terça-feira, 10 de março de 2009

Amigos-anjos...de 4 patas-Vania Vieira

Amigos-anjos...de 4 patas.
Anjos?... Amigos fiéis de 4 patas?de quatro patas! Mas, existem pessoas que não gostam de cães. Estas, com certeza, nunca tiveram em sua vida um amigo de quatro patas.Ou, se tiveram, nunca olharam dentro daqueles olhos, para perceber quem está ou o quêestá ali.
Um cão é um anjo que vem ao mundo ensinar amor.Quem mais pode dar amor incondicional?Amizade sem pedir nada em troca?Afeição sem esperar retorno...
Proteção sem ganhar nada...Fidelidade 24 h por dia? Ah, não me venham com essa de que os pais fazem isso...Porque os pais são humanos.Se irritam, se afastam.
Um cão não se afasta mesmo quando você o agride.Ele retorna cabisbaixo, pedindo desculpas por algo, que talvez não tenha feito.Lambendo suas mãos a suplicar perdão...
Alguns anjos não possuem asas.Possuem quatro patas, um corpo peludo,nariz de bolinha, orelhas de atenção,olhar de aflição e carência.Apesar dessas aparências...São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas)e dedicam-se aos humanos tanto quanto qualquer anjo costuma dedicar-se...Em dúvida aqui fico ao lado do meu cãozinho, amigo-anjo ou anjo -amigo de 4 patas...Que bom seria se todos os humanos pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!

