De acordo com os cientistas da IPCC - FORUM MUNDIAL DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS de 2 de fevereiro de 2008, a humanidade consome hoje 30% a mais de recursos naturais do que o limite que deveria estar sendo consumido para não desiquilibrarmos o sistema de auto-regulagem da Terra. Isto é uma realidade que favorece ao caos. A Terra está já num processo de aquecimento que está tendo consequências climáticas drásticas em todos os continentes. De acordo com o relatório sobre o estado da Terra – The State of Environment Atlas – dos Estados Unidos, se continuarmos neste processo, até meados do século XXI mais da metade dos seres vivos do planeta terão desaparecido definitivamente. Então chegamos no momento crítico do 'ou muda ou racha!' Apesar de observarmos um aumento rápido de pessoas e organizações em volta do planeta lutando pela mundança, também observamos que a maioria dos governantes e pessoas físicas preferem ignorar esta urgência e se alienar. É necessário que cada um de nós que esteja vendo um vislumbre desta oportunidade que nos está sendo dada neste momento para finalmente amadurecermos e passarmos como espécie humana para uma etapa mais evoluída, se engaje conscientemente na campanha: Salve a Vida! É nossa oportunidade de finalmente escolhermos a maturidade. Mas isto não vai acontecer se estivermos com os nossos braços cruzados esperando que 'eles' façam por nós. É imprescindível que cada um de nós dê um passo decisivo nesta direção. É urgente que cada um de nós seja um agente consciente para a mudança: precisamos sair da adolescência, é hora de aceitarmos a nossa maior idade. Precisamos assumir que somos ADULTOS responsáveis! Chega de brincar, esta brincadeira auto-destrutiva de adolescentes inconsequentes e irresponsáveis! Chega de competição e de concorrência! Não adianta colocarmos a culpa nos sistemas, nos governos, nas secretarias, no pai, na mãe, no vizinho, no passado, nos corruptos, nos ladrões, nas mudanças climáticas, nas faltas de...tempo, dinheiro, amor, atenção, moradia...Cada um de nós é responsável pela crise que estamos vivendo, tanto como indivíduos como quanto humanidade. COMO SOMOS RESPONSÁVEIS? Somos responsáveis quando nos alienamos de nós mesmos, escolhendo buscar fora o que já temos desde que nascemos dentro da gente mesmo. Quando vivemos no futuro ao invés de apreciarmos o momento presente. Quando nos deixamos controlar pelos nossos desejos incontroláveis de ter, de poder, de estar... Somos responsáveis quando nos deixamos acreditar que a felicidade está em sermos mais ricos, mais bonitos, mais jovens, mais amados, mais famosos, mais informados, mais poderosos. Somos responsáveis quando nos deixamos seduzir pelo nosso corpo de desejos para comprar o novo modelito de carro, a nova roupa, o novo brinquedo, o novo aparelho eletrônico, o novo MP9, a nova máquina digital, o novo computador super Giga Bite para substituir o atual que compramos há apenas dois anos atrás, a construir a nova casa, a reformar as construções que ainda estão muito boas, pois PRECISAMOS de uma aparência mais de acordo, porque acreditamos que PRECISAMOS, porque sem estas parafernálias talvez não sobrevivamos. Somos responsáveis quando vamos ao supermercado e compramos a parafernália industrializada que é distribuída com rótulos de alimentos (como se fossem alimentos) embalados em uma infinidade de plásticos e outras embalagens que não são bio-degradáveis, e que vão terminar num lixão qualquer da cidade, ou nos rios, nos mares, nas florestas, sufocando os animais silvestres e marinhos. Somos responsáveis quando compramos e consumimos frango de granja e carne de gado cheios de antibióticos e de hormônios para crescer mais rápido, animais assassinados de forma brutal pelos seres humanos (que deveriam ser punidos por crime a sangue frio), e criados em pastos que substituíram nossas florestas, verduras e frutas intoxicadas com agrotóxicos, água engarrafada em PVC, coca-cola, cerveja, cigarros, drogas que são distribuídas por uma máfia planetária que dissemina o crime e a dependência dos adolescentes. Somos responsáveis quando continuamos intoxicando nossas células que vão se tornando degenerativas...sem o menor questionamento, sem exigir mudanças dos produtores da cadeia alimentar e sem tomarmos uma atitude. E então, nos entupimos de remédios mentirosos fabricados por laboratórios multinacionais, para remediar os estragos feitos pelos nossos desvios alimentares, pela poluição que criamos em nossas águas, no ar, pela destruição de nossas florestas, extinção de tantas espécies, ao invés de procurarmos informações sobre como melhor alimentar nosso corpo físico e como nos reequilibrarmos usando as ervas naturais encontradas em nosso meio ambiente, como faziam nossos ancestrais. Ou ainda como usar o poder de nossa mente para a cura. Somos responsáveis quando aceitamos que todas estas parafernálias que adquirimos sejam embrulhadas em mais embalagens supérfluas, que vamos jogar para todo lado...transplantando a natureza por uma artificialidade nefasta! Somos responsáveis quando gastamos mais água do que precisamos para lavar nossos corpos, nossos carros, nossas casas, nossas calçadas, aguamos nossos jardins exóticos compostos de plantas que nunca se adaptam ao ambiente onde foram implantadas. Tudo isto porque PRECISAMOS de nos aparentar limpos, chics, ricos, importantes... Somos responsáveis quando insistimos em termos babás, escravos, esposas, mães para limpar nossa sujeira: limpar nossas casas, lavar nossas roupas, nossos pratos, jogar fora nossos restos de comida, catar os papéis, garrafas pet, e descartáveis que jogamos por toda parte, varrer nossas ruas, limpar nossas florestas e rios – sob o pensamento 'afinal de contas eles não estudaram tanto como nós e não podem conseguir emprego melhor do que simples garis, babás, escravos' ou porque seja a obrigação delas. Além do mais, somos tão bonzinhos em oferecer trabalho para eles quando existe tanta gente desempregada pelo planeta. E assim temos essa atitude de desleixo, de preguiça e até mesmo quando vamos a um Forum SocioAmbiental Mundial para discutir mudanças de paradigmas, esperamos que alguém cate o lixo que nós produzimos, limpe as mesas e recolha nossos pratos descartáveis com os nossos restos de comida. Não que ter empregado seja errado, mas os empregados não são escravos, as mães e esposas não são escravas, cada um DEVE fazer a sua parte. Chamamos isto de 'cooperação'. Somos responsáveis guando julgamos que nada é nossa responsabilidade, afinal de contas não existem lixeiras suficientes para colocarmos todos os lixos materiais que pessoalmente produzimos. E devemos também considerar aqui os lixos psicológicos que criamos todos os dias com nossos pensamentos destrutivos, medrosos, negativos, com as palavras malcriadas que trocamos com os nossos irmãos de espécie no trânsito, nas calçadas, no trabalho, nas nossas casas. Sim, existe uma guerra em Israel, no Iraque no escambal...mas não estamos também em guerra no nosso dia a dia, com nós mesmos, com os outros, com os objetos que usamos, com o meio onde vivemos, com nossas atitudes egóicas, gritando uns com os outros, sendo violentos