sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

A LEI de causa e efeito! saibamos RESPEITÁ -LA!!! Vania Vieira

A LEI de causa e efeito! saibamos RESPEITÁ -LA!!!
Vania Vieira.
Para entendermos a unidade da vida, podemos considerar a Terra como um gigantesco organismo vivo do qual somos células, ignorantes de nossa unidade e interdependência como as células do corpo humano. Mas a ignorância da interdependência celular não isenta cada unidade da responsabilidade pelo cumprimento de seus deveres no conjunto do organismo. As falhas de uma unidade são sentidas pelo organismo como um todo e, conseqüentemente, afetam na mesma medida a célula que iniciou o movimento perturbador.
Em todos os planos e todas as áreas de nosso mundo, os efeitos seguem suas causas e, no devido tempo, retornam à sua fonte. Os cientistas identificaram essa lei que rege a natureza física, enunciada pela primeira vez em 1682, pelo físico Isaac Newton, sendo conhecida como a terceira lei de Newton: “A toda ação corresponde uma reação igual em sentido contrário.” Por essa razão, a natureza na Terra, os planetas e as estrelas são também regidos pela inexorável lei da causação universal. Visto sob outro ângulo, a lei de causa e efeito é o inter-relacionamento de tudo o que existe no mundo. Esse inter-relacionamento sempre existiu, não tendo começo nem fim.Pena que alguns de tâo inconscientes e atrazados em sua maneira de entender a vida, esquecem do mal que fizeram no passado e se fazem vítimas do presente...
A lei de causa e efeito é particularmente importante na vida do homem. Tudo está regido por ela. Se comermos em demasia (a causa), sentiremos dor de barriga ou engordaremos (o efeito). Se pisarmos num caco de vidro andando descalços iremos cortar o pé e sentir dor. Mas as relações de causa e efeito não se limitam aos aspectos físicos de nossa vida. Os aspectos morais e psicológicos de nossa interação com o mundo também são regidos pela lei de retribuição universal. Os mandamentos de todas as religiões, instando o homem a não fazer o mal a seus semelhantes, são expressões naturais da “lei.” A lei de retribuição fará com que a conseqüência do mal que causamos aos outros seja experimentada por nós, mais cedo ou mais tarde. NINGUEM, nenhum de nós, está acima disso!!!Embora os ignorantes assim o pensem: que estão acima de todos e de todo o mal que produziram!!! O mesmo ocorre com o bem que fazemos: fazer o bem aos outros é semearmos felicidade para nós. Nesse sentido, a lei de retribuição universal poderia ser considerada, de forma simplificada, como um boomerang cósmico: tudo retorna ao seu ponto de origem, com a mesma natureza e intensidade.
Obviamente, Jesus deu uma posição de destaque para a operação da lei de causa e efeito em seu ministério, como se comprova em diversas passagens dos evangelhos. Uma dessas passagens relacionada à lei da causação universal, é muitas vezes entendida como se referindo à lei mosaica: “Porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da lei, sem que tudo seja realizado” (Mt 5:18). Como a lei mosaica, além da revelação dos dez mandamentos recebidos de Jeová no Monte Sinai, havia incorporado um grande número de preceitos tradicionais do povo judeu, Jesus não iria afirmar que essas leis dos homens, mutáveis como são, jamais seriam alteradas ou omitidas, até que se passem o céu e a terra. No entanto, a lei de causa e efeito, sendo uma lei cósmica que rege toda manifestação, é eterna e imutável. Tudo será realizado, ou seja, todos efeitos serão experimentados por seu causador. O fato de a lei mosaica incorporar vários costumes judaicos que não foram prescritos por Jeová é tornado explícito nos evangelhos, como por exemplo: “Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus para observar a vossa tradição” (Mc 7:9); “E vós, por que violais o mandamento de Deus por causa da vossa tradição?” (Mt 15:3).
Em Mateus encontramos várias passagens relacionadas à justiça divina, dentre as quais destacamos: “Todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, terá de responder no tribunal; aquele que chamar ao seu irmão ‘cretino’ estará sujeito ao julgamento do sinédrio; aquele que lhe chamar ‘louco’ terá de responder na geena de fogo” (Mt 5:22). “Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos” (Mt 7:1-2). “Eu vos digo que de toda palavra inútil, que os homens disserem, darão contas no dia do julgamento” (Mt 12:36). Na primeira passagem, as referências ao tribunal, ao sinédrio e à geena de fogo são alegorias que usam a linguagem e as instituições do povo hebreu naquela época para caracterizar a operação da justiça divina, tanto neste mundo como no outro (a geena de fogo dos judeus, por exemplo, tornou-se mais tarde o inferno dos cristãos). No caso do alerta contra nosso costume de julgar os outros, a lei do retorno é tornada clara: não julgueis para não serdes julgados. Também é mencionado que a retribuição será feita na mesma natureza e intensidade da ação inicial: com a medida com que medis sereis medidos. Jesus deixa claro que absolutamente nada escapa à lei, pois não só as palavras injuriosas serão objeto de retribuição da lei, mas até mesmo toda palavra inútil.
Uma das mais claras formulações da lei do retorno na Bíblia é feita por Paulo: “Não vos iludais: de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá: quem semear na sua carne, na carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna. Não desanimemos na prática do bem, pois, se não desfalecermos, a seu tempo, colheremos” (Gl 6:7-9). Paulo chama atenção para o fato de que não há um limite temporal para colhermos o que plantamos. Ainda que a justiça divina possa tardar, de acordo com a nossa perspectiva temporal terrena, chegará o momento em que receberemos a justa medida de nossas boas ações e de nossos erros.
