O fim do mundo
Centro Espírita Celeiro de Luz
Poucos fenômenos religiosos são mais paradoxais e repetitivos do que a expectativa apocalíptica ou seja, a crença numa transformação radical e iminente do mundo. Por um lado, a primeira coisa que se pode dizer dessa crença é que, em todas as vezes que se manifestou, mostrou-se sempre equivocada. Por outro lado, apesar de desapontar constantemente, continua a surgir, com maior ou menor intensidade, e a arrastar ocasionalmente grandes massas de pessoas que nela confiam cegamente.
O que intriga os cientistas é que, embora se apóie sempre sobre pressupostos falsos, a crença apocalíptica pode assumir grandes proporções e canalizar imensas forças. Pode inspirar seus seguidores a praticar monumentais sacrifícios (vide suicídios coletivos das seitas apocalípticas de Jim Jones, do Templo Solar, dos davidianos de Waco, etc.). Pode engendrar comporta mentos radicais, desde os mais pacíficos até os mais violentos. Além disso, uma outra característica importante dos grandes movimentos apocalípticos é que eles raramente desaparecem, mesmo depois que seus prognósticos de destruição total mostram-se completamente falsos. Seus integrantes apenas reescrevem a história passada do seu respectivo movimento, de modo a eliminar as previsões que se mostraram errôneas.
Outro aspecto típico do fenômeno é que, ironicamente, as mesmas esperanças e temores apocalípticos produzem reações contraditórias, na forma de movimentos muitas vezes diametralmente opostos. No seu aspecto negativo, paranóico, violento e destrutivo, valem os mesmos exemplos citados das seitas que praticaram o suicídio coletivo. No aspecto positivo; encontramos o próprio movimento new age, com todas as suas propostas messiânicas de um futuro melhor, mais pacífico, próspero, saudável e feliz.
Embora o jogo milenarista de temor do final dos tempos versus esperança num mundo melhor exista em atividade contínua pelo menos desde o início da nossa cultura judaico-cristã, existem épocas em que ele se acentua de modo quase obsessivo, galvanizando imensas parcelas da população. Tais épocas costumam estar relacionadas aos assim chamados " anos de números redondos ", como as viradas de século e, principalmente, as viradas de milênio.
Quando se estudam as características das crenças milenaristas e apocalípticas no coletivo social durante esses períodos históricos, uma primeira constatação salta à vista: o quadro de fundo histórico e psicológico é sempre o mesmo.
No ano 1000, época da primeira virada de milênio em tempos cristãos, todas as características milenaristas estavam presentes: ondas de conversão em massa à então religião dominante, o cristianismo; profundas reformas governamentais e eclesiásticas peregrinação em massa aos lugares santos, particularmente Jerusalém; proliferação de seitas heréticas e de movimentos apostólicos paralelos à Igreja; execução de hereges e violência popular contra judeus e muçulmanos; surgimento da "Paz de Deus", primeiro movimento coletivo em prol da paz de toda a história mundial. Quando o ano 1000, apesar de toda a excitação que o acompanhou, falhou em trazer consigo o esperado final dos tempos, as esperanças voltaram-se para o ano 1033. Alegou-se então que este seria o ano do apocalipse, já que Cristo morrera aos 33 anos e o propalado fim do mundo ocorreria mil anos após a sua morte, e não ao seu nascimento.
O exame dos documentos dessa época traça um panorama histórico digno de muita reflexão. Esses documentos retratam um mundo selvagem, com a natureza ainda quase intocada, onde os seres humanos, ignorantes e supersticiosos, armados de instrumentos irrisórios, lutavam de modo em geral inglório contra os poderes da terra e as forças da natureza. Cercados pela doença, atormentados pela fome, passavam a maior parte da sua vida tentando arrancar à terra uma parca alimentação.
Ao lado de toda essa tragédia, alguns chefes, senhores da guerra ou da religião, percorriam com soldados armados aquele universo miserável, apoderando-se das poucas riquezas da população para encher seus palácios ou suas igrejas. Como podemos ver, qualquer similitude com a realidade histórica dos dias de hoje não é mera coincidência. O mundo mudou muito em matéria de hábitos e costumes, em matéria de tecnologia e ciência. Mas a realidade social e anímica do indivíduo e da sociedade de hoje não difere muito do quadro que existia na virada do ano 1000. Ainda existem, de um lado, minorias laicas poderosas que gozam de riquezas materiais, e do outro lado uma enorme massa de pobres e miseráveis. Ainda pululam lideres religiosos que exploram a credulidade alheia e amealham fortunas à custa dela.
Todos os fatores que caracterizam tempos milenares estão bem presentes. Mas é, curiosamente superdesenvolvida área cientifica que emergem as mais impressionantes previsões apocalípticas: a hecatombe atômica continua a nos ameaçar, o efeito estufa, a destruição da camada de ozônio, a poluição da terra, água e do ar, o esgotamento recursos terrestres, etc., etc.
O perigo é real - : todas ameaças à sobrevivência da humanidade - motivadas pela ganância, incúria e irresponsabilidade própria humanidade - não podem ser negadas. Apesar disso em termos estritamente científicos, do mundo não acontecerá tão cedo. A partir das observações dos importantes astrofísicos, o cosmos se manterá em expansão ainda bilhões e bilhões de anos, até começar a encolher, contraindo-se até o desaparecimento. Nosso sol um dia vai se transformar numa gigantesca estrela vermelha, como as estrelas que hoje se encontram no final das suas vidas. Seu volume irá inchar enormemente, e sua superfície se estenderá para alem das órbitas de Mercúrio, Vênus e Terra. Nosso planeta se encontrará num ambiente de 3 mil graus centígrados, e será rapidamente transformado em vapor. Tudo isso vai acontecer dentro de... cinco bilhões de anos.
Se podemos, portanto, dormir sossegados ainda por muito tempo quanto aos apocalipses astrofísicos, o mesmo não se pode dizer daqueles ecológicos. Eles reclamam providências urgentes. As ameaças aos oceanos, por exemplo. Segundo os cenários mais pessimistas desenhados pelos peritos em climatologia, o aumento global da temperatura previsto para as próximas décadas (cerca de 0,3 graus a cada dez anos) implicará uma elevação do nível dos mares de 20 centímetros ao redor de 2030, e de 65 centímetros ao redor de 2100. Elevação suficiente para varrer do mapa muitas ilhas rasas, como as Maldivas, e para ameaçar várias cidades costeiras como o Rio de Janeiro, Veneza e San Francisco,
A crescente desertificação é outra fenômeno ligado às mudanças climáticas. Calcula-se que 70 mil quilômetros quadrados de terra fértil são abandonados a cada ano por exaustão do solo, e outros 200 mil têm sua produção em declínio. O fenômeno está ligado também a práticas erradas de irrigação: sem drenagem acurada, capaz de permitir um bom escoamento das águas, os sais minerais se acumulam no solo quando a água evapora. Certos cálculos afirmam que 14% da superfície da Terra é atingida por erosões causadas pelo homem.
A superpopulação do planeta é outro dado ameaçador. Ela permaneceu constante durante dezenas de milhares de anos. Depois começou a crescer num ritmo cada vez mais impetuoso. Se partirmos do ano um, quando existiam cerca de 250 milhões de seres humanos, dobraremos essa cifra em cerca do ano 1650. Apenas 150 anos depois, no início do século 19, ocorreu a segunda duplicação. Hoje, dobramos a população mundial a cada 40 anos. Em 2050, as projeções indicam que haveria entre 7,7 bilhões e 11 bilhões de seres humanos a caminhar sobre a Terra.