de alguma forma? Sim, não podemos criticar ninguém, nem mesmo os Bushs do planeta, porque em algum nível em nosso dia a dia somos parte deles. Desculpe se estou sendo tão dura com nós mesmos, estou fazendo uma autocrítica, minha inclusive, mas é que chegamos num ponto que ou muda ou racha, e eu prefereria que continuássemos como uma espécie mais evoluída neste lindo e amoroso planeta que tem nos abrigado como uma mãe através dos séculos e séculos...E acredito que isto é possível! O planeta não vai acabar, ele prosseguirá na sua tragetória evolutiva com ou sem as bactérias humanas que se apossaram dele. Somos nós que temos de mudar nossa atitude. Penso nas crianças que estão hoje com um ou dois anos e as que ainda nem nasceram. Que tipo de vida estarão herdando de nós? Como será a vida em 2030, se continuarmos vivendo assim tão negligentemente! O QUE PODEMOS FAZER COMO INDIVíDUOS? Que eu e você e muitos outros façamos a nossa parte para sermos instrumentos de uma mudança radical em nossas vidas através do reconhecimento de nossas responsabilidades e de mudança de atitudes. Vamos arregaçar as mangas, pois há muito o que fazer para virarmos adultos e começar a cuidar ao invés de destruir. Vamos sair de nossa adolescência, de nossa zona de conforto e de preguiça! Vamos convidar mais gente a aderir ao movimento em prol da maturidade! A felicidade e a paz se encontram dentro de nós mesmos, não precisamos comprá-las. Precisamos exercitar o cuidado com tudo. O cuidado é uma virtude da alma. Somos seres essencialmente cuidadosos, embora através dos tempos temos praticado o descuido, o descaso e a displicência. Mas faz tudo parte de um processo evolutivo. E agora chegamos num ponto deste processo que temos de dar um salto quântico para podermos passar da adolescência para a maturidade. O ser maduro é um ser cuidadoso. Estou muito feliz porque acredito que é possível exercitar a nossa maturidade como espécie! Sempre acreditei nisto. Estamos sendo forçados a exercitar o cuidado. Porque se não exercitarmos o cuidado, e nos tornarmos seres maduros, sucumbiremos como espécie. A falta de cuidado é: a perda de conexão com o todo; o vazio da consciência que não se percebe como uma parcela do universo; a ausência de percepção da unidade e da interdependência com tudo mais que existe. Cuidar é mais que um ato; é uma atitude, e abrange mais do que apenas um momento de atenção, de zelo; é uma atitude de responsabilidade afetuosa com nós mesmos, com os outros e com as coisas. Estamos vivendo num tempo onde não podemos mais focalizar nossa atenção nas diferenças, não temos tempo mais para competir, para críticar pessoalmente uns aos outros, dividir, divergir. Estas são caracterísiticas de um modelo antigo, fundamentado em condicionamentos do ego. As críticas devem ser construtivas. Este manifesto é uma forma de crítica construtiva, é uma auto-crítica, um convite à mudança. Somos bactérias mas também somos seres de luz. Somos matérias mas também somos transcendentes. Precisamos observar em nosso entorno onde estão as pessoas que, não importa a que credo, que sistema, que 'ismo' estejam afiliados, que nacionalidade, que raça, mas que estejam comprometidos em ajudar a humanidade a caminhar, como disse o grande artista Kandinsky no século passado, como um triângulo para frente e para cima, para que possamos passar para um outro patamar evolutivo e regenerarmos os males que produzimos e consigamos ver o despertar de uma nova humanidade. Vamos nos unir e caminhar juntos. Sempre acreditei que isto seria possível, e agora, mais do que nunca, quando vejo tantas crises e tantas mudanças de consciência no mundo. Isto não é Utopia. Utopia é o que criamos até agora, pois é um sistema baseado na ilusão. Precisamos viver a realidade, a presença, a consciência. Precisamos de um novo sistema organizacional e de produção que focalize a atenção na simplicidade, no menos é melhor, 'small is beautiful', produção descentralizada, local, artesanal. O discurso de que temos uma super-população mundial faminta que tem que ser nutrida é um discurso que não tem fundamento. A questão é que hoje uma minoria se entope de comida enquanto a maioria passa fome. Então, é um problema de distribuição não de população. Comer menos, é mais saudável, não precisamos de nos entupir de proteína animal, e de cereais todos os dias. Não precisamos satisfazer a língua, ela é apenas um orgão mal educado. Podemos re-educar o nosso paladar e descobrir que uma salada orgânica tem mais vida e mais sabor do que um X-burger do MacDonalds. Eu sou um exemplo vivo disso, sou uma mulher saudável, que não come muito há pelo menos 30 anos, e quanto menos como, mais sou saudável. O conceito de que precisamos de uma super nutrição é um engodo que fabrica gordos nas classes médias do mundo. O que nos basta é comer frutas, verduras, castanhas, raízes e alguns legumes, alimentos que poderão ser extraídos de nossos quintais residenciais e comunitários, como era no passado. Não precisamos de comer carnes, nem ovos, nem leite, nem seus derivados, nem soja, nem óleos, nem trangênicos, nem biscoitos, nem chips, nem sorvetes, nem refrigerantes. Não PRECISAMOS! Se não assumirmos um sistema de economia do suficiente, centrada na valorização do ser humano e da natureza - e não do capital - buscando o bem comum, tanto para os seres humanos (uma forma madura de socialismo) como para a natureza (uma forma holística de ambientalismo), a vida de muitas espécies inclusive a nossa estará com seus dias contados. Para instituirmos um sistema de economia solidária, precisamos, cada um de nós, mudar nossas atitudes e 'necessidades'. Façamos um exercício: entremos no supermercado, peguemos um carrinho e percorramos os corredores observando as prateleiras. E sendo bastante honestos, escolhamos apenas os itens que são essenciais para a sobrevivência e para a saúde. Talvez você vai se surpreender com os poucos itens no supermercado que vão preencher estes requisitos. Vamos repensar nossos valores, nossas 'necessidades', rever como consumimos, reduzir tudo, fazer coletas seletivas de lixo, produzir compostos com os restos dos nossos alimentos, para nutrir hortas orgânicas. Vamos levar sacolas ou mochilas para o supermercados. Vamos praticar as coisas que os ambientalistas já estão carecas e grisalhos de tanto aconselhar. Vamos deixar de ser preguiçosos! Vamos nos responsabilizar pelo lixo que produzimos individualmente. (Os países desenvolvidos estão exportando lixo para os países em desenvolvimento). Vamos exigir de nossos governantes leis e implementações que levem à preservação da VIDA. Vamos boicotar e desmascarar os assassinos que vendem venenos com rótulos de alimentos. Vamos exigir sistemas de energias sustentáveis e naturalmente amáveis. Vamos ajudar no despertar dos adormecidos... Vamos praticar a guerrilha amorosa e pacífica em nosso dia a dia, sem 'perder la ternura jamás...' Não é preciso agressividade, mas uma firmeza conscientemente carinhosa. Eu acredito que cada um de nós pode fazer esta Revolução do Cotidiano, mudar de vida, e assim contribuir para a conservação da vida em nosso planeta! Convide mais pessoas a participar desta R E V O L U Ç Ã O!
