sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Perdoar faz bem....principalmente para vc mesmo!

Por que perdoar?

Mude a peça de teatro da sua vida!

Isso é ...perdoar o outro e, conseqüentemente, se perdoar também.
Sempre que ouvimos a palavra perdoar, sentimos uma espécie de calafrio. Imediatamente nos defendemos dizendo que não somos iluminados para fazê-lo, verdadeiramente. Mas não se trata de se parecer com um ascensionado e sim entender o mecanismo que antecede ao perdão. Uma vez aprendido isso fica bem mais fácil.Ao longo de nossa vida, pessoas cruzam o nosso caminho, umas rapidamente e outras mais ou menos intimamente. Elas nos trazem algo sobre nós mesmos que pode ser bom ou ruim, mas que espelham as nossas verdades internas. Se percebemos logo, imediatamente entendemos e nos aceitamos, sem desconforto. Se demoramos, rejeitamos quem nos mostra a nossa pior parte. Daí em diante, surge a mágoa, o ressentimento e até o ódio que é proporcional ao nosso descontentamento conosco. Antes de culpar quem quer que seja, olhemos para dentro e perguntemos: “- O que essa pessoa causa em mim? O que ela está me mostrando que eu não quero ver dentro de mim?” Tão logo respondemos a essa pergunta e nos aceitamos com a dificuldade identificada, mais rapidamente nos transformamos.Ao mesmo tempo que isso ocorre, a pessoa que nos fez ver também se liberta, pois não há mais necessidade de mostrar mais nada, nós já compreendemos. Então ocorre o perdão mútuo quando deixamos a imagem da pessoa dentro de nós mudar, juntamente com a nossa própria imagem dentro de nós que se reconheceu assim.Cada UM é para cada UM do jeito que precisa SER. Quando nós libertamos as imagens das pessoas internalizadas em nós, sejam parentes, amigos, cônjuges, chefes, eles passam a não mais ser assim. Como se trocássemos os seus papéis. O seu roteiro para nós.É fácil constatar, basta observar a forma com que você lida com cada pessoa à sua volta. Cada uma delas necessita de uma face sua, de um comportamento seu. Assim somos mais dóceis com uns, mais seguros com outros, agressivos com outros tantos, brilhantes com mais outros e assim por diante.Somos protagonistas, roteristas, diretores, produtores, da nossa peça que encenamos diariamente, a fim de crescer. São nossas escolhas. Se queremos mudar a peça, precisamos liberar os personagens contratados e fazê-los encenar outra peça. E isso está tudo dentro de nós.Experimentem olhando a foto de alguém e dizendo “eu liberto você desse papel e coloco você desempenhando um papel de alguém maravilhoso, amoroso, inteligente, generoso, próspero, saudável e outras qualidades mais e veja, depois de algum tempo repetindo o processo, como essa pessoa passa a se comportar com você. Todos nós somos assim desse jeito que você o formatou. Não existe ninguém no mundo que não tenha todos estes atributos. Nada está sendo feito e desejado que esbarre no comportamento original de cada um. Quando desejamos tudo isso a alguém, estamos desejando para nós também. Quem já não ouviu as frases tais como “deseje para o outro o que quer para si mesmo” ou “sempre olhe o lado positivo das pessoas”. Isso nada mais é do que variável do mesmo tema.Mude a peça de teatro da sua vida. Isso é perdoar o outro e, conseqüentemente, se perdoar também.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

eu,tú,nós...MULHERES!

Eu,Tu,Nós... MULHER!
Março de 2004
A terra vela a mulher que ainda há em mim,para que eu não chore mais cinzas...Por nenhuma de vocês...
Nem por mim...
As gotas de suor e lágrimas,das dores e tristezas extraídas dos meus poros,se transformaram em gotas de cristais,
em todas nós...
para que de agora em diante, como chuva clara de verão,molhe meu corpo, na espera do grande anseiode poder degustar o sabor da vida-com.
Ou sem eles...
Bebendo água límpida da Fonte,num tempo de paz.
Vamos juntas...
Compartilhando um todo,
pouco ou muito mais,
Mas de com-viver um tempo,
de rara felicidade..
Até porque somente esta...tem agora significado pra mim...
Prá ti, prá nós...