Graças principalmente à ação humana, para muitas espécies de animais o apocalipse já aconteceu ou está acontecendo. Em termos técnicos, chama-se a isso ~ diminuição da biodiversidade. Na prática, significa que a espécie humana cancela outras espécies do planeta a uma velocidade impressionante. Junto às florestas destruídas, desaparecem os seus habitantes, os animais e as plantas que constituem mais da metade do patrimônio genético do planeta. Calcula-se que a cada 15 minutos uma espécie inteira desaparece para sempre. São perdas que não conseguimos sequer avaliar, pois não sabemos quais das plantas que cancelamos da lista da vida podem conter um elemento precioso para a indústria dos medicamentos, que baseia boa parte dos seus preparados em substancias colhidas na natureza. Conhecem-se melhor as dimensões dessa tragédia quando a atenção se volta para alguns animais-símbolo, como é o caso do rinoceronte. Os de Sumatra estão reduzidos a não mais de 400 exemplares; os javaneses, a apenas 70; os indianos, a 2 mil; o rinoceronte negro africano, a 2.400; o branco africano, a 7.500. Diante desses números, a esperança de sobrevivência da espécie é praticamente nula.
A poluição ambiental é hoje um dos principais sinais da possibilidade de um apocalipse ecológico. Não existe um só ponto da superfície do planeta que não esteja tocado pela poluição. Traços dos gases venenosos exalados pelos escapamentos dos automóveis europeus e norte-americanos encontram-se até no Pólo Norte, onde originam um fenômeno denominado "névoa polar", que altera artificialmente as cores da atmosfera. Apenas uma pequena parte da Terra está ainda relativamente intacta. São as zonas mais extremas, mais inóspitas dos desertos e das geleiras. Na Europa, elas se limitam a partes restritas da Islândia, Suécia e Noruega. As zonas de maior interesse naturalístico da Rússia, em particular as da Sibéria, são as que neste momento correm maiores perigos.
Arrastados pelo aumento da população e pela difusão de um estilo de vida baseado na grande produtividade e no alto consumo, todos os principais indicadores ecológicos correm para o vermelho. A reservas de cereais alcançaram seu ponto mais baixo. Em todo mundo pesca-se muito mais do que os mares e os rios podem oferecer e desse modo se reduzem as reservas e não se permite a adequada reposição dos cardumes. As florestas tropicais desaparecem ao ritmo alarmante de 1% ao ano: do encontro para o meio ambiente de 1992 no Rio de Janeiro até os dias atuais, cerca de 750 mil quilômetros quadrados de florestas foram devastados. Com eles desapareceu parte do manto pluvial que estabiliza a atmosfera do planeta.
O apocalipse ecológico dos nossos dias é constituído por uma cadeia de fenômenos entrelaçados, que se influenciam uns aos outros, como num efeito dominó. No ano 2005, pela primeira vez na história da humanidade, o número de cidadãos urbanos - que até há pouco eram ínfima minoria - irá superar o número de cidadãos do campo. Em 2020, a população urbana já será de 61% do total. Essa explosão trará consigo uma completa transformação dos hábitos de consumo e dos hábitos de vida, de conseqüências ainda imprevisíveis. De acordo com alguns especialistas mais drásticos, um bom exemplo do caos ambiental urbano que nos espera é São Paulo. A metrópole paulista devora 12 quilômetros quadrados de verde ao ano. Em apenas meio século' sua área devastada passou de 180 quilômetros quadrados para mais de 900 quilômetros quadrados!
A ciência contemporânea, embora negue a possibilidade de um apocalipse total, entendido como fim do mundo, está atenta aos pequenos apocalipses que acontecem na realidade de cada instante. Por esse motivo, muitos cientistas falam hoje abertamente da possibilidade de uma completa reorganização sistêmica do mundo e da sociedade humana. É para debater esse fenômeno que instituições como o Center for Millennial Studies foram criadas.
O Fim do Mundo Segundo as Religiões
CATÓLICOS: O fim do mundo para a doutrina católica é o momento do Juízo Final e do retorno do Messias. A esse derradeiro julgamento acorrerão todos, os vivos e os mortos, para serem julgados pelas suas ações. Mas, de modo um tanto diferente do que ocorria no passado, quando os que incorreram em pecados mortais eram condenados ao inferno perene, a teologia católica moderna mais e mais faz referência ao aspecto todo-misericordioso de Deus.
PROTESTANTES: As igrejas evangélicas não defendem uma visão catastrófica do fim do mundo. Preferem acreditar no retorno de Jesus no dia do Juízo Final. Os protestantes lêem o livro do Apocalipse em chave simbólica, para lembrar aos crentes que devem ter confiança, que são observados e vigiados e que a última palavra é sempre aquela proferida pela graça de Deus.
JUDEUS: Para a religião hebraica não haverá um fim catastrófico do mundo, mas sim uma época futura de grandes transformações que tenderão para o bem. Os judeus esperam a chegada do Messias, que assinalará o advento de uma nova era de total harmonia entre os homens e o retorno mundial à crença num único Deus.
MUÇULMANOS: No islamismo existe a idéia de uma destruição final precedida pela "maior de todas as guerras", e por um segundo dilúvio, desta vez não de água, mas sim de fogo, no "Dia do Juízo". Deus punirá os culpados e premiará as pessoas de fé.
BUDISTAS: O fim de cada ser está relacionado ao perene ciclo cármico dos nascimentos, mortes e renascimentos, fruto das ações individuais e coletivas nesta vida e nas encarnações precedentes. Através da meditação, todos os seres poderão interromper esse ciclo e compreender que tudo aquilo que existe é pura ilusão.
HlNDUISTAS: Também possuem uma visão cíclica da vida e do mundo. Para os hinduístas, existiram e existirão muitos inícios e muitos fins de mundos. Cada época é caracterizada por um gigantesco caos final, com uma tremenda batalha entre as forças do mal e do bem, antes do surgimento de uma nova era.
ENTREVISTA CONCEDIDA POR DIVALDO EM CRICIUMA EM 03.03.99
O Espírita - Estamos no final do milênio, é o fim do mundo ?
Divaldo Pereira Franco - O mundo não se vai acabar. Mesmo por que nada se acaba tudo se transforma desde a tese de Lavoisier. Estamos nos aproximando de um ciclo que se encerra como é natural, periodicamente os ciclos culturais tem uma fase final como as civilizações. Se nós olharmos as civilizações orientais vemos o apogeu da Assíria, da Babilônia, da Índia, do Egito e a sua decadência. O grande êxito da Grécia e a sua decadência, o Império Romano e naturalmente mais tarde também a sua divisão em duas partes e por fim o transtorno que invadiu o mundo durante o período medieval. A Terra como é natural é um planeta de provas e expiações que naturalmente está sendo transferido para mundo de regeneração, e as dores que nós estamos experimentando, nada mais são do que um processo de transformação que nos vai abria a porta para um novo ciclo de evolução. O fim do mundo é uma figura simbólica, por que o mundo não se acabará e nem tampouco nós outros.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
...uma esperança...Leonardo Boff.
Uma esperança: a Era do Ecozóico
Quem leu meu artigo anterior O antropoceno:uma nova era geológica deve ter ficado desolado. E com razão, pois, quis intencionalmente provocar tal sentimento. Com efeito, a visão de mundo imperante, mecanicista, utilitarista, antropocêntrica e sem respeito pela Mãe Terra e pelos limites de seus ecossistemas só pode levar a um impasse perigoso: liquidar com as condições ecológicas que nos permitem manter nossa civilização e a vida humana neste esplendoroso Planeta.
Mas como tudo tem dois lados, vejamos o lado promissor da atual crise: o alvorecer de uma nova era, a do Ecozóico. Esta expressão foi sugerida por um dos maiores astrofísicos atuais, diretor do Centro para a História do Universo, do Instituto de Estudos Integrais da Califórnia: Brian Swimme.
Que significa a Era do Ecozóico? Significa colocar o ecológico como a realidade central a partir da qual se organizam as demais atividades humanas, principalmente a econômica, de sorte que se preserve o capital natural e se atenda as necessidades de toda a comunidade vida presente e futura. Disso resulta um equilíbrio em nossas relações para com a natureza e a sociedade no sentido da sinergia e da mútua pertença deixando aberto o caminho para frente.