É urgente! É possível! E é real...
sábado, 14 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Amigos-anjos...de 4 patas-Vania Vieira
Amigos-anjos...de 4 patas.
Anjos?... Amigos fiéis de 4 patas?de quatro patas! Mas, existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas.Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos, para perceber quem está ou o quêestá ali.
Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor.Quem mais pode dar amor incondicional?Amizade sem pedir nada em troca?Afeição sem esperar retorno...
Proteção sem ganhar nada...Fidelidade 24 h por dia? Ah, não me venham com essa de que os pais fazem isso...Porque os pais são humanos.Se irritam, se afastam.
Um cão não se afasta mesmo quando você o agride.Ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo, que talvez não tenha feito.Lambendo suas mãos a suplicar perdão...
Alguns anjos não possuem asas.Possuem quatro patas, um corpo peludo,nariz de bolinha, orelhas de atenção,olhar de aflição e carência.Apesar dessas aparências...São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas)e dedicam-se aos humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se...Em dúvida aqui fico ao lado do meu cãozinho, amigo-anjo ou anjo -amigo de 4 patas...Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!
Anjos?... Amigos fiéis de 4 patas?de quatro patas! Mas, existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas.Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos, para perceber quem está ou o quêestá ali.
Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor.Quem mais pode dar amor incondicional?Amizade sem pedir nada em troca?Afeição sem esperar retorno...
Proteção sem ganhar nada...Fidelidade 24 h por dia? Ah, não me venham com essa de que os pais fazem isso...Porque os pais são humanos.Se irritam, se afastam.
Um cão não se afasta mesmo quando você o agride.Ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo, que talvez não tenha feito.Lambendo suas mãos a suplicar perdão...
Alguns anjos não possuem asas.Possuem quatro patas, um corpo peludo,nariz de bolinha, orelhas de atenção,olhar de aflição e carência.Apesar dessas aparências...São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas)e dedicam-se aos humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se...Em dúvida aqui fico ao lado do meu cãozinho, amigo-anjo ou anjo -amigo de 4 patas...Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!
sábado, 7 de março de 2009
Se os homens menstruassem-Gloria Steinem
Pasmem, esta mulher tem hoje 75 anos, ex-coelhinha da Playboy e é uma ativista /feminista! E..VIVAM as Mulheres!
Morar na Índia me fez compreender que a minoria branca do mundo passou séculos nos enganando para que acreditássemos que a pele branca faz uma pessoa superior a outra. Mas na verdade a pele branca só é mais suscetível aos raios ultravioleta e propensa a rugas.
Ler Freud me deixou igualmente cética quanto à inveja do pênis. O poder de dar à luz faz a “inveja do útero” mais lógica e um órgão tão externo e desprotegido como o pênis deixa os homens extremamente vulneráveis.
Mas ao ouvir recentemente uma mulher descrever a chegada inesperada de sua menstruação (uma mancha vermelha se espalhara em seu vestido enquanto ela discutia, inflamada, num palco) eu ainda ranjo os dentes de constrangimento. Isto é, até ela explicar que quando foi informada aos sussurros deste acontecimento óbvio, ela dissera a uma platéia 100% masculina: “Vocês deveriam estar orgulhosos de ter uma mulher menstruada em seu palco. É provavelmente a primeira coisa real que acontece com vocês em muitos anos!”
Risos. Alívio. Ela transformara o negativo em positivo. E de alguma forma sua história se misturou à Índia e a Freud para me fazer compreender finalmente o poder do pensamento positivo. Tudo o que for característico de um grupo “superior” será sempre usado como justificativa para sua superioridade e tudo o que for característico de um grupo “inferior” será usado para justificar suas provações. Homens negros eram recrutados para empregos mal pagos por serem, segundo diziam, mais fortes do que os brancos, enquanto as mulheres eram relegadas a empregos mal pagos por serem mais “fracas’. Como disse o garotinho quando lhe perguntaram se ele gostaria de ser advogado quando crescesse, como a mãe, “Que nada, isso é trabalho de mulher.” A lógica nada tem a ver com a opressão.
Então, o que aconteceria se, de repente, como num passe de mágica, os homens menstruassem e as mulheres não?
Claramente, a menstruação se tornaria motivo de inveja, de gabações, um evento tipicamente masculino:
Os homens se gabariam da duração e do volume.
Os rapazes se refeririam a ela como o invejadíssimo marco do início da masculinidade. Presentes, cerimônias religiosas, jantares familiares e festinhas de rapazes marcariam o dia.
Para evitar uma perda mensal de produtividade entre os poderosos, o Congresso fundaria o Instituto Nacional da Dismenorréia. Os médicos pesquisariam muito pouco a respeito dos males do coração, contra os quais os homens estariam, hormonalmente, protegidose muito a respeito das cólicas menstruais.
Absorventes íntimos seriam subsidiados pelo governo federal e teriam sua distribuição gratuita. E, é claro, muitos homens pagariam mais caro pelo prestígio de marcas como Tampões Paul Newman, Absorventes Mohammad Ali, John Wayne Absorventes Super e Miniabsorventes e Suportes Atléticos Joe Namath — “Para aqueles dias de fluxo leve”.
As estatísticas mostrariam que o desempenho masculino nos esportes melhora durante a menstruação, período no qual conquistam um maior numero de medalhas olímpicas.
Generais, direitistas, políticos e fundamentalistas religiosos citariam a menstruação (”men-struação”, de homem em inglês) como prova de que só mesmo os homens poderiam servir a Deus e à nação nos campos de batalha (”Você precisa dar seu sangue para tirar sangue”), ocupariam os mais altos cargos (”Como é que as mulheres podem ser ferozes o bastante sem um ciclo mensal regido pelo planeta Marte?”), ser padres, pastores, o Próprio Deus (”Ele nos deu este sangue pelos nossos pecados”), ou rabinos (”Como não possuem uma purgação mensal para as suas impurezas, as mulheres não são limpas”).