Em muitas tradições religiosas, inclusive na judaico-cristã, a lei de causa e efeito é geralmente chamada de justiça divina. Essa terminologia tende a levar o cristão a conceber o carma não como a operação de uma lei universal impessoal, mas como a retribuição a ser efetuada por uma divindade pessoal. Uma conseqüência desse entendimento distorcido da operação da justiça universal, como sendo efetuada pessoalmente por Deus, é a tendência natural de muitos devotos de procurarem fazer propiciações a Deus, com orações e intermináveis promessas para mudar as conseqüências de suas ações passadas sempre que a pesada, ainda que justa, mão da lei do carma faz-se sentir em suas vidas. Esse entendimento desvirtuado da lei dificulta o amadurecimento dos indivíduos.
Um empecilho adicional para o amadurecimento do devoto é o entendimento literal, portanto distorcido, de algumas passagens bíblicas, como por exemplo: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá” (Mt 7:7-8). Muitos invertem a relação Deus/homem, achando que Deus é um servo do homem, sempre a disposição para lhes conceder tudo o que venha a desejar. Na verdade, esse trecho deve ser entendido em conexão com a passagem em João: “Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vós o tereis” (Jo 15:4-5). O requisito explícito para obtermos de Deus tudo o que quisermos é permanecermos nele, é estarmos em sintonia com Sua Vontade. Para isso suas palavras devem permanecer em nós, ou seja, nossa vida deve ser guiada por Seus ensinamentos e Seu exemplo de vida aqui na Terra. Quando isso ocorre, transcendemos nossa natureza humana egoísta e tornamo-nos instrumentos perfeitos para a expressão da Vontade Divina neste mundo. Nesse caso, com toda razão, tudo o que o dedicado servo pedir a seu Senhor lhe será concedido. É nesse sentido também, que todo devoto sinceramente voltado para a busca da verdade, ao bater simbolicamente à porta do Mestre interior, vai verificar que ela será aberta, pois o fato de buscar já assegura o sucesso da obra, no seu devido tempo. Conseqüentemente, os pedidos de luz e de ajuda para encontrar forças para vencer as provações sempre serão atendidos, o que é bem diferente da expectativa de muitos fiéis de que Deus venha a alterar nossas contas pendentes com a justiça universal.
O ser humano foi colocado por Deus na escola da vida provido de discernimento e de livre-arbítrio para efetuar seu aprendizado, como indicado por Paulo: “Discerni tudo e ficai com o que é bom” (1 Ts 5:21). Para isso ele deve assumir a responsabilidade por seus atos. Conseqüentemente deve estar preparado para colher a conseqüência de suas ações. Somente quando o homem torna-se inteiramente consciente da responsabilidade última por sua vida é que passa a vigiar suas ações, palavras e pensamentos. Quando isso ocorre, ele passa a construir sua vida de forma responsável e inteligente; a partir de então estará fazendo rápido progresso rumo novamente 'a Casa do Pai! Para entendermos a unidade da vida, podemos considerar a Terra como um gigantesco organismo vivo do qual somos células, ignorantes de nossa unidade e interdependência como as células do corpo humano. Mas a ignorância da interdependência celular não isenta cada unidade da responsabilidade pelo cumprimento de seus deveres no conjunto do organismo. As falhas de uma unidade são sentidas pelo organismo como um todo e, conseqüentemente, afetam na mesma medida a célula que iniciou o movimento perturbador.
Em todos os planos e todas as áreas de nosso mundo, os efeitos seguem suas causas e, no devido tempo, retornam à sua fonte. Os cientistas identificaram essa lei que rege a natureza física, enunciada pela primeira vez em 1682, pelo físico Isaac Newton, sendo conhecida como a terceira lei de Newton: “A toda ação corresponde uma reação igual em sentido contrário.” Por essa razão, a natureza na Terra, os planetas e as estrelas são também regidos pela inexorável lei da causação universal. Visto sob outro ângulo, a lei de causa e efeito é o inter-relacionamento de tudo o que existe no mundo. Esse inter-relacionamento sempre existiu, não tendo começo nem fim.
A lei de causa e efeito é particularmente importante na vida do homem. Tudo está regido por ela. Se comermos em demasia (a causa), sentiremos dor de barriga ou engordaremos (o efeito). Se pisarmos num caco de vidro andando descalços iremos cortar o pé e sentir dor. Mas as relações de causa e efeito não se limitam aos aspectos físicos de nossa vida. Os aspectos morais e psicológicos de nossa interação com o mundo também são regidos pela lei de retribuição universal. Os mandamentos de todas as religiões, instando o homem a não fazer o mal a seus semelhantes, são expressões naturais da “lei.” A lei de retribuição fará com que a conseqüência do mal que causamos aos outros seja experimentada por nós, mais cedo ou mais tarde. NINGUEM, nenhum de nós, está acima disso!!!O mesmo ocorre com o bem que fazemos: fazer o bem aos outros é semearmos felicidade para nós. Nesse sentido, a lei de retribuição universal poderia ser considerada, de forma simplificada, como um boomerang cósmico: tudo retorna ao seu ponto de origem, com a mesma natureza e intensidade.
