De toda a existência eu sou a fonte
A continuação e o fim.
Sou o germe;
Sou o crescimento;
Sou o declínio.
Todas as coisas e criaturas eu produzo;
Eu as sustento enquanto ainda se mantêm fora;
E quando termina o sonho da separação,
Motivo sua volta a mim mesmo.
Eu sou a Vida,
E a roda da Lei,
E o caminho que conduz ao Além.
Não há ninguém mais.
Quem estuda Alquimia e a interpreta do ponto de vista espiritual, percebe que a matéria, tal como a enxergamos, não passa de uma ilusão da nossa mente. Tal percepção clareia a nossa alma no exato momento em que nos familiarizamos com as leis universais e vislumbramos a verdadeira realidade por trás do mundo físico. Percebemos que tudo não passa de energia e que tudo é uma coisa só. Para o Alquimista da Alma, todos os corpos, eventos e circunstâncias que conhecemos, não passam de movimentações contínuas de energia ou "Luz", pulsando e vibrando em diferentes freqüências e cristalizando a Essência Universal Criadora em diferentes formas. A matéria então, nada mais é que energia cristalizada em uma forma ou em uma categoria de vibração que nossos limitados sentidos podem perceber. O universo é uma dança frenética de energias em constante mutação. E, aquilo que vemos dele, representa apenas o que somos capazes de captar através dos nossos sentidos físicos. Mas isso não é tudo.
O mundo não está limitado aos nossos sentidos. É justamente o contrário: nossos sentidos foram limitados para que possamos perceber apenas aquilo que faz parte do mundo sensorial. Assim; construímos ao longo do tempo uma percepção de mundo embasada em um raciocínio lógico e dedutivo, formado por nosso acúmulo de experiências sensoriais.
Se você fizer uma análise mais profunda, ainda que embasado em princípios técnico-científicos; logo perceberá que tudo não passa de emanações de energia. Se você reduzir qualquer material a sua unidade atômica, igualmente perceberá que tudo tem uma origem única: a energia. Os átomos que compõem uma partícula de ouro são compostos da mesma energia primordial que os átomos de Hidrogênio e Oxigênio que formam a água. A diferença consiste apenas no número e no nível de vibração de prótons, elétrons, nêutrons e outras partículas subatômicas que desconhecemos. Nessa percepção, a Ciência constituída e as Ciências Herméticas convergem ao ponto de origem onde tudo se confunde em emanações de energia. Taí a bomba atômica, nos provando de maneira trágica, a imensa capacidade da energia aprisionada nos átomos.
Mas afinal; que força misteriosa é essa que interpenetra em todas as coisas dotando-as de vida?
Segundo os Mestres; a Energia Original Criadora não pode ser compreendida, nem usufruída em maior grau enquanto a aprisionamos ao nosso mundo fenomenológico. Somente através da transcendência, podemos entender e, por conseguinte, usufruir de outras variantes dessa força presente em todas as coisas. Para isso; basta compreendermos que somos energia universal em ação e que os limites de uso dessa força estão em nossas próprias limitações. Esse é o princípio em que se baseiam as Ciências Herméticas.
Para o Alquimista da Alma o ser humano é a cristalização de uma forma de energia, como todas as demais coisas, com uma diferença: o homem é energia pura original em ação, já que é capaz de transmutar e criar, através de sua força pensante, de forma independente. Aí está a diferença: somos um protótipo da energia original criadora em ação, capazes de trazer à existência as coisas que não existem, através de uma ordem interior de criação determinada por nossos padrões de pensamentos emocionalizados. Somos uma cristalização da Luz Cósmica e o próprio reflexo dessa forma interdimensional, projetada para gerar sua própria luz interna que se reflete externamente com a mesma medida e o mesmo padrão de energia oriundos de sua geração espontânea. É por isso que os místicos dizem que todo ser humano é uma estrela. Porque não apenas refletimos a luz como a recebemos; pelo contrário: somos co-produtores da Luz. Auto-geradores de força cósmica original criadora.
Nosso combustível necessário à produção de mais luz e energia será sempre oriundo do mundo dos desejos da alma.
Eis aqui o segredo máximo da Alquimia: somos estrelas geradoras de luz. Por isso temos em nós, todos os segredos dos ciclos do Cosmos para alcançar uma plenitude harmônica, bastando sincronizarmos com a nossa galáxia, com o nosso Universo e com o Cosmos em toda a sua grandeza. Dessa forma; a Alquimia da Alma vem nos mostrar que não existem gênios. Os grandes feitos foram realizados por seres humanos iguaizinhos a nós. Eles apenas souberam canalizar corretamente a Energia Universal Criadora para materializar seus desejos. Só isso.
A transmutação dos elementos para o Alquimista que trabalha no laboratório da sua alma é um processo simples. Basta canalizar corretamente a idéia-semente originária daquilo que se deseja. A Energia Universal criadora se encarrega do resto. Traz para a existência as realidades formadas no mundo original das idéias.
Como vemos; a Alquimia da Alma reproduz o Fiat Lux: a Criação Divina. E tem grande poder de realização e transformação.
É por isso que devemos ter muito cuidado com os nossos pensamentos, palavras e desejos. A menor energia que produzimos através de nossos pensamentos e desejos emocionalizados, são como átomos disparados no cosmos e, através do princípio de criação dinâmica, voltarão a nossa realidade e experiência, sempre potencializados. Essa é a energia da semente da realização que retorna como colheita obrigatória. A partir da cristalização, consciente ou não de tal energia, realizamos o nosso destino, a nossa felicidade, as nossas provisões e suprimentos, a nossa saúde, a nossa paz interior e as nossas pequenas e grandes realizações.
Lembre-se: cada anseio de nossa alma é um ato alquímico que realizamos, elaborando dessa forma, a energia primária da criação através das sementes-pensamento. A resposta dos cosmos é sempre a de reproduzir e potencializar tais energias, já que a natureza original divina trabalha pela expansão de todas as sementes plantadas no grande jardim cósmico. Vale ressaltar que a Energia Universal Criadora não é seletiva. Pode criar de igual modo tanto o bem quanto o mal. E, de acordo com a lei universal do retorno, tudo volta ao seu criador. É por isso que Jesus, sabiamente nos falou:
"O Pai a ninguém julga; mas ao filho confiou todo julgamento."
Quem tem compreensão para enxergar a verdade por trás de tais palavras, sabe exatamente a que o Mestre estava se referindo.