Liberais do sexo masculino insistiriam em que as mulheres são seres iguais, apenas diferentes. Diriam também que qualquer mulher poderia se juntar à sua luta, contanto que reconhecesse a supremacia dos direitos menstruais (”O resto não passa de uma questão”) ou então teria de ferir-se seriamente uma vez por mês (”Você precisa dar seu sangue pela revolução”).
O povo da malandragem inventaria novas gírias (”Aquele ali é de usar três absorventes de cada vez”) e se cumprimentariam, com toda a malandragem, pelas esquinas dizendo coisas tais como:
— Cara, tu tá bonito pacas!— É cara, tô de chico!
Programas de televisão discutiriam abertamente o assunto. (No seriado Happy Days: Richie e Potsie tentam convencer Fonzie de que ele ainda é “The Fonz”, embora tenha pulado duas menstruações seguidas. Hill Street Blues: o distrito policial inteiro entra no mesmo ciclo.) Assim como os jornais, (TERROR DO VERÃO: TUBARÕES AMEAÇAM HOMENS MENSTRUADOS. JUIZ CITA MENSTRUAÇÃO EM PERDÃO A ESTUPRADOR.) E os filmes fariam o mesmo (Newman e Redford em Irmãos de Sangue).
Os homens convenceriam as mulheres de que o sexo é mais prazeroso “naqueles dias”. Diriam que as lésbicas têm medo de sangue e, portanto, da própria vida, embora elas precisassem mesmo era de um bom homem menstruado.
As faculdades de medicina limitariam o ingresso de mulheres (”elas podem desmaiar ao verem sangue”).
É claro que os intelectuais criariam os argumentos mais morais e mais lógicos. Sem aquele dom biológico para medir os ciclos da lua e dos planetas, como pode uma mulher dominar qualquer disciplina que exigisse uma maior noção de tempo, de espaço e da matemática,ou mesmo a habilidade de medir o que quer que fosse? Na filosofia e na religião, como pode uma mulher compensar o fato de estar desconectada do ritmo do universo? Ou mesmo, como pode compensar a falta de uma morte simbólica e da ressurreição todo mês?
A menopausa seria celebrada como um acontecimento positivo, o símbolo de que os homens já haviam acumulado uma quantidade suficiente de sabedoria cíclica para não precisar mais da menstruação.
Os liberais do sexo masculino de todas as áreas seriam gentis com as mulheres. O fato “desses seres” não possuírem o dom de medir a vida, os liberais explicariam, já é em si castigo bastante.
E como será que as mulheres seriam treinadas para reagir? Podemos imaginar uma mulher da direita concordando com todos os argumentos com um masoquismo valente e sorridente. (’A Emenda de Igualdade de Direitos forçaria as donas de casa a se ferirem todos os meses : Phyllis Schlafy. “O sangue de seu marido é tão sagrado quanto o de Jesus e, portanto, sexy também!”: Marabel Morgan.) Reformistas e Abelhas Rainhas ajustariam suas vidas em torno dos homens que as rodeariam. As feministas explicariam incansavelmente que os homens também precisam ser libertados da falsa impressão da agressividade marciana, assim como as mulheres teriam de escapar às amarras da “inveja menstrual”. As feministas radicais diriam ainda que a opressão das que não menstruam é o padrão para todas as outras opressões. (”Os vampiros foram os primeiros a lutar pela nossa liberdade!”) As feministas culturais exaltariam as imagens femininas, sem sangue, na arte e na literatura. As feministas socialistas insistiriam em que, uma vez que o capitalismo e o imperialismo fossem derrubados, as mulheres também mens-truariam. (”Se as mulheres não menstruam hoje, na Rússia”, explicariam, “é apenas porque o verdadeiro socialismo não pode existir rodeado pelo capitalismo.”)
Em suma, nós descobriríamos, como já deveríamos ter adivinhado, que a lógica está nos olhos do lógico. (Por exemplo, aqui está uma idéia para os teóricos e lógicos: se é verdade que as mulheres se tornam menos racionais e mais emocionais no início do ciclo menstrual, quando o nível de hormônios femininos está mais baixo do que nunca, então por que não seria lógico afirmar que em tais dias as mulheres comportam-se mais como os homens se portam o mês inteiro? Eu deixo outros improvisos a seu cargo.*
A verdade é que, se os homens menstruassem, as justificativas do poder simplesmente se estenderiam, sem parar.
Se permitíssemos.
Morar na Índia me fez compreender que a minoria branca do mundo passou séculos nos enganando para que acreditássemos que a pele branca faz uma pessoa superior a outra. Mas na verdade a pele branca só é mais suscetível aos raios ultravioleta e propensa a rugas.
Ler Freud me deixou igualmente cética quanto à inveja do pênis. O poder de dar à luz faz a “inveja do útero” mais lógica e um órgão tão externo e desprotegido como o pênis deixa os homens extremamente vulneráveis.
Mas ao ouvir recentemente uma mulher descrever a chegada inesperada de sua menstruação (uma mancha vermelha se espalhara em seu vestido enquanto ela discutia, inflamada, num palco) eu ainda ranjo os dentes de constrangimento. Isto é, até ela explicar que quando foi informada aos sussurros deste acontecimento óbvio, ela dissera a uma platéia 100% masculina: “Vocês deveriam estar orgulhosos de ter uma mulher menstruada em seu palco. É provavelmente a primeira coisa real que acontece com vocês em muitos anos!”
Risos. Alívio. Ela transformara o negativo em positivo. E de alguma forma sua história se misturou à Índia e a Freud para me fazer compreender finalmente o poder do pensamento positivo. Tudo o que for característico de um grupo “superior” será sempre usado como justificativa para sua superioridade e tudo o que for característico de um grupo “inferior” será usado para justificar suas provações. Homens negros eram recrutados para empregos mal pagos por serem, segundo diziam, mais fortes do que os brancos, enquanto as mulheres eram relegadas a empregos mal pagos por serem mais “fracas’. Como disse o garotinho quando lhe perguntaram se ele gostaria de ser advogado quando crescesse, como a mãe, “Que nada, isso é trabalho de mulher.” A lógica nada tem a ver com a opressão.
Então, o que aconteceria se, de repente, como num passe de mágica, os homens menstruassem e as mulheres não?
Claramente, a menstruação se tornaria motivo de inveja, de gabações, um evento tipicamente masculino:
Os homens se gabariam da duração e do volume.
Os rapazes se refeririam a ela como o invejadíssimo marco do início da masculinidade. Presentes, cerimônias religiosas, jantares familiares e festinhas de rapazes marcariam o dia.
Para evitar uma perda mensal de produtividade entre os poderosos, o Congresso fundaria o Instituto Nacional da Dismenorréia. Os médicos pesquisariam muito pouco a respeito dos males do coração, contra os quais os homens estariam, hormonalmente, protegidose muito a respeito das cólicas menstruais.