Obviamente, Jesus deu uma posição de destaque para a operação da lei de causa e efeito em seu ministério, como se comprova em diversas passagens dos evangelhos. Uma dessas passagens relacionada à lei da causação universal, é muitas vezes entendida como se referindo à lei mosaica: “Porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i, uma só vírgula da lei, sem que tudo seja realizado” (Mt 5:18). Como a lei mosaica, além da revelação dos dez mandamentos recebidos de Jeová no Monte Sinai, havia incorporado um grande número de preceitos tradicionais do povo judeu, Jesus não iria afirmar que essas leis dos homens, mutáveis como são, jamais seriam alteradas ou omitidas, até que se passem o céu e a terra. No entanto, a lei de causa e efeito, sendo uma lei cósmica que rege toda manifestação, é eterna e imutável. Tudo será realizado, ou seja, todos efeitos serão experimentados por seu causador. O fato de a lei mosaica incorporar vários costumes judaicos que não foram prescritos por Jeová é tornado explícito nos evangelhos, como por exemplo: “Sabeis muito bem desprezar o mandamento de Deus para observar a vossa tradição” (Mc 7:9); “E vós, por que violais o mandamento de Deus por causa da vossa tradição?” (Mt 15:3).
Em Mateus encontramos várias passagens relacionadas à justiça divina, dentre as quais destacamos: “Todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, terá de responder no tribunal; aquele que chamar ao seu irmão ‘cretino’ estará sujeito ao julgamento do sinédrio; aquele que lhe chamar ‘louco’ terá de responder na geena de fogo” (Mt 5:22). “Não julgueis para não serdes julgados. Pois com o julgamento com que julgais sereis julgados, e com a medida com que medis sereis medidos” (Mt 7:1-2). “Eu vos digo que de toda palavra inútil, que os homens disserem, darão contas no dia do julgamento” (Mt 12:36). Na primeira passagem, as referências ao tribunal, ao sinédrio e à geena de fogo são alegorias que usam a linguagem e as instituições do povo hebreu naquela época para caracterizar a operação da justiça divina, tanto neste mundo como no outro (a geena de fogo dos judeus, por exemplo, tornou-se mais tarde o inferno dos cristãos). No caso do alerta contra nosso costume de julgar os outros, a lei do retorno é tornada clara: não julgueis para não serdes julgados. Também é mencionado que a retribuição será feita na mesma natureza e intensidade da ação inicial: com a medida com que medis sereis medidos. Jesus deixa claro que absolutamente nada escapa à lei, pois não só as palavras injuriosas serão objeto de retribuição da lei, mas até mesmo toda palavra inútil.
Uma das mais claras formulações da lei do retorno na Bíblia é feita por Paulo: “Não vos iludais: de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá: quem semear na sua carne, na carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna. Não desanimemos na prática do bem, pois, se não desfalecermos, a seu tempo, colheremos” (Gl 6:7-9). Paulo chama atenção para o fato de que não há um limite temporal para colhermos o que plantamos. Ainda que a justiça divina possa tardar, de acordo com a nossa perspectiva temporal terrena, chegará o momento em que receberemos a justa medida de nossas boas ações e de nossos erros.
Em muitas tradições religiosas, inclusive na judaico-cristã, a lei de causa e efeito é geralmente chamada de justiça divina. Essa terminologia tende a levar o cristão a conceber o carma não como a operação de uma lei universal impessoal, mas como a retribuição a ser efetuada por uma divindade pessoal. Uma conseqüência desse entendimento distorcido da operação da justiça universal, como sendo efetuada pessoalmente por Deus, é a tendência natural de muitos devotos de procurarem fazer propiciações a Deus, com orações e intermináveis promessas para mudar as conseqüências de suas ações passadas sempre que a pesada, ainda que justa, mão da lei do carma faz-se sentir em suas vidas. Esse entendimento desvirtuado da lei dificulta o amadurecimento dos indivíduos.
Um empecilho adicional para o amadurecimento do devoto é o entendimento literal, portanto distorcido, de algumas passagens bíblicas, como por exemplo: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá” (Mt 7:7-8). Muitos invertem a relação Deus/homem, achando que Deus é um servo do homem, sempre a disposição para lhes conceder tudo o que venha a desejar. Na verdade, esse trecho deve ser entendido em conexão com a passagem em João: “Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vós o tereis” (Jo 15:4-5). O requisito explícito para obtermos de Deus tudo o que quisermos é permanecermos nele, é estarmos em sintonia com Sua Vontade. Para isso suas palavras devem permanecer em nós, ou seja, nossa vida deve ser guiada por Seus ensinamentos e Seu exemplo de vida aqui na Terra. Quando isso ocorre, transcendemos nossa natureza humana egoísta e tornamo-nos instrumentos perfeitos para a expressão da Vontade Divina neste mundo. Nesse caso, com toda razão, tudo o que o dedicado servo pedir a seu Senhor lhe será concedido. É nesse sentido também, que todo devoto sinceramente voltado para a busca da verdade, ao bater simbolicamente à porta do Mestre interior, vai verificar que ela será aberta, pois o fato de buscar já assegura o sucesso da obra, no seu devido tempo. Conseqüentemente, os pedidos de luz e de ajuda para encontrar forças para vencer as provações sempre serão atendidos, o que é bem diferente da expectativa de muitos fiéis de que Deus venha a alterar nossas contas pendentes com a justiça universal.
O ser humano foi colocado por Deus na escola da vida provido de discernimento e de livre-arbítrio para efetuar seu aprendizado, como indicado por Paulo: “Discerni tudo e ficai com o que é bom” (1 Ts 5:21). Para isso ele deve assumir a responsabilidade por seus atos. Conseqüentemente deve estar preparado para colher a conseqüência de suas ações. Somente quando o homem torna-se inteiramente consciente da responsabilidade última por sua vida é que passa a vigiar suas ações, palavras e pensamentos. Quando isso ocorre, ele passa a construir sua vida de forma responsável e inteligente; a partir de então estará fazendo rápido progresso rumo novamente 'a Casa do Pai!

