terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Uma mensagem de Natal para todos!!!Vania Vieira.


Tenham um Feliz Natal!
E que este Natal lhes inspire o coração e faça ressurgir a esperança, ao proclamar a mensagem universal de paz e boa-vontade expressa pelo Mestre Jesus e pelos grandes mestres ao longo dos tempos, que compartilharam a mesma divina Consciência Crística que tudo abarca...
Durante esta época auspiciosa, pedimos que nos unamos em orações pelos filhos de Deus de todas as raças e religiões, para que a compaixão e o perdão do Amor Infinito de Deus possam despertar em todos os corações. Esse despertar interior é o que finalmente trará cura a este mundo dilacerado pela discórdia. Almas enviadas por Deus, como Jesus, vêm para nos ajudar a transcender as diferenças que causam divisões, alcançando a compreensão e a prática da essência da espiritualidade, que consiste em amar supremamente a Deus e em amar todas as almas como partes Dele.Esses ideais se manifestaram tão radiantemente através de Jesus: em sua perfeita devoção ao Pai Celestial, em sua vida de abnegado serviço e em seu amor incondicional, transpondo delimitações sociais e religiosas para servir aos necessitados!
De um coração imerso no incomensurável amor de Deus, ele extraía força para oferecer bondade em troca da crueldade e para viver destemidamente os eternos princípios do comportamento divino, que todos precisamos seguir, se quisermos permanecer em paz conosco e com os demais, e em harmonia com nosso Criador. Essa capacidade intrínseca à alma para amar e perdoar está latente em cada um de nós. Fazer aos outros o mesmo que eles nos fazem é próprio da natureza humana. Mas a consciência de Deus se manifesta em nossas vidas quando deixamos de lado o ego, com seus medos e ressentimentos, e assumimos a determinação consciente de agir de forma correta, livres de qualquer inimizade. É necessário opor resistência ao mal e defender a verdade, como Cristo demonstrou; todavia, ao enfrentarmos as dualidades deste mundo, podemos escolher quais motivações abrigamos: ódio e ressentimento, ou compreensão e amor. Se, a cada dia, optarmos pelo caminho da unidade e do amor, as muralhas confinantes do medo e dos estreitos interesses pessoais serão destruídas, e nossa consciência se expandirá até alcançar a consciência universal dos Grandes Mestres semelhantes ao Mestre Jesus,,nosso Mestre Amado!!!Que este Natal lhes traga o alvorecer dessa consciência Crística, o desabrochar em seus corações, do amor de Deus, que a todos envolve!Lembrem-seJesus (Sananda) é à força do bem. É a fonte de energia que elimina as dores de nossa alma, nossa preocupação, indiferenças e é Ele que nos conduz à salvação da alma. Os sentimentos são a linguagem da alma.
Neste mês de Dezembro reavaliemos nossos projetos, pensamentos, ações, relacionamentos e comportamentos diante da vida. Procure mais servir do que ser servido, pois a graça esta em fazer o bem. Um Feliz Natal para vocês e para os que lhes são caros.
Com bênçãos ilimitadas,Vania Vieira.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Solidão Não, opção!

Solidão? Que nada! Opção!Vania Vieira.

