segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Uma amiga me enviou este texto - amiga, aliás, de quem só recebo coisa boa e bonita. Quem gosta de uma boa leitura, vai se deliciar. Uma excelente crônica, atribuída a Rubem Alves. Não posso confirmar a autoria, mas que o texto é sábio não é possível negar. Vou levá-lo ao pé da letra. TAÇA INTEIRA Por Rubem Alves Você que trabalhou, batalhou, criou os filhos, envelheceu... Os filhos cresceram, saíram de casa, você se aposentou... E agora o tempo se estende vazio à sua frente, pouco importa levantar-se cedo ou tarde, não faz diferença, os dias ficaram todos iguais, não há batalhas a travar, ninguém precisa de você... Cada dia é um peso, é preciso matar o tempo, descobrir um jeito de não pensar, pois o pensamento dói, e vem uma vontade de beber, uma vontade de esquecer, uma vontade de morrer... Chegou o momento da inutilidade, e é isso que você não suporta, pois lhe ensinaram (e você acreditou) que os homens e as mulheres são como as ferramentas, que só valem enquanto forem úteis. Ensinaram- lhe que você é uma ferramenta que merece viver enquanto puder fazer. E agora que o seu fazer não faz mais diferença, você se coloca ao lado dos objetos sem uso. À espera de que a morte venha colocá-lo no devido lugar, pois nada mais há que esperar. Você está sem esperança. Mas lhe ensinaram mal, muito mal. Pois nós não somos ferramentas. Não vivemos para ser úteis. Dizem os textos sagrados que Deus trabalhou seis dias para plantar um jardim. Terminado o trabalho, já não havia nada mais para ser feito. E foi justamente então que Deus sentiu a maior alegria. Terminado o tempo do trabalho, chegara o tempo do desfrute. E o Criador se transformou em amante: entregou-se ao gozo de tudo o que fizera. Com as mãos pendidas (pois tudo o que devia ser feito já havia sido feito), seus olhos se abriram mais. Olhou para tudo e viu que era lindo. Pôs-se a passear pelo jardim, gozando as delícias do vento fresco da tarde. E, embora os poemas nada digam a respeito, imagino que o Criador tenha também se deleitado com o gosto bom dos frutos e com o perfume das flores - pois que razões teria ele para criar coisas tão boas se não sentisse nelas prazer? Se há uma lição a ser aprendida desses textos, lição que é que não somos como serrotes, enxadas, alicates, fósforos e lâmpadas que, uma vez sem o que fazer, são jogados fora. A nossa vida começa justamente com o advento da inutilidade. Pois o momento da inutilidade marca o início da vida de gozo. Nada mais preciso fazer. Travei as batalhas que tinha de travar. Nada devo a ninguém. Estou livre agora para me entregar ao deleite. Todas as escolas só nos ensinam a ser ferramentas. Será preciso que você procure mestres que ainda não foram enfeitiçados por elas. Você deve procurar as crianças. Somente elas têm o poder para quebrar o feitiço que o está matando ainda em vida. As almas dos velhos e das crianças brincam no mesmo tempo. As crianças ainda sabem aquilo que os velhos esqueceram e têm de aprender de novo: que a vida é brinquedo que para nada serve, a não ser para a alegria! Desde os seis anos tenho mania de desenhar a forma das coisas. Aos cinquenta anos publiquei uma infinidade de desenhos. Mas tudo o que produzi antes dos setenta não é digno de ser levado em conta. Aos 73 anos aprendi um pouco sobre a verdadeira estrutura da natureza dos animais, plantas, pássaros, peixes e insetos. Com certeza, quando tiver oitenta anos, terei realizado mais progressos, aos noventa penetrarei no mistério das coisas, aos cem, por certo, terei atingido uma fase maravilhosa e, quando tiver 110 anos, qualquer coisa que fizer, seja um ponto, seja uma linha, terá vida. Vamos! A vida é bela. Pare de namorar a morte! Beba a taça até o fim!
