quarta-feira, 20 de maio de 2009

Para os nossos filhos...

Para os nossos filhos contarem para os nossos netos:: Izabel Telles

O menino que não tinha televisão.
A primeira coisa que o menino via quando saía da escola era o chapéu do avô. Depois a grande mão de dedos finos abanando para ele.Chegando em casa, o almoço estava pronto. O menino lavava o rosto e todo o braço, desde os cotovelos. E sentava-se à mesa ao lado do avô.O avô fazia-lhe o prato perguntando com uma voz bem baixinha:- Está bom assim? Olhando para uma colher meio cheia de arroz. É o menino que sabe o tamanho da sua fome...E o menino fazia que sim com a cabeça, olhando para a travessa de batatas fritas. E gostava de ver seu reflexo na porta espelhada da cristaleira da sala de jantar. Era como se ele pudesse se ver dizendo sim a si próprio. Aprovando-se.O avô falava no intervalo das garfadas e da sua boca saíam rios caudalosos cortando matas selvagens, índios caçando onças pintadas, cachoeiras escorrendo pelas costas das montanhas.E o avô imitava, vez por outra, o pio da coruja.E o menino sorria confiante ao ver o bico que o avô fazia refletido no vidro espelhado da porta da cristaleira da sala de jantar. Aprovando-o.Na sobremesa, o avô caprichava na conversa e mostrava ao menino como os macacos comiam bananas. Direitinho. Pareciam humanos!E o menino se divertia ao ver o avô comendo banana como os macacos. E via os dois refletidos na porta espelhada. Unidos.Depois do almoço o avô deitava um pouco no sofá da sala. Punha o chapéu sobre o rosto para fazer de conta que era noite.E o menino corria para o quintal a plantar bananeira. E gostava de ver o mundo ao contrário. De pernas para o ar.Um dia, o avô não apareceu na escola. E não tinha almoço pronto na mesa.E o menino viu uma lágrima escorrer pelo seu rosto no vidro espelhado da porta da cristaleira.Só à noite ele saiu da mesa e foi para o quintal. Viu no céu uma estrela e deu a ela o nome do avô. E ela piscou prateada na escuridão do infinito.Depois que o sol foi e voltou muitas vezes, o menino deixou de se sentir tão só. E foi aí que reparou que o chapéu do avô estava em cima da cristaleira da sala de jantar.Foi só neste dia que o pai do menino disse que ele agora poderia ficar com o chapéu do avô.Mas só até o dia em que ele tivesse seu primeiro filho.Ai ele teria que ir buscá-lo na escola... muitas e muitas vezes!

sábado, 16 de maio de 2009

A GFB...mais uma visão.

Muito se tem falado sobre a Grande Fraternidade Branca, principalmente na cultura esotérica. Se digitarmos num site de busca, as palavras "fraternidade branca", abrem-se dezenas, se não centenas de sites que abordam assunto sobre fraternidade branca. Em alguns desses sites existe alguma verdade, em outros nenhuma. O que falam, o que dizem, são assuntos totalmente distorcidos que não se baseiam e nem coadunam com a verdade sobre a Grande Fraternidade Branca. Que se faça entender na luz da verdade:A Grande Fraternidade Branca, da qual faz parte a Grande Loja Branca, é uma fraternidade de inúmeros membros, de todos os paises do planeta. A Grande Fraternidade Branca sempre existiu e sempre existirá, para o bem da humanidade, embora jamais interfira e jamais interferirá na ordem da natureza, principalmente quando esta devolve uma resposta justa para o erro praticado pelo homem.Para um ser humano ingressar na Grande Fraternidade Branca, é necessário antes de qualquer pretensão, galgar por estudo e merecimento, através de diversos graus, cada um com sua denominação e seus sinais de reconhecimento, além de palavras secretas, de algumas ordens discretas, cujas palavras de passe, senhas e sinais, são apenas para se ter a certeza de que aquele membro está realmente naquele grau de estudo e evolução de conhecimento físico e espiritual. A grande Fraternidade Branca é composta de inúmeros irmãos, denominados "Irmãos de Branco".A Grande loja Branca, da Grande Fraternidade Branca, é composta de 44 membros, ou irmãos de branco, com residência em diversos paises. Esses membros são de diversas idades, estabelecidas pelo seu nascimento, não pela sua idade evolutiva cósmica espiritual. Um membro da Grande Fraternidade Branca é um ser humano comum. Pode ser um industrial, um funcionário público, um motorista caminhoneiro, um gari, um estudante, um intelectual etc. A idade cronológica perde sua importância nesse porém, por que o que vale é a idade espiritual do irmão. Hoje existem irmãos trabalhando na grande fraternidade branca, com idade cronológica de 18 anos, alguns inclusive são mestres atuando em lojas Rosacruz e outras mais específicas.Algumas perguntas básicas que são feitas, são: Os membros da Grande Fraternidade Branca se reconhecem entre si? Sim, desde que se lhe apresente o sinal secreto, que pode ser num simples aperto de mão, no olhar, no andar etc., e uma vez reconhecido esse membro, ainda carece de uma prova confirmatória de palavras e respostas. As reuniões da Grande Loja Branca se dão num plano invisível, de membros visíveis, nunca no mesmo lugar e em horário não pré estabelecido. Quando falece um irmão de branco, da Grande Loja branca, ou passa pela Grande Iniciação, logo um membro da Grande Fraternidade Branca é convocado para a cerimônia de iniciação à Grande Loja Branca, para que, sempre se componha o número de 44 irmãos.Se alguém disser que em tal lugar existe uma loja da Grande Fraternidade Branca, com certeza não estará falando a verdade, pois a Grande Loja Branca não está situada no plano terreno e nem num pré estabelecido plano cósmico.Como já disse anteriormente, as reuniões da Grande loja Branca são realizadas por Irmãos visíveis em uma Loja invisível, nunca no mesmo lugar cósmico e jamais no mesmo horário. Seu Mestre adjunto é o Venerável Mestre Kut Hu Mi, O Ilustre, de onde parte a convocação para as reuniões, nunca se sabendo antecipadamente o assunto nem o motivo da convocação. Após o termino da reunião, é feito o juramento de segredo. Jamais se soube do que se tratou um assunto de uma reunião da Grande Loja Branca.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A Humildade.

A Humildade

A perspectiva para se abordar a questão da Humildade seja a de se ter como guia básico da ação perante a vida e aos outros uma atitude de igualdade (justiça=tsedaká ), principalmente não se julgando superior.
Em essência, não somos superiores aos outros.
Descendemos diretamente de uma única matriz, seja qual for o nome que se dê à mesma.

Alguns de nós chamamos esta matriz de Adam (que significa humanidade).
Somos todos Ben Adam (filhos do homem). Quero dizer, de modo mais amplo, somos todos da mesma fonte, então, a princípio, deveríamos nos comportar com humildade perante a todos.

Como saber quando não estamos sendo humildes? É simples, o mundo vai reagir.