A Alquimia da Alma é uma Arte que todos os humanos praticam, mas que poucos compreendem. Praticá-la sem entendimento; propicia a potencialização constante de forças cegas que produzem aleatoriamente bem e mal; benção e maldição. Praticá-la com sabedoria, consiste em auxiliar o Criador de todas as coisas em sua tarefa de expansão e crescimento. Lembre-se: a sua vida é e será sempre o resultado de suas aspirações, desejos e ações embasadas nos princípios da emoção e da vontade - VONTADE DA ALMA.
Desejos inconsistentes são simplesmente energia dispendida à toa. O verbo (desejo ou palavra) deverá ser inteiramente encarnado em seu mundo interior para que a sua manifestação seja uma conseqüência direta. O pensamento com sentimento (emocionalizado) é o Portal da realização de todas as coisas. É a emoção que dinamiza e potencializa o pensamento. Uma energia poderosíssima que, bem utilizada, tornará capaz de ativar as forças cósmicas para realizar tudo o que você deseja!
Seja: paz, sucesso, saúde, vitória, dinheiro, sabedoria, harmonia e tudo o mais...por mais imaginável que seja!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Surpreenda-me! Vania Vieira.
Surpreende-me!
Vania Vieira. 2008-02-05
Agora que as palavras já não têm sentido
para o coração
faz-me surda,
cessa meu ouvido.
Agora que os sons não são de melodia
e só sobraram letras
numa tela fria,
cala esse silêncio
que me fere a alma
esse grito mudo
que atordoa a calma.
E, então cala-me somente,
sonda a minha morte
muda a minha sorte
faz tudo diferente...
e... qual fênix no seu vôo
a caminho do infinito
cala meu silêncio
faz em mim,um grito!
Vania Vieira. 2008-02-05
Agora que as palavras já não têm sentido
para o coração
faz-me surda,
cessa meu ouvido.
Agora que os sons não são de melodia
e só sobraram letras
numa tela fria,
cala esse silêncio
que me fere a alma
esse grito mudo
que atordoa a calma.
E, então cala-me somente,
sonda a minha morte
muda a minha sorte
faz tudo diferente...
e... qual fênix no seu vôo
a caminho do infinito
cala meu silêncio
faz em mim,um grito!
Meus versos, seus...Vania Vieira.
Meus versos, seus...
Vania Vieira.2007
Ah, meus versos são todos seus...
Inspiração de criança rebelde,
às vezes foge, às vezes se perde,
ou vai embora com alguém...
ah, meus versos,
às vezes me deixam louca
com tudo o que trazem na bagagem...
mas é tão breve a passagem
que nem percebemos nada.
Inspiração vai e volta,
jamais nos fecha a porta
jamais nos dá um adeus...
por serem constantes,
essas rimas sufocantes,
inspiração em cascatas
à sombra das suas asas...
embaixo dessas palavras...
ah,meus versos são todos seus!
Vania Vieira.2007
Ah, meus versos são todos seus...
Inspiração de criança rebelde,
às vezes foge, às vezes se perde,
ou vai embora com alguém...
ah, meus versos,
às vezes me deixam louca
com tudo o que trazem na bagagem...
mas é tão breve a passagem
que nem percebemos nada.
Inspiração vai e volta,
jamais nos fecha a porta
jamais nos dá um adeus...
por serem constantes,
essas rimas sufocantes,
inspiração em cascatas
à sombra das suas asas...
embaixo dessas palavras...
ah,meus versos são todos seus!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Simplicidade Voluntária
Simplicidade voluntária-artigo de Carlos Vonshosten
A recente reportagem do Fantástico apresentou-me ao movimento Simplicidade Voluntária. Achei interessante. Até compartilho de muitas idéias, princípios e valores. Os fundamentos do movimento estão ligados ao desapego material, à busca da qualidade de vida natural e ao reencontro do homem com a natureza, o meio ambiente e com seus pares.
Mas o tema deste artigo refere-se a outro movimento, extremamente importante, de simplicidade voluntária também, do qual muitos estão fazendo parte nos tempos atuais. Trata-se de comportamentos que adotam a simplicidade em valores básicos da convivência social.
É a simplicidade voluntária de caráter, de princípios, de valores. Esse movimento parece ter contagiado todas as camadas e esferas da sociedade. Líderes religiosos, juízes, governantes e representantes do povo, médicos, administradores, advogados, atletas esportivos, professores, policiais, recepcionistas, pedreiros, porteiros, vendedores de picolé, e mais, muito mais. Parece que não há uma profissão ou atividade que não esteja manchada por essa banalização do jeito de ser e agir.
Claro que na história da humanidade sobram exemplos de sujeira empurrada para baixo do tapete, entre papas, reis, rainhas, comerciantes e fabricantes de espadas. Até já me disseram: “a humanidade é corrupta!” “A mentira é parte da natureza humana!” Porém, deixo-me embriagar pela utopia da sociedade perfeita. Sou como William Faulkner, cujas palavras fiz questão de reproduzir em meu discurso de formatura: “I decline to accept the end of man”. Eu creio no homem!
Custa-me muito aceitar tão dolorosa e sórdida realidade. Parece perseguição, mas, para onde me viro, deparo-me com esse movimento do qual prefiro viver ilhado. Antes, fosse nobre como aquele da reportagem. Mas não é! Corrói rapidamente o que há de melhor nas pessoas. Torna deveras desafiante viver no meio de tanta indulgência.
A empresa da qual sou cliente tenta me enganar, sem esforçar-se por disfarçar. O vendedor me oferece um produto que não atende minhas necessidades; e ele sabe disso. O médico despreza meus problemas. A “igreja” só pensa no meu dinheiro. O policial também. O professor tenta me enrolar para não reconhecer seu erro. Um amigo me passa a perna. Um colega me passa para trás. O pedreiro leva minhas ferramentas escondidas em sua bolsa. O motorista do ônibus freia bruscamente, mal intencionado. O jogador do meu time faz cena para valorizar seu salário. O juiz aceita o convite para o uísque na casa do poderoso empresário; depois tem que retribuir. O advogado sabe que tenho direito; mas a causa é de valor irrisório e ele me aconselha a desistir. A construção é ilegal, todos sabem, mas atende a interesses particulares, e as autoridades fazem vista grossa. A empregada usa os perfumes e roupas da minha mulher; escondido é claro. O técnico colocou uma peça usada no meu computador, mas cobrou-me por uma nova. Três carros já caíram no buraco, causando graves prejuízos aos seus proprietários, mas ninguém é responsável. O troco estava errado, porém, ele fez que não notou. O inquilino depreda o imóvel, e o usuário, a praça, afinal não lhes pertencem. O repórter explora o sensacionalismo barato às custas da emoção alheia.