A dualidade deste mundo nos faz flutuar sempre entre dois opostos, entre dois contrários: o dia e a noite, o macho e a fêmea, o bem e o mal. O mistério está justamente no equilíbrio, na analogia dos contrários, dos opostos ou dos aparentemente antagônicos. Da mesma forma pode-se dizer que existem dois aspectos básicos na solidão; o profano e o místico. O primeiro, mais voltado aos sentidos e ao intelecto; o segundo, transcendente, responsável pela elevação da consciência à bem aventurança eterna.Os grandes místicos descobriram a ponta do véu de Ísis no silêncio da solidão interior, ao ultrapassarem a dualidade deste mundo de nomes, formas e ruídos. Para o ser profano, a idéia de estar só, sem companhia ou diversão, não costuma despertar muita simpatia. Às vezes, é vista mesmo com temor. Mas não há nada de surpreendente nisso. Afinal, sua consciência continua sintonizada apenas no mundo material. Natural, portanto, que a solidão lhe pareça sem graça, sem motivação, ou mesmo sem perspectiva.A criatura humana é, sem dúvida, um ser social, um ser gregário, que vive em comunidades e vive do trabalho. Entretanto, cada membro da comunidade não pode cuidar só da alimentação, proteção e diversão. O homem e a mulher têm outra missão neste mundo: o aperfeiçoamento espiritual. Sim, as tarefas diárias não devem ser relegadas a segundo plano, mas ao mesmo tempo, isso não deve ser motivo para se descuidar do espírito - nossa verdadeira identidade. Isolar-se a intervalos regulares consigo mesmo, por exemplo, pode vir a ser um exercício excelente. Três períodos ao dia, é o recomendado pelos mestres. Ramana Maharishi alcançou a iluminação, indagando a si mesmo: "Que sou eu?". Swami Vivekananda, no congresso das religiões, em 1893, em Chicago, afirmou: "Eu vi Deus; conheci a verdade."
Jesus isolou-se no deserto durante 40 dias e 40 noites, para realizar sua missão, de acordo com o plano divino. Quando encontramos a verdade da vida, começamos a nos libertar dos condicionamentos exteriores. A verdade é o reino dos céus que está latente em cada um de nós. O reino dos céus é a vida única que está em tudo e em todos. A vida única é a eterna essência que se multiplicou em nomes e formas. A eterna essência é a luz incolor que reflete todas as cores do arco-íris. O mar, onde todas as ondas se dissolvem. O grande silêncio, que originou todos os ruídos do universo.A maior parte da humanidade, infelizmente, ainda não consegue perceber a unidade que existe na multiplicidade e na pluralidade. Daí o medo mórbido da solidão, tão comum nos dias atuais. A maioria, hoje, prefere a profanidade dos ruídos à santidade do silêncio. O mestre Jesus constantemente afastava-se de seus discípulos para ficar só com o Pai.Os grandes mestres que iluminaram a humanidade, transcenderam no silêncio da solidão de suas existências - de suas personalidades transitórias - e se integraram na unidade gloriosa e pacificadora do supremo ser onipresente. Como os músicos e os escritores que também costumam se isolar em busca de inspiração para realizarem suas obras.Estar só, não significa, necessariamente, estar solitário. Podemos estar só no meio de uma multidão de pessoas, que espiritualmente, não nos completam.Quando ficamos só de verdade, internamente, transcendendo as mazelas mundanas, estamos enfim solidários com toda a criação. Uma vez que estamos integrados no Uno, o Supremo Ser Onipresente.

Buscando a simplicidade...Vania Vieira

Hoje, busco as coisas simples.
Elas são o último refúgio de um espírito que é complexo...
Quando vivemos mais
simplesmente, entramos em contato direto com a
vida - em primeira mão e de modo imediato. Então,
passamos a ansiar e precisar de poucas coisas. É quando
nos afastamos da participação direta e sincera da
vida que o vazio e o tédio se insinuam. Nesse
momento, começamos a buscar alguma coisa ou
alguém que possa aliviar a insatisfação que nos
atormenta. Contudo, essa busca é interminável, no
sentido de que somos continuamente arrastados
para longe de nós mesmos e das experiências do
presente. Se pudermos apreciar integralmente o
aprendizado e o amor que a vida nos oferece a
cada momento, desejaremos menos coisas materiais
supérfluas, que contribuem pouco para o nosso
bem-estar e privam aqueles que necessitam
genuinamente dos escassos recursos disponíveis.
Quando vivemos com simplicidade, proporcionamos a
nós mesmos e aos outros a dádiva da vida.
Ao mesmo tempo, ansiamos e tememos a proximidade
com a vida. Queremos que nosso encontro com as
outras pessoas seja genuíno, mas permitimos que o
fingimento e a desonestidade permeiem nossos
relacionamentos. Buscamos autenticidade no mundo
que nos cerca, mas descobrimos que o milagre da
nossa existência está coberto por camadas
sucessivas de roupas modernas, cosméticos, modas
efêmeras, conveniências tecnológicas triviais,
produtos descartáveis, formalidades burocráticas
e outras coisas supérfluas, mas elegantes. Como
podemos transpor essas camadas que obscurecem a
autenticidade?
Se você soubesse que iria morrer dentro
de algumas horas ou dias, as coisas mais simples
não iriam adquirir um significado luminoso e
penetrante? Cada momento não se tornaria
precioso, ultrapassando qualquer nível anterior
de intensidade? Cada flor, pessoa, fenda na
calçada, cada árvore não se transformariam em
coisas maravilhosas? As experiências não se
tornariam um milagre efêmero, incapaz de se
repetir? Uma vida mais modesta ajuda a produzir
esse tipo de clareza e compreensão.
Um antigo provérbio oriental afirma: "a
simplicidade revela o mestre". À medida que nós
gradualmente dominamos a arte de viver, uma
simplicidade conscientemente escolhida se
manifesta como expressão desse domínio. Ela
revela o verdadeiro caráter de nossa vida - como
se raspássemos, lixássemos e encerássemos uma
peça perfeita de madeira que permaneceu muito tempo oculta sob camadas de tinta