A Verdade na dualidade.

A VERDADE E A PERCEPÇÃO DA VERDADE

Embora não existam duas verdades diferentes, sem dúvida, há percepções diferentes sobre a verdade.
Nossa percepção da verdade é a percepção de nossos próprios conceitos, de nossos valores, de nossas realidades psicológicas, culturais ou espirituais, nossa identidade social ou familiar. Mas embora seja essa a nossa percepção da verdade, ainda sim está atrelada à nossa personalidade, e a forma através da qual desejamos que seja a verdade. Há desejo em nossa percepção, há um querer contido de que aquilo que se apresenta venha na forma em que acreditamos ser bom ou não. Os dois valores da dualidade estão cheios de nossos desejos e sentenças que podem obscurecer o contato com aquela verdade que está acima dos conceitos, dos desejos da percepção doutrinada pelos sentidos.
Todos os princípios que fundamentam uma determinada realidade obedecem a leis que regem sua existência, não significa que entendamos as leis que rejam a verdade, mas, existimos, então a verdade encontra-se em nós além de nossas falhas percepções. No passado acreditava-se que a matéria fosse sólida, hoje sabe-se que milhões de partículas flutuam no espaço atraídas umas pelas outras, mas há tanto “vazio” entre elas que poderia caber outro universo (e cabe) entre tudo que existe de material. Assim, não podemos bater o martelo para determinar a verdade apenas por nossa percepção limitada do aparentemente existe.
Ao determinarmos sem entendimento de nós mesmos, a realidade que desejamos ou acreditamos, estamos apenas limitando as possibilidades ou nos excluindo do potencial ativo que temos de experienciar o que pode vir a ser a maior revelação de todos os tempos para cada um e para todos, a verdade absoluta.
É claro que, se acreditamos que há uma verdade absoluta, também a estamos limitando a algo, por isso, mesmo esse “absoluto”, sem dúvida, deve também ser infinito, mas fora de nosso campo de entendimento, neste nível de nossa realidade conceitual. Se duas pessoas discutem um fato, então certamente não conhecem a verdade. Se duas pessoas buscam entendimento sobre um fato estão próximas a conhecer o caminho para verdade. Se duas pessoas abraçam-se independente de suas crenças e tomam como o mais importante o que podem fazer juntas, certamente elas vivem a verdade.
Nos parece então não ser importante a forma como cada um acredita, mas a sinergia que pode ser criada que extrapola o conceitual. Poderíamos claro pensar que pessoas que se unem para fazer o mal (dualidade) estão extrapolando e indo de encontro à verdade, já quer mercenários não se importam com a verdade do outro desde que sejam pagos. Mas estamos falando de uma sinergia que não vem do desejo puro e simples de receber algo em troca ou atingir os próprios objetivos para provar a própria verdade. Há um fator preponderante que tem se colocado como fundamental naquilo que é chamado de sinergia. Mesmo a física quântica, que têm como sua pedra filosofal a interação da “onda/partícula” com a consciência, entende que há um valor que pode dar sustentação as interações da consciência com a realidade.
Na significativa experiência com os cristais de água realizada pelo Dr. Masaru Emoto, provou-se que sentimentos importantes como o amor, paz, alegria, dão forma consistentes, harmônicas e de beleza indiscutível aos mesmos cristais. Já pensamentos de ódio, medo, guerra, inveja, criam forma desarmônicas e grotescas. Estamos falando sobre a pertinência do que se sente, de que há uma força maior atrás desses pensamentos de harmonia que nos aproximam mais da verdade. Se isso faz efeito sobre elementos como a água, qual o poder não pode exercer sobre nós, e mesmo se pensamos em outras pessoas com tal energia?
No budismo pode-se encontrar a definição mais próxima do que desejamos expressar aqui, não do que seja a verdade, mas do que não é a verdade. Mas dentro desse pensamento ainda pode-se encontrá-la, isso parece ser possível. Diz o Buda: “Quem acha a verdade nada diz que não saiba. Ele só afirma o que é certo. Ainda que isso possa ferir alguém, ele ou ela saberá dize-lo no momento exato, oportuno. Quem acha a verdade tem compaixão pelos outros e por isso não engana ninguém e só prega o que é de fato, o certo, aquilo que é relacionado com a meta suprema, aquilo que é grato e agradável aos outros”. Citamos ainda Krishnamurti: “Para sermos capazes de expressar a verdade que vemos, independente das ameaças que nos rodeiam, requer-se uma revolução em nosso pensar...”. E que revolução seria essa?
A revolução no acreditar, está no nosso pensamento. Somos afligidos, subjugados doutrinados pelo nosso pensar, por não conseguirmos renunciar a forma de usarmos nossa mente, nossa razão. Mas nossa razão já está sendo usada, ou manipulada pelas crenças limitadas, emoções conscientes e inconscientes. Deixamos de usar o melhor de nós no momento em que nos vemos acuados, isso nos afasta da descoberta da verdade. Amamos, somos alegres, temos disposição apenas quando as situações estão a nosso favor, ou são agradáveis, mas o antídoto para o sofrimento é vencer a ignorância pelo amor e compaixão, pelo perdão e compreensão dos próprios limites, pois, sem dúvida os limites levados aos extremos podem destruir completamente nossa capacidade de mudar, de transformar os parâmetros desta realidade e encontrar sim aquela verdade, que não são apenas “fatos percebidos”.
Sim, os fatos percebidos não são necessariamente a Verdade, mas apenas expressões de uma determinada realidade na qual vivemos. A isso damos um determinado valor sem levar em conta que há mais, muito mais e além. E nessa realidade que vivemos talvez essas expressões talvez tenham algum valor de aprendizado se a utilizarmos como alavanca e não como ponto final ou definição da “verdade oficial”. Quando Jesus Cristo diz: “Vós conhecereis a verdade e ela vos libertará”, certamente não pode estar dando implicação apenas àquilo que diz respeito ao que pensamos. Temos de revolucionar o pensamento e para isso temos de amar a nós mesmos profundamente desapegados da idéia da personalidade, mas voltados para a compreensão de que somos uma verdade inconsciente.
Por fim, e ao mesmo tempo dentro de um espírito de continuidade, a verdade só pode ser revelada, assim entendemos, quando nos libertamos de toda forma de autoridade a qual submetemos nossa mente e nossos sentidos, mas, isso para compreendermos o quão é necessária disciplina amorosa e desapegada dos “achares”. Há verdadeira felicidade, amor e compaixão na verdade, mas temos de usar esses parâmetros, a felicidade e o amor e compaixão, se desejamos mesmo estar libertos ou apenas continuar a repetir um padrão. A verdade é um caminho e não uma idéia.

Com amor e bênçãos,
Mauricio(Chaves de Enoch)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Você tem respeito e dignidade por si mesmo? Gabriel Chalita-Lições de VIDA.

Laboratório de vida-Gabriel Chalita.