E assim, vamos acostumando com o que é anormal, até que se assume a normalidade daquilo que é antinatural. A imobilidade da consciência que apequena a razão e parece “glamourizar” à insensatez.
Por essas coisas, imagino, aquele movimento da Simplicidade Voluntária do Fantástico cresce tanto a cada dia, com novos adeptos. Talvez então, tenhamos que criar um movimento que funcione como antídoto. Uma espécie de luta armada da alma, da palavra e do pensamento. O movimento pela urgente, imediata e grandiosa valorização do caráter, da dignidade e da honra.
Procure o quartel general mais próximo e aliste-se. Arme-se até os dentes, pois a guerra será dura e cheia de baixas. O QG da consciência, as armas da ação, os rifles da opinião, as bazucas da palavra, precisam de nós. Antes que seja tarde.
A recente reportagem do Fantástico apresentou-me ao movimento Simplicidade Voluntária. Achei interessante. Até compartilho de muitas idéias, princípios e valores. Os fundamentos do movimento estão ligados ao desapego material, à busca da qualidade de vida natural e ao reencontro do homem com a natureza, o meio ambiente e com seus pares.
Mas o tema deste artigo refere-se a outro movimento, extremamente importante, de simplicidade voluntária também, do qual muitos estão fazendo parte nos tempos atuais. Trata-se de comportamentos que adotam a simplicidade em valores básicos da convivência social.
É a simplicidade voluntária de caráter, de princípios, de valores. Esse movimento parece ter contagiado todas as camadas e esferas da sociedade. Líderes religiosos, juízes, governantes e representantes do povo, médicos, administradores, advogados, atletas esportivos, professores, policiais, recepcionistas, pedreiros, porteiros, vendedores de picolé, e mais, muito mais. Parece que não há uma profissão ou atividade que não esteja manchada por essa banalização do jeito de ser e agir.
Claro que na história da humanidade sobram exemplos de sujeira empurrada para baixo do tapete, entre papas, reis, rainhas, comerciantes e fabricantes de espadas. Até já me disseram: “a humanidade é corrupta!” “A mentira é parte da natureza humana!” Porém, deixo-me embriagar pela utopia da sociedade perfeita. Sou como William Faulkner, cujas palavras fiz questão de reproduzir em meu discurso de formatura: “I decline to accept the end of man”. Eu creio no homem!
Custa-me muito aceitar tão dolorosa e sórdida realidade. Parece perseguição, mas, para onde me viro, deparo-me com esse movimento do qual prefiro viver ilhado. Antes, fosse nobre como aquele da reportagem. Mas não é! Corrói rapidamente o que há de melhor nas pessoas. Torna deveras desafiante viver no meio de tanta indulgência.
A empresa da qual sou cliente tenta me enganar, sem esforçar-se por disfarçar. O vendedor me oferece um produto que não atende minhas necessidades; e ele sabe disso. O médico despreza meus problemas. A “igreja” só pensa no meu dinheiro. O policial também. O professor tenta me enrolar para não reconhecer seu erro. Um amigo me passa a perna. Um colega me passa para trás. O pedreiro leva minhas ferramentas escondidas em sua bolsa. O motorista do ônibus freia bruscamente, mal intencionado. O jogador do meu time faz cena para valorizar seu salário. O juiz aceita o convite para o uísque na casa do poderoso empresário; depois tem que retribuir. O advogado sabe que tenho direito; mas a causa é de valor irrisório e ele me aconselha a desistir. A construção é ilegal, todos sabem, mas atende a interesses particulares, e as autoridades fazem vista grossa. A empregada usa os perfumes e roupas da minha mulher; escondido é claro. O técnico colocou uma peça usada no meu computador, mas cobrou-me por uma nova. Três carros já caíram no buraco, causando graves prejuízos aos seus proprietários, mas ninguém é responsável. O troco estava errado, porém, ele fez que não notou. O inquilino depreda o imóvel, e o usuário, a praça, afinal não lhes pertencem. O repórter explora o sensacionalismo barato às custas da emoção alheia.
E assim, vamos acostumando com o que é anormal, até que se assume a normalidade daquilo que é antinatural. A imobilidade da consciência que apequena a razão e parece “glamourizar” à insensatez.
Por essas coisas, imagino, aquele movimento da Simplicidade Voluntária do Fantástico cresce tanto a cada dia, com novos adeptos. Talvez então, tenhamos que criar um movimento que funcione como antídoto. Uma espécie de luta armada da alma, da palavra e do pensamento. O movimento pela urgente, imediata e grandiosa valorização do caráter, da dignidade e da honra.
Procure o quartel general mais próximo e aliste-se. Arme-se até os dentes, pois a guerra será dura e cheia de baixas. O QG da consciência, as armas da ação, os rifles da opinião, as bazucas da palavra, precisam de nós. Antes que seja tarde.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Nós somos o que pensamos e consequentemente o que fazemos-Vania Vieira.
Nós somos o que pensamos e o que fazemos...
Vânia Vieira,dezembro de 2004.
Nós somos o que pensamos e o que fazemos, apesar de muitas vezes não nos darmos conta de tudo isso. Estamos sempre preocupados com coisas pequenas da vida, coisas que ferem o nosso ego, vaidades bobas, ansiedades desnecessárias, picuinhas com nossos parceiros/as, desentendimentos com alguém no trabalho.Despertei para esse assunto, pois uma amiga me disse que estava muito down, com uma tristeza sem fim, preocupada em não passar o Natal e o Final de Ano sozinha, sofrendo por antecipação e vale dizer: quem sofre por antecipação, sofre duas vezes. Ela me dizia que não era uma pessoa que soubesse viver só e que, após a sua separação, não achou que fosse tão difícil refazer a sua vida com alguém; toda pessoa que dela se aproxima ou é compromissada ou não quer nada que seja sério.Pergunta de entendimento: "Será que é só ela?"Vocês conhecem alguém que em sã consciência goste de viver só, que não goste de chegar em casa com alguém lhe esperando, desfrutar da companhia de alguém em uma viagem, em um restaurante, ou de dormir abraçado?Quando estamos em profunda tristeza, à beira de uma depressão, não atinamos em nada que seja diferente ao nosso redor. Nada nos chama a atenção; tudo é cinza, tudo é denso demais e nem desconfiamos, mas chegamos a passar esse clima para todos ao nosso redor.