Amor envelhecente-

Amor envelhecente-Sonia Mamede

Quando paramos e pensamos em nós, vemos que temos toda uma história de existência, de valores de vivência. Na verdade, toda uma vida.Os anos passam, vivemos... sobrevivemos... lutamos e conforme o tempo vai fazendo morada em nós, nos deixando as suas marcas, vai nos mostrando a fragilidade do nosso corpo, mas também nos mostra que durante todo esse tempo fortalecemos a nossa alma e o nosso espírito, ganhamos algumas rugas , é verdade, os cabelos estão ficando cada dia mais brancos e também mais escassos, no entanto, por outro lado nos tornamos mais fortes por toda a carga de experiências vividas durante todos esses anos... ficamos também, mais fortes para o sofrimento, para as tristezas...e frágeis, muito frágeis para o amor, pois achamos que já vivemos o suficiente, que mais nada nem ninguém irá nos despertar certos sentimentos guardados, esquecidos, acomodados, e nessa nossa maratona da existência, achamos que mais nada de novo surgirá em nossa vida, que tudo é passado, que de agora em diante vivemos a vida dos outros e conseqüentemente vivem a nossa vida.Pensamos que já vivemos tudo e de tudo, que não existem mais surpresas, que estamos "vacinados" contra o "novo", e de repente nos vemos envolvidos num emaranhado de acontecimentos que nos fazem "reviver" ou nos fazem voltar a "viver", no sentido real da palavra. nossos olhos passam a ter um novo brilho, passamos a agir de forma diferente, como se tudo estivesse acontecendo pela primeira vez; descobrimos que ainda podemos sentir e despertar interesses que até então pensamos pensamos que já não fizessem parte da nossa vida e que não mais existissem, muito menos para nós, quando na verdade eles só estavam "latentes" dentro de nós, esperando só um toque para um novo despertar. Então nos envolvemos, descobrimos afinidades, nos sentimos amados novamente, nosso coração volta a bater com mais intensidade, com mais força, sentimos que passamos a ser importantes para alguém independente da idade, então percebemos que estamos "VIVOS", nosso corpo antes adormecido, reage, desperta como se tivesse tomado um choque! nossos sentidos acordam do torpor em que estavam vivendo até então e proclamam a sua existência, nos mostram que ainda estão vivos e prontos a se manifestarem, então nos sentimos vivos de novo, vivos para a vida, para o amor, para a paixão, para o desejo, para a entrega. Agimos, ou melhor, passamos a agir, como adolescentes, podemos então dizer que somos "envelhecentes", e temos todo esse direito, porque envelhecer não quer dizer morrer ou parar de viver, envelhecer é; ter controle, ter experiências, ter vivências, ter história.Envelhecer é descobrir o amor por outro ângulo, á chegar ao auge, ao clímax da existência sem deixar de sonhar é acatar mas também falar; é ter boas lembranças do passado, viver intensamente o presente , ter muita esperança no futuro e ser feliz.
Sandra Mamede
Professora de Português,Francês e Literatura Brasileirae Portuguesa, poeta, escritora,pós-graduada em Literatura Brasileira.

Envelhecendo...Vania Vieira

Envelhecer...é cada dia...
Cada dia...indistintamente...dignamente...
Vania Vieira.

O medo de envelhecer

Não incomoda mais

Não assalta a fé no futuro

Não invade a concepção materialista e vaidosa

Como se a aglomeração dos anos na vida

Fosse um castigo

Como se o engilhar da pele

Fosse punição...

E o que dizer dos cabelos brancos

A nos destacar entre tantos

Como se estivessem a nos acusar

De que excedemos nosso tempo na terra...


Ah... Os tolos não sabem

Não sabem que os cabelos brancos

São sinais de sabedoria

Serenidade

Experiência

Lição de vida

Resistência

Já não vejo o envelhecer como o fim de tudo

O fim da vitalidade

O fim da felicidade

Apenas sinto que envelhecer

É ser abençoado por Deus duas vezes

Porque são tantas as coisas boas que adquirimos ano após ano...

Envelhecer...é cada dia...

Amor lunar...Vania Vieira.

Eu os amei...assim...amor lunar...
Vânia Vieira ,
(o amor tem tempo indeterminado...)
E u amei cada barriga,
dos bebês redondos,
com cheiro bom,
de lavanda
feita por mim mesma.
E guardei essas meninas,
no meio dos meus seios.
como quem esconde tesouros...
Rindo, cantei
cantigas de amar...
de entoar...
cantigas de ninar..
cantigas de relembrar...

