quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Contrato entre Pais e Filhos
Antes de uma alma encarnar na Terra ela seleciona um local e a família que preencherá as suas necessidades espirituais de crescimento e evolução. Vocês podem estar certos que as vossas crianças os selecionaram por uma razão que as conduzirá ao crescimento delas assim como também ao vosso, pois estes contratos de alma são sempre de natureza mútua. Os pais se responsabilizam por criar a alma que chega a seu corpo jovem assim como protegê-la e dar-lhe tudo o que necessita para sobreviver no plano material. Os pais também se responsabilizam por ajudar no desenvolvimento de quaisquer habilidades e talentos que possam fazer parte da missão espiritual da criança neste planeta. A criança, por sua vez, responsabiliza-se em ajudar os pais a elevarem a sua consciência através da convivência com uma alma de vibração superior e de mais profunda sabedoria. Este é o caminho natural da evolução, onde a alma da criança está sempre numa espiral superior de evolução e podendo, portanto, auxiliar os pais a também evoluírem. Mas os pais necessitam estar conscientes desta dádiva. Tantos pais adormecidos vêem suas crianças como seres vulneráveis, que necessitam ser controladas e moldadas, que são incapazes de ver a sabedoria e a dádiva que vem com cada criança. Na futura Nova Terra, cada criança que nascer será reconhecida por sua sabedoria como alma. E os pais estarão conscientes de seu contrato com a criança, e buscarão cumpri-lo juntamente com suas obrigações materiais para o bem estar físico da criança.
Criança Índigo:
Os pais que aceitam apoiar e criar uma criança da vibração Índigo concordaram em ser os zeladores de uma alma que traz uma nova forma de energia para o Planeta. Crianças Índigo são almas pioneiras e seus pais acordaram em juntarem-se a eles para serem os pioneiros de novas formas de vida familiar e comunitária. A missão da alma da criança é questionar e desafiar velhas formas e criar o caminho para a manifestação de novas formas. Uma criança Índigo é também sensível, amorosa, talentosa e intuitiva. Os pais responsabilizam-se em encontrar formas de estimular esta sensível e bela energia e ajudar no desenvolvimento dos dons e talentos da criança até ao ponto que puderem. A criança, por sua vez, se compromete a ser a instrutora de novos caminhos. Mas para fazer isto precisa desafiar e questionar os velhos caminhos. A criança Índigo faz isto de duas maneiras. Primeiramente, ele ou ela questiona ou desafia todos os sistemas de crenças e “regras” que vocês ou qualquer outra pessoa tente impor a elas. Desta forma elas lhes mostrarão o que funciona para elas e o que não, e dependerá de vocês, como pais, ouvirem e aprenderem,e não tentarem impor a vossa vontade a elas. O segundo método de ensinamento é a criança prover um “espelho” para os pais. A criança aceita os padrões disfuncionais que os pais estão a fazer prevalecer nas suas vidas. Estes padrões têm geralmente a ver com a baixa auto-estima e a não aceitação do eu. É por isto que tantos Índigos entram em padrões auto-destrutivos de abuso de drogas e promiscuidade sexual. Eles estão refletindo de volta à suas famílias e comunidades os padrões auto-destrutivos que eles aprenderam. É também por isto que muitos pais de Indigos lutam com os padrões de comportamento aparentemente destrutivos dos adolescentes Índigos. Os pais precisam compreender que necessitam examinar os seus próprios padrões destrutivos e começar a vivenciar padrões mais amorosos e revigorantes que auxiliem a si e à suas crianças. Quantos pais preenchem suas mentes e corpos com pensamentos e substâncias tóxicas e gastam seu tempo com trabalhos que não gostam, anulando os seus verdadeiros sentimentos? A vossa criança Índigo o alertará disto e será o vosso guia para libertá-los destas formas de ser aprendidas e herdadas. Elas vos ajudarão a despertarem para quem e o que vocês são e para o que vocês são capazes quando são verdadeiros consigo mesmos.
Crianças Cristal:
A criança da vibração Cristal traz um tipo diferente de contrato com os pais. Pode-se dizer que onde as Índigo são a equipe de demolição, as Cristal são os construtores. É por isto que Índigos e Cristais encarnam com tanta freqüência na mesma família. Isto permite que sejam removidas as velhas estruturas e as novas sejam construídas. Mas uma criança Cristal é um ser de vibração muito alta e a missão de sua alma inclui trabalhar na Rede Planetária Cristal e manter a energia para facilitar a mudança global. Assim sendo, o contrato com a criança Cristal é ainda mais desafiador para os pais que precisam compreender que esta pequena criança é também uma alma sábia e poderosa cujo trabalho se estende além dos estreitos perímetros da família. É por isto que as crianças Cristal estão frequentemente estressadas e superenergizadas. Elas estão trabalhando com as energias daqueles à sua volta, não apenas ao nível familiar, mas também ao amplo nível comunitário. O desafio é dos pais em compreenderem a natureza do trabalho do ser e alma da criança Cristal e tentarem apoiá-los de acordo. Em retorno, a criança Cristal auxiliará no crescimento espiritual dos pais. A criança Cristal é capaz de “atrair” para a vida dos pais as pessoas e eventos que os pais necessitam para seu desenvolvimento. Isto é porque a consciência da criança Cristal frequentemente se estende de forma muito ampla e pode localizar e atrair aqueles seres que poderão ser mais benéficos naquele momento para a família. Portanto, pais de crianças Cristal frequentemente se encontram numa trilha de acelerado crescimento e desenvolvimento que é a dádiva de sua criança. O crescimento espiritual irá auxiliar mais frequentemente a criar um nível superior de consciência dentro da família e também a criar novas formas de interação familiar e respeito. O ensinamento mais poderoso aqui é o da “Igualdade do ser”. A criança Cristal presenteia a família com energias poderosas, amorosas e criativas. É o “equivalente” dos pais e precisa ser tratada com exatamente o mesmo amor, respeito e honra. No futuro, as crianças serão consideradas como iguais e com “direitos” iguais na família e não apenas como dependentes. As crianças serão consultadas nos assuntos familiares que as afete e lhes serão dadas opções e escolhas. Este é o ensinamento delas e seu contrato com vocês, como pais – honra, respeito, apoio e amor, que é mutuo e mutuamente benéfico.