Quantas vezes nos pegamos dizendo: "Nossa! Como aquela pessoa é pesada! É para baixo, não me sinto bem ao lado dela..." Seja negativo(a), achando que nada vai acontecer de bom em sua vida que, fatalmente, nada irá acontecer mesmo.Uma pessoa que fica remoendo tristezas, decepções, amarguras 24 horas não poderá, de maneira nenhuma, enxergar uma saída; a não ser a de se afundar mais no limbo em que se encontra; nunca saberá reverter nenhum fato.
Vocês vão argumentar: "É muito fácil falar quando não se está na pele de quem está mal. Pimenta nos olhos dos outros é refresco..."
Eu sei, cada caso é um caso; cada história traz as suas dificuldades. Não fosse assim, o número de depressões no mundo seria bem menor. Mas se não lutarmos contra o que nos faz mal, contra as agruras da nossa vida, nada acontece. Somos nós que devemos dar o start para a nossa felicidade; de nada adiantará procurarmos formulas mágicas.Os livros de auto-ajuda são ótimos, mas é necessário acreditar em você, no que realmente quer para você e para a sua vida.
Se você for descrente de nada adianta; vai perder seu tempo.Esse start está dentro de você. Tudo o que diz respeito a assuntos como tristeza e felicidade requer uma certa disciplina, uma certa dose de perseverança. Pois, por mais que eu diga que esse é o caminho é muito difícil para quem está lá no fundo, com a auto-estima baixa, sem se valorizar como pessoa. Fica muito difícil enxergar algo fora disso.
Eu diria efetivamente que o primeiro passo é ser positivo com seus pensamentos, com suas palavras, suas atitudes. Você tem que ter um foco no horizonte da sua vida e perseverar todo santo dia. “Todos os dias sob todos os pontos de vista, eu vou cada vez melhor”. Repita essa frase toda manhã antes de sair de casa, quantas vezes você achar necessário.O segundo passo: Gostar-se! E essa mudança não poderá ser só superficial; tem que acontecer de dentro para fora. Comece a quebrar paradigmas do tipo: "Eu não tenho sorte! Nada de bom me acontece!"
Tudo acontece com todo mundo, em todos os dias. Simplesmente uns absorvem esses acontecimentos e deixam que eles passem, mas não guardam nada no fundo da alma, para ficar remoendo à noite na hora da insônia. Outros acumulam tudo. Absorvem as tristezas, as desilusões, as amarguras da vida como se fossem pára-raios expostos a tempestades, atraindo pessoas mais amarguradas. Tristeza leva a mais tristeza, a mais desilusões. A tristeza alimenta as forças contrárias, alimenta quem habita nas trevas. Não tenha dúvidas: existem forças contrárias que precisam da sua tristeza, necessitam da sua dor, do seu desespero. O fato é que a tristeza alimenta os vampiros que estão à nossa volta, à espreita de um sinal nosso, por menor que seja. Uma lágrima, um rancor, alguma coisa que os alimente.Nem que seja nossas migalhas.
Toda manhã esteja receptivo(a) para o novo, para o agora. A vida é já, nesse exato momento em que você está lendo esse texto. Respire fundo, conte até dez e esboce um sorriso!
Vânia Vieira,dezembro de 2004.
Nós somos o que pensamos e o que fazemos, apesar de muitas vezes não nos darmos conta de tudo isso. Estamos sempre preocupados com coisas pequenas da vida, coisas que ferem o nosso ego, vaidades bobas, ansiedades desnecessárias, picuinhas com nossos parceiros/as, desentendimentos com alguém no trabalho.Despertei para esse assunto, pois uma amiga me disse que estava muito down, com uma tristeza sem fim, preocupada em não passar o Natal e o Final de Ano sozinha, sofrendo por antecipação e vale dizer: quem sofre por antecipação, sofre duas vezes. Ela me dizia que não era uma pessoa que soubesse viver só e que, após a sua separação, não achou que fosse tão difícil refazer a sua vida com alguém; toda pessoa que dela se aproxima ou é compromissada ou não quer nada que seja sério.Pergunta de entendimento: "Será que é só ela?"Vocês conhecem alguém que em sã consciência goste de viver só, que não goste de chegar em casa com alguém lhe esperando, desfrutar da companhia de alguém em uma viagem, em um restaurante, ou de dormir abraçado?Quando estamos em profunda tristeza, à beira de uma depressão, não atinamos em nada que seja diferente ao nosso redor. Nada nos chama a atenção; tudo é cinza, tudo é denso demais e nem desconfiamos, mas chegamos a passar esse clima para todos ao nosso redor.
Quantas vezes nos pegamos dizendo: "Nossa! Como aquela pessoa é pesada! É para baixo, não me sinto bem ao lado dela..." Seja negativo(a), achando que nada vai acontecer de bom em sua vida que, fatalmente, nada irá acontecer mesmo.Uma pessoa que fica remoendo tristezas, decepções, amarguras 24 horas não poderá, de maneira nenhuma, enxergar uma saída; a não ser a de se afundar mais no limbo em que se encontra; nunca saberá reverter nenhum fato.
Vocês vão argumentar: "É muito fácil falar quando não se está na pele de quem está mal. Pimenta nos olhos dos outros é refresco..."
Eu sei, cada caso é um caso; cada história traz as suas dificuldades. Não fosse assim, o número de depressões no mundo seria bem menor. Mas se não lutarmos contra o que nos faz mal, contra as agruras da nossa vida, nada acontece. Somos nós que devemos dar o start para a nossa felicidade; de nada adiantará procurarmos formulas mágicas.Os livros de auto-ajuda são ótimos, mas é necessário acreditar em você, no que realmente quer para você e para a sua vida.
Se você for descrente de nada adianta; vai perder seu tempo.Esse start está dentro de você. Tudo o que diz respeito a assuntos como tristeza e felicidade requer uma certa disciplina, uma certa dose de perseverança. Pois, por mais que eu diga que esse é o caminho é muito difícil para quem está lá no fundo, com a auto-estima baixa, sem se valorizar como pessoa. Fica muito difícil enxergar algo fora disso.
Eu diria efetivamente que o primeiro passo é ser positivo com seus pensamentos, com suas palavras, suas atitudes. Você tem que ter um foco no horizonte da sua vida e perseverar todo santo dia. “Todos os dias sob todos os pontos de vista, eu vou cada vez melhor”. Repita essa frase toda manhã antes de sair de casa, quantas vezes você achar necessário.O segundo passo: Gostar-se! E essa mudança não poderá ser só superficial; tem que acontecer de dentro para fora. Comece a quebrar paradigmas do tipo: "Eu não tenho sorte! Nada de bom me acontece!"