Absorventes íntimos seriam subsidiados pelo governo federal e teriam sua distribuição gratuita. E, é claro, muitos homens pagariam mais caro pelo prestígio de marcas como Tampões Paul Newman, Absorventes Mohammad Ali, John Wayne Absorventes Super e Miniabsorventes e Suportes Atléticos Joe Namath — “Para aqueles dias de fluxo leve”.
As estatísticas mostrariam que o desempenho masculino nos esportes melhora durante a menstruação, período no qual conquistam um maior numero de medalhas olímpicas.
Generais, direitistas, políticos e fundamentalistas religiosos citariam a menstruação (”men-struação”, de homem em inglês) como prova de que só mesmo os homens poderiam servir a Deus e à nação nos campos de batalha (”Você precisa dar seu sangue para tirar sangue”), ocupariam os mais altos cargos (”Como é que as mulheres podem ser ferozes o bastante sem um ciclo mensal regido pelo planeta Marte?”), ser padres, pastores, o Próprio Deus (”Ele nos deu este sangue pelos nossos pecados”), ou rabinos (”Como não possuem uma purgação mensal para as suas impurezas, as mulheres não são limpas”).
Liberais do sexo masculino insistiriam em que as mulheres são seres iguais, apenas diferentes. Diriam também que qualquer mulher poderia se juntar à sua luta, contanto que reconhecesse a supremacia dos direitos menstruais (”O resto não passa de uma questão”) ou então teria de ferir-se seriamente uma vez por mês (”Você precisa dar seu sangue pela revolução”).
O povo da malandragem inventaria novas gírias (”Aquele ali é de usar três absorventes de cada vez”) e se cumprimentariam, com toda a malandragem, pelas esquinas dizendo coisas tais como:
— Cara, tu tá bonito pacas!— É cara, tô de chico!
Programas de televisão discutiriam abertamente o assunto. (No seriado Happy Days: Richie e Potsie tentam convencer Fonzie de que ele ainda é “The Fonz”, embora tenha pulado duas menstruações seguidas. Hill Street Blues: o distrito policial inteiro entra no mesmo ciclo.) Assim como os jornais, (TERROR DO VERÃO: TUBARÕES AMEAÇAM HOMENS MENSTRUADOS. JUIZ CITA MENSTRUAÇÃO EM PERDÃO A ESTUPRADOR.) E os filmes fariam o mesmo (Newman e Redford em Irmãos de Sangue).
Os homens convenceriam as mulheres de que o sexo é mais prazeroso “naqueles dias”. Diriam que as lésbicas têm medo de sangue e, portanto, da própria vida, embora elas precisassem mesmo era de um bom homem menstruado.
As faculdades de medicina limitariam o ingresso de mulheres (”elas podem desmaiar ao verem sangue”).
É claro que os intelectuais criariam os argumentos mais morais e mais lógicos. Sem aquele dom biológico para medir os ciclos da lua e dos planetas, como pode uma mulher dominar qualquer disciplina que exigisse uma maior noção de tempo, de espaço e da matemática,ou mesmo a habilidade de medir o que quer que fosse? Na filosofia e na religião, como pode uma mulher compensar o fato de estar desconectada do ritmo do universo? Ou mesmo, como pode compensar a falta de uma morte simbólica e da ressurreição todo mês?
A menopausa seria celebrada como um acontecimento positivo, o símbolo de que os homens já haviam acumulado uma quantidade suficiente de sabedoria cíclica para não precisar mais da menstruação.
Os liberais do sexo masculino de todas as áreas seriam gentis com as mulheres. O fato “desses seres” não possuírem o dom de medir a vida, os liberais explicariam, já é em si castigo bastante.
E como será que as mulheres seriam treinadas para reagir? Podemos imaginar uma mulher da direita concordando com todos os argumentos com um masoquismo valente e sorridente. (’A Emenda de Igualdade de Direitos forçaria as donas de casa a se ferirem todos os meses : Phyllis Schlafy. “O sangue de seu marido é tão sagrado quanto o de Jesus e, portanto, sexy também!”: Marabel Morgan.) Reformistas e Abelhas Rainhas ajustariam suas vidas em torno dos homens que as rodeariam. As feministas explicariam incansavelmente que os homens também precisam ser libertados da falsa impressão da agressividade marciana, assim como as mulheres teriam de escapar às amarras da “inveja menstrual”. As feministas radicais diriam ainda que a opressão das que não menstruam é o padrão para todas as outras opressões. (”Os vampiros foram os primeiros a lutar pela nossa liberdade!”) As feministas culturais exaltariam as imagens femininas, sem sangue, na arte e na literatura. As feministas socialistas insistiriam em que, uma vez que o capitalismo e o imperialismo fossem derrubados, as mulheres também mens-truariam. (”Se as mulheres não menstruam hoje, na Rússia”, explicariam, “é apenas porque o verdadeiro socialismo não pode existir rodeado pelo capitalismo.”)
Em suma, nós descobriríamos, como já deveríamos ter adivinhado, que a lógica está nos olhos do lógico. (Por exemplo, aqui está uma idéia para os teóricos e lógicos: se é verdade que as mulheres se tornam menos racionais e mais emocionais no início do ciclo menstrual, quando o nível de hormônios femininos está mais baixo do que nunca, então por que não seria lógico afirmar que em tais dias as mulheres comportam-se mais como os homens se portam o mês inteiro? Eu deixo outros improvisos a seu cargo.*
A verdade é que, se os homens menstruassem, as justificativas do poder simplesmente se estenderiam, sem parar.
Se permitíssemos.