Quando, nas circunstâncias da vida diária, certas situações nos levam a crer ou nos induzem a ter um comportamento que se distancia da humildade, ocorrem certos choques entre as pessoas, choques estes nada salutares para eles e para o mundo

Perguntaram ao Mestre Hillel como ele poderia resumir o que de fundamental havia nos escritos, mas no tempo suficiente em que o interlocutor pudesse ficar apoiado em uma perna.

O Sábio apenas disse:
- Não faças aos outros o que não quiseres que te façam, o restante é apenas comentário. Vá e siga teu caminho.

Com base nisso, derivamos que quando se age com soberba, sem ética, sem educação, com excessiva autoridade ou superioridade desmedida, está se infringindo um conceito muito peculiar. Nesta situação, o interlocutor se sentirá ofendido, mesmo sem demonstrar. Num segundo momento tentará provar para o agressor que este agiu de modo desproporcional, não tendo sabido usar a faculdade da humildade de forma apropriada.

Estas experiências surgem no caminho do buscador, naturalmente, e creio que quanto mais a pessoa se opõe a ter uma visão de mundo mais humanista, mais piedosa e mais justa, a própria vida se encarrega de trazer mais lições (cada vez mais amargas) para que a pessoa possa superar o desvio de conduta e se tornar mais humilde com os outros seres humanos.

Sem a humildade, o mundo não poderia sobreviver.
Se analisarmos as 10 sephirot ou manifestações do poder divino, veremos que chessed (bondade) equilibra guevurá (justiça); não há como o mundo sobreviver sem este equilíbrio, pois as conseqüências seriam catastróficas.

Agora analisando a questão de outro ponto de vista:

A humildade implica que a pessoa deveria estar em uma posição de constante aprendizado, ou seja, o verdadeiro buscador tem que se colocar numa posição humilde, como um receptáculo. Ainda trazendo uma analogia da cabalá, o recipiente cheio não consegue receber (lecabel) mais, tem que compartilhar a luz divina (Ein Sof) com os outros. Isto é, compartilhar para receber. Portanto, a analogia com o receptáculo nos leva a pensar nos conceitos de egoísmo versus humildade.

Creio que este é justamente o motivo de estarmos aqui, embora a verdade total nos seja velada neste mundo, mas temos coisas que estão bem ao nosso alcance, estas coisas que a vida claramente nos coloca de frente são as quais devemos trabalhar, como um ourives que não sabe por onde começar: começa a aperfeiçoar-se a sí próprio, depois ao mundo a seu redor.

A isto alguns chamam de Tikun Olam (aperfeiçoamento do mundo).

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Zohar conforme minha visão-Vania Vieira.

O Zohar

O Sefer ha-Zohar - o Livro do Esplendor - É, sem sombra de dúvida, a obra principal e mais sagrada da Cabalá, a dimensão mística do judaísmo. Fonte inesgotável de sabedoria e conhecimento, seus ensinamentos e revelações se equiparam, em importância, aos da Torá e do Talmud.

De autoria do grande Rabi Shimon bar Yochai, o Zohar permanece inacessível até os dias de hoje para a grande maioria dos que tentam transpor o mistério que encerra.
Quem sabe se por esta razão, ou apesar desta, nenhuma outra obra mística jamais despertou tanta curiosidade e exerceu tão grande influência

O Zohar é a coluna vertebral da Cabalá, também chamada de Chochmat ha-Emet - a Sabedoria da Verdade. Na língua hebraica, Cabalá significa "recebimento" ou "o que foi recebido". Por ser parte integral da Torá, tem origem e natureza Divina. Apesar de seus ensinamentos terem sido transmitidos a Adão e aos patriarcas do povo judeu, foi Moisés quem os recebeu diretamente de D'us durante a Revelação no Monte Sinai e os instituiu formalmente como parte da história do povo de Israel. Desde então, esta sabedoria mística vem sendo repassada de geração em geração para uns poucos escolhidos entre os líderes espirituais.

Chamados de nistarim (literalmente "os ocultos"), os primeiros cabalistas preservaram zelosamente esses ensinamentos, transmitindo- os oralmente às gerações seguintes. Somente no século II da era comum, surgiria no seio de Israel um homem que possuía os dons espirituais e intelectuais que lhe permitiram dar forma a essa sabedoria milenar. Seu nome era Rabi Shimon bar Yochai, uma das personalidades mais reverenciadas na história judaica. A ele coube o zechut, o honroso mérito de revelar a Luz Divina em todo a sua majestade e esplendor.

Grande líder e um dos maiores sábios talmúdicos, Rabi Shimon viveu em uma época muito conturbada. Durante sua geração, Israel penava sob o jugo romano, tendo que se sujeitar à proibição do estudo da Torá, esta apenas uma entre as inúmeras imposições de Roma. A gravidade da situação levou os mestres da Lei a adotarem medidas excepcionais. Preocupados que a perseguição e a dispersão dos judeus pudessem resultar na perda parcial dos ensinamentos da Torá Oral, os sábios deram seu consentimento para que os fundamentos de seu conteúdo fossem transcritos.

Portanto, o Talmud, seus comentários, o Midrash e os ensinamentos cabalísticos começaram a ser compilados e escritos. E foi Rabi Shimon bar Yochai quem estruturou a tradição mística através do Zohar.

No entanto, havia um grande problema na transcrição dos segredos da Cabalá. Os sábios temiam que pessoas sem preparo espiritual tivessem acesso aos segredos da Criação e do Universo. Para evitar que isso acontecesse, O Livro do Esplendor foi escrito de forma praticamente indecifrável para os não iniciados. E a primeira condição para se fazer parte desse grupo pequeno e seleto era possuir um vasto e profundo conhecimento sobre a Torá e sobre a tradição cabalística.

Livro fechado

O Sefer ha'Zohar é um livro fechado e as chaves para sua compreensão permanecem em mãos de um número reduzido de sábios. Esta obra pode ser comparada a um sistema codificado, de extrema complexidade, que esconde tesouros inestimáveis. Rabi Shimon era um daqueles seres pertencentes a um plano espiritual tão elevado que, entre os que estudam a sua obra, são poucos os que conseguem assimilar parte de seus ensinamentos. Não obstante, mesmo com apenas um pouco desse conhecimento, constroem-se montanhas de sabedoria.

Como vimos, para os não iniciados, o Zohar é misterioso e praticamente impenetrável. As dificuldades de compreensão estão presentes em quase todos os níveis da obra. Além da insondável profundidade de seus preceitos, seu estilo literário peculiar e sua dialética dificultam a compreensão. Seus textos, escritos em hebraico ou em aramaico antigo, estão "codificados" , impossibilitando, assim, que pessoas leigas entendam seu significado. Imagens simbólicas são usadas no lugar de uma terminologia racional e tópicos independentes são tratados em conjunto, colocando lado a lado assuntos aparentemente sem relação entre si.

Muitas das passagens do Zohar são compostas por combinações de alusões fragmentadas, que somente podem ser conectadas por associações secretas. Mas, na realidade, as conexões existem e são bastante claras para aqueles que entendem seu simbolismo e significado. Um sábio familiarizado com os segredos místicos da Torá entende perfeitamente seu conteúdo, seu estilo e sua estrutura aparentemente ilógica. Se para os não iniciados muitos de seus ensinamentos carecem de significado, estes mesmos preceitos são, para os que podem decifrá-los, a chave para desvendar os maiores e mais profundos segredos da existência e do universo.