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Uma mensagem de Natal para todos!!!Vania Vieira.


Tenham um Feliz Natal!
E que este Natal lhes inspire o coração e faça ressurgir a esperança, ao proclamar a mensagem universal de paz e boa-vontade expressa pelo Mestre Jesus e pelos grandes mestres ao longo dos tempos, que compartilharam a mesma divina Consciência Crística que tudo abarca...
Durante esta época auspiciosa, pedimos que nos unamos em orações pelos filhos de Deus de todas as raças e religiões, para que a compaixão e o perdão do Amor Infinito de Deus possam despertar em todos os corações. Esse despertar interior é o que finalmente trará cura a este mundo dilacerado pela discórdia. Almas enviadas por Deus, como Jesus, vêm para nos ajudar a transcender as diferenças que causam divisões, alcançando a compreensão e a prática da essência da espiritualidade, que consiste em amar supremamente a Deus e em amar todas as almas como partes Dele.Esses ideais se manifestaram tão radiantemente através de Jesus: em sua perfeita devoção ao Pai Celestial, em sua vida de abnegado serviço e em seu amor incondicional, transpondo delimitações sociais e religiosas para servir aos necessitados!
De um coração imerso no incomensurável amor de Deus, ele extraía força para oferecer bondade em troca da crueldade e para viver destemidamente os eternos princípios do comportamento divino, que todos precisamos seguir, se quisermos permanecer em paz conosco e com os demais, e em harmonia com nosso Criador. Essa capacidade intrínseca à alma para amar e perdoar está latente em cada um de nós. Fazer aos outros o mesmo que eles nos fazem é próprio da natureza humana. Mas a consciência de Deus se manifesta em nossas vidas quando deixamos de lado o ego, com seus medos e ressentimentos, e assumimos a determinação consciente de agir de forma correta, livres de qualquer inimizade. É necessário opor resistência ao mal e defender a verdade, como Cristo demonstrou; todavia, ao enfrentarmos as dualidades deste mundo, podemos escolher quais motivações abrigamos: ódio e ressentimento, ou compreensão e amor. Se, a cada dia, optarmos pelo caminho da unidade e do amor, as muralhas confinantes do medo e dos estreitos interesses pessoais serão destruídas, e nossa consciência se expandirá até alcançar a consciência universal dos Grandes Mestres semelhantes ao Mestre Jesus,,nosso Mestre Amado!!!Que este Natal lhes traga o alvorecer dessa consciência Crística, o desabrochar em seus corações, do amor de Deus, que a todos envolve!Lembrem-seJesus (Sananda) é à força do bem. É a fonte de energia que elimina as dores de nossa alma, nossa preocupação, indiferenças e é Ele que nos conduz à salvação da alma. Os sentimentos são a linguagem da alma.
Neste mês de Dezembro reavaliemos nossos projetos, pensamentos, ações, relacionamentos e comportamentos diante da vida. Procure mais servir do que ser servido, pois a graça esta em fazer o bem. Um Feliz Natal para vocês e para os que lhes são caros.
Com bênçãos ilimitadas,Vania Vieira.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Solidão Não, opção!

Solidão? Que nada! Opção!Vania Vieira.