Lembra-te de Deus para que saibas agradecer
os talentos da vida.
Se fatigado, pensa Nele, o Eterno Pai que jamais
desfalece na Criação.
Se triste, eleva-Lhe os sentimentos, meditando na alegria solar
com que toda manhã, Sua Infinita Bondade dissolve das trevas.
Se doente, centraliza-te no perfeito equilíbrio com que sua
compaixão reajusta os quadros da Natureza, ainda mesmo quando a tempestade haja destruído todos os recursos que os milênios acumularam.
Se incompreendido, volta-te para Ele, o Eterno Doador de todas
as bênçãos, quantas vezes escarnecido por nossas próprias
fraquezas, sem que se Lhe desanime a paciência incomensurável,
quanto aos arrastamentos de nossas imperfeições animalizantes.
Se humilhado, entrega-Lhe as dores da sensibilidade ferida ou
do brio menosprezado, refletindo no celeste anonimato em que se Lhe esconde a inconcebível grandeza, para que nos creiamos autores do bem que a Ele pertence, em todas as circunstâncias.
Se sozinho, busca-Lhe a companhia sublime na pessoa daqueles
que te seguem na retaguarda, cambaleantes de sofrimento, mais
solitários que tu mesmo, na provação e na miséria que lhes vergastam as horas e lhes crucificam as esperanças.
Se aflito, confia-Lhe as ansiedades, compreendendo que Nele,
o Imperecível Amor, todas as tormentas se apaziguam.
Seja qual for a dificuldade, recorda o Todo-misericordioso que
não nos esquece.
E, abraçando o próprio dever como sendo expressão de Sua
Divina Vontade para os teus passos de cada dia, encontrarás na
oração a força verdadeira de tua fé, a erguer-te das obscuridades e problemas da Terra para a rota de luz que te aponta as sendas do céu.
EMMANUELl
O PODER DA ORAÇÃO - HO'OPONOPONO Oração ao Criador
HO'OPONOPONO
Oração ao Criador
Divino Criador Pai, Mãe, Filho, todos em Um,
Se eu, minha família, meus parentes e antepassados
Ofendemos tua família, parentes e antepassados
Em pensamentos, palavras, fatos ou ações
Desde o inicio de nossa criação até o presente;
Nós pedimos teu perdão
Deixe que isto se limpe, purifique, libere
E corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas
Transmuta essas energias indesejáveis em pura luz. E assim é.
Para limpar meu subconsciente
De toda a carga emocional armazenado nele,
Digo uma e outra vez durante meu dia
As palavras chaves do Hooponopono
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Me declaro em paz com todas as pessoas da Terra
E com quem tenho dívidas pendentes
Por esse instante em seu tempo
Por tudo o que não me agrada de minha presente vida
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Eu libero todos aqueles de quem acredito
Estar recebendo danos e mal tratos
Porque simplesmente me devolvem
O que eu os fiz antes
Em alguma vida passada
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Ainda que me seja difícil perdoar alguém
Eu sou quem pede perdão a esse alguém agora
Por esse instante em todo tempo
Por tudo o que não me agrada de minha vida presente
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Por este espaço sagrado que habito dia a dia
E com o qual não me sinto confortável com isto
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Pelas difíceis relações das quais guardo somente lembranças ruins
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Por tudo o que não me agrada na minha vida presente
De minha vida passada, de meu trabalho
Ou o que está ao meu redor
Divindade, limpa em mim o que está contribuindo com minha escassez
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Se meu corpo físico experimenta
Ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor...
Pronuncio e penso: minhas memórias, eu te amo
Estou agradecida pela oportunidade de libertá-los a voces e a mim
Eu sinto muito, me perdoa, obrigado, eu te amo.
Neste momento afirmo que ...eu te amo.
Penso em minha saúde emocional
E na de todos os meus seres amados...te amo
Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo
Reconheço as memórias aqui.....sinto muito, te amo.
Minha contribuição para a cura da Terra
Amada Mãe Terra, que és quem Eu sou
Se eu, minha família, meus parentes e antepassados
Te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações
Desde o inicio de nossa Criação até o presente
Eu peço teu perdão
Deixa que isto se limpe, purifique, libere e corte todas
as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas.
Transmuta estas energias indesejáveis em pura luz. E assim é.