sábado, 7 de março de 2009

Se os homens menstruassem-Gloria Steinem

Pasmem, esta mulher tem hoje 75 anos, ex-coelhinha da Playboy e é uma ativista /feminista! E..VIVAM as Mulheres!
Morar na Índia me fez compreender que a minoria branca do mundo passou séculos nos enganando para que acreditássemos que a pele branca faz uma pessoa superior a outra. Mas na verdade a pele branca só é mais suscetível aos raios ultravioleta e propensa a rugas.
Ler Freud me deixou igualmente cética quanto à inveja do pênis. O poder de dar à luz faz a “inveja do útero” mais lógica e um órgão tão externo e desprotegido como o pênis deixa os homens extremamente vulneráveis.
Mas ao ouvir recentemente uma mulher descrever a chegada inesperada de sua menstruação (uma mancha vermelha se espalhara em seu vestido enquanto ela discutia, inflamada, num palco) eu ainda ranjo os dentes de constrangimento. Isto é, até ela explicar que quando foi informada aos sussurros deste acontecimento óbvio, ela dissera a uma platéia 100% masculina: “Vocês deveriam estar orgulhosos de ter uma mulher menstruada em seu palco. É provavelmente a primeira coisa real que acontece com vocês em muitos anos!”
Risos. Alívio. Ela transformara o negativo em positivo. E de alguma forma sua história se misturou à Índia e a Freud para me fazer compreender finalmente o poder do pensamento positivo. Tudo o que for característico de um grupo “superior” será sempre usado como justificativa para sua superioridade e tudo o que for característico de um grupo “inferior” será usado para justificar suas provações. Homens negros eram recrutados para empregos mal pagos por serem, segundo diziam, mais fortes do que os brancos, enquanto as mulheres eram relegadas a empregos mal pagos por serem mais “fracas’. Como disse o garotinho quando lhe perguntaram se ele gostaria de ser advogado quando crescesse, como a mãe, “Que nada, isso é trabalho de mulher.” A lógica nada tem a ver com a opressão.
Então, o que aconteceria se, de repente, como num passe de mágica, os homens menstruassem e as mulheres não?
Claramente, a menstruação se tornaria motivo de inveja, de gabações, um evento tipicamente masculino:
Os homens se gabariam da duração e do volume.
Os rapazes se refeririam a ela como o invejadíssimo marco do início da masculinidade. Presentes, cerimônias religiosas, jantares familiares e festinhas de rapazes marcariam o dia.
Para evitar uma perda mensal de produtividade entre os poderosos, o Congresso fundaria o Instituto Nacional da Dismenorréia. Os médicos pesquisariam muito pouco a respeito dos males do coração, contra os quais os homens estariam, hormonalmente, protegidose muito a respeito das cólicas menstruais.
Absorventes íntimos seriam subsidiados pelo governo federal e teriam sua distribuição gratuita. E, é claro, muitos homens pagariam mais caro pelo prestígio de marcas como Tampões Paul Newman, Absorventes Mohammad Ali, John Wayne Absorventes Super e Miniabsorventes e Suportes Atléticos Joe Namath — “Para aqueles dias de fluxo leve”.
As estatísticas mostrariam que o desempenho masculino nos esportes melhora durante a menstruação, período no qual conquistam um maior numero de medalhas olímpicas.
Generais, direitistas, políticos e fundamentalistas religiosos citariam a menstruação (”men-struação”, de homem em inglês) como prova de que só mesmo os homens poderiam servir a Deus e à nação nos campos de batalha (”Você precisa dar seu sangue para tirar sangue”), ocupariam os mais altos cargos (”Como é que as mulheres podem ser ferozes o bastante sem um ciclo mensal regido pelo planeta Marte?”), ser padres, pastores, o Próprio Deus (”Ele nos deu este sangue pelos nossos pecados”), ou rabinos (”Como não possuem uma purgação mensal para as suas impurezas, as mulheres não são limpas”).
Liberais do sexo masculino insistiriam em que as mulheres são seres iguais, apenas diferentes. Diriam também que qualquer mulher poderia se juntar à sua luta, contanto que reconhecesse a supremacia dos direitos menstruais (”O resto não passa de uma questão”) ou então teria de ferir-se seriamente uma vez por mês (”Você precisa dar seu sangue pela revolução”).
O povo da malandragem inventaria novas gírias (”Aquele ali é de usar três absorventes de cada vez”) e se cumprimentariam, com toda a malandragem, pelas esquinas dizendo coisas tais como:
— Cara, tu tá bonito pacas!— É cara, tô de chico!
Programas de televisão discutiriam abertamente o assunto. (No seriado Happy Days: Richie e Potsie tentam convencer Fonzie de que ele ainda é “The Fonz”, embora tenha pulado duas menstruações seguidas. Hill Street Blues: o distrito policial inteiro entra no mesmo ciclo.) Assim como os jornais, (TERROR DO VERÃO: TUBARÕES AMEAÇAM HOMENS MENSTRUADOS. JUIZ CITA MENSTRUAÇÃO EM PERDÃO A ESTUPRADOR.) E os filmes fariam o mesmo (Newman e Redford em Irmãos de Sangue).
Os homens convenceriam as mulheres de que o sexo é mais prazeroso “naqueles dias”. Diriam que as lésbicas têm medo de sangue e, portanto, da própria vida, embora elas precisassem mesmo era de um bom homem menstruado.
As faculdades de medicina limitariam o ingresso de mulheres (”elas podem desmaiar ao verem sangue”).
É claro que os intelectuais criariam os argumentos mais morais e mais lógicos. Sem aquele dom biológico para medir os ciclos da lua e dos planetas, como pode uma mulher dominar qualquer disciplina que exigisse uma maior noção de tempo, de espaço e da matemática,ou mesmo a habilidade de medir o que quer que fosse? Na filosofia e na religião, como pode uma mulher compensar o fato de estar desconectada do ritmo do universo? Ou mesmo, como pode compensar a falta de uma morte simbólica e da ressurreição todo mês?
A menopausa seria celebrada como um acontecimento positivo, o símbolo de que os homens já haviam acumulado uma quantidade suficiente de sabedoria cíclica para não precisar mais da menstruação.
Os liberais do sexo masculino de todas as áreas seriam gentis com as mulheres. O fato “desses seres” não possuírem o dom de medir a vida, os liberais explicariam, já é em si castigo bastante.
E como será que as mulheres seriam treinadas para reagir? Podemos imaginar uma mulher da direita concordando com todos os argumentos com um masoquismo valente e sorridente. (’A Emenda de Igualdade de Direitos forçaria as donas de casa a se ferirem todos os meses : Phyllis Schlafy. “O sangue de seu marido é tão sagrado quanto o de Jesus e, portanto, sexy também!”: Marabel Morgan.) Reformistas e Abelhas Rainhas ajustariam suas vidas em torno dos homens que as rodeariam. As feministas explicariam incansavelmente que os homens também precisam ser libertados da falsa impressão da agressividade marciana, assim como as mulheres teriam de escapar às amarras da “inveja menstrual”. As feministas radicais diriam ainda que a opressão das que não menstruam é o padrão para todas as outras opressões. (”Os vampiros foram os primeiros a lutar pela nossa liberdade!”) As feministas culturais exaltariam as imagens femininas, sem sangue, na arte e na literatura. As feministas socialistas insistiriam em que, uma vez que o capitalismo e o imperialismo fossem derrubados, as mulheres também mens-truariam. (”Se as mulheres não menstruam hoje, na Rússia”, explicariam, “é apenas porque o verdadeiro socialismo não pode existir rodeado pelo capitalismo.”)
Em suma, nós descobriríamos, como já deveríamos ter adivinhado, que a lógica está nos olhos do lógico. (Por exemplo, aqui está uma idéia para os teóricos e lógicos: se é verdade que as mulheres se tornam menos racionais e mais emocionais no início do ciclo menstrual, quando o nível de hormônios femininos está mais baixo do que nunca, então por que não seria lógico afirmar que em tais dias as mulheres comportam-se mais como os homens se portam o mês inteiro? Eu deixo outros improvisos a seu cargo.*
A verdade é que, se os homens menstruassem, as justificativas do poder simplesmente se estenderiam, sem parar.
Se permitíssemos.

