tempestade do tamanho do planeta Marte e raios mil vezes mais violentos que os da Terra. Na lua de Saturno, Encelado, gêiseres enormes foram vistos pela primeira vez jorrando.
O maior planeta da heliosfera, Jupiter vem revelando alguns dos efeitos mais pronunciados da onda de choque, seu campo magnético dobrou de tamanho e avança na direção de Saturno. http://noticias. terra.com. br/ciencia/ noticias/ 0,,OI4121728- EI238,00- Detectada+ em+Saturno+ a+maior+aurora+ boreal+do+ Sistema+Solar. html
Campos magnéticos são literalmente, campos de energia: p/ estes campos dobrar de tamanho significa dobrar a quantidade de energia que os sustenta. Se visto da Terra, o campo magnético de Jupiter pareceria (se fosse visivel), maior que o Sol observado a olho nu. Auroras têm fulgurado entre jupiter e sua lua Io, que também vem revelando atividade vulcânica sem precedentes. Mas o que mais esta impresionando os cientistas foi a descoberta em março de 2006, de que Jupiter está desenvolvendo uma nova mancha vermelha, basicamente uma tempestade eletromanética sem fim, quase tão grande quanto a Terra.
Os atronomos vêm rastreando essa mancha desde 2000, oficialmente conhecida como Oval BA, ela se formou quando três manchas menores colidiram e formaram a nova conflagração que esta crescendo de tamanho
http://www.astronomia.web.st/index.php?aid=39
Os monitoramentos de Jupiter feitos pela Jet Propulsion Laboratory (JPL) em Pasadena, California, explicam que a coloração cada vez mais avermelhada da Oval BA indica seu aumento e intensificação como tempestade, mas da onde estará vindo a força que a está alimentando?
O JPL não sabe ainda como responder, mas dr. Dmitriev e Baranov sugerem a onda de choque que vem carregando de energia a atmosfera de Jupiter, gerando tormentas elétricas e provocando erupções vulcanicas.
Os efeitos da onda de choque começaram a ser detectados tambem nos planetas interiores. A atmosfera de Marte se tornou mais densa e portanto, potencialmente mais benigna, atmosferas densas oferecem maior proteção contra radiação cósmica e solar, tambem a atmosfera de Vênus está mudando em composição quimica e aspecto óptico, adquirindo mais luminosidade, um indicio de que seu conteúdo energético vem aumentando.
Embora o Sol se encontre no centro da heliosfera e portanto mais distante da esteira criada pelo avanço e dos efeitos da onda de choque, ele (Sol) é bem mais suscetivel às infusões de energia que os planetas, assim como agua não pode absorver agua e terra não pode absorver terra, a massa derretida de energia do Sol não pode absorver e dissipar energia c/ a mesma eficiência que os corpos materiais densos e frios dos planetas. Desse modo, até as projeções relativamente pequenas da onda de choque têm impacto significativo no Sol.

Perspectiva do dr. Dmitriev
Segundo dr. Dmitriev a crescente atividade solar é resultado direto do aumento de fluxos de materia, energia e informação que nos atingem enquanto nos movemos rumo á nuvem de energia interestelar. Novas exigências estão sendo impostas ao Sol e experimentamos seu impacto em nosso planeta
Aquilo que perturba o Sol nos perturba, eis a mensagem. Todos os planetas, inclusive a Terra, estão sujeitos a um duplo influxo, absorvendo a onda de choque direta e indiretamente, por meio do tumulto que ela gera no Sol.
Existem sinais inequivocos e confiáveis desse fenômeno ameaçador tanto p/ a Terra quanto p/ o restante do espaço adjacente. O que nos resta fazer é compreender estes fenomenos ciclicos e procurar achar os meios de sobrevivencia.


Luis Aurélio Fogazzi
O autor deste texto é nascido no Rio Grande do Sul, formado em Educação Fisica e Fisiologia, pesquisador independente em várias linhas do conhecimento humano. Atua profissionalmente como radiestesista especializado em geopátias ambientais, é pesquisador e inventor de tecnologia baseados em geradores psicotrônicos. Organiza e ministra cursos nas áreas da saúde , ecologia e paraciências.
"A sorte é a reunião da oportunidade com a prontidão. A intenção o colocará diante de oportunidades, mas você precisa agir quando elas lhe forem apresentadas"

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Fernando Pessoa e o ocultismo.

Fernando Pessoa interessava-se pelo ocultismo e pelo misticismo, com destaque para a Maçonaria e a Rosa-Cruz (embora não se lhe conheça qualquer filiação concreta em Loja ou Fraternidade dessas escolas de pensamento), havendo inclusive defendido publicamente as organizações iniciáticas no Diário de Lisboa (4 de fevereiro de 1935), contra ataques por parte da ditadura do Estado Novo. O seu poema hermético mais conhecido e apreciado entre os estudantes de esoterismo intitula-se "No Túmulo de Christian Rosenkreutz". Tinha o hábito de fazer consultas astrológicas para si mesmo (de acordo com a sua certidão de nascimento, nasceu às 15h20, tinha ascendente Escorpião e o Sol em Gémeos).[4] Realizou mais de mil horóscopos.

Apreciava também o trabalho do famoso ocultista Aleister Crowley, tendo inclusive traduzido o poema Hino a Pã. Certa vez, lendo uma publicação inglesa de Crowley, encontrou erros no horóscopo e escreveu-lhe para o corrigir. Os seus conhecimentos de astrologia impressionaram Crowley e, como este gostava de viagens, veio a Portugal conhecer o poeta.Acompanhou-o a maga alemã Miss Hanni Larissa Jaeger,que passou a escrever cartas a Pessoa, assinadas com um pseudônimo ocultista.