A dualidade deste mundo nos faz flutuar sempre entre dois opostos, entre dois contrários: o dia e a noite, o macho e a fêmea, o bem e o mal. O mistério está justamente no equilíbrio, na analogia dos contrários, dos opostos ou dos aparentemente antagônicos. Da mesma forma pode-se dizer que existem dois aspectos básicos na solidão; o profano e o místico. O primeiro, mais voltado aos sentidos e ao intelecto; o segundo, transcendente, responsável pela elevação da consciência à bem aventurança eterna.Os grandes místicos descobriram a ponta do véu de Ísis no silêncio da solidão interior, ao ultrapassarem a dualidade deste mundo de nomes, formas e ruídos. Para o ser profano, a idéia de estar só, sem companhia ou diversão, não costuma despertar muita simpatia. Às vezes, é vista mesmo com temor. Mas não há nada de surpreendente nisso. Afinal, sua consciência continua sintonizada apenas no mundo material. Natural, portanto, que a solidão lhe pareça sem graça, sem motivação, ou mesmo sem perspectiva.A criatura humana é, sem dúvida, um ser social, um ser gregário, que vive em comunidades e vive do trabalho. Entretanto, cada membro da comunidade não pode cuidar só da alimentação, proteção e diversão. O homem e a mulher têm outra missão neste mundo: o aperfeiçoamento espiritual. Sim, as tarefas diárias não devem ser relegadas a segundo plano, mas ao mesmo tempo, isso não deve ser motivo para se descuidar do espírito - nossa verdadeira identidade. Isolar-se a intervalos regulares consigo mesmo, por exemplo, pode vir a ser um exercício excelente. Três períodos ao dia, é o recomendado pelos mestres. Ramana Maharishi alcançou a iluminação, indagando a si mesmo: "Que sou eu?". Swami Vivekananda, no congresso das religiões, em 1893, em Chicago, afirmou: "Eu vi Deus; conheci a verdade."
Jesus isolou-se no deserto durante 40 dias e 40 noites, para realizar sua missão, de acordo com o plano divino. Quando encontramos a verdade da vida, começamos a nos libertar dos condicionamentos exteriores. A verdade é o reino dos céus que está latente em cada um de nós. O reino dos céus é a vida única que está em tudo e em todos. A vida única é a eterna essência que se multiplicou em nomes e formas. A eterna essência é a luz incolor que reflete todas as cores do arco-íris. O mar, onde todas as ondas se dissolvem. O grande silêncio, que originou todos os ruídos do universo.A maior parte da humanidade, infelizmente, ainda não consegue perceber a unidade que existe na multiplicidade e na pluralidade. Daí o medo mórbido da solidão, tão comum nos dias atuais. A maioria, hoje, prefere a profanidade dos ruídos à santidade do silêncio. O mestre Jesus constantemente afastava-se de seus discípulos para ficar só com o Pai.Os grandes mestres que iluminaram a humanidade, transcenderam no silêncio da solidão de suas existências - de suas personalidades transitórias - e se integraram na unidade gloriosa e pacificadora do supremo ser onipresente. Como os músicos e os escritores que também costumam se isolar em busca de inspiração para realizarem suas obras.Estar só, não significa, necessariamente, estar solitário. Podemos estar só no meio de uma multidão de pessoas, que espiritualmente, não nos completam.Quando ficamos só de verdade, internamente, transcendendo as mazelas mundanas, estamos enfim solidários com toda a criação. Uma vez que estamos integrados no Uno, o Supremo Ser Onipresente.