Vivíamos sob o mito do progresso. Mas este foi entendido de forma distorcida como controle humano sobre o mundo não-humano para termos um PIB cada vez maior. A forma correta é entender o progresso em sintonia com a natureza e sendo medido pelo funcionamento integral da comunidade terrestre. O Produto Interno Bruto não pode ser feito à custa do Produto Terrestre Bruto. Aqui está o nosso pecado original.
Esquecemos que estamos dentro de um processo único e universal – a cosmogênese – diverso, complexo e ascendente. Das energias primordiais chegamos à matéria, da matéria à vida e da vida à consciência e da consciência à mundialização. O ser humano é a parte consciente e inteligente deste processo. É um evento acontecido no universo, em nossa galáxia, em nosso sistema solar, em nosso Planeta e nos nossos dias.
A premissa central do Ecozóico é entender o universo enquanto conjunto das redes de relações de todos com todos. Nós humanos, somos essencialmente, seres de intrincadíssimas relações. E entender a Terra com um superorganismo vivo que se autoregula e que continuamente se renova. Dada a investida produtivista e consumista dos humanos, este organismo está ficando doente e incapaz de “digerir” todos os elementos tóxicos que produzimos nos últimos séculos. Pelo fato de ser um organismo, não pode sobreviver em fragmentos mas na sua integralidade. Nosso desafio atual é manter a integridade e a vitalidade da Terra. O bem-estar da Terra é o nosso bem-estar.
Mas o objetivo imediato do Ecozóico não é simplesmente diminuir a devastação em curso, senão alterar o estado de consciência, responsável por esta devastação. Quando surgiu o cenozóico (a nossa era há 66 milhões de anos) o ser humano não teve influência nenhuma nele. Agora no Ecozóico, muita coisa passa por nossas decisões: se preservamos uma espécie ou um ecossistema ou os condenamos ao desaparecimento. Nós copilotamos o processo evolucionário.
Positivamente, o que a era ecozóica visa, no fim das contas, é alinhar as atividades humanas com as outras forças operantes em todo o Planeta e no Universo, para que um equilíbrio criativo seja alcançado e assim podermos garantir um futuro comum. Isso implica um outro modo de imaginar, de produzir, de consumir e de dar significado à nossa passagem por este mundo. Esse significado não nos vem da economia mas do sentimento do sagrado face ao mistério do universo e de nossa própria existência.Isto é a espiritualidade.
Mais e mais pessoas estão se incorporando à era ecozóica. Ela, como se depreende, está cheia de promessas. Abre-nos uma janela para um futuro de vida e de alegria. Precisamos fazer uma convocação geral para que ela seja generalizada em todos os âmbitos e plasme a nova consciência.
Leonardo Boff é autor de Cuidar da Terra-Proteger a vida. Record 2010.
Quem leu meu artigo anterior O antropoceno:uma nova era geológica deve ter ficado desolado. E com razão, pois, quis intencionalmente provocar tal sentimento. Com efeito, a visão de mundo imperante, mecanicista, utilitarista, antropocêntrica e sem respeito pela Mãe Terra e pelos limites de seus ecossistemas só pode levar a um impasse perigoso: liquidar com as condições ecológicas que nos permitem manter nossa civilização e a vida humana neste esplendoroso Planeta.
Mas como tudo tem dois lados, vejamos o lado promissor da atual crise: o alvorecer de uma nova era, a do Ecozóico. Esta expressão foi sugerida por um dos maiores astrofísicos atuais, diretor do Centro para a História do Universo, do Instituto de Estudos Integrais da Califórnia: Brian Swimme.
Que significa a Era do Ecozóico? Significa colocar o ecológico como a realidade central a partir da qual se organizam as demais atividades humanas, principalmente a econômica, de sorte que se preserve o capital natural e se atenda as necessidades de toda a comunidade vida presente e futura. Disso resulta um equilíbrio em nossas relações para com a natureza e a sociedade no sentido da sinergia e da mútua pertença deixando aberto o caminho para frente.
Vivíamos sob o mito do progresso. Mas este foi entendido de forma distorcida como controle humano sobre o mundo não-humano para termos um PIB cada vez maior. A forma correta é entender o progresso em sintonia com a natureza e sendo medido pelo funcionamento integral da comunidade terrestre. O Produto Interno Bruto não pode ser feito à custa do Produto Terrestre Bruto. Aqui está o nosso pecado original.
Esquecemos que estamos dentro de um processo único e universal – a cosmogênese – diverso, complexo e ascendente. Das energias primordiais chegamos à matéria, da matéria à vida e da vida à consciência e da consciência à mundialização. O ser humano é a parte consciente e inteligente deste processo. É um evento acontecido no universo, em nossa galáxia, em nosso sistema solar, em nosso Planeta e nos nossos dias.
A premissa central do Ecozóico é entender o universo enquanto conjunto das redes de relações de todos com todos. Nós humanos, somos essencialmente, seres de intrincadíssimas relações. E entender a Terra com um superorganismo vivo que se autoregula e que continuamente se renova. Dada a investida produtivista e consumista dos humanos, este organismo está ficando doente e incapaz de “digerir” todos os elementos tóxicos que produzimos nos últimos séculos. Pelo fato de ser um organismo, não pode sobreviver em fragmentos mas na sua integralidade. Nosso desafio atual é manter a integridade e a vitalidade da Terra. O bem-estar da Terra é o nosso bem-estar.
Mas o objetivo imediato do Ecozóico não é simplesmente diminuir a devastação em curso, senão alterar o estado de consciência, responsável por esta devastação. Quando surgiu o cenozóico (a nossa era há 66 milhões de anos) o ser humano não teve influência nenhuma nele. Agora no Ecozóico, muita coisa passa por nossas decisões: se preservamos uma espécie ou um ecossistema ou os condenamos ao desaparecimento. Nós copilotamos o processo evolucionário.
Positivamente, o que a era ecozóica visa, no fim das contas, é alinhar as atividades humanas com as outras forças operantes em todo o Planeta e no Universo, para que um equilíbrio criativo seja alcançado e assim podermos garantir um futuro comum. Isso implica um outro modo de imaginar, de produzir, de consumir e de dar significado à nossa passagem por este mundo. Esse significado não nos vem da economia mas do sentimento do sagrado face ao mistério do universo e de nossa própria existência.Isto é a espiritualidade.
Mais e mais pessoas estão se incorporando à era ecozóica. Ela, como se depreende, está cheia de promessas. Abre-nos uma janela para um futuro de vida e de alegria. Precisamos fazer uma convocação geral para que ela seja generalizada em todos os âmbitos e plasme a nova consciência.
Leonardo Boff é autor de Cuidar da Terra-Proteger a vida. Record 2010.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Nossa obesidade mental...
Obesidade Mental
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity»,
que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais
em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o
conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema
da sociedade moderna.
- «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos
perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da
informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios
que esses.»
- Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de
preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que
de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos
tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas
e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas
e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as
revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
- «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes
se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a
dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados,
videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina,
romance, violência e emoção,
é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e
equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os
Abutres", afirma:
- «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de
reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das
realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir,
agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
- «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para
que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
- «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes
realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a
cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,
paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da
civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
O prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity»,
que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais
em geral.
Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o
conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema
da sociedade moderna.
- «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos
perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada.
Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da
informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios
que esses.»
- Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de
preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que
de hidratos de carbono.
As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos
tacanhos, condenações precipitadas.
Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.
Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas
e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas
e realizadores de cinema.
Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as
revistas e romances são os donuts da imaginação.»
O problema central está na família e na escola.
- «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes
se comerem apenas doces e chocolate.
Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a
dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados,
videojogos e telenovelas.
Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina,
romance, violência e emoção,
é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e
equilibrada.»
Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os
Abutres", afirma:
- «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de
reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das
realizações humanas.
A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir,
agredir e manipular.»
O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.
«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»
Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.
- «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.
Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.
Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para
que é que ela serve.
Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.
Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».