A educação não precisa necessariamente se realizar dentro de uma sala de aula. O cotidiano da vida, as lições que recebemos em casa de nossos pais, é um excelente laboratório, em que se vão misturando doses de atitudes, ações e reações, até encontrar o meio-termo. Mas um dos ingredientes mais fundamentais de qualquer dessas misturas é, sem dúvida, o respeito. O respeito tem que estar presente em qualquer experimento social - ou mesmo individual. Isto porque, quem não tem amor-próprio, quem não se respeita, corre o risco de perder o sentido da vida.
A dignidade(hoje se vê muito a falta dela...) nasce do respeito que forma o caráter e determina uma vida condizente com ele. Há numerosas histórias de pessoas que se encontraram em situações em que poderiam levar vantagem ilícita, sem que ninguém soubesse e sem que nunca fossem descobertas. Os desfechos de algumas dessas histórias seguem a lógica da esperteza - "já que posso passar impune, por que não aproveitar a ocasião?" Outros seguem uma lógica mais profunda, que respeita a consciência. - "Pode ser que ninguém veja, mas eu estou vendo" - reagirá aquele que se respeita. Na ótica do laboratório vital, aquele que não se respeita que não tem DIGNIDADE,não será respeitado.
Respeito é palavra que significa, na sua origem latina (respectus), a ação de olhar para trás. A palavra demonstra, claramente, que a pessoa dotada de respeito é aquela que não esquece o que passou( e daqueles que passou prá trás), não se esquece de quem ficou para trás porque envelheceu, morreu ou sofreu. Geralmente se utiliza a palavra respeito para definir a atitude desejável diante de pessoas mais velhas, porque mais vividas, mais sofridas. Merecem, por um cansaço físico, passar à frente nas filas, ter primazia nos transportes, receber atendimento prioritário em hospitais e bancos e em outros serviços públicos ou privados. Isso não significa que devam ser tratados com pena, mas com dignidade. Inclusive no mercado de trabalho. Talvez não tenham a mesma força física. Têm, entretanto, geralmente, mais sabedoria. Viveram mais, experimentaram maiores perdas, amadureceram.
Mas também merece respeito a criança, um ser em formação. O Estatuto da Criança e do Adolescente traz um corolário dos direitos de que são detentoras essas crianças. Essa lei traz proibições inclusive para os pais e outros educadores. Traz exigências ao próprio Estado quanto ao atendimento das necessidades das crianças. Elas não podem ser humilhadas nem agredidas. Em outras palavras, precisam ser respeitadas.
Merece respeito o trabalhador, independentemente de sua profissão. Como é bom trabalhar em um ambiente em que as pessoas respeitam e são respeitadas, em que há hierarquia, mas não humilhação ou prepotência.
Merece respeito a mulher que não pode, por conta de uma desvantagem física (há exceções, é claro) se submeter ao marido agressor/violentador. Multiplicam-se os casos de violência doméstica que causam indignação e dor. A covardia do mais forte(daquele que se acha mais forte) é intolerável.
Merece respeito todo cidadão, pelos impostos que paga, pelas obrigações que não pode deixar de cumprir. Desrespeita o cidadão o corrupto, o mentiroso, o demagogo. Desrespeita o cidadão aquele que age em interesse próprio ou aquele que é ineficiente na utilização do dinheiro que não lhe pertence.
Merecem respeito todas as pessoas. E isso se aprende em casa, na escola, na vida. E a melhor lição é que é possível vencer sem destruir os próprios princípios. É preciso respeitar os limites, as diferenças, as perdas. É preciso compreender e respeitar que cada um é diferente. Quantos há que querem mudar tudo em si mesmo, com a intenção de agradar ao outro. Isto é falta de respeito próprio. Será que o outro teria a mesma disposição em mudar tudo para me agradar? Se tiver, tome cuidado. Quem não respeita a si mesmo não há de respeitar o outro também. O mais interessante é que essas coisas são tão simples, tão óbvias e exatamente por isso merecem ser repetidas o tempo todo, como uma composição química testada e comprovada. Porque o difícil é ser simples.

"Respeito". No laboratório da vida, vale nos dois sentidos: comigo e com o outro. De mim para mim; do outro para o outro; de mim para o outro, e do outro para mim.
Mas infelizmente o que mais se vê hoje é exatamente:Eu posso tudo, os outros para mim só podem o que o meu julgamento PERMITIR!!!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Meu orgulho em SER Mulher e ter gerado mulheres de FIBRA! Vania Vieira.

"A mulher é, assim, a vidente primordial, a Senhora das águas disseminadoras da sabedoria, oriundas das profundezas; das Fontes murmurantes e das nascentes, pois "o om -pronunciamento primordial da vidência é a linguagem da água". Não obstante, a mulher também conhece o sussurro das árvores e todos os sinais da natureza, a cuja vida está tão fortemente ligada. O rumor das águas das profundezas é somente um aspecto externo do murmúrio interior do próprio inconsciente, que nela se eleva espiritualmente como água a um gêiser.Ela é o centro da magia, do cântico mágico e enfim da poesia, pois a situação extática da vidente resulta de ela ser dominada por um espírito que irrompe dentro dela, o qual se pronuncia a partir dela , ou melhor, que nela se denuncia e se manifesta, em forma de invocação rítmica e intensa. Ela é a fonte de onde Odin obteve as runas da sabedoria, bem como a Musa, a origem das palavras que fluem do âmago do poeta e sua anima inspiradora.Como força inspiradora ela pode se manifestar isoladamente, na forma tríplice que já conhecemos, e ainda num contexto plural indeterminado. As Cárites, as ninfas, as sereias, as musas, as três graças, as moiras e outras inúmeras figuras, são as forças melodiosas, dançantes e proféticas dessa mulher inspiradora e inspirada na qual o masculino, muito mais distante das origens, busca sabedoria quando impelido pela necessidade. E vezes e vezes seguidas, encontramos essa mulher mântica ligada aos símbolos do caldeirão e da caverna, da noite e da lua.
Vaso da vida e da morte, da renovação e do renascimento. Com efeito, o caldeirão não é o só vaso da vida e da morte, da renovação e do renascimento, mas também da magia e da inspiração. O caráter de transformação que lhe é inerente passa pela decomposição e pela morte( e sim, nós ppodemos entrentar TUDO, até encarar os fracos, os derrotados e até injetar-lhes nas veias nossas forças internas da estirpe que recebemos, fomos geradas), para chegar à intensificação extática e ao nascimento do espírito eloquente, o qual conduz sob essa inspiração extática à palavra, ao cântico e à profeciaa, como sintomas do renascimento.Nosso re-nascimento 'a cada dia...Independente de onde, como e com quem estejamos!!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

A busca do elo perdido.