Buscando a simplicidade...Vania Vieira

Hoje, busco as coisas simples.
Elas são o último refúgio de um espírito que é complexo...
Quando vivemos mais
simplesmente, entramos em contato direto com a
vida - em primeira mão e de modo imediato. Então,
passamos a ansiar e precisar de poucas coisas. É quando
nos afastamos da participação direta e sincera da
vida que o vazio e o tédio se insinuam. Nesse
momento, começamos a buscar alguma coisa ou
alguém que possa aliviar a insatisfação que nos
atormenta. Contudo, essa busca é interminável, no
sentido de que somos continuamente arrastados
para longe de nós mesmos e das experiências do
presente. Se pudermos apreciar integralmente o
aprendizado e o amor que a vida nos oferece a
cada momento, desejaremos menos coisas materiais
supérfluas, que contribuem pouco para o nosso
bem-estar e privam aqueles que necessitam
genuinamente dos escassos recursos disponíveis.
Quando vivemos com simplicidade, proporcionamos a
nós mesmos e aos outros a dádiva da vida.
Ao mesmo tempo, ansiamos e tememos a proximidade
com a vida. Queremos que nosso encontro com as
outras pessoas seja genuíno, mas permitimos que o
fingimento e a desonestidade permeiem nossos
relacionamentos. Buscamos autenticidade no mundo
que nos cerca, mas descobrimos que o milagre da
nossa existência está coberto por camadas
sucessivas de roupas modernas, cosméticos, modas
efêmeras, conveniências tecnológicas triviais,
produtos descartáveis, formalidades burocráticas
e outras coisas supérfluas, mas elegantes. Como
podemos transpor essas camadas que obscurecem a
autenticidade?
Se você soubesse que iria morrer dentro
de algumas horas ou dias, as coisas mais simples
não iriam adquirir um significado luminoso e
penetrante? Cada momento não se tornaria
precioso, ultrapassando qualquer nível anterior
de intensidade? Cada flor, pessoa, fenda na
calçada, cada árvore não se transformariam em
coisas maravilhosas? As experiências não se
tornariam um milagre efêmero, incapaz de se
repetir? Uma vida mais modesta ajuda a produzir
esse tipo de clareza e compreensão.
Um antigo provérbio oriental afirma: "a
simplicidade revela o mestre". À medida que nós
gradualmente dominamos a arte de viver, uma
simplicidade conscientemente escolhida se
manifesta como expressão desse domínio. Ela
revela o verdadeiro caráter de nossa vida - como
se raspássemos, lixássemos e encerássemos uma
peça perfeita de madeira que permaneceu muito tempo oculta sob camadas de tinta

Amor envelhecente-

Amor envelhecente-Sonia Mamede

Quando paramos e pensamos em nós, vemos que temos toda uma história de existência, de valores de vivência. Na verdade, toda uma vida.Os anos passam, vivemos... sobrevivemos... lutamos e conforme o tempo vai fazendo morada em nós, nos deixando as suas marcas, vai nos mostrando a fragilidade do nosso corpo, mas também nos mostra que durante todo esse tempo fortalecemos a nossa alma e o nosso espírito, ganhamos algumas rugas , é verdade, os cabelos estão ficando cada dia mais brancos e também mais escassos, no entanto, por outro lado nos tornamos mais fortes por toda a carga de experiências vividas durante todos esses anos... ficamos também, mais fortes para o sofrimento, para as tristezas...e frágeis, muito frágeis para o amor, pois achamos que já vivemos o suficiente, que mais nada nem ninguém irá nos despertar certos sentimentos guardados, esquecidos, acomodados, e nessa nossa maratona da existência, achamos que mais nada de novo surgirá em nossa vida, que tudo é passado, que de agora em diante vivemos a vida dos outros e conseqüentemente vivem a nossa vida.Pensamos que já vivemos tudo e de tudo, que não existem mais surpresas, que estamos "vacinados" contra o "novo", e de repente nos vemos envolvidos num emaranhado de acontecimentos que nos fazem "reviver" ou nos fazem voltar a "viver", no sentido real da palavra. nossos olhos passam a ter um novo brilho, passamos a agir de forma diferente, como se tudo estivesse acontecendo pela primeira vez; descobrimos que ainda podemos sentir e despertar interesses que até então pensamos pensamos que já não fizessem parte da nossa vida e que não mais existissem, muito menos para nós, quando na verdade eles só estavam "latentes" dentro de nós, esperando só um toque para um novo despertar. Então nos envolvemos, descobrimos afinidades, nos sentimos amados novamente, nosso coração volta a bater com mais intensidade, com mais força, sentimos que passamos a ser importantes para alguém independente da idade, então percebemos que estamos "VIVOS", nosso corpo antes adormecido, reage, desperta como se tivesse tomado um choque! nossos sentidos acordam do torpor em que estavam vivendo até então e proclamam a sua existência, nos mostram que ainda estão vivos e prontos a se manifestarem, então nos sentimos vivos de novo, vivos para a vida, para o amor, para a paixão, para o desejo, para a entrega. Agimos, ou melhor, passamos a agir, como adolescentes, podemos então dizer que somos "envelhecentes", e temos todo esse direito, porque envelhecer não quer dizer morrer ou parar de viver, envelhecer é; ter controle, ter experiências, ter vivências, ter história.Envelhecer é descobrir o amor por outro ângulo, á chegar ao auge, ao clímax da existência sem deixar de sonhar é acatar mas também falar; é ter boas lembranças do passado, viver intensamente o presente , ter muita esperança no futuro e ser feliz.
Sandra Mamede
Professora de Português,Francês e Literatura Brasileirae Portuguesa, poeta, escritora,pós-graduada em Literatura Brasileira.