Viajantes do tempo-Vania Vieira
Somos todos viajantes do tempo. Enquanto estamos na frente do computador, dando cliques no mouse, o tempo está passando. O futuro está sendo constantemente transformado em passado, com o presente durando apenas um instante fugaz. Tudo o que está sendo feito agora rapidamente vai para o passado, o que significa que continuamos a nos deslocar no tempo. As idéias sobre viagens no tempo existem há séculos, mas quando Albert Einstein lançou a sua teoria da relatividade especial, ele estabeleceu os fundamentos da possibilidade teórica de viajar no tempo. Como todos nós sabemos, ninguém conseguiu provar uma viagem no tempo, mas ninguém conseguiu excluir sua possibilidade, também. Entendendo o tempo: O astrônomo Carl Sagan estava certo quando dizia que o tempo é "resistente a uma definição simples". Muitos de nós pensamos que sabemos o que é o tempo, mas é difícil definí-lo. Literalmente, você não pode ver ou tocar o tempo, mas pode ver seus efeitos. A prova de que estamos nos deslocando no tempo está em toda parte: nossos corpos envelhecem, os prédios ficam expostos às intempéries e ruem, as árvores crescem. A maioria de nós sente a pressão do tempo como se fôssemos compelidos a cumprir prazos e agendar compromissos. Geralmente, nossas vidas são ditadas pela hora em que precisamos estar em algum lugar. Peça a qualquer um para definir o tempo e, provavelmente, a maioria vai olhar para seu relógio de pulso ou para um outro relógio. Vemos o tempo como o tique-taque dos ponteiros destes aparelhos. Sabemos que há 60 segundos num minuto, 60 minutos em uma hora, 24 horas em um dia e 365 dias no ano. São estes os números básicos do tempo que todos nós aprendemos. O tempo também é definido como a quarta dimensão do nosso universo. As outras três dimensões são espaciais: direita-esquerda, para frente-para traz e acima-abaixo. O tempo não pode existir sem o espaço e, da mesma forma, o espaço não pode existir sem o tempo. Esta relação íntima entre o tempo e o espaço é chamada de contínuo espaço-tempo, que significa que todo evento que acontece no universo envolve tanto o espaço como o tempo. De acordo com a teoria da relatividade especial de Einstein, o tempo passará mais lentamente à medida que um objeto se aproxima da velocidade da luz. Isto leva muitos cientistas a acreditar que viajar mais rápido do que a velocidade da luz poderia abrir a possibilidade de viajar no tempo, tanto para o passado quanto para o futuro. O problema é que se acredita que a velocidade da luz seja a velocidade mais alta em que algo pode viajar, então é improvável que consigamos viajar ao passado. À medida que um objeto se aproxima da velocidade da luz, sua massa relativística (site em inglês) aumenta e se torna infinita ao atingir aquela velocidade. Acelerar uma massa infinita mais rápido do que isto é impossível, pelo menos até agora. Mas viajar no tempo na outra direção não parece tão difícil e, um dia, o futuro pode ser um destino possível. Problemas com a viagem no tempoSe algum dia pudermos desenvolver uma teoria realizável para viajar no tempo, abriríamos uma caixa de Pandora de problemas muito complicados chamados de paradoxos. Um paradoxo é definido como algo que se contradiz. Aqui estão dois exemplos comuns: Digamos que você pudesse voltar a um tempo anterior ao seu nascimento. O simples fato de você poder existir num tempo antes de você ter nascido cria um paradoxo. Se você nasceu em 1960, como poderia existir em 1955? Talvez o paradoxo mais famoso seja o paradoxo do avô. O que aconteceria se um viajante do tempo voltasse e matasse um de seus ancestrais antes de seu próprio nascimento? Se a pessoa matou seu avô, como ela poderia estar viva para voltar e matá-lo? Se pudéssemos mudar o passado, isto criaria um número infinito de paradoxos. Outra teoria a respeito da viagem no tempo traz a idéia de universos paralelos, ou histórias alternativas. Digamos que você de fato volte para encontrar seu avô quando ele era criança. Na teoria dos universos paralelos, você pode ter viajado para outro universo, um semelhante ao nosso, mas que tem uma sucessão de eventos diferentes. Por exemplo, se você voltasse no tempo e matasse um de seus ancestrais, teria matado aquela pessoa num universo que não é mais o universo em que você existe. E se então você tentar voltar para o seu próprio tempo, pode acabar em outro universo paralelo e nunca conseguir voltar para o universo em que começou. A idéia aqui é que toda ação causa a criação de um novo universo e que existe um número infinito de universos. Ao matar o seu ancestral, você criou um novo universo, um universo idêntico ao seu até o tempo em que você alterou a sucessão original de eventos. Ainda confuso?
Bem-vindo ao mundo da viagem no tempo. Só imagine como serão complicados os preços das passagens.
Bem-vindo ao mundo da viagem no tempo. Só imagine como serão complicados os preços das passagens.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Passado e presente...tudo se mistura-Vania Vieira
Presença constante? Passado?Presente???-Vania Vieira.
Se não fosse pela minha avó , que de vez em quando vem de longe, muitas vezes em sonhos, iluminar os recantos sombrios do meu passado e, por algumas fotografias que não foram rasgadas e que se acumulam em minhas gavetas, como eu poderia escrever poesias, contos e histórias que me falassem deste passado? Teria de forjar com a imaginação, sem outro material além dos fios evasivos de muitas vidas alheias e de algumas lembranças ilusórias. A memória é ficção. Selecionamos o mais brilhante e o mais escuro, ignorando o que nos envergonha, e assim bordamos a larga tapeçaria da nossa vida. Através da palavra escrita e destas algumas fotografias, tento desesperadamente vencer a condição fugaz da minha existência, agarrar os momentos antes que se desvaneçam, iluminar a confusão do meu passado antes que se esvaiam pelos meus poros. Cada instante desaparece num sopro e imediatamente se converte em passado, a realidade é efémera e migratória, pura saudade. Com algumas fotografias e estas páginas escritas muitas vezes à ermo para só terem significação quando as releio, mantenho vivas as lembranças; elas são o meu apoio a uma verdade fugitiva, mas verdadeira de qualquer forma... elas provam que os fatos aconteceram e estas personagens passaram pelo meu destino, pela minha história. Graças a elas posso ressuscitar todos eles que se foram prematuramente: minha mãe, meus aguerridos avós- o meu sábio avô dos mais belos olhos azuis que eu já ví- e outros anéis da longa cadeia da minha família, quase todos hoje já ausentes, mas todos de sangue e mentes fortes e ardentes. Escrevo para clarificar os segredos antigos da minha infância, definir a minha identidade, criar a minha própria lenda...minha ficção...Na esperança que eles se transformem em realidades vivas...
No fim de contas a única coisa que temos na totalidade é a memória que fomos tecendo. Cada qual escolhe o tom para contar a sua própria história; teria gostado de optar pela clareza duradoura de uma impressão em platina, mas nada no meu destino,vejo agora, possui essa qualidade luminosa. Tudo muito singelo, mas verdadeiro. Sua qualidade de luz se imprime à proporção que vou lembrando! Vivo entre matizes difusos, misteriosos, cheio de muitas incertezas; o tom para contar a minha vida ajusta-se à maioria das vezes, mais ao de um retrato em branco e preto, que eu aprendi à colorir...com a minha espiritualidade...com a minha FÉ!
Se não fosse pela minha avó , que de vez em quando vem de longe, muitas vezes em sonhos, iluminar os recantos sombrios do meu passado e, por algumas fotografias que não foram rasgadas e que se acumulam em minhas gavetas, como eu poderia escrever poesias, contos e histórias que me falassem deste passado? Teria de forjar com a imaginação, sem outro material além dos fios evasivos de muitas vidas alheias e de algumas lembranças ilusórias. A memória é ficção. Selecionamos o mais brilhante e o mais escuro, ignorando o que nos envergonha, e assim bordamos a larga tapeçaria da nossa vida. Através da palavra escrita e destas algumas fotografias, tento desesperadamente vencer a condição fugaz da minha existência, agarrar os momentos antes que se desvaneçam, iluminar a confusão do meu passado antes que se esvaiam pelos meus poros. Cada instante desaparece num sopro e imediatamente se converte em passado, a realidade é efémera e migratória, pura saudade. Com algumas fotografias e estas páginas escritas muitas vezes à ermo para só terem significação quando as releio, mantenho vivas as lembranças; elas são o meu apoio a uma verdade fugitiva, mas verdadeira de qualquer forma... elas provam que os fatos aconteceram e estas personagens passaram pelo meu destino, pela minha história. Graças a elas posso ressuscitar todos eles que se foram prematuramente: minha mãe, meus aguerridos avós- o meu sábio avô dos mais belos olhos azuis que eu já ví- e outros anéis da longa cadeia da minha família, quase todos hoje já ausentes, mas todos de sangue e mentes fortes e ardentes. Escrevo para clarificar os segredos antigos da minha infância, definir a minha identidade, criar a minha própria lenda...minha ficção...Na esperança que eles se transformem em realidades vivas...