No calmo aconchego de tardes chuvosas,
estava lá...
ciosa do meu lar,
contente de ficar, ostra, uterina,
no enrodilhado dos dias banais...
Eu não amava a rotina,
mas estava lá...
pretenciosa no meu calar,
estava lá...
ouvindo muito,
dias passando...a esperar...

Eu, alma judia, canceriana, mulher lunar!!!

NÓS e ele...o computador! Vania Vieira

Nós e “ele”...O computador...
Vania Vieira,agosto de 2006.
Falando francamente, tenho muitas ressalvas contra este rápido, maravilhoso e aterrador mundo da computação...apesar de 40% da minha vida hoje, está sendo passada em frente dele! Tudo esta ficando tão fácil, tão ágil, que estamos esquecendo até de pensar. Os jovens então nem se fala....
Pensar por quê? Pra quê? Corra para o computador, acesse um site de busca e pronto: Lá está tudo que você queria, sem o mínimo esforço. Depois é só salvar, ler depois, ou mesmo imprimir para guardar. E aí em tempo de mudanças, estou às voltas , acreditem...com “um quinquilhão de papéis”...Quinquilhão nesta nova era da modernidade seria “um milhão de quinquilharias em papel, que ninguém sabe porquê guardamos”...
Não nego que, mesmo me considerando uma livre pensadora, adoto esta modernidade e, vez por outra, uso exemplos tirados de lá. O “Google”então , eu acesso como a parte virtual do meu próprio eu , que está hoje alocalmente situado, no mesmo lugar onde meu avô guardava o “Pai dos burros”: a estante de uma biblioteca particular... Só que em meu caso ela é VIRTUAL!!! Existe , mas não existe, entenderam?
Vejamos ainda : Há uma pasta denominada “Lixeira”, para onde se transfere tudo o que não queremos mais usar. Legal, penso... A vida poderia ser assim. Poderíamos jogar no arquivo sexto ou sétimo, que tem uma analogia com o cesto de lixo, tudo aquilo que nos incomoda. Tudo aquilo que nos faz ter vergonha de nós mesmos: ações nefastas que praticamos e pesam na nossa consciência. E...com um simples toque, em uma tecla, ou mouse, mandar diretamente para Lixeira.
Outro aspecto positivo, da computação, é que a maioria dos programas nos dá opções várias. Assim o arquivo “Lixeira” tem dois itens importantes. ”Limpar a lixeira” e “restaurar”.
Escrevi todo este preâmbulo para comentar que, muitas vezes, vamos lá no nosso “id”, no nosso porão fedorento da mente “restaurar” acontecimentos, que deveriam ter sido deletados há séculos de nossas vidas.
Buscamos lembranças de fatos catárticos como se fossemos piegas ou sadomasoquistas, prontos a relembrar coisas, que mesmo alegres, nos deixam depressivas e acabam estragando um dia que poderia ser glorioso e de muito sucesso.
Por isto o computador é mais dogmático. Um toque vai para lixeira, outro toque esvazia tudo que não serve mais.
Tenho uma amiga que vive esquecendo as coisas. E aí, quando “dá o branco” ela calmamente se ausenta do ambiente, levanta as sobrancelhas e o dedo indicador em círculos e diz: “Estou fazendo a varredura em meu disco rígido!”. Perfeito... Aí parece que tudo volta...Que bom se pudéssemos mesmo “deletar” tristezas, “ctrl+alt+Del” para protelar ações, “buscar no disco rígido” esquecimentos e “fazer varredura em nossos sistemas”...tudo simultaneamente ... à nosso ‘” bel prazer”...
Mas como os computadores foram criados pelos homens, que nunca serão perfeitos, bem que poderíamos ter também a opção “Restaurar”...
...Segue a fila... “restaurando”...”restaurando”...

Perdão-energia da cura-Vania Vieira.