Viajantes do tempo-Vania Vieira

Somos todos viajantes do tempo. Enquanto estamos na frente do computador, dando cliques no mouse, o tempo está passando. O futuro está sendo constantemente transformado em passado, com o presente durando apenas um instante fugaz. Tudo o que está sendo feito agora rapidamente vai para o passado, o que significa que continuamos a nos deslocar no tempo. As idéias sobre viagens no tempo existem há séculos, mas quando Albert Einstein lançou a sua teoria da relatividade especial, ele estabeleceu os fundamentos da possibilidade teórica de viajar no tempo. Como todos nós sabemos, ninguém conseguiu provar uma viagem no tempo, mas ninguém conseguiu excluir sua possibilidade, também. Entendendo o tempo: O astrônomo Carl Sagan estava certo quando dizia que o tempo é "resistente a uma definição simples". Muitos de nós pensamos que sabemos o que é o tempo, mas é difícil definí-lo. Literalmente, você não pode ver ou tocar o tempo, mas pode ver seus efeitos. A prova de que estamos nos deslocando no tempo está em toda parte: nossos corpos envelhecem, os prédios ficam expostos às intempéries e ruem, as árvores crescem. A maioria de nós sente a pressão do tempo como se fôssemos compelidos a cumprir prazos e agendar compromissos. Geralmente, nossas vidas são ditadas pela hora em que precisamos estar em algum lugar. Peça a qualquer um para definir o tempo e, provavelmente, a maioria vai olhar para seu relógio de pulso ou para um outro relógio. Vemos o tempo como o tique-taque dos ponteiros destes aparelhos. Sabemos que há 60 segundos num minuto, 60 minutos em uma hora, 24 horas em um dia e 365 dias no ano. São estes os números básicos do tempo que todos nós aprendemos. O tempo também é definido como a quarta dimensão do nosso universo. As outras três dimensões são espaciais: direita-esquerda, para frente-para traz e acima-abaixo. O tempo não pode existir sem o espaço e, da mesma forma, o espaço não pode existir sem o tempo. Esta relação íntima entre o tempo e o espaço é chamada de contínuo espaço-tempo, que significa que todo evento que acontece no universo envolve tanto o espaço como o tempo. De acordo com a teoria da relatividade especial de Einstein, o tempo passará mais lentamente à medida que um objeto se aproxima da velocidade da luz. Isto leva muitos cientistas a acreditar que viajar mais rápido do que a velocidade da luz poderia abrir a possibilidade de viajar no tempo, tanto para o passado quanto para o futuro. O problema é que se acredita que a velocidade da luz seja a velocidade mais alta em que algo pode viajar, então é improvável que consigamos viajar ao passado. À medida que um objeto se aproxima da velocidade da luz, sua massa relativística (site em inglês) aumenta e se torna infinita ao atingir aquela velocidade. Acelerar uma massa infinita mais rápido do que isto é impossível, pelo menos até agora. Mas viajar no tempo na outra direção não parece tão difícil e, um dia, o futuro pode ser um destino possível. Problemas com a viagem no tempoSe algum dia pudermos desenvolver uma teoria realizável para viajar no tempo, abriríamos uma caixa de Pandora de problemas muito complicados chamados de paradoxos. Um paradoxo é definido como algo que se contradiz. Aqui estão dois exemplos comuns: Digamos que você pudesse voltar a um tempo anterior ao seu nascimento. O simples fato de você poder existir num tempo antes de você ter nascido cria um paradoxo. Se você nasceu em 1960, como poderia existir em 1955? Talvez o paradoxo mais famoso seja o paradoxo do avô. O que aconteceria se um viajante do tempo voltasse e matasse um de seus ancestrais antes de seu próprio nascimento? Se a pessoa matou seu avô, como ela poderia estar viva para voltar e matá-lo? Se pudéssemos mudar o passado, isto criaria um número infinito de paradoxos. Outra teoria a respeito da viagem no tempo traz a idéia de universos paralelos, ou histórias alternativas. Digamos que você de fato volte para encontrar seu avô quando ele era criança. Na teoria dos universos paralelos, você pode ter viajado para outro universo, um semelhante ao nosso, mas que tem uma sucessão de eventos diferentes. Por exemplo, se você voltasse no tempo e matasse um de seus ancestrais, teria matado aquela pessoa num universo que não é mais o universo em que você existe. E se então você tentar voltar para o seu próprio tempo, pode acabar em outro universo paralelo e nunca conseguir voltar para o universo em que começou. A idéia aqui é que toda ação causa a criação de um novo universo e que existe um número infinito de universos. Ao matar o seu ancestral, você criou um novo universo, um universo idêntico ao seu até o tempo em que você alterou a sucessão original de eventos. Ainda confuso?