Para concluir, faço de teu conhecimento
Que este áudio é minha contribuição
À tua saúde emocional
Que é a mesma minha
Então esteja bem.
E na medida que tu vais te curando, eu te digo que
Eu sinto muito pelas memórias de dor que comparto contigo.
Te peço perdão por unir meu caminho a ti para curar
Te dou as graças porque estás aqui por mim
E eu te amo por ser quem és.
Postado por Jose Carlos Medeiros de Araujo
A dor que dói mais
sábado, setembro 10, 2005
By Vanessa Lampert
Nem Verissimo, nem Jabor, muito menos Miguel Falabella. A autora do texto abaixo é a escritora gaúcha Martha Medeiros. Foi publicada originalmente no dia 20 de Julho de 1998 na coluna que ela mantinha no site “Almas Gêmeas”. Posteriormente algum espírito de porco acrescentou alguns itens ao final do texto e creditou-o ao Falabella. Daí a virar Verissimo e Jabor foi um passo. Aliás, é só um texto dar uma voltinha pela net que já vira Verissimo e Jabor quase que automaticamente. Incrível. Como quase todos os textos surrupiados, este também foi mutilado e distorcido, tendo mais de uma versão em circulação (o que me leva a crer que nem tudo acontece tão “sem querer” quanto a gente prefere acreditar). Abaixo a original, assinada pela autora no Almas Gêmeas.
A DOR QUE DÓI MAIS
Martha Medeiros
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A LEI DA AFINIDADE
TODOS AQUELES QUE ESTUDARAM AS RELAÇÕES ENTRE O SER HUMANO E O COSMOS DESCOBRIRAM QUE EXISTE ENTRE ELES UMA CORRESPONDÊNCIA ABSOLUTA.
CADA VIBRAÇÃO TENDE A ENCONTRAR UMA OUTRA VIBRAÇÃO SEMELHANTE PARA SE FUNDIR COM ELA; TODAS AS CRIATURAS, ATRAVÉS DAS SUAS VIBRAÇÕES E DOS SEUS COMPRIMENTOS DE ONDA, ENTRAM EM RELAÇÃO COM OUTROS SERES, OUTRAS ENTIDADES E OUTRAS FORÇAS DO UNIVERSO QUE POSSUEM OS MESMOS COMPRIMENTOS DE ONDA, AS MESMAS VIBRAÇÕES.
PORTANTO, ATRAVÉS DOS SEUS PENSAMENTOS, DOS SEUS SENTIMENTOS E DOS SEUS ATOS, O HOMEM ENTRA EM AFINIDADE COM REGIÕES, COM CRIATURAS VISÍVEIS OU INVISÍVEIS QUE POSSUEM OS MESMOS COMPRIMENTOS DE ONDA, E ATRAI-AS.
MAS OS HUMANOS, COMO IGNORAM ESTAS VERDADES, FAZEM SEJA O QUE FOR E DEPOIS ADMIRAM-SE QUANDO SE VEEM EM SITUAÇÕES TERRÍVEIS.
IMAGINAI QUE TEMOS SOBRE UMA MESA VÁRIOS DIAPASÕES DOS QUAIS APENAS DOIS TÊM IGUAL COMPRIMENTO. SE FIZERMOS VIBRAR CADA UM DOS DIAPASÕES, ELES DARÃO UM SOM DIFERENTE, MAS QUANDO FIZERMOS VIBRAR UM DOS DOIS QUE POSSUEM O MESMO COMPRIMENTO, O SEGUNDO, SEM SE LHE TOCAR, RESPONDERÁ À VIBRAÇÃO DO PRIMEIRO EMITINDO EXATAMENTE O MESMO SOM.
TODOS VÓS CONHECEIS ESTE FENÔMENO, NÃO CONHECEIS É A IMPORTÂNCIA DESTA LEI, POIS, NA REALIDADE, PASSA-SE EXATAMENTE A MESMA COISA ENTRE O SER HUMANO E TUDO O QUE EXISTE NO UNIVERSO.
SE VOS ESFORÇARDES POR TER APENAS PENSAMENTOS LUMINOSOS, DESINTERESSADOS, E SENTIMENTOS PUROS, GENEROSOS, ATRAIREIS DO ESPAÇO AS ENTIDADES, OS ELEMENTOS QUE ESTÃO EM AFINIDADE COM OS VOSSOS PENSAMENTOS E SENTIMENTOS, E DESTE MODO SEREIS CADA VEZ MAIS AUXILIADOS, MAIS APOIADOS.
A LUZ DA CIÊNCIA INICIÁTICA DÁ-NOS TODOS OS PODERES PARA CRIAR O FUTURO QUE DESEJAMOS. E SE SOUBERMOS ALIMENTAR EM NÓS CERTOS ESTADOS INTERIORES ELEVADOS, NADA MAIS PODERÁ IMPEDIR-NOS DE NOS JUNTARMOS AOS SERES BELOS, LUMINOSOS E NOBRES QUE DESEJAMOS ENCONTRAR.
QUANTAS VEZES VOS SENTIS DESORIENTADOS, INFELIZES!