Tudo acontece com todo mundo, em todos os dias. Simplesmente uns absorvem esses acontecimentos e deixam que eles passem, mas não guardam nada no fundo da alma, para ficar remoendo à noite na hora da insônia. Outros acumulam tudo. Absorvem as tristezas, as desilusões, as amarguras da vida como se fossem pára-raios expostos a tempestades, atraindo pessoas mais amarguradas. Tristeza leva a mais tristeza, a mais desilusões. A tristeza alimenta as forças contrárias, alimenta quem habita nas trevas. Não tenha dúvidas: existem forças contrárias que precisam da sua tristeza, necessitam da sua dor, do seu desespero. O fato é que a tristeza alimenta os vampiros que estão à nossa volta, à espreita de um sinal nosso, por menor que seja. Uma lágrima, um rancor, alguma coisa que os alimente.Nem que seja nossas migalhas.
Toda manhã esteja receptivo(a) para o novo, para o agora. A vida é já, nesse exato momento em que você está lendo esse texto. Respire fundo, conte até dez e esboce um sorriso!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Almas perfumadas-(autor desconhecido).
Almas perfumadas
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado...
Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta.
De sol quando acorda.De flor quando ri.
Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça.
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.
O tempo é outro.
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade,mas que a gente desaprende de ver.
Tem gente que tem cheiro de colo de Deus.
De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.
Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.
Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.
Ao lado delas, pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.
Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.
Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza.Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria.
Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.
Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.
Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta.
De passeio no jardim.
Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.
Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos, Deus está conosco, juntinho, ao nosso lado...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Em Ti, entrego-me...Pai! Vania Vieira-janeiro de 2008.
Nos braços do Pai me entrego, nesta noite em que o frio me invade o corpo, em que a solidão me toma a alma.
Adormeço, na esperança que mais além no tempo me acordes, me chames, como se um novo dia houvesse despertado, como se uma nova manhã clareasse a noite.
Confio em Ti, sinto o aconchego dos Teus braços poderosos, sinto o Teu amor transbordar o peito e invadir-me por completo.
Sinto a segurança, o calor, como se Teu corpo fosse real, deixo-me ficar, suspensa no vazio, sabendo que me transportas no colo.
Em Ti encontro força, calma e tranquilidade, para cruzar desertos, derrubar montanhas, e, num simples toque de dedos, acariciar aqueles que de mim descendem, aqueles que iguais a mim, procuram, num toque, a salvação, a esperança e o alívio das dores da alma...
Por isso Te procuro, para expurgar minh'alma, para banhar-me nesse rio imenso de que És feito, purificando-me em cada gota de orvalhos que resvala sobre a minha pele, em cada brisa que me contorna o corpo, como um abraço Teu, que me acolhe no final de cada batalha, sarando-me as feridas, e lavando-me o espírito.
Hoje, durmo em Ti, a paz e a tranquilidade vêm envolver-me no teu manto de luz, rejuvenescendo-me nesta noite em que me entrego em Ti.
Meu Pai!!!
Adormeço, na esperança que mais além no tempo me acordes, me chames, como se um novo dia houvesse despertado, como se uma nova manhã clareasse a noite.
Confio em Ti, sinto o aconchego dos Teus braços poderosos, sinto o Teu amor transbordar o peito e invadir-me por completo.
Sinto a segurança, o calor, como se Teu corpo fosse real, deixo-me ficar, suspensa no vazio, sabendo que me transportas no colo.
Em Ti encontro força, calma e tranquilidade, para cruzar desertos, derrubar montanhas, e, num simples toque de dedos, acariciar aqueles que de mim descendem, aqueles que iguais a mim, procuram, num toque, a salvação, a esperança e o alívio das dores da alma...
Por isso Te procuro, para expurgar minh'alma, para banhar-me nesse rio imenso de que És feito, purificando-me em cada gota de orvalhos que resvala sobre a minha pele, em cada brisa que me contorna o corpo, como um abraço Teu, que me acolhe no final de cada batalha, sarando-me as feridas, e lavando-me o espírito.
Hoje, durmo em Ti, a paz e a tranquilidade vêm envolver-me no teu manto de luz, rejuvenescendo-me nesta noite em que me entrego em Ti.
Meu Pai!!!
Curando-me!Vania Vieira.
Num monte, dentro de mim,junto as poucas coisas que consegui. Guardo na alma a maioria dos instantes, na mente conservo as palavras e na pele levo os cheiros, essências duma vida inteira. Nos olhos, carrego em cada lágrima as imagens deste instante, momento de vida, sopro do destino que me trouxe aqui.Não levo mapa, não traço rotas, limito-me a seguir o caminho. Às costas carrego o passado, pela frente estende-se o futuro, sou uma caminhante, de passagem para outro lugar qualquer.
Faço uma pausa entre vidas, percorro o curto caminho incerto entre elas, como um fio, que liga os novelos, destinos entrançados em muitas vidas, pedaços de todos e cada um de nós, de vós.Preparo a alma, para atravessar o deserto, vazio de vida, cheio de eus, questões e dúvidas por explicar, instantes e momentos por saborear, dores e males por sentir. Preciso compreender a informação que recolhi, tratá-la e aprender com todos os erros cometidos, com todas as lições recebidas...
Deixo atrás as histórias, montes de palavras, sentidos atados em fios de seda, sensações, toques e emoções acordadas em mim, por todos, despertas em vós, pelas letras que calmamente teci.
Não me despeço porque não parto, despeço-me apenas porque fico, fico, calada, em silêncio. Falo para mim, escrevo-me, desenho-me e esculpo-me, preenchendo o interior que se foi esvaziando a cada frase, a cada beijo, a cada carícia.Restauro as cores que o tempo empalideceu, reparo os buracos da alma, saro as feridas abertas, cuidando delas...
Deixo-me ficar, por uns tempos, em mim!
6/29/2007 12:39:00 PM
Faço uma pausa entre vidas, percorro o curto caminho incerto entre elas, como um fio, que liga os novelos, destinos entrançados em muitas vidas, pedaços de todos e cada um de nós, de vós.Preparo a alma, para atravessar o deserto, vazio de vida, cheio de eus, questões e dúvidas por explicar, instantes e momentos por saborear, dores e males por sentir. Preciso compreender a informação que recolhi, tratá-la e aprender com todos os erros cometidos, com todas as lições recebidas...