Bem-vindo ao mundo da viagem no tempo. Só imagine como serão complicados os preços das passagens.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Passado e presente...tudo se mistura-Vania Vieira

Presença constante? Passado?Presente???-Vania Vieira.
Se não fosse pela minha avó , que de vez em quando vem de longe, muitas vezes em sonhos, iluminar os recantos sombrios do meu passado e, por algumas fotografias que não foram rasgadas e que se acumulam em minhas gavetas, como eu poderia escrever poesias, contos e histórias que me falassem deste passado? Teria de forjar com a imaginação, sem outro material além dos fios evasivos de muitas vidas alheias e de algumas lembranças ilusórias. A memória é ficção. Selecionamos o mais brilhante e o mais escuro, ignorando o que nos envergonha, e assim bordamos a larga tapeçaria da nossa vida. Através da palavra escrita e destas algumas fotografias, tento desesperadamente vencer a condição fugaz da minha existência, agarrar os momentos antes que se desvaneçam, iluminar a confusão do meu passado antes que se esvaiam pelos meus poros. Cada instante desaparece num sopro e imediatamente se converte em passado, a realidade é efémera e migratória, pura saudade. Com algumas fotografias e estas páginas escritas muitas vezes à ermo para só terem significação quando as releio, mantenho vivas as lembranças; elas são o meu apoio a uma verdade fugitiva, mas verdadeira de qualquer forma... elas provam que os fatos aconteceram e estas personagens passaram pelo meu destino, pela minha história. Graças a elas posso ressuscitar todos eles que se foram prematuramente: minha mãe, meus aguerridos avós- o meu sábio avô dos mais belos olhos azuis que eu já ví- e outros anéis da longa cadeia da minha família, quase todos hoje já ausentes, mas todos de sangue e mentes fortes e ardentes. Escrevo para clarificar os segredos antigos da minha infância, definir a minha identidade, criar a minha própria lenda...minha ficção...Na esperança que eles se transformem em realidades vivas...
No fim de contas a única coisa que temos na totalidade é a memória que fomos tecendo. Cada qual escolhe o tom para contar a sua própria história; teria gostado de optar pela clareza duradoura de uma impressão em platina, mas nada no meu destino,vejo agora, possui essa qualidade luminosa. Tudo muito singelo, mas verdadeiro. Sua qualidade de luz se imprime à proporção que vou lembrando! Vivo entre matizes difusos, misteriosos, cheio de muitas incertezas; o tom para contar a minha vida ajusta-se à maioria das vezes, mais ao de um retrato em branco e preto, que eu aprendi à colorir...com a minha espiritualidade...com a minha FÉ!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mensagem texto dos Anciãos Hopi.