Desapegar-se é um exercício tão difícil quanto necessário em alguns momentos da nossa vida: de antigos conceitos; de objetos, roupas e coisas que já não utilizamos; de relacionamentos -- profissionais ou pessoais -- que já não nos satisfazem; de planos que já não têm mais nada a ver com a realidade atual; de idéias ultrapassadas; de sentimentos que já não encontram eco no outro. E esta é a lição que nos foi transmitida na última semana pela série de postagens "Uma história de vida e de amor", um depoimento, ao mesmo tempo, comovente, triste, romântico e maduro sobre o amor, assinado pela leitora Raquel. Quando nos escreveu pela primeira vez, em junho, ela dizia que desejava um espaço para contar sua história de "amor de almas", mas pedia um espaço que, a princípio, somente ela sabia justificável para a grandiosidade de sua experiência. Mas quando finalmente recebemos seu texto (que foi apenas corrigido para se adaptar à formatação do blog), percebemos que era uma pedra preciosa de experiência de vida. Algo reconhecido por toda a redação e pelos inúmeros comentários recebidos ao longo dos dias de publicação. Agora, nos resta assimilar. Neste sentido, há uma lenda budista que poderia nos ajudar e que conta a trajetória de um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca deve se aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto; por fim, ao voltarem para o templo, não conseguiu mais se conter e disse ao mestre: — Mestre, o senhor me ensina dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela moça nos braços e atravessou o rio com ela. — Tolo – respondeu o mestre – Eu deixei a moça na outra margem do rio. Você ainda a está carregando. Desapego não é desinteresse, indiferença ou fuga. Não devemos nos tornar indiferentes aos problemas da vida. Não devemos fugir da vida; não se pode fugir dela quando somos sinceros. Muitos dos problemas da vida são causados pelo apego. Ficamos com raiva, preocupados, tornamo-nos ávidos, fazemos queixas infundadas e temos todos os tipos de complexos. Todas estas causas de infelicidade, tensão, teimosia e tristeza são devidas ao apego. Se você tem algum problema ou preocupação, examine a si mesmo e descobrirá que a causa é o apego. A vida e seus problemas devem ser encarados e lidados de frente, mas não são coisas às quais devamos nos apegar. É verdade que o dinheiro tem sua importância, mas a pessoa que se apega a ele torna-se avarenta e escrava do dinheiro. É muito fácil nos apegarmos à nossa beleza, às nossas aptidões ou às nossas posses, e assim nos sentirmos superiores aos outros. É igualmente fácil nos apegarmos à nossa feiúra, à nossa falta de aptidões ou à nossa pobreza, e assim nos sentirmos inferiores aos outros. O apego às condições favoráveis leva à avidez e ao falso otimismo, enquanto que o apego às condições desfavoráveis leva ao ressentimento e ao pessimismo. Quando adoecemos, chegamos até mesmo a nos apegar à doença. Quando você estiver doente, aceite a doença e faça o possível para se recuperar. Aceite a doença e a transcenda… ou melhor, aceite-transcendendo. A vida é mutável; todas as coisas são mutáveis; todas as condições são mutáveis. Por isso, “deixe ir” as coisas. Para mim, a lição de Raquel é nos ensinar que a busca por se sentir feliz passa pelo caminho, algumas vezes doloroso, de abrir mão do que se ama para dividir com quem necessita -- ou, como no caso dela, por seu próprio sentimento de evolução -- e poder tocar adiante, em paz.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Quem ajuda os outros é ajudado, talvez amanhã, talvez daqui a mil anos, mas será ajudado. A natureza precisa saldar a dívida. É uma lei matemática e toda a vida é matemática. G. L. Gurdjieff A Lei da Compensação é a lei que nos ajuda a compreender a abundância e a lidar com questões financeiras. A Lei da Compensação é a Lei de Causa e Efeito aplicada às bênçãos que nos são concedidas. Enquanto a Lei de Causa e Efeito trata basicamente de acontecimentos, a Lei da Compensação trata dos ganhos materiais e espirituais que temos na vida. É na manifestação dessa lei que vemos os efeitos visíveis de nossos atos, em forma de dádivas, dinheiro, heranças, amizades e bênçãos. Muitos de nós não recebem essas bênçãos por causa das crenças conscientes e subconscientes que dirigem os acontecimentos da vida de cada um. Para atingir a mestria em relação a essa lei e receber a abundância, é preciso interromper a consciência de pobreza que vem do condicionamento desta vida e de programações de vidas passadas. É preciso abandonar as gravações dessas experiências e começar a ver o mundo como um lugar de abundância, onde há o bastante para todos. É necessário superar a programação do passado, que era alimentada por afirmações como: O dinheiro é a raiz de todos os males. Os ricos não podem ser espirituais. Ser espiritual significa renunciar ao dinheiro e às coisas da vida que nos dão prazer e conforto. Para interromper a consciência de pobreza, é preciso reprogramar a maneira de pensar, para que a mente consciente e a subconsciente não sabotem o que nos é devido. Neste caso, as afirmações são uma ajuda valiosa. Algumas pessoas são bem-sucedidas na vida porque fazem mais pelos outros e porque têm uma atitude que favorece o sucesso. Quem quer mais da vida deve dar mais e ter sempre as emoções, as palavras e os pensamentos corretos a esse respeito. A aplicação dessa lei nem sempre significa que você vai receber exatamente o que deu. Às vezes, você dá de uma forma (como dinheiro) e recebe a compensação de outra forma, como um belo presente ou um almoço pago por um amigo. Além disso, a lei é ampliada pela Lei do Retorno Décuplo. O que você dá, volta em formas que têm dez vezes o valor de sua dádiva. Há casos de acordos que modificam o uso dessa lei. Se você acha que deu mais do que recebeu, é possível que esteja pagando dívidas kármicas ou usando a lei como um plano de poupança. Neste caso, é possível que tenha feito um acordo no sentido de receber bem depois — até mesmo em outra vida. Talvez você esteja começando um plano de poupança de karma bom que vai lhe valer no futuro. Nunca perca a esperança em relação a essa lei, independentemente de como se sente. Mantenha a fé e saiba que ela é justa e verdadeira. Não confunda a aplicação desta lei com os Testes de Iniciação. Às vezes, o que nos acontece parece ser uma punição, mas na realidade não é. Trata-se de um teste para fortalecer alguma fraqueza interior. O discernimento nos ensina a diferença entre essas duas coisas. Observe: às vezes, o que parece ser o oposto de uma recompensa acaba se revelando como um incrível benefício, depois que a pessoa passa no teste e se torna