NÃO SABEIS O QUE FAZER PARA SAIR DESSE ESTADO E FICAIS A ATORMENTAR-VOS. POR QUE NÃO TENTAIS IR PARA JUNTO DE SERES QUE PODEM AJUDAR-VOS? ESSES SERES EXISTEM POR TODA A PARTE, PERTO DE VÓS, E SE NADA FAZEM PARA VOS AJUDAR É PORQUE VÓS NÃO SABEIS COMO CHAMÁ-LOS.
PARA OS FAZER OUVIR A VOSSA VOZ É NECESSÁRIO, PELO MENOS, TENTAR TER UM BOM PENSAMENTO, UM BOM SENTIMENTO, REALIZAR UM ATO DESINTERESSADO; ENTÃO, ESSES SERES, SENTINDO QUE VÓS VIBRAIS NO MESMO DIAPASÃO QUE ELES, SERÃO OBRIGADOS A APROXIMAR-SE DE VÓS PARA VIR EM VOSSO AUXÍLIO.
SÃO OS VOSSOS PENSAMENTOS, OS VOSSOS SENTIMENTOS E OS VOSSOS ATOS QUE DETERMINAM ABSOLUTAMENTE A NATUREZA DOS ELEMENTOS, DAS FORÇAS E DOS SERES QUE SERÃO DESPERTOS ALGURES NO ESPAÇO E QUE, MAIS TARDE OU MAIS CEDO, VIRÃO ATÉ VÓS.Exatamente por isso também, que pessoas que mexem com magia negra, tem para elas mesmas os resultados deletérios que desejam aos outros!
ESTA LEI DA AFINIDADE É UMA DAS MAIORES LEIS MÁGICAS E É ELA QUE DEVE DIRIGIR TODA A VOSSA VIDA. TODOS OS DIAS, QUANDO SENTIRDES QUE CERTOS PENSAMENTOS OU CERTOS SENTIMENTOS VOS ATRAVESSAM, DIZEI PARA CONVOSCO: “BEM, ESTE PENSAMENTO OU ESTE SENTIMENTO, ESTÁ OBRIGATORIAMENTE EM AFINIDADE COM ELEMENTOS, COM REGIÕES DO ESPAÇO DE UMA DETERMINADA NATUREZA. SE ENTRAR EM RELAÇÃO COM ELES, ATRAIREI ALGO DE BOM OU ALGO DE MAL?”. SE VIRDES QUE É BOM, AVANÇAI; SE NÃO, CUIDADO!
JÁ VOS DISSE MUITAS VEZES QUE NÓS SOMOS COMO PEIXES NO OCEANO CÓSMICO. OS PEIXES VIVEM NO MAR, NOS OCEANOS, E CADA UM ATRAI A SI OS ELEMENTOS QUE CORRESPONDEM À SUA NATUREZA DE MODO A FORMAR O SEU CORPO: TAL TAMANHO, TAL CABEÇA - LARGA OU ALONGADA -, TAL CAUDA, TAIS ESCAMAS - BRILHANTES E COLORIDAS OU ENTÃO OPACAS E CINZENTAS.
O MESMO SE PASSA CONOSCO: SOMOS PEIXES MERGULHADOS NO OCEANO DA VIDA E TORNAMO-NOS DE UM MODO OU DE OUTRO, CONFORME OS ELEMENTOS QUE ATRAÍMOS PARA FORMAR OS NOSSOS DIFERENTES CORPOS: FÍSICO, ASTRAL, MENTAL, ETC.
ENCONTRAIS, POR EXEMPLO, UM SER DEFICIENTE EM TODOS OS DOMÍNIOS: ISSO PROVÉM DAS SUAS ENCARNAÇÕES ANTERIORES NAS QUAIS, DEVIDO À SUA IGNORÂNCIA OU À SUA MÁ VONTADE, ELE ATRAIU ENTIDADES E CORRENTES NEGATIVAS QUE AGORA O ATORMENTAM E O MANTÉM PRISIONEIRO.
OUTROS, PELO CONTRÁRIO, ATRAÍRAM NAS SUAS ENCARNAÇÕES PRECEDENTES TODOS OS ELEMENTOS QUE AGORA FAZEM DELES SERES INTELIGENTES, CAPAZES, BELOS, QUE TODOS AMAM E ADMIRAM.
COMO VEDES, É IMPORTANTE CONHECERDES ESTA LEI DA AFINIDADE E PORDES-VOS IMEDIATAMENTE A TRABALHAR PARA ATRAIR PARTÍCULAS TÃO LUMINOSAS, QUE TUDO EM VÓS COMEÇARÁ A MELHORAR.
OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV
Enviado via iPad
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Ser transparente -Vania Vieira
Bsb,2013.
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso. É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que sente. Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar.
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas, infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo do nosso ser.
Preferimos perder-nos numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente entregar-nos e admitir que não sabemos, que temos medo! Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim, manter uma imagem que nos dê a sensação de protecção.
E, assim, vamos afogando-nos mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos. Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está a nossa brandura, o nosso amor mais intenso e não contaminado.
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro faz-nos perceber que já não sabemos dar -nem pedir- o que de mais precioso temos a compartilhar: doçura, compaixão, a compreensão de que todos nós sofremos, sentimo-nos sós, imensamente tristes e choramos (baixinho) antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos, daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos a coragem de mostrar àqueles que mais amamos!
Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor vingar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: está a deixar-me triste, Pode parar, por favor?
Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor. Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível.
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto que consigamos docemente viver, sentir, amar. E que seja não só razão mas também coração, não só um escudo, mas também sentimento.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Palácio Flutuante do Graal-Vânia Vieira.Sintra, 2010.
Quando se chega a Sintra assaltam-nos memórias do passado. Jardins, palácios, o perfil da serra a abraçar o Castelo dos Mouros, o Palácio da Pena, majestoso, flutuando no Monte da Lua. É, ainda, Monserrate (o sonho e a obra de Byron e Cook), rendilhado, orientalista, exótico, colorido, circundado por jardins que só por um caprichoso lapso dos deuses ainda não foi descoberto por pesquisadores do passado e, por isso, não desmaiaram já de emoção ao sentirem-se dentro do Éden Terreno. São as chaminés ímpares do Palácio da Vila, visitado por largos milhares de turistas que vindos de todos os cantos do Mundo, durante o ano, se rendem totalmente à beleza desta paisagem que se espraia até ao Atlântico. É tanto azul, tanto verde, que embriaga nossos sentidos.
Quando o comboio bamboleia na curva da Portela e lá em cima, no cume da Serra, surge o perfil do antigo mosteiro dos monges de S. Jerónimo, Nossa Senhora da Pena, fundado por D.Manuel (quase destruído no terramoto de 1755), não imagina que lá de cima, um dia, o Rei espreitou a frota de Vasco da Gama, no seu regresso da India. Mais tarde seria D.Fernando II que, ao adquirir em hasta pública as ruínas do mosteiro, o mandou restaurar a um engenheiro militar, o alemão Eschwege, em 1839, construindo um castelo que ainda hoje mostra as magníficas linhas arquitetônicas das construções árabes, o estilo mudéjar de Espanha e o romantismo alemão.
Enquanto o comboio continua a serpentear pela linha e o fim dela se aproxima, instala-se no passageiro uma espécie de ansiedade. Ele sabe que está a entrar num reino especial ao qual em 1848, o conde Raczynski, famoso critico de arte, dizia: os arqueólogos do ano 2245 quebrarão a cabeça quando quiserem fixar a época das diferentes construções da Pena. Talvez seja por isso mesmo, por essa miscelânea de concepções que o Palácio Flutuante do Graal, continua a deslumbrar. E, curioso, com o passar dos anos consegue ir a espaços secretos (por certo) arrebatar uma vitalidade que o torna cada vez mais esplendoroso. Subir a rampa de acesso e olhá-lo cá de baixo, cuidado, a emoção é muita. É mágico. Quando chega ao pátio e se aproxima do belíssimo muro debruçado para o Infinito, não dá para descrever. É estonteante.
A paisagem matizada emociona, virada para qualquer que seja o lado. É encanto puro a salpicá-la naquele espaço, diz-se com espólio dos Templários, imortalizado por pintores, reis, escritores, artistas. Sintra é um império de sonhos. Seja qual for o capricho dos seus dias. Há nevoeiros intensos, brumas enigmáticas, brisas acariciadoras. Há miragens quando Sintra se envolve em neblinas e ostenta altiva e sensual mantos que flutuam ao sabor da imaginação porque, em Sintra, a realidade é invenção! O diferente, são os cânticos que ecoam pelos palácios, pelas ladeiras que lembram São Luís, pelos recantos da memória e reanimam vidas que se projetam noutras dimensões do espaço e descem, mansamente, as escadas do tempo e chegam aos locais de saudade. Em Sintra há sopros de ventos, embalando a sabedoria dos deuses: silenciosos, sublimes e supremos. As vibrações são poderosas porque Sintra é um Império de sonhos unido-se ao respirar dos céus.
sábado, 18 de janeiro de 2014
A vida não é fácil, nem sempre é justa e, raramente, é pacífica: em sentimentos, em esperanças, em certezas, em metas, em ambições. Viver tem o seu custo e a fatura frequentemente é alta. Demasiado alta, mas, é vida! Tem o borbulhar oxigenado da respiração que nos alimenta, que nos invade e nos glorifica. Por vezes a vida assemelha-se a uma longa pista de obstáculos que têm de ser ultrapassados (de preferência vencidos) com roupa de gala e sapatos de pelica, não há tempo para o conforto e a informalidade, mesmo que a transpiração seja excessiva, o coração assuma o ritmo de tambor e a respiração seja luxo de audazes.
Portanto, a vida é pródiga em tirar-nos o sono e em provocar voltas e reviravoltas na nossa existência. E, por vezes, a sufocação é tão intensa que para respirar bem há que fazer a travessia no deserto. Há que alargar o espaço que nos envolve e procurar distâncias para pensar, para respirar, para readquirir a boa forma ameaçada. Pode ser nas areias abrasadoras ou nos oásis refrescantes. Pode ser onde quisermos, se quisermos querer.
Por lá andamos a encher-nos de luz, aquela que nos abre o espírito e amacia o coração, que nos devolve o sorriso e a confiança guardado no bolso direito de um casaco muitas vezes esquecido. Por lá enterramos nas areias frescas de um oásis verdejante as humilhações silenciosas ou públicas que engolimos como sapos em noites de Verão.