Envelhecendo...Vania Vieira

Envelhecer...é cada dia...
Cada dia...indistintamente...dignamente...
Vania Vieira.

O medo de envelhecer

Não incomoda mais

Não assalta a fé no futuro

Não invade a concepção materialista e vaidosa

Como se a aglomeração dos anos na vida

Fosse um castigo

Como se o engilhar da pele

Fosse punição...

E o que dizer dos cabelos brancos

A nos destacar entre tantos

Como se estivessem a nos acusar

De que excedemos nosso tempo na terra...


Ah... Os tolos não sabem

Não sabem que os cabelos brancos

São sinais de sabedoria

Serenidade

Experiência

Lição de vida

Resistência

Já não vejo o envelhecer como o fim de tudo

O fim da vitalidade

O fim da felicidade

Apenas sinto que envelhecer

É ser abençoado por Deus duas vezes

Porque são tantas as coisas boas que adquirimos ano após ano...

Envelhecer...é cada dia...

Amor lunar...Vania Vieira.

Eu os amei...assim...amor lunar...
Vânia Vieira ,
(o amor tem tempo indeterminado...)
E u amei cada barriga,
dos bebês redondos,
com cheiro bom,
de lavanda
feita por mim mesma.
E guardei essas meninas,
no meio dos meus seios.
como quem esconde tesouros...
Rindo, cantei
cantigas de amar...
de entoar...
cantigas de ninar..
cantigas de relembrar...

No calmo aconchego de tardes chuvosas,
estava lá...
ciosa do meu lar,
contente de ficar, ostra, uterina,
no enrodilhado dos dias banais...
Eu não amava a rotina,
mas estava lá...
pretenciosa no meu calar,
estava lá...
ouvindo muito,
dias passando...a esperar...

Eu, alma judia, canceriana, mulher lunar!!!