Apesar de terem sido traduzidos para o hebraico moderno e para outros idiomas, os verdadeiros ensinamentos do Sefer ha-Zohar continuam sendo praticamente incompreensíveis. Mesmo para a maioria dos eruditos na Torá, o Livro do Esplendor continua sendo um enigma. O Talmud e outras obras da lei judaica são acessíveis e compreensíveis; não apenas é permitido o seu estudo, como também é incentivado e é uma obrigação colocar-se em prática os seus ensinamentos. Já o Zohar continua além do alcance intelectual e espiritual da maioria dos judeus - pelo menos por enquanto. Grandes cabalistas sempre alertaram que o privilégio de estudar e entender esta obra era reservado para muito poucos.

O cuidado e o resguardo em relação ao Zohar sempre foram impostos com o propósito de preservar não só a obra, mas também a alma daqueles que se aventurassem a estudá-la. Temia-se que seus ensinamentos e revelações pudessem ser mal interpretados ou usados de forma inadequada. Infelizmente, esses temores se confirmaram no decorrer da história. Houve vários casos de indivíduos e até mesmo de grupos que, após mergulharem nas águas do misticismo judaico sem o preparo adequado, acabaram por se perder.

Ainda mais grave: seus ensinamentos místicos foram utilizados por falsos messias e distorcidos por místicos e por adeptos da ciência do ocultismo. Os resultados foram catastróficos. Por isso, cabe alertar o leitor que o estudo do Zohar e da Cabalá somente deve ser conduzido na companhia de um professor que, além de instruído, tenha atingido um equilíbrio espiritual e mental.
Seu conteúdo

O Zohar é fonte de inspiração e sabedoria para os iniciados que ousam adentrar seus segredos. Seus principais focos são a teosofia - a interação das sefirot e seus mistérios, a conduta humana e o destino dos seres humanos neste mundo bem como no mundo das almas. São raras as ocasiões em que discute de forma explícita a meditação ou a experiência mística.

Ao penetrar na superfície literal da Torá, O Livro do Esplendor revela as profundezas místicas de suas histórias, leis e segredos. Transforma a narrativa bíblica em uma "biografia de D'us". Toda a Torá é lida como permutações de Nomes Divinos. Cada uma de suas palavras ou de suas mitzvot simbolizam algum aspecto das sefirot - que representam as maneiras pelas quais D'us interage com Sua Criação. O Zohar revela que o real significado da Torá reside em sua parte oculta - chamada de nistar - e em seus segredos místicos.

Mas esta obra grandiosa não trata apenas de assuntos esotéricos e místicos. Não há uma única preocupação sobre a existência humana que permaneça intocada em suas páginas. Apesar da aura de mistério que a cerca, muitos de seus ensinamentos têm servido de guia para várias gerações. De um lado, o Zohar se aprofunda nos maravilhosos mistérios da alma e do Criador; do outro, aborda assuntos como o poder do mal e a necromancia. Nele encontram-se visões da Redenção Messiânica, assim como soluções para as complexas relações entre seres humanos e os problemas de seu cotidiano.

Alicerçado principalmente na Torá, o Zohar é uma obra imensa, dividida em três trabalhos principais que são, por sua vez, subdivididos em outros segmentos. Trata-se principalmente de uma exegese - uma dissertação de homilias - e suas idéias emergem através de comentários e discursos. Nele estão as interpretações místicas e os comentários das sidrot - as leituras semanais da Torá.

A obra não se restringe aos Cinco Livros de Moisés; também aborda outros livros da Torá, inclusive o Cântico dos Cânticos, o Livro de Ruth e as Lamentações. Não cabe enfatizar em demasia que a Cabalá é a parte secreta da Torá e, portanto, não poderia ser estudada ou seguida à parte da Torá revelada. Acreditar ou estudar a Cabalá sem o respaldo da Torá Escrita e Oral é, no mínimo, incongruente, pois não há um único trabalho cabalístico que não contenha citações dos 24 livros da Torá Escrita, do Talmud e do Midrash.

Assim como o Talmud, o Zohar cobre todas as manifestações do espírito judaico. Porém, enquanto o primeiro é essencialmente uma obra sobre a Lei Judaica, com pitadas de misticismo, o segundo é principalmente um trabalho místico que aborda e elabora sobre algumas leis do Torá. O Zohar descreve a realidade esotérica subjacente à experiência cotidiana. Nele, temas e histórias, tópicos legais e assuntos litúrgicos são vistos e expostos através de uma interpretação mística.

Um breve histórico

Os ensinamentos da Cabalá começaram a assumir uma forma estruturada através do Livro do Esplendor, de Rabi Shimon bar Yochai. Segundo o Talmud, após ter fugido das autoridades romanas que queriam matá-lo, Rabi Shimon e seu filho, Rabi Elazar, esconderam-se em uma caverna nas montanhas da Galiléia. Pai e filho lá permaneceram durante treze anos, dedicando-se completamente ao estudo da Torá. Certamente Rabi Shimon já havia sido exposto aos ensinamentos místicos judaicos.

Mas, enquanto estavam na caverna, ele e seu filho foram visitados pelas almas de Moisés e do profeta Eliahu, que lhes revelaram muitos outros preceitos cabalísticos. É possível que outros sábios, antes e depois dele, também tenham tido os dons intelectuais e espirituais para transmitir os ensinamentos da Cabalá. Mas foi Rabi Shimon, devido à sua luz, à pureza de sua alma e aos seus méritos, o escolhido por D'us para fazê-lo.

Como atesta a própria obra, coube a Rabi Abba, um dos alunos de Rabi Shimon, a tarefa de registrar por escrito os ensinamentos de seu mestre. Parte do Zohar não foi transcrita na época; foi preservada e transmitida de forma oral pelos discípulos de Rabi Shimon, conhecidos como "a Chevraiá".

Mas apesar de transcrito, ainda não havia chegado a hora de ser divulgado o seu conteúdo. Segundo a tradição, seus manuscritos originais ficaram escondidos durante mil anos e foram descobertos apenas no século XIII. Durante as décadas de 1270 e 1280, estes manuscritos ficaram restritos a círculos cabalistas. Finalmente, chegaram às mãos de um místico judeu espanhol, Rabi Moshe de Leon (1238-1305), que os editou e publicou na década de 1290.

Por que teria essa obra magna sido permanecida escondida por tanto tempo? O próprio Livro do Esplendor revela a razão ao afirmar que sua sabedoria e luz seriam reveladas como preparação para a Redenção Final, que deveria ocorrer 1.200 anos após a destruição do Templo Sagrado. E é exatamente o que aconteceu! O Grande Templo de Jerusalém foi destruído no ano 70 da e.C., o que significa que, segundo as previsões do Zohar, seu conteúdo deveria ser revelado no ano de 1270.