Enterramos enganos e desenganos, enterramos raivas e decepções, enterramos mentiras, mistificações, enjoos, heroicidades e desmotivações. E, enterramos, principalmente, traições, incompreensões, batalhas perdidas e visões renegadas. No deserto ou na cosmopolitidade de uma qualquer cidade turbilhante, reergemo-nos, lenta e sofridamente, dia após dia até, ao dia decisivo de voltar às pistas longas, de obstáculos caprichosos, armadilhados. Mas aí, nesse regresso, volta-se qual Adónis feito homem, não pela beleza mas pelo conjunto de visões lúcidas que é necessário partilhar. E quando o desejo rasga as improbalidades ressurge-se com a boa forma que causa admiração e perplexidade. Aí, acaba-se por marcar o primeiro ponto positivo num jogo que não se programou jogar...Vania Vieira , 2013.
"O rio atinge seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos".
(Lao-Tse)
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Chegou o momento de agir
Declaração Budista sobre alterações Climáticas-
Vivemos hoje numa época de grave crise, confrontados com os desafios mais sérios que a humanidade alguma vez experimentou: consequências ecológicas do nosso karma colectivo. A constatação unânime dos cientistas é esmagadora: as atividades humanas estão em vias de provocar um desastre ecológico à escala planetária. O aquecimento global, em particular, está a acelerar-se a um ritmo mais rápido do que se previa, sendo hoje patente no Pólo Norte. Durante centenas de milhares de anos, o Oceano Ártico esteve coberto por uma camada de gelo tão vasta como a Austrália que se encontra atualmente em rápido desaparecimento. Em 2007, o Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução Climática (GIEC) previu que, por volta de 2100, o derretimento estival dos gelos seria total, mas é hoje evidente que corremos o risco de isso vir a suceder dentro de uma ou duas décadas. A vasta extensão de gelo da Gronelândia está também a derreter mais rapidamente do que se previra. O nível do mar vai aumentar pelo menos um metro ao longo deste século, o que provocará a inundação de inúmeras zonas costeiras, assim como de importantes áreas cultivadas de rizicultura de vital importância como o Delta do Mekong, no Vietnã. Por todo o mundo, os glaciares diminuem velozmente. Se as políticas econômicas atuais não mudarem, os glaciares do planalto tibetano, que alimentam os grandes rios que fornecem água a milhões de pessoas na Ásia, desaparecerão nos próximos trinta anos.
A Austrália e o Norte da China sofrem neste momento graves períodos de seca e uma diminuição das colheitas. Importantes relatórios, como o do GIEC, das Nações Unidas, da União Europeia e da União Internacional para a Conservação da Natureza, concordam em afirmar que, sem uma mudança de orientação colectiva, a diminuição das reservas de água e dos recursos alimentares, poderá provocar, entre outras consequências, situações de fome, conflitos motivados pela disputa dos recursos, assim como migrações maciças até meados do século – porventura, mesmo, até 2030, segundo o primeiro conselheiro científico do governo britânico.O aquecimento global desempenha um papel essencial em outras crises ecológicas, como o desaparecimento de numerosas espécies vegetais e animais que partilham a Terra connosco. Os oceanógrafos assinalam que metade das emissões de carbono devidas à utilização de combustíveis fósseis já terá sido absorvida pelos oceanos, o que aumentou a sua taxa de atividade em cerca de 30%. Esta acidificação perturba a calcificação das conchas e dos recifes de coral, ameaçando o desenvolvimento do plâncton, base da cadeia alimentar da maioria das espécies que povoam os oceanos.Os relatórios das Nações Unidas concordam com as tomadas de posição de eminentes biólogos que afirmam que a continuação da atual política de cegueira voluntária levará à extinção de cerca de metade das espécies terrestres atualmente existentes. Estamos a transgredir, colectivamente, o primeiro dos preceitos: “Não prejudicar os seres vivos”, e estamos a fazê-lo na maior escala possível. Somos incapazes de antecipar o impacto biológico sobre a vida humana que será provocado pelo desaparecimento desta infinidade de espécies que, imperceptivelmente, também contribuem para o nosso próprio bem-estar.
Muitos cientistas chegaram já à conclusão de que está hoje em causa a sobrevivência da própria civilização humana. Atingimos um momento crucial da nossa evolução biológica e social. Nunca na história a necessidade do contributo do budismo para o bem de todos os seres se impôs com tamanha urgência. Por intermédio das quatro nobres verdades dispomos de um quadro que permite traçar um diagnóstico sobre a nossa situação atual e, assim, definir as grandes linhas de uma solução: as ameaças e catástrofes que nos assombram provêm em última instância do espírito humano, pelo que exigem uma fundamental mutação do nosso espírito. Se o sofrimento individual nasce da sede e da ignorância (dos três venenos: a avidez, o ódio e a ilusão), o mesmo sucede quanto ao sofrimento que experimentamos à escala colectiva. A urgência ecológica atual confronta-nos com o eterno sofrimento humano, de uma forma desmultiplicada. Nós sofremos como indivíduos mas também como gênero, de um si que se vê como separado não só dos outros mas também da própria Terra. Como diz Thich Nhat Hanh: “Nós estamos aqui para despertar da ilusão da nossa separação”. Devemos acordar e compreender que a Terra é tanto nossa mãe como nossa casa. Desde logo, o cordão umbilical que a ela nos liga não pode ser cortado. Se a terra adoece, nós também adoecemos porque somos parte integrante dela. As nossas atuais relações econômicas e tecnológicas com a biosfera não são viáveis. A fim de sobreviver às duras transformações que se avizinham, os nossos modos de vida e as nossas expectativas devem mudar. Isto supõe não só novos comportamentos, mas também novos valores. O ensinamento budista segundo o qual a saúde global das pessoas e da sociedade depende do bem-estar interior, e não apenas de indicadores econômicos, permite-nos definir as transformações pessoais e sociais que devemos empreender.