No fim de contas a única coisa que temos na totalidade é a memória que fomos tecendo. Cada qual escolhe o tom para contar a sua própria história; teria gostado de optar pela clareza duradoura de uma impressão em platina, mas nada no meu destino,vejo agora, possui essa qualidade luminosa. Tudo muito singelo, mas verdadeiro. Sua qualidade de luz se imprime à proporção que vou lembrando! Vivo entre matizes difusos, misteriosos, cheio de muitas incertezas; o tom para contar a minha vida ajusta-se à maioria das vezes, mais ao de um retrato em branco e preto, que eu aprendi à colorir...com a minha espiritualidade...com a minha FÉ!
segunda-feira, 2 de março de 2009
Mensagem texto dos Anciãos Hopi.
Texto dos Anciãos Hopi:
"Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.E que há coisas a serem consideradas:Onde vocês estão morando?O que vocês estão fazendo?Quais são os seus relacionamentos?Vocês estão em boas relações?Onde está a água de vocês?Conheçam o seu quintal.É o momento de falarem a sua Verdade.Formem as suas comunidades.Sejam bons uns com os outros.E não procurem fora de vocês pelo líder.Este poderia ser um tempo muito bom!Há um rio que agora está correndo muito rápido.Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.Esses vão tentar ficar na margem,e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.Saibam, o rio tem o seu destino.Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem, saltar para o meio do rio, manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos, no mínimo entre nós mesmos. Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.O tempo do lobo solitário acabou. Reunam-se!Abandonem a palavra luta, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada e em celebração.Nós somos aqueles que estávamos esperando".Os AnciãosOraibi, ArizonaNação Hopi
(Os Hopi são nativos americanos da região de Sedona no Arizona. Eles têm muita sabedoria e conhecimentos e são muito respeitados pelas suas tradições, profecias e curas) .
"Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.E que há coisas a serem consideradas:Onde vocês estão morando?O que vocês estão fazendo?Quais são os seus relacionamentos?Vocês estão em boas relações?Onde está a água de vocês?Conheçam o seu quintal.É o momento de falarem a sua Verdade.Formem as suas comunidades.Sejam bons uns com os outros.E não procurem fora de vocês pelo líder.Este poderia ser um tempo muito bom!Há um rio que agora está correndo muito rápido.Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.Esses vão tentar ficar na margem,e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.Saibam, o rio tem o seu destino.Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem, saltar para o meio do rio, manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos, no mínimo entre nós mesmos. Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.O tempo do lobo solitário acabou. Reunam-se!Abandonem a palavra luta, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada e em celebração.Nós somos aqueles que estávamos esperando".Os AnciãosOraibi, ArizonaNação Hopi
(Os Hopi são nativos americanos da região de Sedona no Arizona. Eles têm muita sabedoria e conhecimentos e são muito respeitados pelas suas tradições, profecias e curas) .
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Tua Companhia-Vania Vieira.
Tua Companhia- Vania Vieira
Estais tão próximo de mim
Quanto o pulsar do meu coração.
Sem Tua companhia
Estarei sempre perdida...
Por isso permaneço Te buscando.
E aguardo, mantendo a esperança,
Um sinal, deste Grande Encontro...
Enquanto Te encontras distante
Na escuridão do meu sonho
A Tua LUZ permanecerá!!!
(A existência terrena é semelhante a uma viagem. A primeira estação é do embarque e se chama NASCIMENTO. Mas a duração desta viagem, que é a duração da VIDA só Tú me dirás! Tanto quanto bela é breve a vida...
E a última estação é o desembarque, mesma para todos e se chama ETERNIDADE! O ingresso nesta ETERNIDADE é um ato solitário, mas aquele que adentra nela, deixa os intervalos do tempo e penetra nesta eterna idade. A idade onde somos éter... e qual aves que deixam suas gaiolas, vamos seguir a livre jornada, mundos invisíveis, eternos, celestiais, alçando vôos até os paraísos infinitos! )
Estais tão próximo de mim
Quanto o pulsar do meu coração.
Sem Tua companhia
Estarei sempre perdida...
Por isso permaneço Te buscando.
E aguardo, mantendo a esperança,
Um sinal, deste Grande Encontro...
Enquanto Te encontras distante
Na escuridão do meu sonho
A Tua LUZ permanecerá!!!
(A existência terrena é semelhante a uma viagem. A primeira estação é do embarque e se chama NASCIMENTO. Mas a duração desta viagem, que é a duração da VIDA só Tú me dirás! Tanto quanto bela é breve a vida...
E a última estação é o desembarque, mesma para todos e se chama ETERNIDADE! O ingresso nesta ETERNIDADE é um ato solitário, mas aquele que adentra nela, deixa os intervalos do tempo e penetra nesta eterna idade. A idade onde somos éter... e qual aves que deixam suas gaiolas, vamos seguir a livre jornada, mundos invisíveis, eternos, celestiais, alçando vôos até os paraísos infinitos! )
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Nem uma coisa, nem outra-Vania Vieira.Fev. de 2009.
Ao contrário de tudo que me dizes ser...
Nem Mulher Maravilha, nem mulher vítima.
Eu sou...HUMANA!
Nervos em flor,
Desabrochando agudos ao alvoroço das estações.
Estampido seco rompendo a tez desgastada.
Eu sou...sim...
Cheiro de alma cansada,
Cheiro de terra molhada ontem,
Com urgência de sementes hoje.
Sou a ausência do meu filho que não veio
E de todas vocês que vieram me completar...
Eu sou apenas...sou...
Tentando equilibrar-me a solavancos repentes
Mas que em suspiros direi quando cair...
"Sou Amor".
Eu sou todas aquelas coisas que ninguém entende
A resposta do que não perguntou.
Disparidade?
O meio inviolável do que o secreto teima.
Eu sou uma continuidade de reticências
Nãos pausados
E entrega.
Eu sou entrega...
De todo o meu espaço externo e interno prá vocês, três...
A necessidade absurda de jamais ter sabido,
E não ter provado,
Ou tocada,
sem dar a Partida.