O estudo da Cabalá floresceu na Espanha e na Provença, mas até a expulsão dos judeus da Península Ibérica, o Zohar só era conhecido no meio de restritos círculos de sábios e cabalistas. Após a expulsão, ele emerge desses círculos e passa a exercer uma grande influência sobre os judeus sefaraditas. Perseguidos e expulsos, os judeus da Espanha encontraram em seus ensinamentos sobre a Redenção Messiânica uma grande fonte de conforto e esperança e tanto a obra como seu autor passaram a ser reverenciados por eles. Até hoje, o Zohar está presente no dia-a-dia dos judeus dessa origem, pois seus ensinamentos moldaram grande parte de suas tradições e seus costumes religiosos.

Muitos dos cabalistas forçados a sair da Península Ibérica se estabeleceram na cidade sagrada de Safed, em Israel, que se tornou um centro de estudos místicos. Em Safed, o Sefer ha'Zohar serviu de base para os ensinamentos de dois dos maiores cabalistas - ambos sefaraditas - da era moderna: Rabi Moshe Cordovero (falecido em 1570), conhecido como o Ramak; e o grande Rabi Yitzhak Luria (1534-1572), o Arizal.

Foi em Safed que o Arizal transmitiu seus conhecimentos sobre o Livro do Esplendor e a Cabalá. Desenvolveu um novo sistema para a compreensão de seus mistérios, chamado de Método Luriânico. Seus ensinamentos são reconhecidos como a autoridade máxima da Cabalá, tendo sido estudados pelas gerações de cabalistas que o seguiram. A partir de seus ensinamentos, a Cabalá se tornou mais acessível e passou a ser disseminada por sábios e místicos judeus. O próprio Arizal afirmara que havia chegado a era na qual não só seria permitido revelar a sabedoria da Cabalá, mas tornar-se-ia uma obrigação fazê-lo.

Mas, foi na primeira metade do século XVIII, com o surgimento do chassidismo - como passou a ser chamado o movimento iniciado no leste da Europa pelo Rabi Baal Shem Tov - que a Cabalá que fora ensinada pelo Arizal passou a atingir um número ainda maior de judeus. A principal contribuição do chassidismo foi sua adaptação da doutrina da Cabalá a uma linguagem cotidiana e de fácil compreensão. Desta maneira, a profunda sabedoria de Rabi Shimon bar Yochai passou a influenciar as massas de judeus asquenazitas do leste Europeu. Com a expansão do chassidismo os ensinamentos do Zohar passaram a influenciar um número cada vez maior de judeus.

A santidade da obra

Chamada também de Ha'Zohar ha-Kadosh - O Sagrado Zohar - esta obra é envolta por uma aura de suprema santidade. Sua natureza misteriosa e seu conteúdo inacessível só acrescentaram reverência ao respeito que provoca entre judeus e não-judeus.

Como vimos anteriormente, o Zohar é a suprema autoridade no campo do misticismo judaico, é a face mística da Revelação Divina manifestada por meio da Torá. Em termos de santidade, o Zohar foi posto em um nível ainda maior do que o Talmud, pois enquanto as leis deste último representam o corpo da Torá, os mistérios do Zohar representam sua alma. Mas, o Livro do Esplendor nunca se opõe à autoridade do Talmud nem às suas leis. Assim como alma e corpo são interdependentes; apenas quando unidos e em harmonia podem proporcionar ao homem uma vida significativa. Da mesma forma, o Zohar e o Talmud não podem cumprir sua missão, nem sobreviver de forma separada e sem uma mútua interligação.

O Zohar tem sido aceito por todo o povo judeu, independentemente de seu passado e tradições. Embora apenas um número limitado de judeus o tenha estudado de fato, continua a influenciar de maneiras que sequer podem ser imaginadas. Uma história do Baal Shem Tov revela o amor dos chassidim pelo Zohar e é também um exemplo de sua santidade e poder.

Sabe-se que o Baal Shem Tov sempre levava uma cópia desta obra com ele, sendo capaz de realizar milagres e prever o futuro através da força espiritual do livro. Um dia lhe perguntaram como tinha sido capaz de, simplesmente olhando para o Zohar, descrever os passos de um homem que havia desaparecido.

E ele respondeu com uma citação do Talmud: "A luz que D'us fez em seis dias de Criação permitiria ao homem enxergar de um lado do mundo para o outro, mas esta luz tem sido guardada para os justos no Mundo Vindouro". E onde está esta luz guardada", perguntou o Baal Shem Tov, respondendo ele próprio: "Na Torá. Então, quando eu abro o Zohar, eu posso ver o mundo todo".

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Guerras?...Por TUDO!!! Vania Vieira