As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.
- «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes
realizações do espírito humano estejam em decadência.
A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a
cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil,
paradoxal ou doentia.
Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.
Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da
civilização, como tantos apregoam.
É só uma questão de obesidade.
O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.
O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.
Precisa sobretudo de dieta mental.»
sábado, 15 de janeiro de 2011
Muito lúcido-Leonardo Boff
O preço de não escutar a natureza
O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.
Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam.
Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
Leonardo Boff é filósofo/teólogo
O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam frequentemente deslizamentos fatais.
Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.
A causa principal deriva do modo como costumamos tratar a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrário, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.
Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.
Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam.
Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água. Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.
No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas. Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e morar.
Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser de cada encosta, de cada vale e de cada rio.
Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.
Leonardo Boff é filósofo/teólogo
Wayne W. Dyer18 de Julho de 2010-Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender idéias arraigadas sobre a própria importância.
Wayne W. Dyer18 de Julho de 2010Aqui estão sete sugestões para ajudá-lo a transcender idéias arraigadas sobre a própria importância. Todas estas são concebidas para ajudar a impedi-lo de se identificar falsamente com a auto-importância do ego.1 – Deixe de ficar ofendido. O comportamento dos outros não é motivo para ficar retido. Aquilo que o ofende somente o enfraquece. Se estiver procurando ocasiões para ficar ofendido, você as encontrará a cada oportunidade. Este é o seu ego operando, convencendo-o de que o mundo não deveria ser assim. Mas você pode se tornar um apreciador da vida e se equiparar ao Espírito universal da Criação. Você não pode alcançar o poder da intenção ao ficar ofendido. De qualquer modo, aja para erradicar os horrores do mundo que emanam da identificação massiva do ego, mas fique em paz. Como “Um Curso em Milagres” nos lembra: “A Paz é de Deus, você que é parte de Deus, não está no lar, exceto em sua paz. O Ser é de Deus, você que é parte de Deus não está no lar, exceto em sua paz”. Ficar ofendido cria a mesma energia destrutiva que o ofendeu em primeiro lugar e leva ao ataque, ao contra-ataque e à guerra.2 – Libere a sua necessidade de vencer. O ego adora nos dividir em vencedores e perdedores. A busca da vitória é um meio infalível de evitar o contato consciente com a intenção. Por quê? Porque em última instância, a vitória é impossível o tempo todo. Alguém lá fora será mais rápido, mais afortunado, mais jovem, mais forte e mais inteligente, e novamente você se sentirá inútil e insignificante. Você não é o seu prêmio ou a sua vitória. Você pode curtir a competição, e se divertir em um mundo onde a vitória é tudo, mas você não tem que estar lá em seus pensamentos. Não há perdedores em um mundo onde todos compartilham a mesma fonte de energia. Tudo o que você pode dizer em um determinado dia é que você realizou em um determinado nível, em comparação aos níveis de outros neste dia. Mas hoje é outro dia, com outros competidores e novas circunstâncias a considerar. Você está ainda na presença infinita em um corpo que está em outro dia, ou em outra década, mais velho. Deixe ir a necessidade de vencer, sem concordar que o oposto de vencer é perder. Este é o medo do ego. Se o seu corpo não está atuando de modo a vencer neste dia, ele simplesmente não se importa quando você não está se identificando exclusivamente com o seu ego. Seja o observador, notando e apreciando tudo isto sem precisar ganhar um troféu. Esteja em paz, e corresponda com a energia da intenção. E, ironicamente, embora você quase não o perceba, mais vitórias se apresentarão em sua vida quando menos as perseguir.3 – Deixe ir a sua necessidade de estar certo. O ego é a fonte de muitos conflitos e desavenças, porque ele o empurra na direção de tornar outras pessoas erradas. Quando você é hostil, está desconectado do poder da intenção. O Espírito Criativo é bondoso, amoroso e receptivo; e livre da raiva, do ressentimento ou da amargura. Liberar a sua necessidade de estar certo em suas discussões e relacionamentos é como dizer ao ego: eu não sou um escravo para você. Eu quero aceitar a bondade e rejeitar a sua necessidade de estar certo. Realmente, eu oferecerei a esta pessoa uma oportunidade de se sentir melhor, dizendo que ela está certa, e lhe agradecer por me apontar na direção da verdade. Quando você deixa ir a necessidade de estar certo, é capaz de fortalecer a sua conexão com o poder da intenção. Mas tenha em mente que o ego é um combatente determinado. Eu tenho visto pessoas terminarem relacionamentos maravilhosos, apegando-se a sua necessidade de estar certo, interrompendo-se no meio de um argumento e se questionando: “Eu quero estar certo ou ser feliz?” Quando você escolhe o humor feliz, amoroso e espiritualizado, a sua conexão com a intenção é fortalecida. Estes momentos expandem no final das contas, a sua nova conexão com o poder da intenção. A Fonte universal começará a colaborar com você, criando a vida que você pretendia viver. 4 – Deixe ir a sua necessidade de ser superior. A verdadeira nobreza não se refere a ser melhor do que outra pessoa. Trata-se de ser melhor do que você costumava ser. Permaneça focado em seu crescimento, com uma consciência permanente de que ninguém neste planeta é melhor do que outro. Todos nós emanamos da mesma força de vida criativa. Todos nós temos uma missão de compreender a nossa essência pretendida. Tudo o que precisamos para cumprir o nosso destino nos está disponível. Nada disto é possível quando você se vê como superior aos outros. É um velho provérbio, mas, entretanto, verdadeiro: Somos todos iguais aos olhos de Deus. Deixe ir a sua necessidade de se sentir superior, vendo a revelação de Deus em todos. Não avalie os outros com base em sua aparência, em suas conquistas, posses e em outros índices do ego. Quando você projeta sentimentos de superioridade, isto é o que você recebe de volta, levando a ressentimentos, e principalmente, a sentimentos hostis. Estes sentimentos se tornam o veículo que o distancia mais da intenção. Um Curso em Milagres trata desta necessidade de ser especial e superior. A pessoa que se julga especial sempre faz comparações. 5 – Deixe ir a necessidade de ter mais. O mantra do ego é mais. Ele nunca está satisfeito. Não importa quanto você consiga ou adquira, seu ego vai insistir que não há o suficiente. Você se encontrará em um estado perpétuo de esforço para obter, eliminando a possibilidade de nunca chegar. Entretanto, na realidade, você já chegou, e como você optar por usar este momento presente de sua vida, é sua escolha. Ironicamente, quando você deixa de precisar mais, mais do que você deseja parece chegar a sua vida. Desde que você se desligou da necessidade por isto, você achará mais fácil transmiti-lo aos outros, porque você compreende quão pouco você precisa a fim de ficar satisfeito e em paz. A Fonte universal está contente com ela mesma, expandindo-se constantemente e criando nova vida, sem tentar se apegar as suas criações para seus próprios propósitos egoístas. Ela cria e libera. Quando você libera a necessidade do ego de ter mais, você se unifica a esta Fonte. Você cria, atrai para si e libera, nunca exigindo que mais venha ao seu caminho. Como um apreciador de tudo o que se apresenta, você aprende a poderosa lição de S. Francisco de Assis: “É dando que recebemos.” Ao permitir que a abundância flua para e através de você, você se equipara a sua Fonte e garante que esta energia continue a fluir. 6 – Deixe de se identificar com base em suas realizações. Este pode ser um conceito difícil se pensar que vocês são as suas realizações. Deus canta todas as músicas, Deus constrói todos os prédios, Deus é a fonte de todas as suas realizações. Eu posso ouvir o seu ego protestando em voz alta. Entretanto, permaneça atento a esta idéia. Tudo emana da Fonte! Você e esta Fonte são um! Você não é este corpo e as suas realizações. Você é o observador. Observe tudo isto; e seja grato pelas habilidades que acumulou. Mas dê todo o crédito ao poder da intenção, que lhe trouxe à existência e da qual é uma parte materializada. Quanto menos precisar assumir o crédito pelos seus empreendimentos e mais conectado permanecer às sete faces da intenção, mais estará livre para realizar, e mais se apresentará para você. Quando você se liga a estas conquistas e acredita que apenas você que está fazendo todas estas coisas, você deixa a paz e a gratidão de sua Fonte. 7 – Deixe ir a sua reputação. Sua reputação não está localizada em você. Ela reside nas mentes dos outros. Portanto, você não tem nenhum controle sobre tudo isto. Se falar para 30 pessoas, você terá 30 reputações. Conectar-se à intenção significa ouvir o seu coração e se conduzir baseado naquilo que a sua voz interior lhe diz que é o seu propósito aqui. Se estiver muito preocupado em como será percebido por todos, então você se desliga da intenção e permite que as opiniões dos outros o oriente. Este é o seu ego operando. É uma ilusão que se interpõe entre você e o poder da intenção. Não há nada que não possa fazer, a menos que se desconecte da fonte de poder e se torne convencido de que o seu propósito é provar aos outros como você é poderoso e superior, e gaste a sua energia tentando ganhar uma gigantesca reputação entre outros egos. Permanecer no propósito, desligar-se do resultado, e assumir a responsabilidade pelo que faz, reside em você: seu caráter. Deixe que a sua reputação seja debatida por outros. Ela nada tem a ver com você. Ou como o título de um livro diz: “O que você pensa de mim, não é da minha conta.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Matrix
Uma das coisas mais complicadas de se entender quando ainda não se alcança um despertar mais avançado é a natureza da ilusão deste mundo. Isso porque, condicionados por uma vida inteira, ou várias vidas passadas, as pessoas têm a atual realidade aceita, totalmente absorvida em cada faísca de pensamento, conceito e compreensão. Torna-se então difícil de entender como algo tão complexo, tão cheio de vida própria pode ser uma ilusão criada para propósitos nada altruístas para com a humanidade. As respostas são até singelas para explicar o porquê deste mundo, mas funcionam corretamente, exercendo bem seus papéis.