NÓS e ele...o computador! Vania Vieira

Nós e “ele”...O computador...
Vania Vieira,agosto de 2006.
Falando francamente, tenho muitas ressalvas contra este rápido, maravilhoso e aterrador mundo da computação...apesar de 40% da minha vida hoje, está sendo passada em frente dele! Tudo esta ficando tão fácil, tão ágil, que estamos esquecendo até de pensar. Os jovens então nem se fala....
Pensar por quê? Pra quê? Corra para o computador, acesse um site de busca e pronto: Lá está tudo que você queria, sem o mínimo esforço. Depois é só salvar, ler depois, ou mesmo imprimir para guardar. E aí em tempo de mudanças, estou às voltas , acreditem...com “um quinquilhão de papéis”...Quinquilhão nesta nova era da modernidade seria “um milhão de quinquilharias em papel, que ninguém sabe porquê guardamos”...
Não nego que, mesmo me considerando uma livre pensadora, adoto esta modernidade e, vez por outra, uso exemplos tirados de lá. O “Google”então , eu acesso como a parte virtual do meu próprio eu , que está hoje alocalmente situado, no mesmo lugar onde meu avô guardava o “Pai dos burros”: a estante de uma biblioteca particular... Só que em meu caso ela é VIRTUAL!!! Existe , mas não existe, entenderam?
Vejamos ainda : Há uma pasta denominada “Lixeira”, para onde se transfere tudo o que não queremos mais usar. Legal, penso... A vida poderia ser assim. Poderíamos jogar no arquivo sexto ou sétimo, que tem uma analogia com o cesto de lixo, tudo aquilo que nos incomoda. Tudo aquilo que nos faz ter vergonha de nós mesmos: ações nefastas que praticamos e pesam na nossa consciência. E...com um simples toque, em uma tecla, ou mouse, mandar diretamente para Lixeira.
Outro aspecto positivo, da computação, é que a maioria dos programas nos dá opções várias. Assim o arquivo “Lixeira” tem dois itens importantes. ”Limpar a lixeira” e “restaurar”.
Escrevi todo este preâmbulo para comentar que, muitas vezes, vamos lá no nosso “id”, no nosso porão fedorento da mente “restaurar” acontecimentos, que deveriam ter sido deletados há séculos de nossas vidas.
Buscamos lembranças de fatos catárticos como se fossemos piegas ou sadomasoquistas, prontos a relembrar coisas, que mesmo alegres, nos deixam depressivas e acabam estragando um dia que poderia ser glorioso e de muito sucesso.
Por isto o computador é mais dogmático. Um toque vai para lixeira, outro toque esvazia tudo que não serve mais.
Tenho uma amiga que vive esquecendo as coisas. E aí, quando “dá o branco” ela calmamente se ausenta do ambiente, levanta as sobrancelhas e o dedo indicador em círculos e diz: “Estou fazendo a varredura em meu disco rígido!”. Perfeito... Aí parece que tudo volta...Que bom se pudéssemos mesmo “deletar” tristezas, “ctrl+alt+Del” para protelar ações, “buscar no disco rígido” esquecimentos e “fazer varredura em nossos sistemas”...tudo simultaneamente ... à nosso ‘” bel prazer”...
Mas como os computadores foram criados pelos homens, que nunca serão perfeitos, bem que poderíamos ter também a opção “Restaurar”...
...Segue a fila... “restaurando”...”restaurando”...

Perdão-energia da cura-Vania Vieira.