Deixo atrás as histórias, montes de palavras, sentidos atados em fios de seda, sensações, toques e emoções acordadas em mim, por todos, despertas em vós, pelas letras que calmamente teci.
Não me despeço porque não parto, despeço-me apenas porque fico, fico, calada, em silêncio. Falo para mim, escrevo-me, desenho-me e esculpo-me, preenchendo o interior que se foi esvaziando a cada frase, a cada beijo, a cada carícia.Restauro as cores que o tempo empalideceu, reparo os buracos da alma, saro as feridas abertas, cuidando delas...
Deixo-me ficar, por uns tempos, em mim!
6/29/2007 12:39:00 PM
Você está tentendo enganar a quem? Vania Vieira-julho de 1998.
Você está tentando enganar a quem?!?
Vânia Vieira , julho de 1998.
Era a terceira vez que ela me procurara em menos de 10 dias. Até aí, poderia ser ótimo, já que gosto tanto delas...na verdade amo-as...e sentia que cada uma a seu tempo, ainda iam ligar muito, até que entendessem..Hoje que tenho um sentido realista dos laços cármicos que nos une, não poderia deixar de ouvi-las...No caso dela, nem sempre existia as insistentes ligações, mas agora o problema é que ligava sempre aos prantos, extremamente ressentida por causa de certas atitudes que ele havia tomado pela enésima vez.Cada vez se tornava mais difícil ouvi-la, especialmente porque não conseguia compreender o que a levava a se indignar com algo que me parecia tão repetente e até corriqueiro, de certa forma. Afinal, desde que ela me conta sobre ele e seu jeito de ser, sempre foi assim: nada mudou. Portanto, ela se surpreendia com o óbvio e previsível.Como sei que esses “nós” que o coração dá de vez em quando, são dolorosos de se desatar, tentava mostrar a ela o quanto estava insistindo numa relação que não prometia as tais mudanças que ela tanto desejava. Por mais que ela acredite que o ama, é nítido que, na verdade, ela o idealiza.Ou seja, ela não ama este homem que se mostra a ela do jeito que é. Ela ama um outro, nele mesmo, inventado por seus próprios desejos e anseios...e isso fazemos TODAS nós... Ela, deseja se relacionar com uma outra alma e tenta modelar a dele porque tem medo de se dispor a buscar uma nova relação... Assim, já se passaram mais de 5 anos... e ela continua se maltratando por não conseguir transformá-lo no homem que ela gostaria que ele fosse. Ele é quem sempre foi (ele é assim! nós nascemos de diferentes modos de ver a vida!) e cada um de nós temos o direito de ser do nosso próprio jeito e agora, parece que só ela não percebe.Daí me lembrei de um trecho de um diálogo fantástico entre o rei e o principezinho, do clássico “O Pequeno Príncipe”, de Saint Exupéry: “- Se eu ordenasse ao meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem – ele ou eu – estaria errado? - Vós, respondeu com firmeza o principezinho. - Exato.
É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei!!!”. E fiquei me perguntando: a quem será que ela está tentando enganar? A mim ou a ela mesma?!? Sim, porque ninguém, absolutamente ninguém, fica numa situação em que não está ganhando nada...somando nada... Nem que este “ganho” seja, antes, uma enorme perda.Então, quer seja o papel de abandonada ou o de boazinha; quer seja o de mulher que ama sob qualquer condição, tentando obter o lugar de mártir... ou quer seja a necessidade de conseguir a atenção das pessoas e, de quebra, não precisar trocar a tão conhecida dor pela possibilidade de experimentar uma nova tentativa de amor, o fato é que ela já deveria ter se dado conta de que só está nesta posição porque quer, porque escolhe, dia após dia, ligação após ligação, reclamação após reclamação, continuar exatamente como e onde está!Fácil sair?!? De forma alguma! Mas humanamente possível - e sobretudo admirável - quem escolhe a vida, o amor e a coragem, reconhecendo que o outro é como decide ser e cada um de nós fica onde resolver ficar!!! Continuar somando frustrações por conta das escolhas e atitudes do outro é infantil, é cansativo para quem olha, irritante para quem ouve e sem graça para quem vive. É desperdício, triste e inaceitável desperdício de inteligência.Por essas e outras, eu tomo aqui a minha decisão. Gosto dela e por isso a escuto. Já cansei de argumentar e abraço a verdade. Isto é: enquanto ela mesma não virar a página e não escolher, finalmente, a si mesma... vai continuar tentando se enganar. A mim, não engana mais.Desejo, então, do fundo de minha alma, que ela resolva, dia desses, olhar para si mesma, diante do espelho, e dizer: "Menina, acordei! Tenho muita vida pela frente; chega de acreditar que o outro é a razão de minha existência. Ninguém é, além de mim mesma!!! A partir de agora, compreendo que alguns desejos meus não são os mesmos desejos do outro. Ou eu fico e aceito como é; ou eu pego meu chapéu e parto em busca de meus sonhos"...E que assim seja para todos aqueles que tiverem coragem de se perguntar a quem estão tentando enganar! Porque senão, a vida acaba e tudo realmente não terá passado de um grande engano!
*quando enviei este texto a uma delas, esta perguntou-me imediatamente: Escreveste isso para quem?
Respondi monossilábicamente, mas meu coração queria dizer :
-Para mim, para você, para ela, para todas as mulheres do mundo...em diferentes fases...TODAS nós um dia ...
Vânia Vieira , julho de 1998.
Era a terceira vez que ela me procurara em menos de 10 dias. Até aí, poderia ser ótimo, já que gosto tanto delas...na verdade amo-as...e sentia que cada uma a seu tempo, ainda iam ligar muito, até que entendessem..Hoje que tenho um sentido realista dos laços cármicos que nos une, não poderia deixar de ouvi-las...No caso dela, nem sempre existia as insistentes ligações, mas agora o problema é que ligava sempre aos prantos, extremamente ressentida por causa de certas atitudes que ele havia tomado pela enésima vez.Cada vez se tornava mais difícil ouvi-la, especialmente porque não conseguia compreender o que a levava a se indignar com algo que me parecia tão repetente e até corriqueiro, de certa forma. Afinal, desde que ela me conta sobre ele e seu jeito de ser, sempre foi assim: nada mudou. Portanto, ela se surpreendia com o óbvio e previsível.Como sei que esses “nós” que o coração dá de vez em quando, são dolorosos de se desatar, tentava mostrar a ela o quanto estava insistindo numa relação que não prometia as tais mudanças que ela tanto desejava. Por mais que ela acredite que o ama, é nítido que, na verdade, ela o idealiza.Ou seja, ela não ama este homem que se mostra a ela do jeito que é. Ela ama um outro, nele mesmo, inventado por seus próprios desejos e anseios...e isso fazemos TODAS nós... Ela, deseja se relacionar com uma outra alma e tenta modelar a dele porque tem medo de se dispor a buscar uma nova relação... Assim, já se passaram mais de 5 anos... e ela continua se maltratando por não conseguir transformá-lo no homem que ela gostaria que ele fosse. Ele é quem sempre foi (ele é assim! nós nascemos de diferentes modos de ver a vida!) e cada um de nós temos o direito de ser do nosso próprio jeito e agora, parece que só ela não percebe.Daí me lembrei de um trecho de um diálogo fantástico entre o rei e o principezinho, do clássico “O Pequeno Príncipe”, de Saint Exupéry: “- Se eu ordenasse ao meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem – ele ou eu – estaria errado? - Vós, respondeu com firmeza o principezinho. - Exato.