melhor com a experiência. Paciência é a chave. Espere, e as dádivas serão reveladas. A Lei da Compensação é uma extensão da Lei de Causa e Efeito, na medida em que reflete as “recompensas justas” ou “punições” que as pessoas recebem pelas sementes que semearam. É uma lei precisa, com as próprias variações, que atua para dar a cada um mais do que se pode imaginar Isso ocorre quando a alma se alinha com o Eu Superior a serviço dos outros. A Lei da Compensação envolve os atos de dar e receber É a lei que garante que cada vontade seja atendida por Deus. É a manifestação da Ordem Divina em todas as coisas e a lei que concede liberdade às mentes que trabalham para dissolver a consciência de pobreza e as necessidades insaciáveis. A lei é perfeita em seu desígnio. Diz, basicamente, que para tudo o que se dá haverá um retorno. Mas há uma particularidade dessa lei que nem todo mundo conhece. Essa particularidade é a Lei do Retorno Décuplo, segundo a qual, quando uma pessoa aprende a dar de coração, o universo retribui com uma dádiva dez vezes maior Isso apóia a premissa de que “é melhor dar do que receber”. Eu transmito este conhecimento de coração, Meus Caros. E é de coração que pergunto: “O que mais posso oferecer a vocês neste momento?” Feito isso, como minha atitude, minha motivação e meu coração estão alinhados com a verdade, revelo a vocês agora que serei recompensado dez vezes por esse oferecimento. Geralmente, a Lei do Retorno Décuplo só começa a funcionar quando a pessoa libera medos que enviam mensagens do tipo “o que tem não vai dar”. Outra condição que facilita a atualização dessa lei é a sintonia do campo áurico com as vibrações superiores de Luz. Atingir uma frequência mais alta na Luz eleva automaticamente o corpo, a mente e o Espírito a uma dimensão superior liberando assim a antiga programação que aprisiona a pessoa. Não dá para separar as leis de sua influência num universo de Unidade, em que tudo é Um. Assim, é bom enfatizar que a compensação é também o reflexo do pensamento multidimensional de cada um. É o que diz o Mais Radiante, ao explicar que o homem se transforma naquilo que pensa. Essa norma afirma que o que é colhido é ajusta consequência de tudo que é semeado. A Lei da compensação garante que tudo é justo e está em alinhamento com o Divino, pois as leis não têm preconceitos, tratando de maneira imparcial e indiferente todas as almas. Cada alma é o próprio juiz no plano terreno, pois o livre-arbítrio estabelece as dádivas que serão concedidas a cada uma. Outro fator que entra em justa compensação é o cumprimento de promessas e contratos feitos entre as vidas. Cada alma que vem à Terra recebeu uma missão de Deus, mesmo que não saiba disso. Os contratos são firmados no etérico e revistos periodicamente em estados de sonho, estabelecendo padrões e medidas de desempenho para a pessoa encarnada. Quando as promessas são cumpridas, a alma é recompensada dez vezes. É essa a marca dos que possuem o “Toque de Midas”. Quando a palavra não é honrada, a frequência vibracional tende a diminuir favorecendo os chamados “desapontamentos” e “frustrações”, que não são prontamente entendidos no plano da Terra. Quando se entra em contato com a complexidade de todas as realidades dimensionais e frequências vibracionais que impactam a alma, é possível perceber que o alinhamento com a Luz do Eu Superior é a única maneira de sair da sujeição. Tudo deve estar na verdade e na vibração mais alta para controlar o destino individual. A ligação com o Eu Superior e com a vontade de Deus garante paz, harmonia e uma vida realizada. O livre-arbítrio é a dádiva de Deus à humanidade. Permite que todos escolham as próprias recompensas, com base na aplicação da integridade. A integridade é a chave que concede às almas que fazem a jornada espiritual as maiores dádivas e recompensas, tanto espirituais quanto materiais. Quando a alma se sente incapaz de modificar os acontecimentos, evocar a Lei da Perpétua Transmutação de Energia Radiante (em cooperação com o Eu Superior) é a maneira de sanar a situação. Aplique essa lei e aguarde o retorno. Sua aplicação cria Ordem Divina, e a compensação que dai vem ultrapassa a compreensão. Falando em compensação, outro aspecto importante dessa lei é o pagamento a si mesmo. Geralmente as pessoas dão aos outros e não a si mesmas, o que demonstra falta de amor por si mesmas e cria um desequilíbrio nos campos que sustentam o fluxo natural de energia. Todos devem aprender PRIMEIRO a se amar e desse estado mental todo o resto flui. Quanto mais você amar a si mesmo, mais amor terá para dar aos outros: será como uma taça sempre cheia. A taça que transborda é a taça do amor divino que se derrama no universo, tocando as vestes de todos os outros. Quem não trata a si mesmo com a mesma benevolência concedida aos outros, vai criar um ciclo de privação. Para manter constante o fluxo de energia, são necessários atitudes, palavras, ações e pensamentos positivos. Os bloqueios criam iniquidades, embora da perspectiva universal as iniqüidades não sejam reais: são meras percepções. Todavia, tudo deve ser mantido em alinhamento com a harmonia e o amor e isso inclui o amor ao eu, contido no interior de cada um. Compensar demais os outros é outro obstáculo ao delicado funcionamento desta lei. A psique humana é esperta e às vezes faz com que a pessoa acredite que quem dá mais tem mais valor Assim, dar passa a ser uma coisa boa e nobre na medida em que corrobora o autovalor. Como já foi dito, dar, dar de coração, É uma coisa nobre e é A ação que garante a liberdade. Mas quando alguém dá pelo motivo errado, para compensar a falta de amor por exemplo, então as energias ficam bloqueadas. Para manter a energia equilibrada é preciso dar proporcionalmente a si mesmo e aos outros. Equilíbrio! Equilíbrio! Equilíbrio! Esse é o único acesso para a mestria. Se é o equilíbrio é mantido em todos os momentos, juntamente com a verdade e a integridade, então a Lei da Compensação será realizada. Em honra do Deus interior Eu, El Morya, termino esta transmissão para o Divino. Vão em paz. Resumo A Lei da Compensação é a Lei de Causa e Efeito aplicada a ganhos materiais e espirituais na vida. Seguem-se algumas características de sua aplicação: Não percebemos a abundância por causa de crenças e programações segundo as quais não é possível ser espiritual e gozar da abundância. Isso muda quando passamos a dimensões mais altas da mente. Recebemos dádivas e bênçãos de acordo com o grau de nossa capacidade de dar aos outros. As dádivas aos outros são recompensadas com um retorno décuplo, desde que tenham sido feitas de coração. É preciso amar a si mesmo para conseguir dar aos outros.