Guerras ???Por TUDO!!!Vania Vieira
Na ânsia de compreendermos o que está acontecendo no mundo, derramando tentáculos das crises e conflitos em todas as areas da existência terrestre, pessoas têm recorrido à teoria de Samuel Huntington de que os conflitos deste século XXI serão conflitos entre civilizações. A teoria que foi logo simplificada para “guerra de religiões”. GUERRAS DE RELIGIÃO?
Estes acontecimentos ressuscitaram a inquietante pergunta acerca da relação entre violência, guerras e religiões. Seriam elas fator de paz ou contribuiriam para agravar tensões e conflitos, com um componente explosivo, pois falam em nome de Deus e trabalham com a noção de absoluto inclusive ético?
Este clichê, “guerra de religiões”, passou então a ser usado como chave de leitura para muitos outros conflitos contemporâneos.
O da Irlanda do Norte, por exemplo, em que distritos de maioria católica desejam separar-se dos outros de maioria protestante e juntar-se à República da Irlanda, vem sendo descrito como uma guerra entre “protestantes e católicos”.
O choque “palestino-israelense”, por conta das terras palestinas ocupadas pelo Estado de Israel, a partir de 1948 e sobretudo depois da guerra dos seis dias, em junho de 1967; por conta de 4,5 milhões de refugiados palestinos, com direito a retornarem ao território de onde foram expulsos; por conta das quase trezentas colônias judaicas implantadas ilegalmente nas escassas terras palestinas; por conta da difícil repartição da água, bem essencial, escasso e mais caro do que o petróleo na região; por conta do impasse sobre Jerusalém, cidade santa para judeus, cristãos e muçulmanos; por conta enfim da terrível violência mútua, onde o terrorismo virou uma arma contra civis israelenses, reprimido, por sua vez, com inaudita violência, num verdadeiro terrorismo de Estado, por parte de Israel, tudo isso, é simplificadamente descrito como um embate entre “judeus” e “muçulmanos”.
Na atual guerra de desgaste entre Índia e Paquistão, pela posse do Cashemira, região de maioria muçulmana mas sob administração da Índia, numa parte; do Paquistão noutra, e da China, numa terceira, os oponentes são descritos como “hindus” de um lado e “muçulmanos” do outro.
Nos sangrentos conflitos na ex-Iugoslávia, e na “limpeza étnica” ali praticada uns contra os outros, com o fito de criar territórios etnicamente homogêneos, os sérvios eram, sem mais, identificados como “ortodoxos”; os croatas, como “católicos”; os kosovares e a maioria dos bósnios, como “muçulmanos”.
Os conflitos no Sri Lanka, onde a minoria Tamil luta por autonomia na região norte do país, vêm sendo qualificados como choque entre “budistas” e “hindus”.
Na Indonésia, de modo particular, no Timor Leste, as lutas pela independência da ex-colônia portuguesa apareciam como confronto entre “muçulmanos” e “católicos”.
Do mesmo modo, no Sudão, a guerra que move o governo de Khartum contra as populações do sul do país, vem sendo caracterizada como confronto entre “muçulmanos” e “cristãos”.
Noutros lugares, como na Nigéria, onde oito províncias do norte acabam de adotar a “sharia” ou seja, a lei corânica como base da legislação civil penal, explodiram conflitos entre a maioria muçulmana e as minorias cristãs que se sentem ameaçadas pelo novo quadro jurídico. Estes e outros embates na Congo, Rwanda, Burundi, vem sendo descritos, ora como conflitos étnicos, ora como conflitos religiosos.
Vamos analisar juntos, críticamente, esses diferentes conflitos e mesmo guerras?
No geral, as causas destes confrontos são complexas, envolvendo jogos estratégicos na geopolítica, veladas disputas entre antigas potências coloniais, disputa entre grandes companhias pelo acesso a diamantes, petróleo, gás, urânio ou outros materiais estratégicos, além de razões históricas, econômicas, políticas e sociais, raciais e, cada vez mais, culturais. É inegável que muitos destes conflitos vêm atravessados igualmente por uma vertente religiosa, acionada ao sabor dos interesses em jogo.
BEM-AVENTURADOS OS CONSTRUTORES DA PAZ!!!
No conturbado cenário das últimas décadas, há um claro reconhecimento, por parte da sociedade internacional, de que homens e mulheres de fé, pertencentes a diferentes credos e comunidades religiosas, vêm dando uma importante contribuição para os esforços em favor da justiça e da paz mundiais.
Em 1930, o arcebispo luterano de Upsala na Suécia, Nathan Söderblom (1886-1931), primaz da igreja local recebeu o prêmio Nobel da Paz por suas iniciativas em favor da superação dos conflitos internacionais, a partir da cooperação e da busca da reconciliação e da unidade entre as igrejas cristãs. Foi Söderblom quem convocou em Estocolomo, em 1925, a primeira conferência internacional do movimento “Life and Work”, ”Vida e Ação” que se fundiu depois com o movimento “Faith and Order”, “Fé e Constituição” para constituir, em 1948, em Amsterdam, o Conselho Mundial de Igrejas.
Em 1952, foi a vez de o missionário luterano, teólogo, músico e médico da Alsácia, Albert Schweitzer (1875-1975) receber o Nobel da Paz, por incrementar a fraternidade entre os povos, a partir do seu hospital para leprosos no Gabão, a antiga África Ocidental Francesa.
A corajosa atuação não-violenta do Pastor batista, Martin Luther King (1929-1968), em favor dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, valeu-lhe o Nobel da Paz em 1964, mas também a vingança dos intolerantes que o assassinaram, em 1968, em razão dessa sua luta.
Nas últimas décadas do século passado, ao mesmo tempo em que se multiplicavam os conflitos e guerras no terceiro mundo, surgiram pessoas e organizações que se tornaram construtores de paz, sob inspiração de sua fé religiosa.
Em 1979, pela primeira vez, uma mulher recebeu o Nobel da Paz: Madre Tereza de Calcutá (1910-1997), fundadora da Ordem das Missionárias da Caridade, hoje espalhada pelo mundo todo.Em 1999, tive o privilégio de conhecer pessoalmente o seu magnifíco trabalho em prol do povo que ela adotou como seu apesar de ser ela uma religiosa, de origem albanesa. Dedicou toda sua vida aos intocáveis, leprosos, coxos, paralíticos e aos pobres, moradores de rua na Índia.
No ano seguinte, em 1980, o prêmio veio para a América Latina, para o jovem escultor e arquiteto, músico e pintor, Adolfo Pérez Esquivel (1931), fundador do SERPAJ (Servicio de Justicia y Paz), em razão de sua corajosa e intransigente defesa dos direitos humanos, em oposição ao regime militar argentino que, nos anos de chumbo da ditadura, foi responsável por mais de 30.000 pessoas desaparecidas, grande parte cruelmente torturadas, antes de serem assassinadas pelos órgãos de repressão e seus corpos jogados no mar ou incinerados.
Em 1984, foi a vez de o primeiro arcebispo anglicano negro da África do Sul, Desmond Tutu, nascido em 1931, receber o Nobel pela sua luta em favor dos direitos humanos e civis da maioria negra, contra a discriminação racial do apartheid.
O Dalai Lama, chefe religioso do budismo Tibetano, nascido em 1935, recebeu o Nobel da Paz, em 1989, pela sua incansável campanha não violenta de denúncia contra a ocupação política e militar do seu país, por parte da China.
Em 1992, a catequista da diocese do Quiche guatemalteco e ativista dos direitos indígenas, Rigoberta Menchú, recebeu o Nobel da Paz.
Em 1996, o Nobel da Paz foi conferido ao bispo católico de Dili no Timor Leste, Dom Carlos Filipe Ximenes Belo, junto com José Ramos Horta, por sua luta não-violenta em favor da independência do Timor Leste, ocupado pela Indonésia logo após a saída do governo colonial português em novembro de 1975.
Em 1998, o Nobel foi conferido a John Hume, líder católico da Irlanda do Norte e a David Trimble, líder protestante do Ulster, pelo acordo de paz, assinado a 10 de abril de 1998, colocando fim a 30 anos de guerra civil na Irlanda do Norte.
Em 2000, o prêmio Nobel foi para o militante cristão e ativista dos direitos humanos e civis na Coréia do Sul, Kim Dae Jung, que se opôs às sucessivas ditaduras de partido único que dirigiram a Coréia, desde 1954. Tornando-se presidente do seu país, Kim empenhou-se também na reconciliação entre as duas Coréias, separadas desde o armistício que se seguiu à guerra de 1950 a 1953. Foi o primeiro presidente a encontrar-se com seu colega do norte, King Jong II, e a abrir as fronteiras para que famílias , de ambos os lados, separadas desde a guerra, pudessem se reencontrar.