PERDÃO - A ENERGIA DA CURA -Vania Vieira.
“ ... perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”
Alguém expressou um conceito de mágoa um tanto forte porém, verdadeiro: “Cultivar mágoa é como tomar veneno todos os dias e esperar que o outro morra!”
Quando analisamos o ser humano de forma holística, percebemos a Energia Divina pura, a essência, interligando-se ao mental, emocional e físico, formando um universo que, por sua vez, está interligado à natureza e a todas as formas de vida. Ao integrar um corpo físico, nosso espírito passa a criar nesta dimensão, utilizando a mente e a emoção, tanto que é possível pensar em algo e “sentir” a existência de nossa criação mental.
Quando lembro do balcão-vitrine da confeitaria, chego a sentir o odor e o gosto das iguarias que lá são expostas, principalmente daquelas que aprecio. De igual forma, quando penso em alguém cuja companhia me é agradável, uma grande satisfação toma conta de mim e é como se junto dessa pessoa estivesse.
O inverso também é verdadeiro: quando lembro de alguém que não gosto, meu humor altera e passo, mentalmente, a rejeitar a criatura.
Sabemos que é impossível atingir o espírito de alguém, porque a Essência Divina em nós não reconhece nenhuma forma de energia que não seja Luz e Amor. Considerando que a desarmonia é uma criação humana (não divina) ela só pode atingir o ego, a personalidade e, assim mesmo, quando a pessoa permite. O ego necessita de aprovação, de brilho, de aplauso, de afirmação. O Eu Divino não vibra nessa freqüência e traz, em si, tudo quanto necessita para cumprir o Plano Divino nesta dimensão. Portanto, a mágoa surge quando o ego é atingido.
Geralmente o princípio da mágoa está na crítica e no julgamento, hábitos que jamais deveríamos cultivar. Com raras exceções, quando se critica o comportamento de alguém, esse procedimento vem acompanhado de um julgamento. E quem julga, na maioria das vezes, condena! O ego de quem é criticado se ressente e passa a cultivar esse ressentimento com tal dedicação que pode transformá-lo em um tumor maligno. O agente da crítica logo esquece o fato, sem perceber a dimensão do estrago que causou.
Desconheço alguma Terapia que funcione sem o envolvimento do indivíduo que está sendo tratado. A princípio, é necessário que se tome consciência da mágoa – a pessoa admite que está ressentida com algo ou alguém. Passa-se, então, a trabalhar esse sentimento, procurando entender que é preciso amar-se, respeitar-se e, portanto, desfazer-se de tudo o que não pertence à sua Essência Divina, toda a criação humana de desarmonia. E, para desfazer essa ligação kármica (porque todo o pensamento ou sentimento de desarmonia com relação ao outro, acaba criando laços de energia densa que precisam ser transmutados, libertando ambos), é imprescindível que haja o perdão. Perdoar – perder a mágoa e dar ao outro a oportunidade de manifestar a sua Essência Divina – é um gesto que beneficia muito mais a quem dá do que a quem recebe. Quando se consegue pensar no outro sem nenhum sentimento de rejeição ou mágoa, a cura começa a instalar-se e a pessoa torna-se livre das prisões internas que ela própria criou.
Se você pensar que é difícil, assim será, porque o pensamento é poder. Enquanto você não tentar, não poderá esperar resultado algum. É um exercício diário, como plantar uma semente - regando todos os dias - e esperar que ela germine e se transforme numa árvore. Acredito, sinceramente, que o perdão é um grande princípio de cura, pois quando exterminamos as ervas daninhas, nosso jardim passa a produzir somente flores. E se você pensa que está fazendo um grande favor ao outro, perdoando, saiba que é nesse momento que você ganha a maior batalha da vida: a liberdade.
Entre os exercícios de visualização que conheço, para acelerar o processo do perdão, escolhi o mais simples. Como tudo na vida, essa visualização deve ser repetida todos os dias, de preferência no mesmo horário, com sinceridade e persistência até que o seu coração fique livre de todas as mágoas. Além de perdoar ao outro, você deve perdoar a si mesmo, extinguindo as culpas.
Procure um lugar calmo, acomode-se e respire profundamente. Visualize o seu coração e no centro dele, um pequeno espaço envolvido em Luz Violeta, que transforma, amorosamente, todas as negatividades em Energia Divina. Veja-se envolvida(o) nessa Luz Violeta (do Sétimo Raio do Bem-Amado Mestre Saint Germain) e perceba como as formas negativas vão se dissolvendo, as lembranças tristes vão sendo dissipadas e transformadas em Luz. Perdoe-se. Então visualize a pessoa que você deseja perdoar. Imagine-se tomando as mãos dela, olhando em seus olhos e dizendo: “Eu lhe perdôo por todo o sofrimento que você me causou e lhe peço perdão por tudo o que fiz e que possa ter lhe magoado. Estamos livres e envolvidos pelo Amor de Deus.” Agradeça, respire profundamente e encerre.