Texto dos Anciãos Hopi:
"Vocês andaram dizendo às pessoas que esta é a Décima Primeira Hora.Agora vocês precisam voltar e dizer a essas pessoas que a Hora é agora.E que há coisas a serem consideradas:Onde vocês estão morando?O que vocês estão fazendo?Quais são os seus relacionamentos?Vocês estão em boas relações?Onde está a água de vocês?Conheçam o seu quintal.É o momento de falarem a sua Verdade.Formem as suas comunidades.Sejam bons uns com os outros.E não procurem fora de vocês pelo líder.Este poderia ser um tempo muito bom!Há um rio que agora está correndo muito rápido.Ele é tão grande e ágil que chegará a assustar alguns.Esses vão tentar ficar na margem,e se sentirão como que deixamos de lado, e vão sofrer muito.Saibam, o rio tem o seu destino.Os anciãos dizem que precisamos deixar a margem, saltar para o meio do rio, manter os olhos bem abertos e as cabeças acima da água.Veja quem está lá dentro com vocês e celebrem.Neste momento da história, não devemos fazer nada sozinhos, no mínimo entre nós mesmos. Quando fazemos, nosso crescimento e jornada espiritual tem uma parada.O tempo do lobo solitário acabou. Reunam-se!Abandonem a palavra luta, conflito, da sua atitude e do seu vocabulário.Tudo o que fizermos agora, precisa ser feito de uma maneira sagrada e em celebração.Nós somos aqueles que estávamos esperando".Os AnciãosOraibi, ArizonaNação Hopi

(Os Hopi são nativos americanos da região de Sedona no Arizona. Eles têm muita sabedoria e conhecimentos e são muito respeitados pelas suas tradições, profecias e curas) .

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Tua Companhia-Vania Vieira.

Tua Companhia- Vania Vieira


Estais tão próximo de mim
Quanto o pulsar do meu coração.
Sem Tua companhia
Estarei sempre perdida...
Por isso permaneço Te buscando.
E aguardo, mantendo a esperança,
Um sinal, deste Grande Encontro...
Enquanto Te encontras distante
Na escuridão do meu sonho
A Tua LUZ permanecerá!!!


(A existência terrena é semelhante a uma viagem. A primeira estação é do embarque e se chama NASCIMENTO. Mas a duração desta viagem, que é a duração da VIDA só Tú me dirás! Tanto quanto bela é breve a vida...
E a última estação é o desembarque, mesma para todos e se chama ETERNIDADE! O ingresso nesta ETERNIDADE é um ato solitário, mas aquele que adentra nela, deixa os intervalos do tempo e penetra nesta eterna idade. A idade onde somos éter... e qual aves que deixam suas gaiolas, vamos seguir a livre jornada, mundos invisíveis, eternos, celestiais, alçando vôos até os paraísos infinitos! )

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Nem uma coisa, nem outra-Vania Vieira.Fev. de 2009.

Ao contrário de tudo que me dizes ser...
Nem Mulher Maravilha, nem mulher vítima.
Eu sou...HUMANA!
Nervos em flor,
Desabrochando agudos ao alvoroço das estações.
Estampido seco rompendo a tez desgastada.
Eu sou...sim...
Cheiro de alma cansada,
Cheiro de terra molhada ontem,
Com urgência de sementes hoje.
Sou a ausência do meu filho que não veio
E de todas vocês que vieram me completar...
Eu sou apenas...sou...
Tentando equilibrar-me a solavancos repentes
Mas que em suspiros direi quando cair...
"Sou Amor".
Eu sou todas aquelas coisas que ninguém entende
A resposta do que não perguntou.
Disparidade?
O meio inviolável do que o secreto teima.
Eu sou uma continuidade de reticências
Nãos pausados
E entrega.
Eu sou entrega...
De todo o meu espaço externo e interno prá vocês, três...
A necessidade absurda de jamais ter sabido,
E não ter provado,
Ou tocada,
sem dar a Partida.
Sou ensaio de perfeição falido.
Sou vôo gauche,
hoje tristeza por não ter tido coragem da ausência.
Eu sou espera,
E quando tudo em mim mais cala,
Quando então tudo que você diz
for inversamente provado,
Eu terei sido...ido...partido...
sem ter sido entendida...jamais...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Senhor fazei de mim...