Antes de mais nada é preciso compreender exatamente do que estamos falando. Não falamos da realidade 3D, deste conceito que temos da matéria densa na qual vivemos. Essa é outra história, primordial e sem a malícia que muitos teimam em dar a ela. Esta é Maya. Sua criação fora unicamente para propósitos experenciais e cumpriu bem seu papel até agora. Todavia não é dela que falamos, e sim, da ilusão deste orbe terrestre, que mais do que um amontoado de mentiras e situações inúteis, é um grande véu que impede a consciência humana de encontrar a si mesma e as grandes maravilhas da existência transcendental.
Não podemos atestar um início absoluto para a criação desta ilusão, seria leviandade, mas podemos nos situar em seu contexto mais amplo e compreender o porquê de si mesma.
Sabemos que o conhecimento é poder, e que o poder quando mal administrado corrompe. Durante grande parte da história da humanidade, desde seus primórdios racionais, estivemos seguindo junto com a correnteza, fluindo com a vida e experenciando suas peculiaridades. Mas por causa de intervenções ímpares em nossas construções biológicas, acabamos estancados em diversas áreas do conhecimento e experiência universal. Uma delas é a espiritualidade, que molda nosso avanço e entendimento do mundo e de nós mesmos.
Essas intervenções a princípio não tinham características sórdidas, era algo fruto de certa irresponsabilidade e que acabou acarretando uma série de acontecimentos que deram início à verdadeira manipulação. Então, querido leitor, não devemos condenar esta ou aquela atitude, não podemos dar nomes aos culpados simplesmente por suas atitudes impensadas. Lembremos que a inteligência não é sinal de sabedoria e que todos são passíveis de erros.
Mas então o que acontece quando alguns indivíduos, dotados de conhecimento e entendimento privilegiado, além de uma espiritualidade mais latente, acabam provando do poder e adorando? Eles querem mais. E essa sede por mais foi a faísca da criação do mundo de mentiras que presenciamos nos dias atuais, mas que está prestes a cair por terra.
A Criação
A complexidade que vemos no mundo não foi criada da noite para o dia. Como qualquer obra de arte, começou com os preparativos, depois o esboço e as primeiras pinceladas. É necessário muita paciência, e uma mente privilegiada e transcendente para manter o controle sobre a obra. Uma consciência, ou consciências, que não estão limitadas pelas barreiras temporais. Quando se diz que algo dessa magnitude, que perdura há milhares de anos, não pode ter sido criada por uma mente humana, é uma constatação inteligente e racional.
A primeira fase é a criação do cenário. Aqui temos a base da ilusão, para que as mentes fiquem presas e encantadas pelos olhos e pela interpretação óbvia. O cenário contém os conhecimentos básicos relativos à matéria: vida, morte, nascimento, reprodução, mente, coração, órgãos internos, cérebro, pensamentos, ideias, sentimentos, emoções, conhecimento, desenhos, escrita, matemática, equações, soluções, respostas complexas, respostas ambíguas, mistérios, segredos, etc. Todos manipulados previamente para um entendimento errôneo.
Quando os materiais estão todos prontos a serem usados, então são criados os pilares do cenário: Religião, Política, Educação, Ciência, Entretenimento e Guerra.
A humanidade então vai evoluindo sobre estes pilares, construídos com materiais de qualidade duvidosa, que acabam iludindo e criando falsas convicções filosóficas e científicas a respeito do mundo e de si mesma. O interno recebe grande atenção da Religião. Mas seus materiais também estão corrompidos e o interno acaba sendo desconstruído para adaptar-se às imperfeições de seus dogmas e conceitos.
A Ciência, ainda tímida, uma vez que o externo para ser atestado verdadeiro, necessita de mais do que palavras e intuições, e sim de provas físicas, começa então a ganhar força e trazer o homem para seu exterior, criando um contraponto com o interno e um conflito ideológico, perdurando por tempo indeterminado no psiquismo humano.
A Educação à princípio vem para trazer algumas respostas para os questionamentos naturais do ser humano, recebendo-as todavia de fontes obtusas e filtradas. Assim é ensinado o básico e verdadeiro sobre a realidade física através da Matemática, idioma universal e que para os fins da própria criação da Matriz necessita ser passada isenta de conflitos e inconstâncias. Todavia, a mesma Educação exerce um papel de dupla personalidade ao ministrar falsos eventos históricos como maneira de moldar o pensamento presente e, por conseguinte, a consciência futura. Então temos as criações de mitos e de mentiras históricas. A verdadeira história se perde, limitando e obstruindo a consciência humana de entender a si mesma, que além disso, com a intervenção da ciência, ainda tem uma referência totalmente insconstante de sua verdadeira natureza.
A Política surge como uma maneira piramidal de exercer o poder direta e indiretamente, além de servir de falso farol de delegações de poderes, responsabilidades e lideranças, fazendo com que o ser humano se sinta seguro por ter alguém no controle da situação para seu próprio bem e a de seus familiares. Todavia, a Política nunca, em momento algum de sua história, teve a intenção de servir a população, apenas a de continuar de forma perene no controle de todo o andamento social e econômico, servindo em maior escala aos propósitos ilusórios de seus controladores. Nada mais que a perpetuação de ícones.
A Guerra surge única e exclusivamente para criar estados mentais de medo, o alimento máximo da Matriz. Nunca teve a ver com disputas territoriais, ideológicas ou religiosas; essas são disposições inferiores nas mentes de manipulados e manipuláveis. Por cima de tudo e de todos, apenas o medo é que realmente fundamentou a instituição de todas as guerras já criadas ao longo da história da humanidade. E com o advento das modernizações da Matriz, como o sistema financeiro, por exemplo, acabou servindo também para auxiliar o andamento da máquina ilusória como um todo.