No plano individual, devemos adotar comportamentos que manifestem a nossa consciência ecológica no quotidiano, reduzindo assim a nossa pegada de carbono. Para aqueles que vivem em economias desenvolvidas, isto implica modernizar e isolar as casas e os lugares de trabalho para obter um melhor rendimento energético; reduzir o aquecimento no Inverno e o ar condicionado no Verão; utilizar lâmpadas e electrodomésticos de baixo consumo; desligar os aparelhos eléctricos que não estão em uso; conduzir viaturas que consumam o menos possível; diminuir o consumo de carne, favorecendo uma alimentação vegetariana, mais saudável e mais respeitadora do ambiente.
Estas iniciativas individuais, todavia, por si sós, não são suficientes para evitar futuras catástrofes. Devemos igualmente empreender transformações institucionais, no plano tecnológico e no plano econômico. Logo que possível, devemos “descarbonizar” as nossas produções energéticas, substituindo as energias fosseis por fontes de energia renováveis que são ilimitadas, inofensivas e que estão em harmonia com a natureza. Devemos particularmente parar com a construção de novas centrais a carvão, uma vez que esta é, de longe, a fonte mais poluente e mais perigosa de emissões de carbono na atmosfera. Inteligentemente exploradas, as energias eólica, solar, das marés e geotérmica poderiam fornecer toda a eletricidade de que necessitamos sem prejudicar a biosfera. Cerca de um quarto das emissões de carbono mundiais são devidas à desflorestação, pelo que deveremos inverter o processo de destruição das florestas, em particular a faixa das florestas tropicais onde vive a maior parte das espécies animais e vegetais.
Torna-se hoje evidente que é igualmente necessário proceder a alterações significativas na organização do nosso sistema econômico. O aquecimento global encontra-se estreitamente ligado às monstruosas quantidades de energia que as nossas indústrias devoram a fim de dar resposta aos níveis de consumo que correspondem às expectativas de tantos de entre nós. De um ponto de vista budista, uma economia sã e duradoura deve reger-se pelo princípio da suficiência: a chave da felicidade encontra-se na satisfação e não numa multiplicação crescente de bens e produtos. O comportamento compulsivo que leva a um consumo crescente é expressão de sede, aquela disposição que o Buda identificou como sendo a principal causa do sofrimento.
No lugar de uma economia submetida à lei do lucro que requer um crescimento ilimitado para não falhar, devíamos fazer evoluir o mundo em direção a uma economia que promovesse um nível de vida satisfatório para todos, permitindo-nos assim desenvolver as nossas plenas potencialidades (incluindo as espirituais) em harmonia com a biosfera, que sustenta e nutre todos os seres, onde se incluem também as gerações futuras. Se os dirigentes políticos não são capazes de reconhecer a urgência desta crise mundial ou se ele não estão dispostos a considerar o bem estar a longo prazo da humanidade acima dos benefícios de curto prazo das companhias que exploram os combustíveis fosseis, talvez seja necessário que os contestemos mediante o desencadear de campanhas persistentes de ação cívica.
Diversos climatologistas, como o Dr. James Hansen, da NASA, definiram recentemente objetivos precisos a fim de evitar que o aquecimento global atinja um limiar crítico catastrófico. Para que a civilização humana seja viável, a taxa aceitável de dióxido de carbono na atmosfera deve ser inferior a 350 ppm (partes por milhão). O cumprimento deste objectivo é recomendado e apoiado pelo Dalai Lama, assim como por outras personalidades agraciadas com o Prêmio Nobel e por prestigiados cientistas. Na situação atual encontramo-nos nos 387 ppm, nível que aumenta ao valor de 2 ppm por ano. É assim necessário não só reduzir as emissões de carbono mas também eliminar a excessiva quantidade de dióxido de carbono já presente na atmosfera.
Enquanto signatários desta declaração de princípios budista, nós reconhecemos o desafio urgente que o aquecimento global coloca. Juntamo-nos ao Dalai Lama para apoiar o objectivo dos 350 ppm. De acordo com os ensinamentos budistas, e conscientes da nossa responsabilidade individual e colectiva, comprometemo-nos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para atingir esse objetivo, nomeadamente (mas não só) através das ações individuais e sociais aqui sucintamente indicadas.
Dispomos apenas de um curto espaço de tempo para agir, para preservar a humanidade de uma catástrofe iminente e para assegurar a sobrevivência das diversas e belas formas de vida terrestres. As futuras gerações e as outras espécies que partilham a nossa biosfera, não têm voz para nos pedir que demonstremos a nossa compaixão, sabedoria e poder de cisão. Devemos escutar o seu silêncio. E devemos também ser a sua voz e agir em seu nome.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Sob o peso dos amores que ficam...ou que se foram!!! Vânia Vieira.