Além do exercício de visualização, experimente enviar muita Luz à pessoa, todas as vezes que lembrar dela. Da mesma forma que você pede a Deus que lhe abençoe, procure abençoar o seu semelhante, reconhecendo a Essência Divina no coração de cada ser humano, além das aparências. Nós somos, todos, filhos do Infinito Amor de Deus!
Cada ser humano é único, divino e maravilhoso, criado à imagem e semelhança do Pai para cumprir o Plano Divino neste Planeta. Desde a queda do homem, quando foi seduzido pela energia densa, buscamos com intensidade o caminho de volta e, em determinadas circunstâncias, nos distanciamos cada vez mais. A busca do “elo perdido”, muitas vezes confundido com algo exterior, leva o ser humano para dentro de si mesmo, de onde nunca deveria ter saído.Em meio a essa caminhada encontramos os mais inusitados métodos, fórmulas mágicas, receitas complexas e experiências variadas daqueles que, de alguma forma, conseguiram entender a direção a tomar e o propósito a seguir. As pessoas andam em círculos tentando encontrar algo ou alguém que lhes acene com uma solução pronta ou uma forma de administrar as próprias emoções, sem entender por quê o método que funciona com os outros não encontra a mesma resposta consigo. Eis aí o grande segredo: cada ser humano possui o seu ritmo próprio, único! Como numa trilha, onde cada um vê e sente à sua maneira e reage de acordo com o que lhe vai na alma, estamos experimentando a densidade da matéria, num trabalho de purificação dos corpos inferiores para desenvolver as virtudes da Chama Trina: Amor, Sabedoria e Poder Divino. Essas virtudes já nos foram ensinadas por Abrahão, Buda, Jesus Cristo e tantos outros Seres que aqui encarnaram para mostrar à humanidade o “Caminho do Meio” ou o caminho do equilíbrio. Mas, como somos seres especiais, buscamos algo que nos preencha e sustente, buscamos a nossa própria Essência que é Deus. Alguns podem optar por “atalhos” que demandam tempo e coragem, sem contar que, depois de algum tempo, necessitam retornar ao ponto de onde partiram. Outros, mais calmos e ponderados, preferem ir aos poucos, sempre seguindo o próprio coração, buscando ouvir a intuição. E há quem siga a multidão, mesmo sem saber para onde vai...O ritmo é a forma como as pessoas percebem as coisas, o tempo que necessitam para “retirar o véu”. Para que se acredite em alguma coisa é preciso conhecer e então, aceitar. Quando se usa o discernimento, procurando dentro de si mesmo as respostas, o processo se desenvolve de forma natural. Para isso, devemos evitar, principalmente, a crítica e o julgamento. Em função do ritmo de cada um, o tempo que se leva para promover uma mudança é muito relativo e varia de acordo com o estágio da criatura. Quando percebemos as próprias limitações, fica fácil entender as limitações dos outros. Quando passamos a nos respeitar, estamos aptos a respeitar os outros. Se formos honestos com os outros, é porque essa honestidade foi exercitada dentro de nós mesmos.Não raro encontramos pessoas exasperadas porque não conseguem convencer o outro do que é certo (ou que julga certo e segue). Normalmente, quando consegue dar um passo em direção à própria liberdade, o ser humano acredita que os seus iguais percebem da mesma maneira. E passa a cobrar deles uma atitude diferente, criando expectativa com relação à mudança do outro. Então instala-se o karma (dívida e oportunidade para resgatar). A mudança efetiva é aquela que se faz “de dentro para fora”, consciente e definitiva! Considerando que eu não posso promover a mudança no outro, senão através da minha própria capacidade de mudar, corrigindo as minhas carências, seguramente o melhor caminho é desenvolver as minhas virtudes para expressar a Essência Divina e, através do exemplo, auxiliar o outro em seu processo de reforma interior, sempre respeitando o seu livre-arbítrio e, sobretudo, o seu ritmo. Isso representa a misericórdia!Procurar entender o outro como ele é, com suas carências e virtudes, aceitando-o e amando-o porque, acima de tudo, é Energia Divina atuando na forma humana; respeitar as diferenças individuais; entender que cada um é dono de seu destino, não obstante deixe-se conduzir por outros; procurar ver apenas o lado divino, o lado luz de cada um, sabendo que, acima de qualquer situação ou circunstância, está a Lei Maior, a Lei do Amor - é expressar Misericórdia!
Se cada ser humano cuidar de si, com amor e responsabilidade, haverá de ajudar efetivamente os seus iguais, porque quando buscamos a iluminação estamos, da melhor forma possível, iluminando o caminho daqueles que seguem os nossos passos. A melhor forma de ajudar é mostrar como se faz, sem expectativas, sem cobranças, com muita humildade e amor. A misericórdia permite respeitar o ritmo do outro e colocar-se à disposição para auxiliar, quando solicitado.