O Entretenimento vem justamente para impedir o questionamento e a busca pela verdade, uma vez que prende a mente numa gaiola fictícia e paliativa para as dores e tristezas mais fundamentais do vazio existencial nativo do ser humano. Então são criados os esportes de competição. E com o passar dos séculos, a necessidade de ampliar sua capacidade hipnótica, o entretenimento acaba expandindo-se em novas vertentes, corrompendo inclusive a arte, e também se estabelecendo no reino das comunicações fundamentais. Todavia, sua única razão de existir é justamente o de colocar véus em frente dos olhos da humanidade.
A Segunda Fase
O próximo passo da implantação da ilusão é a expansão de seus fractais manipulatórios, de acordo com o avanço da própria humanidade. Aqui há o estabelecimento de 2 subpilares fundamentais: o Sistema Monetário e a Mídia, além do fortalecimento da Ciência. Nesta fase, a capacidade questionadora e ideológica do ser humano está em seu nível mais baixo, tornando-o robótico, desprovido de verdadeiras características humanas.
O Sistema Monetário veio como forma de limitar as experiências humanas, colocando grilhões em seus calcanhares para impedir o homem de continuar em sua liberdade existencial. A cobrança e o preço para manter-se vivo e fundamentado junto ao seu grupo veio para limitar os pensamentos e a maneira livre de encarar o mundo ao redor. Assim sendo, o trabalho como meio de contribuir para o bem estar de todos tornou-se uma maneira de sobrevivência, obrigatório para se tornar um cidadão. Sem ele, a exclusão do grupo torna-se iminente.
As jornadas de trabalho, os falsos benefícios, as contas a pagar, os tributos, a ato de pagar para se divertir, tudo isso são distrações mentais; limitações indutórias à involução espiritual e, por conseguinte, mentais e biológicas. Pagar para viver no mundo em que nasceu. Esta é a realidade do homem.
E juntando-se ao Entretenimento, veio o consumismo, efeito anestésico e sem nenhum fundamento; juntando-se à Política, veio os tributos e impostos; juntando-se á Religião vieram os dízimos e doações; juntando-se à Educação, veio a busca pelo sucesso financeiro; juntando-se à Guerra, veio o mercado bélico e tráfico de armas e, por conseguinte, tráfico de drogas e entorpecentes; e juntando-se à Ciência, veio o advento das indústrias farmacêuticas. Tudo formando um grande fractal manipulatório.
A Mídia ganhou força total nas últimas décadas devido ao seu grau elevado de aderência e aceitação, servindo então como grande estandarte da Matriz. As comunicações são filtradas para favorecer determinada ideia a ser implantada, e aliando-se ao Entretenimento, temos então a máquina perfeita para mudar o comportamento social e filosófico da humanidade como um todo. Cinema, Música, Internet, Videogames, Livros, Revistas, Jornais e Tevês. Tudo servindo a um mesmo propósito. E compreendendo o papel fundamental que o sexo tem no afrouxamento da capacidade ideológica do ser humano, foi criada a indústria pornográfica. Tudo encaixado, tudo planejado.
A razão de tudo isso? Impedir que alcancemos nossa verdadeira natureza, nossa divindade e, por ventura, liberdade espiritual. Impedir que saibamos que há um mundo por trás do mundo, que há muita vida além do que os olhos podem ver; que não estamos sós no universo e que temos a fagulha de Deus dentro de nossos âmagos. Controle, é disso que se trata.
Transição Planetária
Pois bem, querido leitor, compreendendo que a sociedade e todos os seus braços são o que de fato queremos dizer por Matriz, fica muito mais fácil de compreender como oferecer boas respostas quando a hora chegar. Pois perguntas serão feitas, é preciso saber respondê-las da maneira mais adequada para um verdadeiro entendimento.
"Se o mundo vai sofrer uma grande chacoalhada, por que então ainda existe tantos planos? Por que tantos investimentos financeiros, Copa do Mundo, Olimpíadas do Rio, missões da NASA, construções de plataformas de Petróleo, etc?"
Esta pergunta foi feita por meu irmão. Ele não é um desperto, mas também não dorme mais. Ele está na fase sonâmbula. Já assistiu "Zeitgeist", "Endgame" e "Quem Somos Nós?", já sabe sobre a existência de extraterrestres, tem uma noção de espiritualidade, mas mesmo assim, ainda está estancado e preso nas inconstâncias da dúvida. Portanto, só vai realmente compreender, quando algo grande acontecer, algo que traumatize. Muitas pessoas se encontram nesta posição, a maioria nem sequer é sonâmbula. E elas irão fazer perguntas, grande parte ainda antes dos principais acontecimentos, pois os véus estão caindo de maneira aguda e isso está abrindo espaço nas mentes das pessoas.
Antes de mais nada é preciso compreender exatamente do que estamos falando. Não falamos da realidade 3D, deste conceito que temos da matéria densa na qual vivemos. Essa é outra história, primordial e sem a malícia que muitos teimam em dar a ela. Esta é Maya. Sua criação fora unicamente para propósitos experenciais e cumpriu bem seu papel até agora. Todavia não é dela que falamos, e sim, da ilusão deste orbe terrestre, que mais do que um amontoado de mentiras e situações inúteis, é um grande véu que impede a consciência humana de encontrar a si mesma e as grandes maravilhas da existência transcendental.
Não podemos atestar um início absoluto para a criação desta ilusão, seria leviandade, mas podemos nos situar em seu contexto mais amplo e compreender o porquê de si mesma.
Sabemos que o conhecimento é poder, e que o poder quando mal administrado corrompe. Durante grande parte da história da humanidade, desde seus primórdios racionais, estivemos seguindo junto com a correnteza, fluindo com a vida e experenciando suas peculiaridades. Mas por causa de intervenções ímpares em nossas construções biológicas, acabamos estancados em diversas áreas do conhecimento e experiência universal. Uma delas é a espiritualidade, que molda nosso avanço e entendimento do mundo e de nós mesmos.
Essas intervenções a princípio não tinham características sórdidas, era algo fruto de certa irresponsabilidade e que acabou acarretando uma série de acontecimentos que deram início à verdadeira manipulação. Então, querido leitor, não devemos condenar esta ou aquela atitude, não podemos dar nomes aos culpados simplesmente por suas atitudes impensadas. Lembremos que a inteligência não é sinal de sabedoria e que todos são passíveis de erros.
Mas então o que acontece quando alguns indivíduos, dotados de conhecimento e entendimento privilegiado, além de uma espiritualidade mais latente, acabam provando do poder e adorando? Eles querem mais. E essa sede por mais foi a faísca da criação do mundo de mentiras que presenciamos nos dias atuais, mas que está prestes a cair por terra.
A Criação
A complexidade que vemos no mundo não foi criada da noite para o dia. Como qualquer obra de arte, começou com os preparativos, depois o esboço e as primeiras pinceladas. É necessário muita paciência, e uma mente privilegiada e transcendente para manter o controle sobre a obra. Uma consciência, ou consciências, que não estão limitadas pelas barreiras temporais. Quando se diz que algo dessa magnitude, que perdura há milhares de anos, não pode ter sido criada por uma mente humana, é uma constatação inteligente e racional.
A primeira fase é a criação do cenário. Aqui temos a base da ilusão, para que as mentes fiquem presas e encantadas pelos olhos e pela interpretação óbvia. O cenário contém os conhecimentos básicos relativos à matéria: vida, morte, nascimento, reprodução, mente, coração, órgãos internos, cérebro, pensamentos, ideias, sentimentos, emoções, conhecimento, desenhos, escrita, matemática, equações, soluções, respostas complexas, respostas ambíguas, mistérios, segredos, etc. Todos manipulados previamente para um entendimento errôneo.
Quando os materiais estão todos prontos a serem usados, então são criados os pilares do cenário: Religião, Política, Educação, Ciência, Entretenimento e Guerra.
A humanidade então vai evoluindo sobre estes pilares, construídos com materiais de qualidade duvidosa, que acabam iludindo e criando falsas convicções filosóficas e científicas a respeito do mundo e de si mesma. O interno recebe grande atenção da Religião. Mas seus materiais também estão corrompidos e o interno acaba sendo desconstruído para adaptar-se às imperfeições de seus dogmas e conceitos.