PEDRINHAS: A CONTA SEMPRE CHEGA! Uma verdade, uma análise lúcida e perfeita!!! Ney Bello Professor, escritor e desembargador federal Dizem que o filósofo alemão Jüngen Habermas, em visita ao Rio de Janeiro, olhou para aquele mundo de favelas sobre os morros, repletas de excluídos do asfalto, dominadas por traficantes e carentes de quaisquer atuações do Estado e murmurou para o cicerone ao lado: - “A minha teoria da ação comunicativa, que se baseia na igualdade dos sujeitos do discurso racional, teria sido outra se eu tivesse vindo aqui antes.” A tradução corrente para este diálogo é que é impossível falar em racionalidade, direitos e igualdades frente a desigualdades tão profundas. Há quem conte que o francês Michel Miaille, perdido nas bordas de uma grande cidade do Brasil, e diante da miséria clarividente perguntou a um aluno: - “O que vocês vão fazer quando todas estas pessoas da periferia resolverem invadir os vossos quintais?” Não há como saber se tais diálogos existiram, mas ‘se non é vero, é bene trovato’, e ambas as falas servem como alegorias, sem muito rigor, para a análise que pretendo fazer dos acontecimentos na ilha de São Luís. O passado cobrou seu preço! O presente tem a responsabilidade do futuro! Somos uma sociedade ilhéu minoritariamente de classe media baixa, comprimida entre bairros bem próximos uns dos outros e cercados pela mesma massa de excluídos citada pelo alemão. E a conta – a invasão das praias e dos quintais – a que aludia o francês, virou primeira página do nosso jornal do dia. O Maranhão é o Estado mais pobre da Federação. Tem o pior IDH do país. Em nenhum outro lugar morrem tantas crianças na primeira infância. Não há onde exista tanto analfabetismo, desemprego, desamparo e miséria em solo brasileiro. Vejamos os dados do Pisa - Programme for International Student Assessment - e descubramos que a Atenas brasileira virou apenas brasileira. O Brasil está no terceiro mundo. Estamos no terceiro mundo do Brasil. O Brasil tem padrões sul-americanos de educação, saúde e emprego – todos muito ruins - e nós temos padrões africanos – todos deploráveis. Estamos qualitativamente mais próximos da Tanzânia e de Uganda do que do Chile ou da Argentina. E isto é estatístico e está disponível para quem desejar ver. São dados técnicos, e não mera figura de retórica. Na penitenciária de Pedrinhas, esta massa de excluídos, condenados e miseráveis, chega desde este universo em que o Estado lhe nega tudo, e onde é impossível viver sem violência. Ali, ela mergulha num processo maior ainda de desumanização, que reduz o homem a uma sobra do que é ser humano. A família do preso é obrigada a trabalhar para os chefes do crime, sob pena de morte; os detentos são obrigados a permitirem que suas esposas mantenham relações sexuais com outros – numa espécie de estupro consentido – em troca de sobrevivência. E o que dizer destas mulheres que para não morrerem, têm de suportar tamanha barbárie? É fácil traficar armas, drogas, celulares e o que mais de necessário for, vez que a administração penitenciária ou é refém da criminalidade ou conivente com ela. Olhar nos olhos de alguém pode significar decapitação; querer alguma humanidade pode significar a morte. Neste estado d’arte, de completa ausência de humanidade, de falência do Estado, de descontrole da administração do espaço, o que nos assegura que nossos quintais não sejam invadidos e as espoletas estourem os nossos miolos, na primeira oportunidade? O que têm a perder os excluídos da cidade - reduzidos à essência animal - que os fazem não invadir todos os quintais do mundo? E que defesa é acessível aos inocentes pobres do asfalto que não possuem hipótese alguma de resistência? Que morrem carbonizados nos ônibus numa cidade onde não há sequer unidade médica para queimados? Há quem defenda para Pedrinhas a Solução Final. Propositadamente eu uso o mesmo termo do nazismo alemão para demonstrar o tamanho da absurdez e da desumanização que isto também representa. Cercados de tanta miséria e violência muitos de nós pensam violentamente. Ao considerarmos fazer com a penitenciária o mesmo que foi feito no Carandiru, estamos nos igualando aos mesmos sub-homens que ordenam decapitações, que queimam crianças nos ônibus, e que se responsabilizam por 65 assassinatos em um ano, bem ao nosso lado. Este dado, por si só, já representa metade de um Carandiru de Homicídios. O complexo de Pedrinhas não é mais uma penitenciária. É uma trincheira do crime. É uma escola de delinquência que somente existe por que criamos uma fábrica de exclusão social, fabricamos uma usina de miséria, nos afogamos num mar de corrupção, envoltos numa ausência também criminosa. Vamos eternamente nos prender ao círculo vicioso de prender, desumanizar e matar? Vamos criminalizar a exclusão, punir a miséria, mergulhar num genocídio dos miseráveis e criminosos – embora degradantes e degradados – e manter intacta a máquina que constrói esses perfis? Recebemos a conta! Estupefatos como se não fosse crível que a lama que rodeia a ilha pudesse em fim invadir as areias das praias, a Jerônimo de Albuquerque, a Colares Moreira e a Holandeses. Atônitos, perguntamos nas esquinas o