A BUSCA DO ELO PERDIDO
Por Tsadik Ben Kadosh
Sabemos com toda a certeza que Deus não mudou, pois como está escrito "Dá-me ouvidos, ó Jacó, e tu, ó Israel, a quem chamei; eu sou o mesmo, eu o primeiro, eu também o último". (Isaías 48.12). Se Ele que é o doador da vida e de toda autoridade não mudou só nos resta restar-nos refletirmos sobre a "igreja", essa sim merece ser analisada fria e biblicamente, tanto na sua estrutura como funcionalmente e se realmente entendemos o que Deus na sua misericórdia nos deu como "missão".
Todas as tribos, de todas as etnias e formação buscam respostas das formas mais diversificadas, que resulta em muito mais dúvidas do que certezas e muitas vezes traz o desprezo de muitos pelo Sagrado. Se sabemos que Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (pelo menos para os que crêem que Ele existe) e se a história mundial nos revela um Deus poderoso, que faz de situações difíceis algo simples, que tem poder sobre tudo e todos e que segundo as Escrituras Deus tem um "corpo" representante legal d'Ele na terra e que esse "corpo" recebeu d'Ele toda a autoridade e poder, mas como explicar a decadência moral-religiosa desse "corpo"? Se Deus não mudou, partiremos do princípio que na "igreja" está o problema, essa instituição que prega facilidades, riquezas, dons que podem te mostrar o futuro que prega uma vida de facilidades sem compromisso, sem obrigações de cumprir as Leis do Criador, que temos de adaptar a Bíblia as nossas necessidades e filosofia de vida que podemos ter um relacionamento com Deus da forma que acharmos mais conveniente, porém vemos que a situação não é assim, nem no Antigo nem no Novo Testamento, veja o que diz as Escrituras: "FILHO meu, não te esqueças da minha lei, e o teu coração guarde os meus mandamentos" . (Provérbios 3.1) "Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei". (Provérbios 4.2) "Ouve tu, ó terra! Eis que eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos; porque não estão atentos às minhas palavras, e rejeitam a minha lei". (Jeremias 6.19) "Os seus sacerdotes violentam a minha lei, e profanam as minhas coisas santas; não fazem diferença entre o santo e o profano, nem discernem o impuro do puro; e de meus sábados escondem os seus olhos, e assim sou profanado no meio deles". (Ezequiel 22.26) "Escrevi-lhe as grandezas da minha lei, porém essas são estimadas como coisa estranha". (Oséias 8.12) "Não penseis que vim abolir a Torá ou os profetas; não vim para abolir, mas para tornálos plenos". (Mateus 5.17) "Amen! Por que vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da Torá um só Yud ou um só traço, até que tudo seja cumprido". (Mateus 5.18)
Temos que ter coragem e mais do que isso sermos fiéis ao Único Merecedor de total fidelidade, buscar através dos tempos o "elo" que foi quebrado e depois de encontrado restaurá-lo e fortalecê-lo. Voltamos aos tempos de Adão e Eva, vemos um casal privilegiado que tinha todas as tardes à visitação do Eterno como nos revela as Escrituras em Bereshit (Gênesis 3.8), "E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim", onde recebiam instruções sem nenhuma interferência teológica, doutrinária, reformada ou algo parecido, e que mesmo assim veio à queda e as condenações, a degradação humana, a perca do contato direto com o Mestre dos Mestres. Deste ponto o homem começa a necessitar de intermediários (mestres) para crescerem no conhecimento do Deus Criador. Cresce a população e quase que na mesma proporção a corrupção humana, e a degradação dos ensinamentos do Eterno, surge então a necessidade de registrar os ensinos. Este registro foi entregue a Moisés (Moshe Rabeinu - Moisés nosso professor) o qual teve a incumbência de transmitir ao povo escolhido como representante, guardião e transmissores das "Boas Novas", que cresceu aprendendo, ouvindo, vendo e vivendo as ações do Eterno.
Sempre dando ao homem a liberdade de interpretação Deus viu seus ensinamentos serem distorcidos e de certa forma o homem complicou algo que era muito simples.
Surgindo aquilo que chamamos de Teologia (conceitos de mestre, doutores, rabinos entre outros) tentando explicar o inexplicável. No momento atual como descobrirmos se o que falamos o que vivemos são acréscimos ou subtrações daquilo que o Eterno deseja de seus seguidores?
Claro que como Deus é o Deus da história e acreditamos que Ele está no controle de tudo, sabemos que tudo que estamos vivendo é propósito para o nosso crescimento, no entanto outra pergunta surge no meio desse pensamento, qual é o tempo de tudo isso se tornar claro, sem as interferências teológicas-doutriná rias? Já que cada Denominação, cada Pastor, cada Rabino escolhe e decide aquilo que é válido para ensinar ao povo tornando diminuto aquilo que foi passado pelo Eterno para ser ensinado, mesmo que isso eleve ainda mais a degradação humana.
Vamos buscar através das Escrituras, onde estamos nos distanciando dos princípios e de onde temos que começar a mudar nossas estruturas e passarmos a construir em solo seguro.
"Em Agosto do ano de 1173 começou a construção de um edifício que posterior mente receberia atenção mundial. Uma fundação foi lançada e os operários começaram a trabalhar com o mármore. A medida em que a estrutura de oito andares estava sendo concluída, diversos arquitetos começaram a notar um pequeno problema com ela. De alguma forma, esta linda torre de sino em Pisa, na Itália, parecia estar se inclinando em apenas alguns centímetros. Apesar do design na teoria ser de uma construção precisa, esta linda torre medieval estava se inclinando a 5,5 graus. Anos depois, precauções foram tomadas para evitar que esse monumento histórico caísse. A forma mais eficaz de evitar que a torre desmoronasse foi remover toda a terra em volta e debaixo da torre e substuíla por uma fundação mais nova e mais forte. Hoje, a torre serve orgulhosamente como sinal para todo o mundo da importância de uma fundação segura e bem construída. Yeshua (o nome hebraico do Messias, dado em Mateus 1.21) falou sobre este conceito através de uma parábola sobre um homem sábio que construiu sua casa sobre a rocha. Mateus 7.24-27: "Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia. E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda". (tirado do artigo "A Chave Para Entender a Bíblia" do Rav. Dani'el Rendelman) Ou, em outras palavras: "Uma pessoa que não baseia a sua vida na fundação das Escrituras é como um operário trabalhando na inclinada Torre de Pisa". Tudo que nos foi ensinado através dos tempos em nossas denominações é verdade?
Essa é a primeira de diversas perguntas que temos que fazer a nós mesmo e buscar as devidas respostas.
Pois se uma fundação mal feita faz um prédio com toda estrutura desmoronar, imagine nossa estrutura, nossa formação. Em que esta baseada minha vida? Essa é outra pergunta que devemos fazer. É preciso acreditar no que diz as Escrituras Sagradas sobre as Palavras do Eterno, onde em Isaías 40.8 diz: "Seca-se a erva, e murcha a flor; mas a Palavra de nosso Elohim [termo hebraico para o Ser Supremo] permanecerá eternamente" . Conforme muitas passagens das Escrituras fica claro que a base para caminhada espiritual de uma pessoa está nos cinco primeiros livros da Bíblia. São os ensinamentos dados a Moisés, e fundamento do qual a Bíblia seconstrói. Este foi o alicerce para todos os crentes, deixando bem claro o que é esperado para termos uma vida espiritual sadia. Eles não foram substituídos pelos Evangelhos e nem abolidos pelo Messias.
"Todavia o firme fundamento de Elohim permanece". (2 Timóteo 2.19ª) Porém quando uma pessoa faz sua decisão de seguir ao Messias, as nossas igrejas ensinam para eles que "basta conhecerem o Novo Testamento e "viver" conforme o Messias manda que vivam" tremendo engano, falso alicerce e fácil queda dessa estrutura que muitas das vezes são feitas de forma irresponsável. Se conseguirmos colocar na mente e no coração dos novos decididos que ele precisam conhecer o Pentateuco (Tora = ensinamentos) ele terá uma vida saudável com muito mais firmeza e compreenderá de forma mais sólida e consistente toda a Escritura. Porém se continuarmos a enganar as pessoas dando a eles a área para formarem seus alicerces por medo de encarar que a Palavra de Deus não envelhece, que as promessas são eternas e que os ensinamentos d'Ele são simples porém profundos, as pessoas continuarão a serem instrumentos do inimigo dentro e fora das congregações.
Lembra-se de Isaías 40.8? "Seca-se a erva, e murcha a flor; mas a palavra de nosso Elohim permanecerá eternamente" . Entenda que quando Isaías disse isso, as únicas Escrituras que os crentes tinham era a Torá de Moisés! Então, se você acredita que este versículo seja verdadeiro, você deve acreditar que todos os ensinamentos, mandamentos, e princípios nas Escrituras são para você. Eles não passaram. Na realidade, este versículo diz que eles "permanecerão para sempre". Esse é o primeiro passo para encontrarmos o "Elo" perdido, e começarmos a fortalecer esta ligação com o Eterno e termos uma base sólida para caminharmos ao encontro com o Noivo. Que o Eterno nos ajude a enxergar as falhas teológicas-doutriná rias e que tenhamos coragem de romper com cada uma, e possamos através d'Ele encontrarmos o caminho, a verdade e a vida.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Voz de amigo-Lagares