Autor Desconhecido
Se eu não puder ser o que eu desejo,
que não seja também o que desejam de mim.
Sem anular-me quero ser assim:
Se eu não puder ser a árvore que dá frutos,que eu seja o arbusto que dá sombra.Se eu não puder ser o rio que inunda a terra,que eu seja a fonte que dá de beber.Se eu não puder ser uma estrela no céu,que eu seja uma luz que anima as esperanças.Se eu não puder ser o teto que abriga a todos,que eu seja a porta que se abre a quem bate.Se eu não puder ser o mar que liga os continentes,que eu seja o porte que recebe a nave.Se eu não puder ser o bosque que floresce,que eu seja o pássaro que nele canta.Se eu não puder ser a roseira carregada,que eu seja o perfume de uma flor.Se eu não puder ser a melodia que enleva,que eu seja a inspiração de cada verso.Se eu não puder ser o vento que arrebata,que eu seja a brisa que acaricia.Se eu não puder ser o livro que ensina,que eu seja a palavra que comove.Se eu não puder ser a messe que promete,que eu seja o trigo que vai ser o pão.Se eu não puder ser o fogo que incendeia,que eu seja o óleo que mantém a chama.Se eu não puder ser o rico que tudo pode,que eu seja o pobre que não nega nada.Se eu não puder ser a chuva que irriga o solo,que eu seja o orvalho que humedece a flor.Se eu não puder ser o tapete no palácio dos reis,que eu seja o agasalho na casa dos pobres.Se eu não puder ser o sorriso que encanta,que eu seja a impressão que ele deixa.Se eu não puder ser a felicidade que todos buscam,que eu seja feliz em tudo para todos.Se eu não puder ser toda a bondade do mundo,que eu seja bom como todo o mundo espera.Se eu não puder ser a eternidade,que eu seja o tempo em que nos fala.Se eu não puder ser o amor que tudo começa,que eu seja o amor que faz chegar ao fim!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

EU SOU O QUE EU SOU!

Considerando-me uma cidadã do mundo e compreendendo ser Universalista, cito Cagliostro.
EU SOU O QUE SOU
Não sou de nenhuma época e de nenhum lugar;
fora do Tempo e do Espaço, meu ser espiritual vive sua existência eterna.
Meu nome... EU O ESCOLHI, porque eu sou livre.
Meu país é aquele onde eu, momentâneamente, fixo meus pés.
Que seja ontem, se o desejarem,
realçando os anos vividos pelos ANCESTRAIS QUE ME SÃO ESTRANHOS,
ou amanhã, pelo ilusório orgulho de uma grandeza que,
talvez, jamais será minha,
EU SOU O QUE SOU.(Cagliostro)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

...dias sem vento...Vania Vieira.

E nesses dias sem vento ficam os poemas assim... estagnados nos dedos e o cheiro parado do que não precipita...Apenas o enjôo permanente adotado de maneira morna
E a sensação equivalente das notícias amareladas,tempo gasto, tempestade represada dentro...
E nesses dias sem vento as idéias não cavalgam os cabelos, não balançam ausentes:
As idéias afiadas cravam dentes, garras, intentos.
Apenas a mão forte da razão cala a tapas... O grito, a sorte, o lamento.
E nesses dias sem vento...Derramo o corpo, qualquer canto, alheia ao encanto da poesia,
varia com sede de vôo...
Apenas estaciono as vontades no comprimento,
Mirando o horizonte a afiar um verso vago
Que hei de cravar na mediatriz do tempo...