A gente nunca sabe como será o grande encontro. Pode ser que chova fininho e os cabelos levemente molhados desencadeiem uma troca de sorrisos embaixo de um mesmo guarda-chuva naquela esquina movimentada da cidade. Pode ser que o sol ardente queime as bochechas bem devagar, que é pra esconder o rubor do olho no olho. Talvez seja carnaval, dia santo ou um fim de semana aparentemente perdido num ano qualquer. Às vezes já se sabe no primeiro sorriso. Outras vezes a empatia demora um pouquinho pra se manifestar e só sai da toca depois dos primeiros indícios de reciprocidade. Pode ser que o metrô atrase, o carro quebre ou simplesmente você esteja 10 minutos adiantado para tudo que decidiu fazer naquele dia. Quem sabe seja pra sempre, ou talvez, só talvez, dure o infinito de um breve segundo. Era ele. Era ela. Eram ambos. A verdade é que a gente nunca sabe o instante em que vai cruzar o caminho daquele (a) que vai marcar a nossa vida pra sempre. A pessoa que vai prevalecer na alma, mais do que na presença concreta. A referência emocional mais sólida ao longo de toda a nossa travessia. Sim, este é mais um texto sobre o maior clichê da humanidade: o amor. E se você não gosta de estar no lugar-comum, aconselho a deixar esta leitura de lado por aqui.
É que na vida a gente se apaixona milhares de vezes, revira os olhos outras tantas, perde o fôlego, o ar, o par em diversas ocasiões. Mas amor, amor mesmo, aquele de fazer doer o fundo do peito, esse não passa todo dia na janela de casa. Acho até que ele faz uma dança pelo salão, te tira para dançar e, se a melodia acaba junto com o compasso, ele sai pela portinha que entrou, deixando um vazio que só o tempo é capaz de preencher. Não estou falando de paixonites ou pequenos embaraços, mas sim daquela pessoa que vai modificar todo o seu conceito de amor e relacionamentos. O protagonista das lágrimas abafadas no travesseiro durante a noite que fazem a gente esmorecer feito o bicho mais acuado. A peça principal de um quebra-cabeça que muitas vezes perdeu diversos encaixes ao longo do caminho, restando apenas uma moldura abstrata de um quadro que tinha de tudo para ser perfeito. Gente que simplesmente fica. Fica na alma, na calma, na paz e no desassossego. Gente que se faz presente mesmo na mais absoluta ausência.
Ninguém passa pelas nossas vidas à toa. Algum objetivo maior o universo tem com essa bifurcação de caminhos. Não acredito em acaso. Acredito em troca, parceria, cumplicidade, merecimento. Sentimentos que criam vínculos, fundamentam histórias. Muitas vezes a lição é contínua e perdura por anos, em outras, a caminhada a dois chega ao fim muito antes do previsto, e o adeus deixa de ser despedida para se tornar recomeço. Recomeço de um amor que finda seu ciclo conjunto para se tornar morada de uma saudade. Essa pra mim é a real definição de amor dentre tantas que já foram feitas ao longo dos séculos. Amor é o que fica daquilo que não ficou. O que é verdadeiro dificilmente se vai – pelo contrário, vai relembrar sua permanência de forma nada discreta naquela manhã de segunda-feira, após uma visita até a padaria, onde aqueles olhares cheios de cumplicidade se cruzarão novamente. No melhor estilo filme mudo, em que se conhecem as falas independente da cena, tudo aquilo que estava adormecido despertará. O coração aperta, o silêncio ensurdece, mas cedo ou tarde as emoções retornam para suas respectivas “caixinhas”. Acreditem ou não, é a forma que o amor encontra de encerrar ciclos e se acomodar no coração de forma a não ser mais espinho, mas sim uma delicada flor.
A verdade inconveniente é que todo mundo tem um alguém particularmente especial que vai levar para sempre dentro do coração. Seja pela história, parceria, entrega ou até mesmo pela vírgula deixada no final de um parágrafo que merecia um ponto final. Amor mesmo, no grosso do sentimento, permanece enraizado nem que seja escondido debaixo de um monte de sentimento mal resolvido. Felizmente, a maior dádiva da vida é que ela continua. Você se depara com outros grandes encontros, pessoas, novas histórias e com outras facetas do amor que talvez você nunca chegasse a conhecer se não fosse toda a experiência transformadora que viver este sentimento proporciona.
Não existe nada sobre o amor que já não tenha sido dito, escrito, cantado, cifrado ou assinado em lágrimas. Acho até que se existisse um manual sobre isso, sobre tudo que aconteceria no decorrer e após a passagem do furacão, talvez fossem poucos os tripulantes desta embarcação sem rumo. Poucos os que conseguiriam suportar a calmaria após a doce tempestade. O segredo para continuar navegando? Aprender a conviver de forma saudável com esse pedacinho de memória que pulsa no coração da gente. Se permitir vivenciar todas as fases desse sentimento para que a transição “passado-futuro” seja bem confortável. E amar sempre e muito, porque amor correspondido é o laço de fita que enfeita o presente, desata os nós, traz o sonho de um amanhã mais doce e guarda lembranças tão gostosas que terminam sempre na ponta solta de um sorriso sincero.
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