que deve ser feito. Por incompetência e egocentrismos seus e meus não percebemos através dos anos o que se passava a nossa volta. Você que me lê e eu que escrevo somos a minoria na nossa terra pelo simples fato de sermos alfabetizados para além de sabermos desenhar o nome; e somos mais minoria ainda por que podemos escrever em um computador e comprar um jornal para ler. Quem são os culpados e o que podemos fazer? Nossa origem portuguesa e cristã europeia sente necessidade de procurar culpados. Ouso dizer que culpados somos todos nós. Por omissão ou por ação, permitimos que tudo chegasse aonde chegou. Uns de nós bem mais - outros um tanto menos - fechamos os olhos para a violência e a degradação que invadiu os quintais do nosso mundo. Precisamos urgentemente de menos dinheiro gasto em campanhas eleitorais; menos corrupção; mais investimentos em saúde, educação, mobilidade urbana, moradia e tudo o mais que pode fazer do bicho que existe dentro de cada ser, um verdadeiro homem. Menos egocentrismo elitista e mais humanismo, talvez ajudassem. É certo que mais policiamento, mais segurança, mais presídios e uma urgente desconstrução da Trincheira Criminal de Pedrinhas são metas prementes, porém incapazes de resolver o problema que se instaurou. Sobre o que me propus a dizer neste artigo, lembro-me de um adesivo colado nos carros de Buenos Aires, pela junta militar, acusada internacionalmente de matar diversos dissidentes e ofender aos direitos humanos do povo argentino: Os argentinos são direitos e humanos! O discurso do poder era transformar a observação dos erros em meras ofensas externas, ditas por quem não amava a própria pátria. Vamos nos lembrar que deixar de reconhecer os problemas de quem se ama é o primeiro passo para perder o objeto amado. Como dirá outra vez o eterno José Chagas, e dele lembro pensando na minha São Luís, no meu lugar… "Palavra quando acesa não queima em vão, deixa uma beleza posta em seu carvão. E se não lhe atinge como uma espada. Peço não me condene oh minha amada. Pois as palavras foram pra ti amada.”

domingo, 5 de janeiro de 2014

A Civilidade nas relações interpessoais e familiares-vaniavieiradelevi.blogspot.com Bsb, janeiro de 2013. São muitos os processos obsessivos que envolvem as relações interfamiliares. Obsessivo no sentido psíquico-espiritual que gera um ciclo vicioso no qual os sentimentos negativos afloram com a força desarmonizadora do remoto passado. Conflitos entre pai e mãe, pais e filhos ou entre irmãos, que disputam, estimulados pela energia da cólera, do ciúme, da inveja e do orgulho, bens materiais ou posses que os tornam "visíveis" no mundo das "aparências".Imagine no mundo atual, onde "novas famílias "estão a se formar, ambos trazendo filhos não comuns ao casal e à família de origem, a anterior... Como fizeram no pretérito, são capazes de repetir as mesmas doses de trapaça, indiferença e prepotência para levarem vantagens uns sobre os outros. Quadros em que a ganância , a disparidade de educação e falta dela, superam valores humanos de civilidade, honestidade e igualdade nas relações interpessoais. Estabelecida a discórdia no grupo familiar, os valores tendem a girar em torno da "lei dos mais forte e mais esperto". É quando a frieza, que é filha legítima do vazio de amor, articula com os seus invisíveis tentáculos, interesses escusos que substituem a paz de espírito e o convívio saudável entre seres que se reuniram para mais um tentativa de aprendizado e crescimento mútuo. Diante da nova oportunidade concedida, a encarnação, ao invés de processar a libertação do espírito, torna-se um fardo cumulativo de energias deletérias. O livre arbítrio, por submeter-se a processos obsessivos de origem psíquico-espiritual, reproduz o traço comportamental do passado, levando os indivíduos que reorganizaram-se para processar o amor nas relações familiares, resgatarem a energia do desequilíbrio que muitos males gerou no passado. Com a desarmonia nas relações, surgem as velhas conhecidas da Humanidade: as enfermidades psíquicas de origem espiritual, que envolvem, inapelavelmente, mentes e corações, subjugando os envolvidos na energia da violência explícita ou implícita, geradora dos dramas e das tragédias que são amigas íntimas da dor e do sofrimento humano. Na mídia e fora dela, estamos cansados de tantos exemplos disso. Desconectados da essência e perdidos no labirinto de si mesmos, pais e filhos, irmãos e irmãs perambulam às escuras, subjugados pelas sinistras presenças que os acompanham na escuridão da existência. O que era para ser um grupo familiar em processo de mútuo aprendizado e crescimento, vira -pelo livre-arbítrio- um grupo de indivíduos que novamente elege o egoísmo e a inveja como orientadores de suas caminhadas. Caminhos em que, mais uma vez, terão de carregar os seus pesados fardos. Contudo, por mais longa que seja a jornada, nunca é tarde para que o indivíduo dotado de inteligência pare, reflita e visualize na imensidão de si mesmo, atalhos que levem ao encontro da essência e seus inestimáveis tesouros. Por mais pesado que seja o fardo, este não representa uma condenação perpétua e, sim, a projeção acumulada pela energia do