É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar, replicou o rei!!!”. E fiquei me perguntando: a quem será que ela está tentando enganar? A mim ou a ela mesma?!? Sim, porque ninguém, absolutamente ninguém, fica numa situação em que não está ganhando nada...somando nada... Nem que este “ganho” seja, antes, uma enorme perda.Então, quer seja o papel de abandonada ou o de boazinha; quer seja o de mulher que ama sob qualquer condição, tentando obter o lugar de mártir... ou quer seja a necessidade de conseguir a atenção das pessoas e, de quebra, não precisar trocar a tão conhecida dor pela possibilidade de experimentar uma nova tentativa de amor, o fato é que ela já deveria ter se dado conta de que só está nesta posição porque quer, porque escolhe, dia após dia, ligação após ligação, reclamação após reclamação, continuar exatamente como e onde está!Fácil sair?!? De forma alguma! Mas humanamente possível - e sobretudo admirável - quem escolhe a vida, o amor e a coragem, reconhecendo que o outro é como decide ser e cada um de nós fica onde resolver ficar!!! Continuar somando frustrações por conta das escolhas e atitudes do outro é infantil, é cansativo para quem olha, irritante para quem ouve e sem graça para quem vive. É desperdício, triste e inaceitável desperdício de inteligência.Por essas e outras, eu tomo aqui a minha decisão. Gosto dela e por isso a escuto. Já cansei de argumentar e abraço a verdade. Isto é: enquanto ela mesma não virar a página e não escolher, finalmente, a si mesma... vai continuar tentando se enganar. A mim, não engana mais.Desejo, então, do fundo de minha alma, que ela resolva, dia desses, olhar para si mesma, diante do espelho, e dizer: "Menina, acordei! Tenho muita vida pela frente; chega de acreditar que o outro é a razão de minha existência. Ninguém é, além de mim mesma!!! A partir de agora, compreendo que alguns desejos meus não são os mesmos desejos do outro. Ou eu fico e aceito como é; ou eu pego meu chapéu e parto em busca de meus sonhos"...E que assim seja para todos aqueles que tiverem coragem de se perguntar a quem estão tentando enganar! Porque senão, a vida acaba e tudo realmente não terá passado de um grande engano!
*quando enviei este texto a uma delas, esta perguntou-me imediatamente: Escreveste isso para quem?
Respondi monossilábicamente, mas meu coração queria dizer :
-Para mim, para você, para ela, para todas as mulheres do mundo...em diferentes fases...TODAS nós um dia ...
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
A tatuagem da meia idade.
A tatuagem da meia-idade
Contra a obrigatoriedade de parecerem mais jovens, mulheres enfrentam preconceitos, principalmente de outras mulheres, ao assumir os cabelos brancos
DENISE BRITO
COLABORAÇÃO PARA FOLHA
Em uma época repleta de recursos sofisticados para tornar as mulheres mais atraentes e joviais, disfarçar os cabelos brancos, de tão básico, virou quase uma obrigação. Essa é a percepção de algumas mulheres que se aventuraram pelo caminho inverso ao da maioria e ousaram assumir um visual grisalho em plena meia-idade.
A atriz Cássia Kiss, 50, que, entre uma novela e outra, corta os cabelos e os deixa na cor natural, afirma ser duro resistir à pressão, muito forte principalmente por parte das mulheres de sua faixa etária. "Há as que gostam, e gostam mesmo, mas há as que cobram e dizem: 'Logo você, uma atriz!'", relata. "A ditadura da aparência jovem é um fato, e todo mundo quer se salvar. Mas eu gosto de contar minha idade. Sou dona de mim, sei do que gosto, e minha fé em mim é muito forte."
A reação aos cabelos assumidamente brancos leva mulheres a concluir que, socialmente, a renúncia às tintas está vinculada à decrepitude e ao abandono de si próprias. "Algumas pessoas acham que você está desencantada com a vida, que se largou ou que está pirando", conta Mila Rey, 53, professora de inglês. "Eu usava hena desde os 33 anos para cobrir os fios brancos até que, aos 43, veio uma vontade de ver como era a verdadeira Mila. Deixei crescer a raiz e fiz um corte radical, bem moderno. Quando me olhei, achei o máximo! Senti-me livre, poderosa. Fui direto para um vernissage, e todo mundo gostou. Um tempo depois, começaram os comentários: 'Está bonito, mas ficaria mais se você pintasse'." Mila e suas colegas de experiência contam que abdicar de uma aparência que se convencionou ser rejuvenescedora pode ser considerado até agressivo aos olhos de quem acha difícil lidar com os sinais do próprio envelhecimento. "Uma amiga de ginásio não pode me ver que começa a falar: 'Sai de perto de mim que eu não quero ver isso!'", diz.
"'O quê?', gritou minha vizinha 'loura' de 50 e alguns anos quando mencionei minha decisão. 'Por que cargas d'água você quer parecer mais velha?'", relata a norte-americana Anne Kreamer, 52, em seu recém-lançado livro "Meus Cabelos Estão Ficando Brancos" (Ed. Globo). "Eu não tinha idéia de onde estava me metendo."
Ato de rebeldia
Tamanha é a convicção de que cabelo grisalho é para ser omitido que ostentar os fios brancos pode ser encarado hoje como um verdadeiro ato de rebeldia, uma espécie de tatuagem ostensiva das mulheres maduras.