Sou ensaio de perfeição falido.
Sou vôo gauche,
hoje tristeza por não ter tido coragem da ausência.
Eu sou espera,
E quando tudo em mim mais cala,
Quando então tudo que você diz
for inversamente provado,
Eu terei sido...ido...partido...
sem ter sido entendida...jamais...
Nem Mulher Maravilha, nem mulher vítima.
Eu sou...HUMANA!
Nervos em flor,
Desabrochando agudos ao alvoroço das estações.
Estampido seco rompendo a tez desgastada.
Eu sou...sim...
Cheiro de alma cansada,
Cheiro de terra molhada ontem,
Com urgência de sementes hoje.
Sou a ausência do meu filho que não veio
E de todas vocês que vieram me completar...
Eu sou apenas...sou...
Tentando equilibrar-me a solavancos repentes
Mas que em suspiros direi quando cair...
"Sou Amor".
Eu sou todas aquelas coisas que ninguém entende
A resposta do que não perguntou.
Disparidade?
O meio inviolável do que o secreto teima.
Eu sou uma continuidade de reticências
Nãos pausados
E entrega.
Eu sou entrega...
De todo o meu espaço externo e interno prá vocês, três...
A necessidade absurda de jamais ter sabido,
E não ter provado,
Ou tocada,
sem dar a Partida.
Sou ensaio de perfeição falido.
Sou vôo gauche,
hoje tristeza por não ter tido coragem da ausência.
Eu sou espera,
E quando tudo em mim mais cala,
Quando então tudo que você diz
for inversamente provado,
Eu terei sido...ido...partido...
sem ter sido entendida...jamais...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Senhor fazei de mim...
Autor Desconhecido
Se eu não puder ser o que eu desejo,
que não seja também o que desejam de mim.
Sem anular-me quero ser assim:
Se eu não puder ser a árvore que dá frutos,que eu seja o arbusto que dá sombra.Se eu não puder ser o rio que inunda a terra,que eu seja a fonte que dá de beber.Se eu não puder ser uma estrela no céu,que eu seja uma luz que anima as esperanças.Se eu não puder ser o teto que abriga a todos,que eu seja a porta que se abre a quem bate.Se eu não puder ser o mar que liga os continentes,que eu seja o porte que recebe a nave.Se eu não puder ser o bosque que floresce,que eu seja o pássaro que nele canta.Se eu não puder ser a roseira carregada,que eu seja o perfume de uma flor.Se eu não puder ser a melodia que enleva,que eu seja a inspiração de cada verso.Se eu não puder ser o vento que arrebata,que eu seja a brisa que acaricia.Se eu não puder ser o livro que ensina,que eu seja a palavra que comove.Se eu não puder ser a messe que promete,que eu seja o trigo que vai ser o pão.Se eu não puder ser o fogo que incendeia,que eu seja o óleo que mantém a chama.Se eu não puder ser o rico que tudo pode,que eu seja o pobre que não nega nada.Se eu não puder ser a chuva que irriga o solo,que eu seja o orvalho que humedece a flor.Se eu não puder ser o tapete no palácio dos reis,que eu seja o agasalho na casa dos pobres.Se eu não puder ser o sorriso que encanta,que eu seja a impressão que ele deixa.Se eu não puder ser a felicidade que todos buscam,que eu seja feliz em tudo para todos.Se eu não puder ser toda a bondade do mundo,que eu seja bom como todo o mundo espera.Se eu não puder ser a eternidade,que eu seja o tempo em que nos fala.Se eu não puder ser o amor que tudo começa,que eu seja o amor que faz chegar ao fim!
Se eu não puder ser o que eu desejo,
que não seja também o que desejam de mim.
Sem anular-me quero ser assim:
Se eu não puder ser a árvore que dá frutos,que eu seja o arbusto que dá sombra.Se eu não puder ser o rio que inunda a terra,que eu seja a fonte que dá de beber.Se eu não puder ser uma estrela no céu,que eu seja uma luz que anima as esperanças.Se eu não puder ser o teto que abriga a todos,que eu seja a porta que se abre a quem bate.Se eu não puder ser o mar que liga os continentes,que eu seja o porte que recebe a nave.Se eu não puder ser o bosque que floresce,que eu seja o pássaro que nele canta.Se eu não puder ser a roseira carregada,que eu seja o perfume de uma flor.Se eu não puder ser a melodia que enleva,que eu seja a inspiração de cada verso.Se eu não puder ser o vento que arrebata,que eu seja a brisa que acaricia.Se eu não puder ser o livro que ensina,que eu seja a palavra que comove.Se eu não puder ser a messe que promete,que eu seja o trigo que vai ser o pão.Se eu não puder ser o fogo que incendeia,que eu seja o óleo que mantém a chama.Se eu não puder ser o rico que tudo pode,que eu seja o pobre que não nega nada.Se eu não puder ser a chuva que irriga o solo,que eu seja o orvalho que humedece a flor.Se eu não puder ser o tapete no palácio dos reis,que eu seja o agasalho na casa dos pobres.Se eu não puder ser o sorriso que encanta,que eu seja a impressão que ele deixa.Se eu não puder ser a felicidade que todos buscam,que eu seja feliz em tudo para todos.Se eu não puder ser toda a bondade do mundo,que eu seja bom como todo o mundo espera.Se eu não puder ser a eternidade,que eu seja o tempo em que nos fala.Se eu não puder ser o amor que tudo começa,que eu seja o amor que faz chegar ao fim!
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
EU SOU O QUE EU SOU!
Considerando-me uma cidadã do mundo e compreendendo ser Universalista, cito Cagliostro.
EU SOU O QUE SOU
Não sou de nenhuma época e de nenhum lugar;
fora do Tempo e do Espaço, meu ser espiritual vive sua existência eterna.
Meu nome... EU O ESCOLHI, porque eu sou livre.
Meu país é aquele onde eu, momentâneamente, fixo meus pés.
Que seja ontem, se o desejarem,
realçando os anos vividos pelos ANCESTRAIS QUE ME SÃO ESTRANHOS,
ou amanhã, pelo ilusório orgulho de uma grandeza que,
talvez, jamais será minha,
EU SOU O QUE SOU.(Cagliostro)
EU SOU O QUE SOU
Não sou de nenhuma época e de nenhum lugar;
fora do Tempo e do Espaço, meu ser espiritual vive sua existência eterna.
Meu nome... EU O ESCOLHI, porque eu sou livre.
Meu país é aquele onde eu, momentâneamente, fixo meus pés.
Que seja ontem, se o desejarem,
realçando os anos vividos pelos ANCESTRAIS QUE ME SÃO ESTRANHOS,
ou amanhã, pelo ilusório orgulho de uma grandeza que,
talvez, jamais será minha,
EU SOU O QUE SOU.(Cagliostro)
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