livre-arbítrio. Basta, portanto, que o indivíduo desperte e reverta -através da depuração espiritual- este processo gerador dos desequilíbrios bio-psíquico-espirituais que tantos transtornos causam ao coletivo familiar. As psicoterapias que lidam com a natureza interdimensional do homem, associadas ao fortalecimento da fé raciocinada (sem dogma ou fanatismo religioso), são opções de auxílio para que o indivíduo encontre o seu próprio caminho, ou seja, o rumo que o leve ao encontro da essência, a sua legítima e intransferível identidade terrena e universal. O indivíduo somente estabelecerá relações estáveis e maduras consigo mesmo, com o outrem e com o mundo à sua volta, quando pacificar o seu coração, após ter se libertado de sentimentos negativos que o mantinham preso ao passado. A conquista -ou recuperação- da lucidez, é o primeiro passo do processo de libertação que leva o ser inteligente a um nível de percepção mais abrangente sobre os significados da vida. Patamar consciencial que abre a janela do autoconhecimento simbolizado pela Mãe-Terra, o Pai-Universo e os seres inteligentes irmanados em uma grande e única família universal. A compreensão de que as relações familiares vão do micro ao macro universo, é imprescindível para que despertemos para a importância da maternidade e paternidade conscientes relacionadas à educação dos filhos e à harmonia dos lares! A consciência -ou a falta desta- é fator determinante para que se estabeleça no futuro da família, o nível das relações interpessoais como desejamos, qualquer que sejam as nossas crenças...nosso sonho , mesmo utópico deve ser Sempre " o Paraíso na Terra"! Enviado via iPad

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Que possamos hoje, todos nós, meditar no significado do AMOR e, em introspecção, perdoar, percebendo que a mágoa apenas aprisiona a nós mesmos. Amor, o caminho e a meta. Apenas amar incondicionalmente dissolve as separações, integra e reúne as partes em um todo completo e vibrante. Amar é colocar-se na mais elevada das realidades, aonde aqui já é o Éden. É manter o foco na verdade superior, sendo capaz de sustentar esta verdade aonde quer que se vá. Desafios surgem para testar a força do seu compromisso com o amor, onde somente uma decisão consciente e enérgica é capaz de sustentar-se através das tempestades da vida. Somente a clareza de intenção é capaz de criar uma vida de superação, propósito e satisfação. Mas aonde está esse amor? O que é este amor? Pensar já é deixar de amar. O Eu Real, Superior, já sabe qual direção seguir, sendo o trabalho do ego apenas permitir, deixar-se SER suavemente e silenciosamente conduzido a Ele. Amar revela a verdade de que seres humanos são criaturas especiais e altamente estimadas, capazes de reconhecer dentro de si o amor, e desta experiência, realizar a própria grandeza e valor. Deixe de lado um pouco os pensamentos, as preocupações e os problemas.deixe de pensar só em você . Foque sua atenção no amor, deixe-se levar, e testemunhe a Verdade e a Vida. E que hoje você possa mudar as lentes de sua percepção para apreciar a perfeição da Vida. Os problemas percebidos são fruto da ignorância de nossa própria visão. Quando a consciência expande-se, o coração abre-se, e a intenção é pura, nossos pensamentos alinham-se com o pensamento do Criador, trazendo a límpida compreensão de que tudo é criado por amor, mantido por amor e consumido por amor. Tudo a ti será dado porque o Criador ama suas criaturas, nada lhe será tomado se você abrir o seu coração para receber a verdade. A vida desenrola-se no seu próprio tempo. Querer prejudicar o próximo em benefício próprio vai gerar devolução mais cedo ou mais tarde.pensar em controlar esses seus detalhes é motivo para desgastar-se desnecessariamente. Planos nascidos da alegria do presente são construtivos. Planos nascidos da preocupação com o apego, o egoísmo, nos separam da fonte onisciente existente dentro de nós. Aprender a esperar a fruta madurar é uma qualidade necessária para saborear o doce da vida. Se desenvolvemos confiança em cada instante de existência, podemos adentrar uma dimensão de contínuo desfrute. Simplesmente respirar tornar-se gratificante. Simplesmente SER é motivo para amar sem amarras, incondicionalmente. Deixe a vida levar suas resistências. Surfe as ondas da incerteza e testemunhe o balanço do mar com alegria. Seja feliz! A distância entre a felicidade e a tristeza é de apenas uma decisão.