" Voz de amigo,
É a voz do gostar,
É a voz do alertar,dizendo nas palavras,
hei! acorde...Quero te ajudar!!!
É a voz que vem com o que precisamos ouvir,
ler, perceber, interiorizar...
Quando não conseguimos ler a nós mesmos,
Quando nos falta o chão, o teto, o rumo..
Vem como um "cutucão" benigno...
Uma sacudida,Um alerta..
Uma sirene que soa o nobre sentimento,
de luz,imenso cuidar..
Vem com tanta verdade,
mas, com o cuidado de não magoar...
Uma voz que Deus usa,
que vem devagar..
Que inunda...Que traz alegrias...
Que contagia...
Uma voz de anjo,
Uma voz de irmão escolhido...
Presentes e presente..
Nos dois sentidos...
o de estar e, o de jóia inestimável...
Um mestre de consciência...
Mestre paciente para ouvir,
Ser cúmplice nas dores e alegrias...
Mãos estendidas,entrelaçadas...
Dádiva da vida...únicos,
senhores do bem:Voz de amigo!!!!!"

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Ser avô/avó, uma arte...

ARTE DE SER AVÔ (AVÓ) Rachel de Queiroz

" Netos são como heranças: Você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu... É como dizem os ingleses, um "Ato de Deus"...
Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto. O neto é realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho, mais filho que filho mesmo... Cinqüenta anos, cinqüenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações; todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não tenha descoberto, mas acredita. Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores com paixões: a doçura da meia idade não lhe exige essa efervescência. A saudade é de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade...Bracinhos de criança.
O tumulto da presença infantil ao seu redor.
Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum suas crianças perdidas...São homens e mulheres, não são mais aqueles que você se recorda. E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê.
Completamente grátis - nisso é que está a maravilha. Sem dores, nem choro, aquela da qual você morria de saudades, símbolos ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um filho seu que lhe é devolvido. E o espanto é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância. Ao contrário, causaria espanto, decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado no seu coração.
Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para nos compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico deixado pelos arroubos juvenis. E quando você embala o(a) menino(a) e ele(a), tonto(a) de sono abre o olho e diz "VÔ,VÓ !" seu coração estala de felicidade, como pão no forno!"