PERDÃO - A ENERGIA DA CURA -Vania Vieira.
“ ... perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido...”
Alguém expressou um conceito de mágoa um tanto forte porém, verdadeiro: “Cultivar mágoa é como tomar veneno todos os dias e esperar que o outro morra!”
Quando analisamos o ser humano de forma holística, percebemos a Energia Divina pura, a essência, interligando-se ao mental, emocional e físico, formando um universo que, por sua vez, está interligado à natureza e a todas as formas de vida. Ao integrar um corpo físico, nosso espírito passa a criar nesta dimensão, utilizando a mente e a emoção, tanto que é possível pensar em algo e “sentir” a existência de nossa criação mental.
Quando lembro do balcão-vitrine da confeitaria, chego a sentir o odor e o gosto das iguarias que lá são expostas, principalmente daquelas que aprecio. De igual forma, quando penso em alguém cuja companhia me é agradável, uma grande satisfação toma conta de mim e é como se junto dessa pessoa estivesse.
O inverso também é verdadeiro: quando lembro de alguém que não gosto, meu humor altera e passo, mentalmente, a rejeitar a criatura.
Sabemos que é impossível atingir o espírito de alguém, porque a Essência Divina em nós não reconhece nenhuma forma de energia que não seja Luz e Amor. Considerando que a desarmonia é uma criação humana (não divina) ela só pode atingir o ego, a personalidade e, assim mesmo, quando a pessoa permite. O ego necessita de aprovação, de brilho, de aplauso, de afirmação. O Eu Divino não vibra nessa freqüência e traz, em si, tudo quanto necessita para cumprir o Plano Divino nesta dimensão. Portanto, a mágoa surge quando o ego é atingido.
Geralmente o princípio da mágoa está na crítica e no julgamento, hábitos que jamais deveríamos cultivar. Com raras exceções, quando se critica o comportamento de alguém, esse procedimento vem acompanhado de um julgamento. E quem julga, na maioria das vezes, condena! O ego de quem é criticado se ressente e passa a cultivar esse ressentimento com tal dedicação que pode transformá-lo em um tumor maligno. O agente da crítica logo esquece o fato, sem perceber a dimensão do estrago que causou.
Desconheço alguma Terapia que funcione sem o envolvimento do indivíduo que está sendo tratado. A princípio, é necessário que se tome consciência da mágoa – a pessoa admite que está ressentida com algo ou alguém. Passa-se, então, a trabalhar esse sentimento, procurando entender que é preciso amar-se, respeitar-se e, portanto, desfazer-se de tudo o que não pertence à sua Essência Divina, toda a criação humana de desarmonia. E, para desfazer essa ligação kármica (porque todo o pensamento ou sentimento de desarmonia com relação ao outro, acaba criando laços de energia densa que precisam ser transmutados, libertando ambos), é imprescindível que haja o perdão. Perdoar – perder a mágoa e dar ao outro a oportunidade de manifestar a sua Essência Divina – é um gesto que beneficia muito mais a quem dá do que a quem recebe. Quando se consegue pensar no outro sem nenhum sentimento de rejeição ou mágoa, a cura começa a instalar-se e a pessoa torna-se livre das prisões internas que ela própria criou.
Se você pensar que é difícil, assim será, porque o pensamento é poder. Enquanto você não tentar, não poderá esperar resultado algum. É um exercício diário, como plantar uma semente - regando todos os dias - e esperar que ela germine e se transforme numa árvore. Acredito, sinceramente, que o perdão é um grande princípio de cura, pois quando exterminamos as ervas daninhas, nosso jardim passa a produzir somente flores. E se você pensa que está fazendo um grande favor ao outro, perdoando, saiba que é nesse momento que você ganha a maior batalha da vida: a liberdade.
Entre os exercícios de visualização que conheço, para acelerar o processo do perdão, escolhi o mais simples. Como tudo na vida, essa visualização deve ser repetida todos os dias, de preferência no mesmo horário, com sinceridade e persistência até que o seu coração fique livre de todas as mágoas. Além de perdoar ao outro, você deve perdoar a si mesmo, extinguindo as culpas.
Procure um lugar calmo, acomode-se e respire profundamente. Visualize o seu coração e no centro dele, um pequeno espaço envolvido em Luz Violeta, que transforma, amorosamente, todas as negatividades em Energia Divina. Veja-se envolvida(o) nessa Luz Violeta (do Sétimo Raio do Bem-Amado Mestre Saint Germain) e perceba como as formas negativas vão se dissolvendo, as lembranças tristes vão sendo dissipadas e transformadas em Luz. Perdoe-se. Então visualize a pessoa que você deseja perdoar. Imagine-se tomando as mãos dela, olhando em seus olhos e dizendo: “Eu lhe perdôo por todo o sofrimento que você me causou e lhe peço perdão por tudo o que fiz e que possa ter lhe magoado. Estamos livres e envolvidos pelo Amor de Deus.” Agradeça, respire profundamente e encerre.