Outras pessoas, sem terem recebido o prêmio Nobel, o mereceram pelo exemplo de suas vidas e de seu combate não-violento pela Justiça e pela Paz, tal como o Mahatma Ghandi na Índia, um homem santo na sua busca incessante de reconciliação entre os hindus e muçulmanos.
Muitos ganharam prêmios alternativos da paz, como o Papa João XXIII depois de sua corajosa atuação durante a crise dos mísseis em Cuba, em outubro de 1962. João XXIII instou diretamente as duas superpotências, Estados Unidos e União Soviética, que estiveram à beira de um conflito nuclear, a dialogarem e a superarem a crise sem uma guerra, possivelmente nuclear. Da crise nasceu sua encíclica Pacem in Terris na Páscoa de 1963. Naquele momento, João XXIII foi agraciado com o Prêmio Balzan pela Paz e, diante do novo quadro de armas de destruição massiva: nucleares, químicas e biológicas, condenou todo e qualquer tipo de guerra, como crime contra a humanidade.
Dos budistas no Japão, Dom Paulo Evaristo Arns recebeu, em Tóquio, o 11 º Prêmio Niwano da Paz (11-05-1994), pelos seus esforços em favor dos direitos humanos e do diálogo entre as religiões para o estabelecimento da justiça.
Dom Helder Camara, excluído do Prêmio Nobel da Paz pela oposição e sistemática e pressão do governo do Gal. Garrastazu Médici, sobre os jurados do Prêmio, acabou recebendo, em Oslo, em 1974, o “Prêmio Popular da Paz”, por parte da juventude dos países nórdicos. Dom Helder denunciava, naquele momento, a outra guerra silenciosa que mata milhões de pessoas por ano, de modo particular crianças pela desnutrição, pela fome e pela falta de cuidados médicos. Este doloroso quadro levou posteriormente os bispos latino-americanos a afirmarem, com ênfase, no documento sobre a Paz em Medellín”:
“A luta contra a miséria é a verdadeira guerra que devem enfrentar nossas nações” (Medellín, Doc 2 Paz, n º 29)
Dom Samuel Ruiz, bispo de San Cristobal de Las Casas no México, insistentemente indicado para o Nobel da Paz pela sua atuação na superação do conflito em Chiapas, acabou recebendo o prêmio Oscar Arnulfo Romero dos Direitos Humanos, outorgado pela Rothko Chapel da Fundação Menil de Houston no Texas.
Concluindo podemos ver, com todos estes testemunhos representando correntes e movimentos teológicos e políticos, nas várias religiões, que a busca da paz, da compaixão, do perdão e da solidariedade forma uma sólida e antiga tradição espiritual e ética. Entre muitas dessas religiões tem havido um diálogo consistente, aberto também a correntes humanistas inclusive agnósticas ou atéias, para superar preconceitos atávicos, ignorâncias mútuas e estabelecer plataformas de cooperação e respeito, para o bem da humanidade.
E aí, qual dos líderes de Organizações e Estados se levantará agora em Busca desta PAZ tão almejada e diante da ATUAL crise mundial que nos encontramos????

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Entendendo Gaia -Vania Vieira,

Entendendo GAIA , através da Mitologia Grega-Vania Vieira.
Antes do homem ser criado, só havia terra e ar e antes mesmo de existir o ar e a terra, se necessitava de um lugar para estes se manifestarem. Este lugar era o Caos: que era o lugar onde existia só a possibilidade de ser. No sonho do Caos só existia o Pensamento, que crescia e palpitava e este Pensamento estabeleceu a Ordem. Tão poderoso e eficaz foi este Pensamento que chamou a si mesmo de Eros, e ao pronunciar aquele nome, o Caos se transformou no Momento. Do Caos e Eros surgiram a obscuridade chamada Nyx e o movimento chamado Boreas, o vento.
Em sua primeira dança cósmica, Nyx e Boreas, giraram em movimento arrebatado e frenético até que tudo que era denso e pesado descendeu, e tudo que era leve ascendeu. A matéria densa era Gaia e de sua chuva e de sua semente proveu sua descendência.
A princípio, de Gaia nasceu Urano ou o Céu, que uniu-se a ela gerando os gigantes, feios, violentos e poderosos Titãs, os Titânides, incluindo Cronos, o Devorador Pai do Tempo. Urano não tolerava os filhos e logo que nasciam, os empurrava de volta para dentro do útero, para o fundo da Terra Mãe, onde estagnavam pela ausência de luz, atividade e liberdade. Finalmente um deles, Cronos, foi secretamente removido do próprio útero da Mãe Gaia e quando o Pai Urano desceu para cobrir Gaia, esse filho titânico rebelde e irado castrou-o. Depois libertou seus irmãos e irmãs e, com isso deu início à era dos Titãs.
Segundo Hesíodo, o movimento de saída da constelação Urano começa quando Gaia fica sobrecarregada com o fardo dos filhos, que lhes foram socados de volta ao ventre. O incômodo de Gaia, devido ao peso e à pressão dos filhos titânicos em seu útero, prenuncia o início de um plano que trama derrubar seu marido-filho Urano valendo-se de Cronos, o filho heróico.
O sangue de Urano jorrou sobre a terra gerando outros Deuses, como as Erínias (Fúrias), as Meliae (ninfas do espírito das árvores) e os Gigantes. Cheio de mágoa e em conseqüência da mutilação de que fora vítima, Urano morreu.
As representações de Cronos que se seguiram não são muito consistentes; de um lado, dizem que seu reino constituiu a Idade do Ouro da inocência e da pureza, e, por outro lado, ele é qualificado como um monstro, que devorava os próprios filhos. Em grego Cronos quer dizer o Tempo. Este Deus que devora os filhos é, diz Cícero, o Tempo, o Tempo que não sacia dos anos e que consome todos aqueles que passam.Da união de Gaia e Urano nasceram também: Hipérion, Japeto, Réia ou Cibele, Temis, Febe, Tetis, Brontes, Steropes, Argeu, Coto, Briareu, Giges.
Dizia-se que o homem nascera da terra molhada aquecida pelos raios de Sol. Deste modo, a sua natureza participa e todos os elementos e quando morre, sua mãe venerável o recolhe e o guarda em seu seio.
No mito grego, não há nenhuma razão que explique o porque, Gaia e Urano, depois de terem criado tantas coisas bonitas, geraram os titãs, filhos violentos, de força horrorosa e terrível. No entanto, sua chegada significa o fim de uma antiga ordem.
A Terra, às vezes tomada pela Natureza, tinha vários nomes: Titéia, Ops, Vesta e mesmo Cibele.
Algumas vezes a Terra é representada pela figura de uma mulher sentada em um rochedo. As alegorias moderna descrevem-na sob traços de uma venerável matrona, sentada sobre um globo, coroada de torres, empunhando uma cornucópia cheia de frutos. Outras vezes aparece coroada de flores, tendo ao seu lado um boi que lavra a terra, o carneiro que se ceva e o mesmo leão que está aos pés de Cibele. Em um quadro de Lebrum, a Terra é personificada por uma mulher que faz jorrar o leite de seus seios, enquanto se desembaraça do seu manto, e do manto surge uma nuvem de pássaros que revoa nos ares.
Gaia foi também, a profetiza original do centro de advinhação da Grécia Antiga: o Oráculo do Delfos. O Oráculo, considerado o umbigo da Terra, situava-se onde a sabedoria da terra e da humanidade se encontravam.
Gaia é o ser primordial de onde todos os outros Deuses se originaram, mas sua adoração entrou em declínio e foi suplantada mais tarde por outros deuses. Na mitologia romana é conhecida como Tellus. Gaia é a energia da própria vida, Deusa pré-histórica da Mãe Terra, é símbolo da unidade de toda a vida na natureza. Seu poder é encontrado na água e na pedra, no túmulo e na caverna, nos animais terrestres e nos pássaros, nas serpentes e nos peixes, nas montanhas e nas árvores.
ARQUÉTIPO DA TERRA