A Solitude no desapego-

A SOLITUDE NO DESAPEGO
Desapego, o ato de nos desprendermos, desligarmos de situações, pessoas, matéria, bens do mundo, falsas crenças e emoções que caracterizam uma condição de nossas vidas. Não, não é fácil o ato do desapego. Estamos atrelados às coisas por uma determinação e mesmo um sentido de posse personalizada que vai além da aceitação de nosso ego.
O ato em si pode parecer um mero afastamento, mas de nada nos serve afastar do objeto de nosso apego, se em nossa mente não nos desligarmos completamente, entregarmos seja o que for, ao seu próprio destino, e nós, a nossa própria escolha. O que nos impede inicialmente o desapego é o julgamento que fazemos do objeto em si em relação a nós, depois o julgamento que fazemos de nós, nossa pretensa posse, domínio e ligação. Mas, podemos entender a diferença entre desligarmos nossa mente racional, onde nossos pensamentos nos mantém cativos, de nosso coração, que pode manter os bons sentimentos em relação àquilo que realmente de positivo ficou, as boas qualidades da pessoa ou situação de aprendizado vivenciada.
O verdadeiro desapego no coração pode trazer a compreensão necessária, pois, o coração, como sendo a virtude superior que há em nós, primeiro perdoará, desejará o melhor e construirá novos objetivos ao realmente crermos no melhor. Já a mente, à mente racional, em relação aos pensamentos de ligação, será o açoite da alma se permanecer em um círculo vicioso. Poderá, no entanto, ser o bálsamo do entendimento, se despertar os pensamentos de pureza e bondade do qual somos capazes.
O desapego, muitas vezes, incide sobre o pensamento, de qual justiça está sendo aplicada à nossa vida, para termos de nos afastar de algo que temos, ou condição que vivemos, mas esse desapego também é conseqüência de nossos atos, que dentro da imaturidade e de nossa incapacidade momentânea de lidar com as situações, nos leva ao ápice indesejado de qualquer situação. Há uma necessidade, porém, de identificar que a situação pode realmente não ser positiva, podemos estar iludidos, cegos emocionalmente, entregues ao mundo das sensações e condicionados apenas ao sentimento momentâneo de poder, posse e prazer que a situação nos traz. Identificar essa situação tardiamente, pode levar a decepção consigo, e a um desequilíbrio temporal, mas que pode vir a ser necessário para libertar a vontade de tal ilusão, quebrando os paradígmas do ego
No tocante à justiça, que pode ser questionada, ainda no afastamento, pode-se perguntar; como algo que foi construído ao longo da vida inteira, com sacrifício, amor dedicação pode nos ser tirado, pode afastar-se de nós e perder-se sem qualquer justificativa da vida, do homem ou de qualquer outra manifestação? Sim, muitas vezes não há justiça ou compreensão que possa dar alento ou compreensão às perdas que se tornam inevitáveis, mas são perdas ilusórias. A perda de um ente querido, uma separação amorosa, um bem do justo esforço. Nestas situações, o desapego é o mais dolorido, difícil e complexo. Não há palavras que tragam imediata paz e conformidade. Apenas cada um, segundo sua experiência, e a consciência de Deus conhece sua própria dor e dificuldade. Mas há solução. Neste mundo nada é definitivo, a vida, porém, é definitiva, se compreendemos sua extensão, que está além da medida quem damos para a plenitude e o prazer deste mundo. Ora, falar de medidas que estão além deste mundo, ou desta existência pode confundir a mente e o coração que procuram alento apenas para as coisas terrenas. A questão é que não existe alento para as coisas terrenas sem o entendimento, de que este alento, não vem daquilo que é terreno.
Desapegar-se, significa também confiar na Providência divina, que é a única fonte que provê paz. Sim, para que haja alento é necessário paz. A paz que não vem daquilo que o homem pode oferecer, nem do que e ele pode dizer ou realizar. Não há verdadeiro desapego se não confiamos na paz de Deus. Qualquer outra coisa que venha nesta intenção será um subterfúgio fugaz, que não terá poder para trazer a consciência necessária, o entendimento correto e a luz que fornece a revelação de que todo desapego em verdade é o que nos aproxima de Deus.
É importante sim viver o que antecede o desapego, porém o mais importante é o aprendizado a que ele pode nos levar em face de seu importante reconhecimento. Há coisas que devemos reconhecer para nos desapegar, mas há outras das quais devemos nos afastar independente de qualquer situação. Pois podemos estar cegos ao que nos limita no apego, dentro do apego. Desapegar-nos da ignorância, dos ódios, das contestações, da ouvida de futilidades, da divulgação do mal, do falatório, hostilidades, roubos e quantas mais que podemos identificar com uma profunda reflexão. O desapego das justificativas que usamos para não fazer o que é correto, ou reconhecer às próprias falhas, como também às próprias qualidades que poderiam ser vividas sem medo.
Enfim, parte de nosso aprendizado de crescimento, de nos tornar pessoas mais completas e justas conosco mesmo, e com o próximo, permitindo que a vida que pode se tornar plena flua em paz. A dor na despedida é justa, mas o entendimento de sua necessidade nos faz reencontrar mais depressa. Toda despedida é temporária. Se na paz buscarmos entendimento, vivenciaremos as grandes oportunidades de despertar para àquilo que é mais o importante. Se conseguirmos viver o desapego, perceberemos que ele foi necessário para que o melhor se manifeste mais à frente. Só em Deus toda essa possibilidade ser torna real, do contrário não haverá entendimento, nem paz, nem alento.
“Não há solidão diante do Todo, há apenas paz e serenidade. O grande oceano aguarda por nós, precisamos para alcançá-lo, apenas estar em paz”

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Deus sabe...

Deus Sabe...
Quando você está cansado e desencorajado por esforços que não deram frutos, Deus sabe o quanto você tentou ... Quando você chorou por longo tempo, com o coração cheio de angústia, Ele contou suas lágrimas. Se você sente que sua vida está perdida e que muito tempo também se perdeu, Ele está confortando você .... Quando você está solitário e seus amigos estão muito ocupados para um simples telefonema, Ele acompanha você ... Quando você sente que já tentou de tudo e não sabe por onde recomeçar, Ele tem a solução ... Quando nada mais faz sentido e você se sente frustrado e deprimido, Ele tenta lhe mostrar respostas .... Se, de repente, tudo lhe parece mais brilhante e você percebe uma luz de esperança, nesse momento Ele soprou nos seus ouvidos . Quando as coisas vão bem e você tem muito para agradecer, Ele está festejando com você ... Quando algo lhe traz muita alegria e você se sente refortalecido, Ele está sorrindo para você ... Quando você tem um propósito a cumprir e um sonho para seguir, Ele abre seus olhos e o chama pelo nome .... Lembre-se que onde você estiver, seja na tristeza ou na felicidade, mesmo que ninguém mais saiba, com certeza, Deus sabe ... "Deus não escolhe os mais capacitados, mas capacita os escolhidos. Os escolhidos são aqueles que responderam ao chamado interno e se ofereceram para servir."

Tema do filme Anonimo Veneziano

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Desabafo de uma criança.

Não tenham medo de serem firmes comigo.
Prefiro assim.Isso faz que eu me sinta mais seguro.Sei que não devo ter tudo que eu quero.Só estou experimentando vocês.Não deixem que eu adquira maus hábitos.Dependo de vocês para saber o que é certo ou errado.Não me corrijam com raiva e nem na presença de estranhos.Aprenderei muito mais se me falarem com calma e em particular.Não me protejam das consequências dos meus erros.Às vezes eu prefiro aprender pelo caminho mais áspero.Não levem muito a sério as minhas pequenas dores.Necessito delas para obter atenção que desejo.Não sejam irritantes ao me corrigir.Pois eu poderei fazer o contrário do que me pedem.Não me façam promessas que não poderão cumprir.Isto me deixará profundamente desapontado.Não ponham a prova a minha honestidade.Digo mentiras facilmente.
Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo.Isto me afastará dele.Não desconversem quando faço perguntas.Senão eu procurarei na rua as respostas que não tive em casa.Não se mostrem para mim com pessoas perfeitas e infalíveis.Ficarei muito chocado quando descobrir um erro de vocês.Não digam que meus temores são bobos.Mas ajude-me a compreendê-los.Não digam que não conseguem me controlar.Eu posso pensar que sou mais forte que vocês.Não me tratem como uma pessoa sem personalidade.Lembre-se de que eu tenho o meu próprio modo de ser.Não apontem os defeitos das pessoas que me cercam.Isso criará em mim, desde cedo, um espírito intolerante.Não se esqueçam de que eu gosto de experimentar as coisas por mimmesmo.
Mas sobretudo NUNCA DESISTAM de me ensinar o BEM.Mesmo que eu pareça não estar aprendendo.
No futuro vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram.
E SEMPRE me ensinem a Sorrir !!!A sorrir e ser FELIZ!!!Um dos atos mais simples...
Autor Desconhecido