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A chegada do ano novo é o tempo da esperança. Depositamos nele toda a nossa confiança e sentimos que o ano vai mudar e nossa vida também. Na virada da folhinha, tudo o que não deu certo vai ficar para trás. Os dias vão chegar como brancas páginas onde podemos escrever o roteiro da nossa própria história. Janeiro é diferente, traz em suas letras algo de mágico, é a palavra-chave da realização dos sonhos. Janeiro parece que adquire um certo ar de sinônimo para “ser melhor”, “renovar”, “mudar”. É claro que todo mundo quer um ano melhor e, para que este ano seja novo de verdade, convido você a ler com atenção este texto de Christie Marie Sheldon, uma reflexão a respeito da mudança. Uma visão ampla e abrangente, que vai do contexto pessoal para a realidade cósmica, e traz dicas simples para você começar a exercitar: “Nós amamos tentar mudar as outras pessoas, mas quando se trata de nós mesmos, nos recusamos como mulas teimosas. No fundo nós sabemos que a mudança pessoal é a única forma de criar real progresso em nossas vidas, mas de alguma forma isto se aplica a “outras pessoas” e não gostamos de aplicar o conceito em nós mesmos. Mudança é muitas vezes percebida como difícil, assustadora e desconfortável. Parece um monte de trabalho. E nós não queremos mais trabalho. Como superar a barreira da mudança pessoal, então? Será que uma mudança de perspectiva funcionaria? Quando vemos a mudança, entramos em pânico. Quando não vemos mudança, estamos felizes. Mas tudo está em constante mudança! Tudo está mudando, o tempo todo, não importa se estamos conscientes disso ou não e se nós a combatemos ou a abraçamos. Essa é a natureza doUniverso e não há nada que possamos fazer sobre isso, exceto fazer as mudanças que desejamos em vez de passivamente sentar e permitir o impacto das mudanças em nós. Toda vez que você aprende algo, você muda. Toda vez que você pensa sobre algo, você o altera. Toda vez que você pega alguma coisa, você a muda. Toda vez que você olhar para outra pessoa, essa pessoa mudou. Toda vez que você olha no espelho, seu corpo mudou. Toda vez que você compra algo, você altera o status de várias coisas: o inventário do comerciante, sua conta bancária, a apropriação de um item. Toda vez que você gera um pensamento, você muda sua vibraçãopessoal de acordo com a natureza do que pensou – era positivo, amoroso e útil, ou foi negativo, cheio de medo ou julgamento? Quer você sinta a mudança em sua vibração pessoal ou não, uma mudança foi feita. Cada vez que você faz algo de bom e eleva a sua vibração, você muda. E essa é a melhor maneira de pensar sobre a mudança pessoal. Mudança pessoal não é somente trabalho, afinal de contas, trata-se de elevar a sua vibração de modo que as mudanças em sua vida tornem-se positivas e deliberadamente atraídas! Tudo aquilo com o que você interagir, muda e tudo o que interage com você, te muda! A energia não é uma coisa estática. Se fosse, não haveria mudança, mas o Universo está em uma eterna dança de interações energéticas e movimento. O movimento constante e a interação de energia cria mudança. A mudança é natural, normal, esperada, e isto pode ser num nível de escala infinito do despercebido ao dramático. Sua mudança pessoal pode ser tão tranquila ou dramática como você quiser, especialmente quando você se acostumar a assumir o controle! Então, já que você não pode evitar a mudança, você pode aprender a controlá-la. Mudança pessoal não tem que ser enorme! De fato, os resultados mais significativos, muitas vezes vêm quando você começa pequeno e faz alterações pequeninas. Tire proveito do efeito cascata! Faça uma pequena mudança na maneira de pensar, falar ou agir, e deixe os resultados ondularem para fora. Por exemplo, você gosta do jeito que você fala para si mesmo, ou sobre si mesmo? Você pode não estar ciente de como você fala para ou sobre si mesmo, então ouça o seu discurso interior da próxima vez que você cometer um erro. Se você está martirizando e criticando a si mesmo, você pode pensar: “Bem, eu só estou tentando me ensinar uma lição para que eu não faça isso de novo!” Mas, afinal, você não está fazendo nenhum bem a si mesmo, falando desta maneira. Repreendendo a si mesmo e sendo duro consigo apenas perpetua crenças auto-limitantes de “Eu não sou bom o suficiente.” Em vez disso, aprenda a olhar para as lições naquilo que você fez. Em seguida, a sua auto-fala pode mudar para melhor: “Uau, como é bom o que eu aprendi! ” “Eu poderia ter feito isso de outra forma, mas eu escolhi esse caminho, e tem esses resultados. Estes resultados não me fazem feliz. E se eu endireitar a situação e tentar fazer isso de outra forma da próxima vez?” Como é que o seu erro enriqueceu sua vida adicionando sabedoria? Faça com que uma pequena mudança pessoal vá ondulando para fora de maneira surpreendente! Você vai desenvolver mais confiança e maior auto-estima, ser mais feliz com você mesmo e elevar a sua vibração. Elevar a sua vibração eleva a sua capacidade de atrair energias similares, ou “as coisas boas da vida”!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