Quando falamos do arquétipo da Terra, estamos também inevitavelmente nos referindo ao arquétipo do Céu, e à relação entre os dois. É só depois que separarmos o que está aqui embaixo com o que está lá em cima, que entenderemos o simbolismo do que está acima que é leve, claro, masculino e ativo, e a Terra, que está abaixo e é pesada, escura, feminina e passiva.
A humanidade como um todo reunida em torno do arquétipo Terra está associada tanto à este mundo que é corpóreo, tangível, material e estático, quando ao seu simbolismo oposto do Céu que está ligado ao outro mundo, incorpóreo, intangível, espiritual e dinâmico. Para entendermos o arquétipo da Terra e da Deusa Mãe Terra, devemos entrar em contato com as contradições Céu e Terra, Espírito e Natureza.
A imagem patriarcal cristã da Terra, durante a Idade Média, era sem nenhuma ambigüidade, negativa, ao passo que o arquétipo positivo do Céu era dominante. A parte decaída inferior da alma pertencia ao mundo da Terra, enquanto que sua verdadeira essência que é o "espírito", se originava no lado celestial masculino de "Deus", ou do Mundo Superior. O lado terreno então, deveria ser sacrificado em nome do Céu, porque a Terra era feminina, pertencendo ao mundo dos instintos, representanda pela sexualidade, sedução e o pecado.
Esta autonegação do homem, desperta em nós não apenas espanto, mas horror, em virtude da natureza humana terrena, ser considerada repulsiva e má. Depreciação da Terra, hostilidade para com a Terra, que nos alimenta e protege, são expressão de uma consciência patriarcal fraca, que não reconhece outro modo de ajudar a si mesma a não ser fugir violentamente do domínio fascinante e avassalador do terreno.
Foi somente a partir da Renascença que a Terra libertou-se desta maldição, tornando-se Natureza e um mundo a ser descoberto que aparece com toda a sua riqueza de criatura viva, que já não estava em oposição com um Espírito Céu da divindade, mas na qual a essência divina se manifesta. O espírito que de agora em diante será buscado é espírito da Terra e da humanidade.

domingo, 29 de março de 2009

mais uma de Leonardo Boff, para nosso deleite!!!

EXISTE UM PONTO DEUS NO CERÉBRO
Uma frente avançada das ciências, hoje, é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes, também para a religião e a espiritualidade. Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de Inteligência), ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos. A segunda é a inteligência emocional, popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE = Quociente Emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura de base do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão, e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros. A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos 10 anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolingüistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas, existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência, pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas, e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs = Quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidades e se orientar por visões transcendentais. Sua base empírica reside na biologia dos neurônios.
Verificou-se cientificamente que a experiência unificadora se origina de oscilações neurais a 40 hertz, especialmente localizada nos lobos temporais. Desencadeia-se, então, uma experiência de exaltação e de intensa alegria como se estivéssemos diante de uma Presença viva. Divina Presença em nós...Ou inversamente, sempre que se abordam temas religiosos, Deus ou valores que concernem o sentido profundo das coisas, não superficialmente mas num envolvimento sincero, produz-se igual excitação de 40 hertz. Por essa razão, neurobiólogos como Persinger, Ramachandran e a física quântica Danah Zohar batizaram essa região dos lobos temporais de ''o ponto Deus''. Se assim é, podemos dizer em termos do processo evolucionário: o universo evoluiu, em bilhões de anos, até produzir no cérebro o instrumento que capacita o ser humano perceber a Presença de Deus, que sempre estava lá embora não percebível conscientemente. A existência desse ''ponto Deus'' representa uma vantagem evolutiva de nossa espécie homo. Ela constitui uma referência de sentido para nossa vida. A espiritualidade pertence ao humano e não é monopólio das religiões. Antes, as religiões são uma das expressões desse ''ponto Deus''.
Leonardo Boff

quinta-feira, 26 de março de 2009

Mudanças????verdade ou mentira????Vania Vieira.

Mudança magnética na Terra iminente? Em termos de linha de tempo, creio que o colapso do sistema financeiro mundial vem primeiro -crash dos EUA – um passarinho me contou que será em junho deste ano!!
Bom, os sinais do iminente crash são mais evidentes a cada dia.
Saiu na imprensa:A inversão dos pólos começa a dar sinais que está próxima".
LONDRES - O Pólo Norte está de mudança. Cientistas encontraram grandes buracos no campo magnético da Terra, sugerindo que os Pólos Norte e Sul estão se preparando para trocar de posição, numa guinada magnética. Um período de caos poderia ser iminente, no qual as bússolas não mais apontariam para o Norte, animais migratórios tomariam o rumo errado e satélites seriam queimados pela radiação solar.Os buracos estão sobre o sul do Atlântico e do Ártico. As mudanças foram divulgadas depois da análise de dados detalhados do satélite dinamarquês Orsted, cujos resultados foram comparados com dados coletados antes por outros satélites.A velocidade da mudança surpreendeu os cientistas. Nils Olsen, do Centro para a Ciência Planetária da Dinamarca, um dos vários institutos que analisam os dados, afirmou que o núcleo da Terra parece estar passando por mudanças dramáticas. "Esta poderia ser a situação na qual o geodínamo da Terra opera antes de se reverter", diz o pesquisador. O geodínamo é o processo pelo qual o campo magnético é produzido: por correntes de ferro derretido fluindo em torno de um núcleo sólido.Vcs assistiram o filme"O núcleo"?por ele temos üma vaga idéia! E fico aqui pensando "se não é prá isso mesmo que os filmes são lançados!!!
Às vezes, turbilhões gigantes formam-se no metal líquido, com o poder de mudar ou mesmo reverter os campos magnéticos acima deles.A equipe de Olson acredita que turbilhões se formaram sob o Pólo Norte e o sul do Atlântico. Se eles se tornarem fortes o bastante, poderão reverter todas as outras correntes, levando os pólos Norte e Sul a trocar seus lugares.Andy Jackson, especialista em geomagnetismo da Universidade de Leeds, Inglaterra, disse que a mudança está atrasada: "Tais guinadas normalmente acontecem a cada 500 mil anos, mas já se passaram 750 mil desde a última".
Impacto - A mudança poderia afetar tanto os seres humanos quanto a vida selvagem. A magnetosfera fornece proteção vital contra a radiação solar abrasadora, que de outro modo esterilizaria a Terra. A magnetosfera é a extensão do campo magnético do planeta no espaço. Ela forma uma espécie de bolha magnética protetora, que protege a Terra das partículas e radiação trazidas pelo "vento solar".O campo magnético provavelmente não desapareceria de uma vez, mas ele poderia enfraquecer enquanto os pólos trocam de posições. A onda de radiação resultante poderia causar câncer, reduzir as colheitas e confundir animais migratórios, das baleias aos pingüins. Muitas aves e animais marinhos se guiam pelo campo magnético da Terra para viajar de um lugar para outro.A navegação por bússola se tornaria muito difícil. E os satélites - ferramentas alternativas de navegação e vitais para as redes de comunicação - seriam rapidamente danificados pela radiação solar"....que está vinculado a esta outra notícia do Jornal de Notícias, de Portugal:Austrália: Cerca de 200 baleias-piloto encalhadas na ilha de King2009-03-02Sydney, Austrália, 02 Mar (Lusa) - Cerca de 200 baleias-piloto e vários golfinhos ficaram encalhados na ilha de King, no sul das Austrália, informou hoje a rádio ABC.Peritos da Tasmânia viajam rumo àquela ilha, situada entre a Tasmânia e o continente australiano, com esperança de salvar alguns dos cerca de 50 cetáceos que ainda sobrevivem.As baleias e golfinhos começaram a chegar de noite à praia da ilha, perante os olhares de alguns residentes, que avisaram as autoridades.Em finais de Janeiro, 53 cachalotes morreram encalhados e outras 80 baleias-piloto morreram na mesma ilha em Novembro passado.Também em Novembro, outras 65 baleias da mesma espécie encalharam noutra praia do sul da Austrália e só 11 conseguiram voltar para o mar, ajudadas pelas autoridades, ecologistas e voluntários.Os cientistas desconhecem a razão pela qual algumas espécies de baleias perdem a vida nas praias, admitindo que possam ser confundidas pelos sonares potentes de navios ou por seguirem um líder doente e desorientado. Comentário associado: Como podemos notar, os sinais de mudanças estão ficando mais evidentes!!! Na última notícia acima, os cientistas dão a desculpa que "sonares potentes" teriam matado mais de 150 baleias num intervalo de 4 meses, como se na Ilha de King (sul da Austrália, perto da Tasmânia) tivesse permanentemente navios com sonares tão potentes para causar tamanho estrago. Na hipótese do "lider desorientado ou doente", significaria que ele estaria com alguma dificuldade para se orientar através do campo magnético. Como os governos não querem é mesmo falar a Verdade, fazem uma maquiagem dos fatos, dando desculpas como essas. Portanto, fiquemos atentos aos próximos sinais que a Natureza nos der.Ela indicará com certeza..."Quem tiver olhos, veja...ouvidos, ouça..."