Além do exercício de visualização, experimente enviar muita Luz à pessoa, todas as vezes que lembrar dela. Da mesma forma que você pede a Deus que lhe abençoe, procure abençoar o seu semelhante, reconhecendo a Essência Divina no coração de cada ser humano, além das aparências. Nós somos, todos, filhos do Infinito Amor de Deus!
Cada ser humano é único, divino e maravilhoso, criado à imagem e semelhança do Pai para cumprir o Plano Divino neste Planeta. Desde a queda do homem, quando foi seduzido pela energia densa, buscamos com intensidade o caminho de volta e, em determinadas circunstâncias, nos distanciamos cada vez mais. A busca do “elo perdido”, muitas vezes confundido com algo exterior, leva o ser humano para dentro de si mesmo, de onde nunca deveria ter saído.Em meio a essa caminhada encontramos os mais inusitados métodos, fórmulas mágicas, receitas complexas e experiências variadas daqueles que, de alguma forma, conseguiram entender a direção a tomar e o propósito a seguir. As pessoas andam em círculos tentando encontrar algo ou alguém que lhes acene com uma solução pronta ou uma forma de administrar as próprias emoções, sem entender por quê o método que funciona com os outros não encontra a mesma resposta consigo. Eis aí o grande segredo: cada ser humano possui o seu ritmo próprio, único! Como numa trilha, onde cada um vê e sente à sua maneira e reage de acordo com o que lhe vai na alma, estamos experimentando a densidade da matéria, num trabalho de purificação dos corpos inferiores para desenvolver as virtudes da Chama Trina: Amor, Sabedoria e Poder Divino. Essas virtudes já nos foram ensinadas por Abrahão, Buda, Jesus Cristo e tantos outros Seres que aqui encarnaram para mostrar à humanidade o “Caminho do Meio” ou o caminho do equilíbrio. Mas, como somos seres especiais, buscamos algo que nos preencha e sustente, buscamos a nossa própria Essência que é Deus. Alguns podem optar por “atalhos” que demandam tempo e coragem, sem contar que, depois de algum tempo, necessitam retornar ao ponto de onde partiram. Outros, mais calmos e ponderados, preferem ir aos poucos, sempre seguindo o próprio coração, buscando ouvir a intuição. E há quem siga a multidão, mesmo sem saber para onde vai...O ritmo é a forma como as pessoas percebem as coisas, o tempo que necessitam para “retirar o véu”. Para que se acredite em alguma coisa é preciso conhecer e então, aceitar. Quando se usa o discernimento, procurando dentro de si mesmo as respostas, o processo se desenvolve de forma natural. Para isso, devemos evitar, principalmente, a crítica e o julgamento. Em função do ritmo de cada um, o tempo que se leva para promover uma mudança é muito relativo e varia de acordo com o estágio da criatura. Quando percebemos as próprias limitações, fica fácil entender as limitações dos outros. Quando passamos a nos respeitar, estamos aptos a respeitar os outros. Se formos honestos com os outros, é porque essa honestidade foi exercitada dentro de nós mesmos.Não raro encontramos pessoas exasperadas porque não conseguem convencer o outro do que é certo (ou que julga certo e segue). Normalmente, quando consegue dar um passo em direção à própria liberdade, o ser humano acredita que os seus iguais percebem da mesma maneira. E passa a cobrar deles uma atitude diferente, criando expectativa com relação à mudança do outro. Então instala-se o karma (dívida e oportunidade para resgatar). A mudança efetiva é aquela que se faz “de dentro para fora”, consciente e definitiva! Considerando que eu não posso promover a mudança no outro, senão através da minha própria capacidade de mudar, corrigindo as minhas carências, seguramente o melhor caminho é desenvolver as minhas virtudes para expressar a Essência Divina e, através do exemplo, auxiliar o outro em seu processo de reforma interior, sempre respeitando o seu livre-arbítrio e, sobretudo, o seu ritmo. Isso representa a misericórdia!Procurar entender o outro como ele é, com suas carências e virtudes, aceitando-o e amando-o porque, acima de tudo, é Energia Divina atuando na forma humana; respeitar as diferenças individuais; entender que cada um é dono de seu destino, não obstante deixe-se conduzir por outros; procurar ver apenas o lado divino, o lado luz de cada um, sabendo que, acima de qualquer situação ou circunstância, está a Lei Maior, a Lei do Amor - é expressar Misericórdia!
Se cada ser humano cuidar de si, com amor e responsabilidade, haverá de ajudar efetivamente os seus iguais, porque quando buscamos a iluminação estamos, da melhor forma possível, iluminando o caminho daqueles que seguem os nossos passos. A melhor forma de ajudar é mostrar como se faz, sem expectativas, sem cobranças, com muita humildade e amor. A misericórdia permite respeitar o ritmo do outro e colocar-se à disposição para auxiliar, quando solicitado.