Segundo a psicóloga professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Mônica Gianfaldoni, falta tolerância com o que é diferente. Ela diz não considerar alienadas as mulheres que pintam os cabelos, mas que, em um mundo globalizado, há um excesso de rigidez no padrão estético voltado para o vigor da juventude. "Será que, para ser feliz, a pessoa tem que parecer igual a todo mundo?", questiona. "Quebrar padrões e sair do script estão ligados a pensar mais, analisar critérios, olhar para dentro de si e decidir onde se quer investir, dar-se o direito de dispor do próprio corpo."
A terapeuta observa que a cobrança social não apenas de ser jovem, mas também de aparentar jovialidade, exerce maior pressão sobre as mulheres. Pesquisa recente com universitárias realizada na faculdade em que leciona, sobre critérios de escolha de parceiros, mostrou que o nível de exigência com a aparência é muito maior com elas próprias. "Beleza é uma questão sexista. A mulher se cobra muito mais por sua própria aparência do que pela de um parceiro em potencial."
Para a atriz Glória Menezes, 73, o período em que deixou os cabelos naturalmente brancos foi positivo. "As pessoas adoraram, acharam fashion daquele jeito bem curtinho. Queriam que eu continuasse, mas não posso, tenho de mudar conforme os personagens que faço", diz. Ela afirma considerar que a aceitação externa reflete o interior da pessoa. "O importante é se sentir bem, seja com o cabelo branco, vermelho, azul."
Com o público masculino, a professora Mila passou a fazer até mais sucesso com o cabelo novo, ao contrário do que previram as amigas. "Uma vez praticamente fui agarrada por um garoto de 26 anos quando saí para dançar com amigos. Ele não queria nem saber da diferença de idade", conta. "Acho que quem pensa que cabelo grisalho é coisa de velha talvez não saiba como é na Europa, nos Estados Unidos. Acho que ter esse preconceito, sim, é que é coisa de velha."
Contra a obrigatoriedade de parecerem mais jovens, mulheres enfrentam preconceitos, principalmente de outras mulheres, ao assumir os cabelos brancos
DENISE BRITO
COLABORAÇÃO PARA FOLHA
Em uma época repleta de recursos sofisticados para tornar as mulheres mais atraentes e joviais, disfarçar os cabelos brancos, de tão básico, virou quase uma obrigação. Essa é a percepção de algumas mulheres que se aventuraram pelo caminho inverso ao da maioria e ousaram assumir um visual grisalho em plena meia-idade.
A atriz Cássia Kiss, 50, que, entre uma novela e outra, corta os cabelos e os deixa na cor natural, afirma ser duro resistir à pressão, muito forte principalmente por parte das mulheres de sua faixa etária. "Há as que gostam, e gostam mesmo, mas há as que cobram e dizem: 'Logo você, uma atriz!'", relata. "A ditadura da aparência jovem é um fato, e todo mundo quer se salvar. Mas eu gosto de contar minha idade. Sou dona de mim, sei do que gosto, e minha fé em mim é muito forte."
A reação aos cabelos assumidamente brancos leva mulheres a concluir que, socialmente, a renúncia às tintas está vinculada à decrepitude e ao abandono de si próprias. "Algumas pessoas acham que você está desencantada com a vida, que se largou ou que está pirando", conta Mila Rey, 53, professora de inglês. "Eu usava hena desde os 33 anos para cobrir os fios brancos até que, aos 43, veio uma vontade de ver como era a verdadeira Mila. Deixei crescer a raiz e fiz um corte radical, bem moderno. Quando me olhei, achei o máximo! Senti-me livre, poderosa. Fui direto para um vernissage, e todo mundo gostou. Um tempo depois, começaram os comentários: 'Está bonito, mas ficaria mais se você pintasse'." Mila e suas colegas de experiência contam que abdicar de uma aparência que se convencionou ser rejuvenescedora pode ser considerado até agressivo aos olhos de quem acha difícil lidar com os sinais do próprio envelhecimento. "Uma amiga de ginásio não pode me ver que começa a falar: 'Sai de perto de mim que eu não quero ver isso!'", diz.
"'O quê?', gritou minha vizinha 'loura' de 50 e alguns anos quando mencionei minha decisão. 'Por que cargas d'água você quer parecer mais velha?'", relata a norte-americana Anne Kreamer, 52, em seu recém-lançado livro "Meus Cabelos Estão Ficando Brancos" (Ed. Globo). "Eu não tinha idéia de onde estava me metendo."
Ato de rebeldia
Tamanha é a convicção de que cabelo grisalho é para ser omitido que ostentar os fios brancos pode ser encarado hoje como um verdadeiro ato de rebeldia, uma espécie de tatuagem ostensiva das mulheres maduras.
Segundo a psicóloga professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Mônica Gianfaldoni, falta tolerância com o que é diferente. Ela diz não considerar alienadas as mulheres que pintam os cabelos, mas que, em um mundo globalizado, há um excesso de rigidez no padrão estético voltado para o vigor da juventude. "Será que, para ser feliz, a pessoa tem que parecer igual a todo mundo?", questiona. "Quebrar padrões e sair do script estão ligados a pensar mais, analisar critérios, olhar para dentro de si e decidir onde se quer investir, dar-se o direito de dispor do próprio corpo."
A terapeuta observa que a cobrança social não apenas de ser jovem, mas também de aparentar jovialidade, exerce maior pressão sobre as mulheres. Pesquisa recente com universitárias realizada na faculdade em que leciona, sobre critérios de escolha de parceiros, mostrou que o nível de exigência com a aparência é muito maior com elas próprias. "Beleza é uma questão sexista. A mulher se cobra muito mais por sua própria aparência do que pela de um parceiro em potencial."
Para a atriz Glória Menezes, 73, o período em que deixou os cabelos naturalmente brancos foi positivo. "As pessoas adoraram, acharam fashion daquele jeito bem curtinho. Queriam que eu continuasse, mas não posso, tenho de mudar conforme os personagens que faço", diz. Ela afirma considerar que a aceitação externa reflete o interior da pessoa. "O importante é se sentir bem, seja com o cabelo branco, vermelho, azul."
Com o público masculino, a professora Mila passou a fazer até mais sucesso com o cabelo novo, ao contrário do que previram as amigas. "Uma vez praticamente fui agarrada por um garoto de 26 anos quando saí para dançar com amigos. Ele não queria nem saber da diferença de idade", conta. "Acho que quem pensa que cabelo grisalho é coisa de velha talvez não saiba como é na Europa, nos Estados Unidos. Acho que ter esse preconceito, sim, é que é coisa de velha."
Assinar:
Postagens (Atom)