Mulher não é ela...é o clima dela.Arthur de Távola.

Melhor do que perfumes é o cheirinho de banho recente que se descobre no cabelo e na nuca ou de capim cheiroso espalhado no armário e herdado pela blusa ou camisola.Nada de voz aguda. Um tom de médio para grave é preferível. Uma gota de rouquidão incentiva. Nada de perfeições! Nem de corpo, nem de inteligência e espírito. Só de caráter. Mulher mau caráter é tão raro quanto repulsivo.O importante é mesmo ter algo de errado no corpo ou no rosto, atraentes. Certos pequenos erros acentuam traços ou detalhes que, isolados, crescem muito e ganham no todo. O lábio um pouco mais grosso, seios com bicos estrábicos, o nariz um pouco maior do que ela desejaria, tudo isso aquece a atração.Carinho tem hora. Não hora marcada, mas hora adivinhada. Carinho fora de hora, eriça. Olhar de uma tristeza tão antiga quanto encarnações é forte fator de atração. Lágrimas a postos. Sempre.Por favor, nenhuma bronca com barriguinha ou descuido nosso. Nada de exigências ascéticas, dietéticas, apologéticas ou ideológicas. Mulher que atrai e mantém o seu homem é a que gosta mais de alguns defeitos dele do que de uma perfeição idealizada ou basbaque certinho demais. Mas honradez ele deve ter...Mulher deve falar como quem insinua em vez de ordenar. Pedir como quem ajuda, saber esperar. E não pode ficar falando "eu acho" toda hora, nem descuidar-se das unhas dos pés.Pudor é essencial. Mas um pudor velado, revelado apenas na linguagem sutil mas eloqüente de seu corpo, no modo de se encolher na cadeira ou cruzar os pés. Rebolados, só os muito suaves e discretos. Mas evidentes. Ser friorenta é indispensável.Se for possível, preferir o silêncio – entre reclamar e reivindicar, salvo quanto tenha muita razão – melhor ainda. Se não for assim, que venha a bronca, mas com mansidão. E depois não permaneça a resmungar.Que ame beijar. Aprecie e valorize gentileza e adore ser deixada cruzar a porta na frente. Pisar firme, mas leve. Mulher não deve chegar, deve aparecer. Não deve entrar, deve aproximar-se. Não deve mastigar, deve diluir. Não deve engolir, deve sorver. E por favor, cuspir, jamais. Só no consultório dentário.Ar de brincadeira antes de amar é receita infalível. E dormir o mais encolhidinha possível e depois acordar solta, confiante no sono. Em viagens, é essencial cuidar da gente. E guardar sempre uma surpresa para ser dada de repente.Sim, ser bela nada tem com ser bonita. É muito mais. Porque a mulher não é apenas ela. É também o clima dela.* * *

segunda-feira, 23 de março de 2009

Só certeza em meu Caminho-Vania Vieira

Há pouco tempo atrás fui assediada por uma sensação de que já não bastava o que até aquele momento me preenchera, como se faltasse alguma coisa. e neste momento nem percebi que aos poucos abria espaço para o medo e, conseqüentemente, para a insegurança.
E neste plano de ilusão –Maya- em que estamos aprendendo a ser humanos , basta uma fresta, um descuido, para que sejamos tomados pela incerteza.A nosso favor temos a voz interior, a Centelha Divina que nos orienta com Maestria. Contra nós, um inconsciente coletivo carregado de medo e culpa, fruto da ilusão da separação.É preciso discernir, saber reconhecer quando ancoramos num ou noutro.
O mundo da ilusão, ou terceira dimensão, é aquele que apregoa a fatalidade, que incentiva o “correio da má notícia”, que alimenta a competição e a guerra, que nos envolve numa disputa pela verdade e numa luta entre o bem (luz?) e o mal (treva?), tornando-nos escravos do certo e do errado.O mundo da realidade, ou Plano Divino, é este que apregoa a compaixão, que incentiva o respeito pela verdade de cada um, que alimenta a união e unificação de idéias e propósitos, que nos envolve numa energia de amor incondicional, nos orientando a integrar em nós a luz e a treva e nos lembrando que rasgar os véus de Maya – quebrar o encantamento do sonho –, é parte de nossa tarefa!
E é na realidade do Plano Divino que eu escrevo aqui, com o propósito de unificar idéias e divulgar verdades, abrindo espaço para a expressão do Ser. Desta forma sinto, estarei alentando vc e prestando um serviço de disseminadora de boas notícias e, tenha certeza, contribuindo para a criação de um padrão de freqüência mais positivo no meio em que vivemos...A propósito, aquele momento de incerteza a que me referi foi superado, como tantos outros antes dele.
Foi quando ouvi, no meu coração... “Nenhuma dúvida mais. Nenhum medo mais. Só a certeza do Caminho!”.