A Ciência, ainda tímida, uma vez que o externo para ser atestado verdadeiro, necessita de mais do que palavras e intuições, e sim de provas físicas, começa então a ganhar força e trazer o homem para seu exterior, criando um contraponto com o interno e um conflito ideológico, perdurando por tempo indeterminado no psiquismo humano.
A Educação à princípio vem para trazer algumas respostas para os questionamentos naturais do ser humano, recebendo-as todavia de fontes obtusas e filtradas. Assim é ensinado o básico e verdadeiro sobre a realidade física através da Matemática, idioma universal e que para os fins da própria criação da Matriz necessita ser passada isenta de conflitos e inconstâncias. Todavia, a mesma Educação exerce um papel de dupla personalidade ao ministrar falsos eventos históricos como maneira de moldar o pensamento presente e, por conseguinte, a consciência futura. Então temos as criações de mitos e de mentiras históricas. A verdadeira história se perde, limitando e obstruindo a consciência humana de entender a si mesma, que além disso, com a intervenção da ciência, ainda tem uma referência totalmente insconstante de sua verdadeira natureza.
A Política surge como uma maneira piramidal de exercer o poder direta e indiretamente, além de servir de falso farol de delegações de poderes, responsabilidades e lideranças, fazendo com que o ser humano se sinta seguro por ter alguém no controle da situação para seu próprio bem e a de seus familiares. Todavia, a Política nunca, em momento algum de sua história, teve a intenção de servir a população, apenas a de continuar de forma perene no controle de todo o andamento social e econômico, servindo em maior escala aos propósitos ilusórios de seus controladores. Nada mais que a perpetuação de ícones.
A Guerra surge única e exclusivamente para criar estados mentais de medo, o alimento máximo da Matriz. Nunca teve a ver com disputas territoriais, ideológicas ou religiosas; essas são disposições inferiores nas mentes de manipulados e manipuláveis. Por cima de tudo e de todos, apenas o medo é que realmente fundamentou a instituição de todas as guerras já criadas ao longo da história da humanidade. E com o advento das modernizações da Matriz, como o sistema financeiro, por exemplo, acabou servindo também para auxiliar o andamento da máquina ilusória como um todo.
O Entretenimento vem justamente para impedir o questionamento e a busca pela verdade, uma vez que prende a mente numa gaiola fictícia e paliativa para as dores e tristezas mais fundamentais do vazio existencial nativo do ser humano. Então são criados os esportes de competição. E com o passar dos séculos, a necessidade de ampliar sua capacidade hipnótica, o entretenimento acaba expandindo-se em novas vertentes, corrompendo inclusive a arte, e também se estabelecendo no reino das comunicações fundamentais. Todavia, sua única razão de existir é justamente o de colocar véus em frente dos olhos da humanidade.
A Segunda Fase
O próximo passo da implantação da ilusão é a expansão de seus fractais manipulatórios, de acordo com o avanço da própria humanidade. Aqui há o estabelecimento de 2 subpilares fundamentais: o Sistema Monetário e a Mídia, além do fortalecimento da Ciência. Nesta fase, a capacidade questionadora e ideológica do ser humano está em seu nível mais baixo, tornando-o robótico, desprovido de verdadeiras características humanas.
O Sistema Monetário veio como forma de limitar as experiências humanas, colocando grilhões em seus calcanhares para impedir o homem de continuar em sua liberdade existencial. A cobrança e o preço para manter-se vivo e fundamentado junto ao seu grupo veio para limitar os pensamentos e a maneira livre de encarar o mundo ao redor. Assim sendo, o trabalho como meio de contribuir para o bem estar de todos tornou-se uma maneira de sobrevivência, obrigatório para se tornar um cidadão. Sem ele, a exclusão do grupo torna-se iminente.
As jornadas de trabalho, os falsos benefícios, as contas a pagar, os tributos, a ato de pagar para se divertir, tudo isso são distrações mentais; limitações indutórias à involução espiritual e, por conseguinte, mentais e biológicas. Pagar para viver no mundo em que nasceu. Esta é a realidade do homem.
E juntando-se ao Entretenimento, veio o consumismo, efeito anestésico e sem nenhum fundamento; juntando-se à Política, veio os tributos e impostos; juntando-se á Religião vieram os dízimos e doações; juntando-se à Educação, veio a busca pelo sucesso financeiro; juntando-se à Guerra, veio o mercado bélico e tráfico de armas e, por conseguinte, tráfico de drogas e entorpecentes; e juntando-se à Ciência, veio o advento das indústrias farmacêuticas. Tudo formando um grande fractal manipulatório.
A Mídia ganhou força total nas últimas décadas devido ao seu grau elevado de aderência e aceitação, servindo então como grande estandarte da Matriz. As comunicações são filtradas para favorecer determinada ideia a ser implantada, e aliando-se ao Entretenimento, temos então a máquina perfeita para mudar o comportamento social e filosófico da humanidade como um todo. Cinema, Música, Internet, Videogames, Livros, Revistas, Jornais e Tevês. Tudo servindo a um mesmo propósito. E compreendendo o papel fundamental que o sexo tem no afrouxamento da capacidade ideológica do ser humano, foi criada a indústria pornográfica. Tudo encaixado, tudo planejado.
A razão de tudo isso? Impedir que alcancemos nossa verdadeira natureza, nossa divindade e, por ventura, liberdade espiritual. Impedir que saibamos que há um mundo por trás do mundo, que há muita vida além do que os olhos podem ver; que não estamos sós no universo e que temos a fagulha de Deus dentro de nossos âmagos. Controle, é disso que se trata.
Transição Planetária
Pois bem, querido leitor, compreendendo que a sociedade e todos os seus braços são o que de fato queremos dizer por Matriz, fica muito mais fácil de compreender como oferecer boas respostas quando a hora chegar. Pois perguntas serão feitas, é preciso saber respondê-las da maneira mais adequada para um verdadeiro entendimento.
"Se o mundo vai sofrer uma grande chacoalhada, por que então ainda existe tantos planos? Por que tantos investimentos financeiros, Copa do Mundo, Olimpíadas do Rio, missões da NASA, construções de plataformas de Petróleo, etc?"
Esta pergunta foi feita por meu irmão. Ele não é um desperto, mas também não dorme mais. Ele está na fase sonâmbula. Já assistiu "Zeitgeist", "Endgame" e "Quem Somos Nós?", já sabe sobre a existência de extraterrestres, tem uma noção de espiritualidade, mas mesmo assim, ainda está estancado e preso nas inconstâncias da dúvida. Portanto, só vai realmente compreender, quando algo grande acontecer, algo que traumatize. Muitas pessoas se encontram nesta posição, a maioria nem sequer é sonâmbula. E elas irão fazer perguntas, grande parte ainda antes dos principais acontecimentos, pois os véus estão caindo de maneira aguda e isso está abrindo espaço nas mentes das pessoas.
domingo, 2 de janeiro de 2011
O valioso tempo dos maduros-Mário de Andrade.
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
...Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
- Mário (Coelho Pinto)de Andrade, ensaista e ativista angolano, ou Ricardo Gondim, publicado no livro “Creio, mas tenho Dúvidas”, Editora Ultimato? -
Não sei, mas oderia ser meu, pois retrata exatamento o que sinto.