As bençãos da Deusa!

As Bençãos da Deusa
(Poema egípcio).
Eu sou a Deusa dos mil nomes,
Do poder infinito e dos múltiplos dons,
Manifestados na diversidade das minhas faces,
Honradas e veneradas ao longo dos milênios.
Eu sou Gaia, a Mãe Terra da antiga Grécia,
Coloquei a ordem na vastidão do caos,
Criando o universo no ritmo da minha pulsação.
Eu sou Ísis, a Deusa egípcia,
Ofereço a cura e a transformação,
Para quem as procura,Pois tenho o poder de plasmar um novo mundo.
Eu sou Cerridwen dos Celtas,
No meu Caldeirão mágico guardo o alimento da alma,
A fonte inesgotável de sabedoria e inspiração,
Quanto mais eu dôo, mais eu recebo.
Eu sou Atena da Grécia,
conhecida por minha sabedoria.
Como meu totem - a Coruja.
Ouço e vejo tudo o que se passa ao meu redor
Sou forte como o Carvalho,
Ou pacificadora como a Oliveira.
Eu sou Diana, a Deusa Lunar Romana,
Protetora das mulheres e das crianças,
Guardiã das florestas e dos animais,
Acerto as flechas no alvo dos meus desejos.
Eu sou Bast, a Deusa Gato do Egito,
Graciosa, sinuosa, brincalhona e afetuosa,
Irradio o calor e a luz do glorioso Sol.
Eu sou Freya, a bem amada Deusa Nórdica,
Sobrevoando o mundo, canto alegremente,
Celebrando os laços entre amigos e amantes,
Eu sou Hécate, a Tríplice Deusa grega,
Guardiã da noite e das encruzilhadas,
escolho o caminho que eu quero trilhar,
permeando a razão com o brilho da intuição.
Eu sou Ereshkigal da Assíria e Babilônia,
A Rainha do mundo subterrâneo,
Para crescer, desfaço-me da velha pele,
Sou detentora do profundo poder da renovação.
Eu sou Kwan Yin, a Deusa chinesa da compaixão,
Ouço e consolo as dores do mundo,
Protegendo as mães e seus filhos,
Ensinando a magia da mutação.
Eu sou Maat do Egito,Verdade,
justiça e lei são regras do meu universo,
Estabeleço a harmonia com meu poder divino.
Eu sou Rhiannon, a Deusa galesa equina,
Viajo livre, serena e segura no mundo,
Com minha voz melodiosa,
Acordo os mortos e adormeço os vivos.
Eu sou Sedna dos esquimós,
Conheça-me e honre-me através dos animais,
Ursos, baleias, focas e peixes,
Todas as criaturas da terra e do mar,
são parte de mim e têm o direito de SER!
Exatamente como EU SOU!

Abençoadas sejam todas as Deusas!
E que Assim Seja!

Eterna Idade!

Vivo no compasso...da ETERNA IDADE!!!
Vania Vieira,agosto de 2006.

Muitas mulheres negam a idade ou sonegam, enganam... Eu não. Tenho sessenta anos, de verdade, NÃO cinqüenta e uns como falava antes...uma década atrás...60 anos, assumidos e novos! E explico porque eu digo novos: é porque, no compasso da eternidade, pegamos o jeito da auto renovação perpétua. Anulamos a passagem do tempo, ao menos no que diz respeito ao nosso estado íntimo. Passamos a viver num "estoque do tempo". Na reserva mesmo... De maneira que não nos sentimos na idade que temos - a cronológica - como deveríamos, segundo os parâmetros de condicionamento usuais. E isso é senso comum: observo pessoas que vivem e pensam assim, como eu. Os comentários são os mesmos - sentem-se interiormente mais experientes, porém não mais velhas. A mesma sensação de vitalidade e vigor no aprendizado da vida permanece. Um temperado entusiasmo pela vida! Nada obstante para os nossos filhos e netos, já adolescentes no meu caso...prá eles já estamos muito além de Marrakesh...

Costumo dizer isso para uma das minhas netas de 15 anos... para ela, vinte e cinco anos é já ter vivido muito! E eu digo: "Deixa você chegar aos quarenta, e a sua referência vai mudar..."

Costumo dizer também que, envelhescendo, serei uma idosa atípica! Farei como a minha querida avó, que aos sessenta e alguns (nesse tempo era proibido perguntarmos as idades) tinha como eu a irreverência divertida dos quinze...a sedução dos trinta ...e a maturidade dos 45 anos... Ao perguntarem a minha idade aos setenta direi: "Tenho quinze, trinta, quarenta e cinco!!!Todas essas idades, dentro dos meus 70 anos!". Porque é fato: idade é estado de espírito. Direi ter trinta porque, diariamente, estou sempre RENOVADA!!! E este é o segredo - o autêntico elixir da juventude. Já que, mesmo hoje, não me sinto com sessenta - não mesmo! Julgo-me verdadeira criança inexperiente ainda para muitas vivências que me surgem , cobrando-me a prontidão da adolescente de outrora para aprender, com disposição e com humildade perante os desígnios da Vida!