De: Vânia Vieira Assunto: Feliz Natal! Nada há de novo para ser dito, nenhuma mensagem espetacular... Além da Novidade Histórica de há dois mil e treze anos, o que há? Ele é ainda a Novidade:o menino Jesus, que se tornou para nós, o Mestre Jesus! O que precisamos mais, além da vivência dos seus ensinamentos, ainda tão pouco compreendidos? Ele, o Maior Mestre, o Médico dos Médicos, o Poeta de Nazaré... o Rei! Na singeleza das Boas Novas, que se fizeram Evangelhos, o remédio para a cura de todas as mazelas sociais: o amor levado às últimas consequências! Toda a trajetória de Jesus Cristo é um Poema de Amor escrito nas linhas da Humildade e da perfeita Caridade... Que nesse Natal, o menino possa nascer na manjedoura de nossos corações e que sejamos capazes de deixá-lo crescer entre nós em todos os dias do Ano Novo. Porque acima de todas as disputas doutrinárias, filosóficas, científicas e religiosas, vibra em nós, a Palavra seja de que religião for, uma Religare única, indestrutível, imperecível! Acima de tudo vibra o testemunho inapagável de Jesus, nosso Redentor, o Caminho, a Verdade, a Vida! Vamos esquecer todas as nossas diferenças, para viver dia a dia o AMOR, em palavras, gestos, ações e perdão... E se pudermos, vivenciemos o ponto máximo do AMOR: o amor aos inimigos, calando em nós o ódio porque é a ignorância que engendra e permite ao mal os seus domínios. Somente o AMOR imbatível AMOR nos faz calar e orar por aqueles que "nos perseguem e caluniam"... Que vibraçoes de Luz, na força das preces de todos, tomem conta do Planeta Terra, desativando todas as orgnizações do Mal, a começar pela nascente: o coração humano! A Vitória do Bem acontecerá à revelia de todos, porque JESUS , o CHRISTO é o grande vitorioso, o Guerreiro sem armas, Aquele que veio para ficar!!! FELIZ NATAL ! E um Ano Novo repleto de Amor!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Aos meus amigos e amigas do face, desejando um Natal repleto de luz, alegria e muita Paz! ..uma conversa íntima sobre o Natal...Vania Vieira Deixa eu ver se o espírito do Natal já está na sua casa? Não, não quero ver a árvore iluminada na sala nem quero saber quanto você já gastou em presentes, quero sim, sentir no ambiente a mensagem viva do aniversariante desse Dezembro mágico. Toda a família está unida? O perdão já eliminou aquelas desavenças que ocorrem no calor das nossas vidas? Não quero ver a sua despensa cheia, quero saber se você conseguiu doar alguma coisa do que lhe sobra, para quem tem tão pouco, as vezes nada. Não exiba os presentes que você já comprou, mesmo com sacrifício. Quero ver ai dentro de você a preocupação com aqueles que esperam tão pouco, uma visita, um telefonema, uma carta, um email… Quero ver o espírito do Natal entre pais que descobrem tempo para os filhos, em amigos que se reencontram e podem parar para conversar, no respeito do celular desligado no teatro, na gentileza de quem oferece o banco para o mais idoso, na paciência com os doentes,na mão que apóia o deficiente visual na travessia das ruas, no ombro amigo que se oferece para quem anda meio triste, perdido. Quero ver o espírito de Natal invadindo as ruas, respeitando os animais, a natureza que implora por cuidados tão simples, como não jogar o papel no chão, nem o lixo nos rios. Não quero ver o Natal nas vitrines enfeitadas, no convite ao consumo, mas no enfeite que a bondade faz no rosto das pessoas generosas. Por fim, mostre-me que o espírito do Natal entrou definitivamente na sua vida, através do abraço fraterno, da oração sentida, do prazer de andar sem estímulos externos, do riso franco, do desejo sincero de ser feliz e de tão feliz, não resistir ao desejo de fazer outras pessoas, também felizes. Deixe o Natal invadir a sua alma, entre os perfumes da cozinha que vai se encher de comidas deliciosas, no cheiro da roupa nova que todos vão exibir, abrace-se à sua família e façam alguns minutos de silêncio, que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus, e retornar com um presente eterno, duradouro: o suave perfume do Senhor, perfume de paz,amor, harmonia e a eterna esperança de que um dia, todos os dias serão como os dias de Natal ! Postado em meu blog em 23 de dezembro de 2010. Enviado via IPad.

sábado, 14 de dezembro de 2013

O sustentáculo do Amor!

Adorei esse texto. Não conhecia o autor. O Sustentáculo do Amor A paz é algo que nenhum homem pode dar a outro. Um dos fins mais importantes para quem arrisca ser quem é será o de construir a sua própria paz. Esta resulta de um trabalho duro de equilíbrio das vontades, de uma harmonização árdua das diferentes dimensões interiores, como o pensar e o sentir; é um estado ágil e dinâmico que, ao limite, permite ultrapassar e vencer qualquer adversidade. A paz não é o estado de quem vive uma ausência de conflitos, é o resultado da conciliação corajosa das diferentes forças que, dentro e fora de cada homem, tentam prevalecer sobre as demais, menosprezando-se mutuamente. Muitos são os que julgam ter encontrado a paz quando se livram do sonho do amor. Estão enganados, o caminho até à felicidade é ainda longo para quem cansado assim se contenta, repousando de uma luta que nem chegou a começar. A paz é um ponto de passagem de quem ruma à plenitude da vida. A paz é o ponto de partida para o amor, que por sua vez lança o homem para a felicidade. A paz é o ponto de chegada dos que sofrem as dores mais profundas. A verdade é tranquila. A árvore cresce sossegada, ao ritmo da sua paz, dependendo muito pouco do que acontece à sua volta. Sem paz pode haver paixão, mas não há amor. O amor brota e alimenta-se do solo consistente e rico onde vive a paz, acima do mundo à sua volta, sem se incomodar com o julgamento de ninguém, mesmo daqueles que ali veem apenas um sossego de morte. Silêncio. Assim é a verdade de quem consegue ser quem é. Em paz, assim ama quem vive de forma autêntica. José Luís Nunes Martins, in 'Filosofias - 79 Reflexões'