O encontro não foi muito amigável, dados os graves desequilíbrios psíquico e espiritual de que Crowley padecia, embora, apesar disso, ainda ensinasse. Pessoa e outros propuseram uma operação de desinformação na contra propaganda que se iniciava com a ascensão do nazismo na Europa, em que Crowley teria ajudado o MI5, serviço secreto britânico, como agente especial. Crowley junto com Louis De Wohl,nascido na Alemanha, também ocultista e supostamente como Pessoa um membro "Lantern" do "The Seven Circle". Pessoa se considerava um ocultista e astrólogo amador, e aparentemente, além de traduzir obras de Crowley para o português, como o Hino a Pan, foi de alguma forma envolvido também por Crowley, que como agente duplo se utilizava de um acrônimo conhecido por Maskmelin,um mágico e mestre secreto da "The Seven Circle", codinome "Secret Agent 777", uma clara referência baseada na Qabalística escrita pelo próprio Crowley, da sua colecção, editada e introduzida pelo Dr. Israel Regardie. Ao que parece, junto com outros ocultistas infiltrados pela "The Seven Circle", alguns deles como Wohl, ajudaram o serviço secreto inglês na criação do plano de ocultismo, desenvolvendo horóscopos e diversos documentos falsos para ludibriar os nazistas que começavam a se infiltrar por toda Europa.

Fernando Pessoa.

Refresca-me a alma de espuma...
Pra além do mar há a bruma...

E pra aquém? há Cousa ou Fim?
Nunca olhei para trás de mim...

Sem o IMAGINAR! Vania Vieira.

E eis que, num abre-te sésamo, descobriu-se existir lá num reino de longe, junto aos egípcios, uma planta cujas folhas( o papiro!), colocadas umas vizinhas às outras e coladas, serviam exatamente para o que se queria: juntar os pedaços das histórias. Assim todos os que lessem o que nelas estava gravado murmuraram sem susto: e depois? Da folha seguinte saltaria a resposta consoladora.

E o passar das horas se repetia incessante. Ao observar o trabalho dos pastores, que curtiam a pele de ovelhas e cabras, algumas pessoas perceberam a mão da natureza, mãe generosa, imolando alguns de seus filhos, para que outros pudessem subsistir alimentados pelas fábulas inscritas no pergaminho. E era longo o percurso de muito copiar: costas curvadas, dedos enrijecidos, fatigado labor.

A roda da vida engoliu o tempo. Agora, tipos metálicos repetiam nos papéis os caracteres contadores de história, tantas vezes quantas, sujos de tinta, percorressem as folhas brancas. Ainda mais tarde, os olhos buliçosos das crianças arrancariam das páginas o colorido alegre das figuras, que falava de histórias tão bonitas... Ah! e desde então elas vinham morar dentro dos coraçõezinhos alvoroçados!

E a máquina prodigiosa foi capaz também de encher de suspiros tardes e noites de muita moça em botão. Era só passar a página dos livros e, como num espelho, ver projetarem-se os seus sonhos e lá, invariavelmente, estava ele: o jovem capaz de lhe oferecer o mundo com o perfume da ilusão...
Nem sempre era tudo tão ameno assim, porém. Por vezes era como se os tipos de metal recebessem vergastadas: das folhas de papel, então, emergia toda a crueldade de uma realidade sombria. E era assim que, descendentes muito longínquos daqueles que em volta da fogueira tinham aprendido o que era contar, partilhavam, tempos e tempos depois, o prazer e as dores das pessoas que brotavam das páginas dos livros.

Até que um dia descobriu-se uma maneira de todos lerem ao mesmo tempo, se quisessem. E criou-se uma caixa (diziam que era eletrônica!) cheia de histórias que, a cada dia, mais se enchia de outras, pois, não se duvide, o tecido da noite faz do mundo um continuo renovar-se com o nascimento de novos contadores. Muitas pessoas, entretanto, achavam estranho o objeto, por isso surgiram escuros vaticínios: agora, sim, para sempre finda a sedução de antes! O que virá depois? — era a pergunta que faziam aos sábios. Esses discordavam de tão sombrios presságios, entreolhando-se, serenos e de alma branda. Sabiam que a saga de encantamento das gentes parecia nascida para nunca terminar. Tantas vezes era uma vez.

É que desde o começo elas existiam... As pessoas.

No princípio, finda a jornada de labuta, costumavam ir em busca de calor e logo uma ciranda nascia em tomo às fogueiras. Frias eram as noites e elas, as pessoas, querendo se aquecer, ali também aqueciam seus sonhos, com o fascínio das histórias que vinham da voz pausada, porque sábia, de um homem de cabelos antigos e fundas rugas, capaz, entretanto, de iluminar ainda mais o ambiente com o fogo de sua palavra e o encanto de seu olhar. E se acontecia de ele sentir junto de si um hálito frio, molhado de noite, maior era o ardor com que envolvia seu conto, pois era assim que gostaria de ouvi-lo de novo, lá no além, recontado pelos que só partiriam algum tempo depois.

Até que um dia chegou o medo. Porque alguém se flagrara pensando alto: seria a perda do tesouro! Isso se, como por encantamento, as pessoas desaprendessem a arte de narrar. De repente, todos os mitos dos povos poderiam se apagar num lapso de memória dos guardadores das relíquias. Em coro, as pessoas ecoaram um único desgosto: que mundo sensabor seria aquele sem o fermento do muito imaginar!

Isso foi há muitos anos. Foi outrora.

Resta...-Vinicius de Morais.

O Haver de Vinicius de Morais.

E a mim...Resta, apesar de tudo,esta intimidade com o silêncio que eu prezo e dignifico...(Aynah)

Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.

15/04/1962