Comento ainda outra coisa, em função do que ouvi outro dia de uma pessoa conhecida: alguém falou que gente que pensa e vive assim, com um pé metido noutra dimensão mais vasta, enxergando as coisas sob outro prisma utópico para muitos, embora conferidor de horizontes mais amplos, certamente possuí um grau inconteste e acentuado de insanidade!...Disse-me também que falar dos assuntos que mais gosto, poderia ser tomado como “fuga da realidade!” Quando ela falou isso não me aborreceu, mesmo porque me considero sim uma destas pessoas adeptas deste estilo “zen e transcendental” , o mais “gratificante de vida”, e argumento sempre ser e sentir-me perfeitamente equilibrada, em plena sintonia com o que o mundo agora exige de mim...embora todos pensem que isso não dê muito trabalho!!!
E eu fiquei boquiaberta, extasiada mesmo por ver que ainda existem pessoas que pensam com o lado do cérebro, tão castrante e racionalizador e ainda acham e se consideram felizes!

Sorri e devolvi: "Pois sempre acontece comigo essa conversa e eu concordo”. E ela olhou-me, espantada: "Concorda com o quê?!" E a minha resposta: "Que eu sou assim mesmo...insana... transcendental...ZEN...tenho o pé em outra dimensão...E com muito orgulho!"
Explico-me...Tudo é questão de ângulo de visão. Porque, para nos sintonizarmos com a realidade maior do Universo, e viver em sincronicidade com seus desígnios - cuja grata conseqüência é existir antecipadamente, embora ainda estar por aqui na matéria, neste Éden da juventude eterna - é preciso, de fato, destoar da maioria; parecer insana mesmo para o resto do mundo! Claro que sim! Porque são vidas que correm aparentemente num mesmo lugar, mas incompatíveis em concepção, acontecendo em dimensões completamente distintas!

Mas para isso é preciso um posicionamento e um estado especial de compreensão dos acontecimentos, uma disposição assumida - e lúcida - para reagir a eles de um certo modo. É preciso permanecer no agora, único e inédito! Exatamente tendo : pés no chão, olhos no futuro, mas mente no INFINITO!!!

E reagir como tal - sendo nós mesmos, também, num agora, fresco e renovado; despojados de preconceitos inúteis e de tabus obsoletos; de dogmas moralistas e religiosos; de regras irrefletidas...Em suma: precisamos, em plena consciência, reagir à vida com a experiência adquirida no decorrer ilusório do tempo e com os olhos e disposição da criança para aprender. Reagir aos modelitos fabricados pela mídia e pela sociedade de consumo que nos suga as energias, através de nossos 5 sentidos e mais... Mais receptivos, entusiastas; capazes, sempre, de nos maravilharmos com a eterna caixinha de surpresas de cada dia; imbuídos da ideologia do adolescente, pronto para lutar pelo que se julga justo, para se apaixonar pela vida...ratificando assim também, diga-se de passagem, o mito do amor eterno.

E aí lembrei-me de uma história que conheço e que bem poderia ser citada aqui como fim de conversa. Ela fala bem dessas situações “fora” dos moldes pré-estabelecidos:
...Ela não compreendia a razão do que lhe acontecia: amou alguém perdidamente na primeira fase da juventude. Mas alguma coisa não deu certo, e se afastaram. Trinta anos depois, por um desses acasos, aconteceu um fenômeno: reencontrou aquele homem de tantos anos antes, em condições em comum que, estranhamente, facilitavam uma reaproximação. Reaproximaram-se. O mesmo sentimento intenso redespertou. Ela, um tanto atônita, questionava a razão: após tanto tempo, como aquilo era possível?
E eu nessa ótica respondo: É porque, de arremate, este amor eterno existe! Aliás, é o único que de fato existe e merece ser chamado como tal! O resto é engodo ... engano. Este é o amor inserido no compasso da eternidade: o que se RENOVA em si! Existe na ETERNA IDADE...
É o que existe na oitava mais depurada do âmago dos nossos espíritos. E que não se prende a superficialidades, mas se qualifica no cerne e não na carne - naquilo que reside na essência real daqueles seres que, mesmo distanciados durante algum tempo, vivenciam entre si a verdadeira sintonia vibratória espiritual!

E se os envolvidos não se prendem a ranços de um passado morto para as exigências e prioridades do presente, ambos reaparecem um frente ao outro renovados, redivivos - para a outra chance de felicidade mútua que a Vida pródiga está lhes oferecendo...
Viram como tudo é passível de RENOVAÇÃO, mesmo quando achamos que não existe mais tempo prá tanto????