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
...Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
- Mário (Coelho Pinto)de Andrade, ensaista e ativista angolano, ou Ricardo Gondim, publicado no livro “Creio, mas tenho Dúvidas”, Editora Ultimato? -
Não sei, mas oderia ser meu, pois retrata exatamento o que sinto.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Uma oração de PAZ e FELICIDADE para 2011.Vania Vieira
Senhor Deus da minha compreensão,Deus do meu coração,dono do tempo e da eternidade,teu é o hoje e o amanhã,
o passado e o futuro. Ao acabar mais um ano, quero te dizer OBRIGADA
por tudo aquilo que recebi de Ti. Obrigado pela vida e pelo amor,
pelas flores, pelo ar e pelo sol, pela alegria e pela dor,pelo o que foi possível
e pelo o que não foi. Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos e o que com elas
pude construir. Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei, as amizades novas e os antigos amores. Os que estão perto de mim e aqueles que pude ajudar, as com quem compartilhei a vida, o trabalho, a dor e a alegria. Mas também, Senhor, hoje quero te pedir perdão. Perdão pelo tempo perdido,
pelo dinheiro mal gasto, pela palavra inútil e o amor desperdiçado.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito, perdão por viver
sem entusiasmo. Também pela oração que aos poucos fui adiando
e que agora venho apresentar-Te, por todos meus ouvidos, descuidos e silêncios,
novamente te peço perdão. Nos próximos dias começaremos um novo ano.
Paro a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou
e te apresento estes dias, que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.
Hoje, te peço para mim, meus familiares e amigos, a paz e a legria, a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria. Quero viver cada dia com otimismo e bondade,
levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.
Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus lábios a palavras mentirosas,
egoistas ou que magoem. Abre sim, meu ser a tudo o que é bom.
Que meu espírito seja repleto somente de bênçãos para que as derrame
por onde passar. Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem,
enche-os de Sabedoria, Paz e Amor.
E que nossa amizade dure para sempre em nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.
Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartira FELICIDADE!.
(autor desconhecido)
o passado e o futuro. Ao acabar mais um ano, quero te dizer OBRIGADA
por tudo aquilo que recebi de Ti. Obrigado pela vida e pelo amor,
pelas flores, pelo ar e pelo sol, pela alegria e pela dor,pelo o que foi possível
e pelo o que não foi. Ofereço-te tudo o que fiz neste ano, o trabalho que pude realizar, as coisas que passaram pelas minhas mãos e o que com elas
pude construir. Apresento-te as pessoas que ao longo destes meses amei, as amizades novas e os antigos amores. Os que estão perto de mim e aqueles que pude ajudar, as com quem compartilhei a vida, o trabalho, a dor e a alegria. Mas também, Senhor, hoje quero te pedir perdão. Perdão pelo tempo perdido,
pelo dinheiro mal gasto, pela palavra inútil e o amor desperdiçado.
Perdão pelas obras vazias e pelo trabalho mal feito, perdão por viver
sem entusiasmo. Também pela oração que aos poucos fui adiando
e que agora venho apresentar-Te, por todos meus ouvidos, descuidos e silêncios,
novamente te peço perdão. Nos próximos dias começaremos um novo ano.
Paro a minha vida diante do novo calendário que ainda não se iniciou
e te apresento estes dias, que somente Tu sabes se chegarei a vivê-los.
Hoje, te peço para mim, meus familiares e amigos, a paz e a legria, a fortaleza e a prudência, a lucidez e a sabedoria. Quero viver cada dia com otimismo e bondade,
levando a toda parte um coração cheio de compreensão e paz.
Fecha meus ouvidos a toda falsidade e meus lábios a palavras mentirosas,
egoistas ou que magoem. Abre sim, meu ser a tudo o que é bom.
Que meu espírito seja repleto somente de bênçãos para que as derrame
por onde passar. Senhor, a meus amigos que lêem esta mensagem,
enche-os de Sabedoria, Paz e Amor.
E que nossa amizade dure para sempre em nossos corações.
Enche-me, também, de bondade e alegria para que todas as pessoas que eu encontrar no meu caminho possam descobrir em mim um pouquinho de Ti.
Dá-nos um ano feliz, e ensina-nos a repartira FELICIDADE!.
(autor desconhecido)
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Inaugurando 2011!
Já que hoje estamos na beiradinha do Ano Novo, vou deixar aqui umas dicas.
Bom, toda re-inauguração é um evento que precisa ser atenciosa, carinhosamente preparado.
1) Começar a preparar meus espaços para o novo ano que se próxima. E o preparo começa com a REMOÇÃO do que se tornou INÚTIL, está IMPERFEITO e provoca LEMBRANÇAS RUINS... Nada escapa. Tudo está sendo verificado e limpo criteriosamente.
2) É aconselhável mudar a "cara" de seus lugares, tanto casa como trabalho. Vários aspectos podem ser examinados: trocar quadros de lugar; renovar as fotos dos porta-retratos; modificar a arrumação dos móveis, por exemplo, trocar uma poltrona de lugar; pintar paredes que necessitem disso ou escolher uma parede para ganhar uma nova cor; Uma ação é muito importante: procure trazer para perto de você uma planta pelo menos. Uma orquídea, um pezinho de alecrim. Elas são boas companheiras de jornada. Tanto uma como outra têm intenso campo vibracional.
3) Espalhar elementos decorativos próprios das Festas. Fruteiras com maçãs, laranjas, tangerinas, uvas, caquis; e pratos com frutas secas, como damasco, tâmaras, uvas-passas, etc. Tudo isso é símbolo de Prosperidade. E nossa mente é grande apreciadora da linguagem simbólica. De fato, é única linguagem que ela percebe com clareza.
4) Celebrar o re-nascimento. A humanidade tem feito rituais de celebração há incontáveis eras. Celebrar em boa companhia fortalece a egrégora.
5) Muita alegria, que a casa esta esteja totalmente ILUMINADA, portas e janelas ABERTAS, para que 2010 se despeça com festejos; e 2011 tenha as boas-vindas como a Esperança pede.
6) Mas, além dessas dicas para a casa, é FUNDAMENTAL que todos se preparem emocionalmente! Terminar o ano torcendo para 2011 chegar logo porque "2010 foi uma droga", porque "não consegui o que queria", porque "aconteceu isso ou aquilo" é terminar o ano de modo triste, negativo. E ninguém merece se sentir assim. Crie âncoras positivas; liberte-se de seus pesos mortos.
Então, recomendo que todos façam um exercício de alegria e gratidão, para terminar 2010 com alegria, agradecendo as pequenas vitórias, as conquistas, os encontros e reencontros. O fato de estar vivo e com saúde é o suficiente para se festejar, não é mesmo? E, quem sabe das coisas, vai agradecer até as crises, porque, com elas, cresceram, se transformaram.
Bom, toda re-inauguração é um evento que precisa ser atenciosa, carinhosamente preparado.
1) Começar a preparar meus espaços para o novo ano que se próxima. E o preparo começa com a REMOÇÃO do que se tornou INÚTIL, está IMPERFEITO e provoca LEMBRANÇAS RUINS... Nada escapa. Tudo está sendo verificado e limpo criteriosamente.
2) É aconselhável mudar a "cara" de seus lugares, tanto casa como trabalho. Vários aspectos podem ser examinados: trocar quadros de lugar; renovar as fotos dos porta-retratos; modificar a arrumação dos móveis, por exemplo, trocar uma poltrona de lugar; pintar paredes que necessitem disso ou escolher uma parede para ganhar uma nova cor; Uma ação é muito importante: procure trazer para perto de você uma planta pelo menos. Uma orquídea, um pezinho de alecrim. Elas são boas companheiras de jornada. Tanto uma como outra têm intenso campo vibracional.
3) Espalhar elementos decorativos próprios das Festas. Fruteiras com maçãs, laranjas, tangerinas, uvas, caquis; e pratos com frutas secas, como damasco, tâmaras, uvas-passas, etc. Tudo isso é símbolo de Prosperidade. E nossa mente é grande apreciadora da linguagem simbólica. De fato, é única linguagem que ela percebe com clareza.
4) Celebrar o re-nascimento. A humanidade tem feito rituais de celebração há incontáveis eras. Celebrar em boa companhia fortalece a egrégora.
5) Muita alegria, que a casa esta esteja totalmente ILUMINADA, portas e janelas ABERTAS, para que 2010 se despeça com festejos; e 2011 tenha as boas-vindas como a Esperança pede.
6) Mas, além dessas dicas para a casa, é FUNDAMENTAL que todos se preparem emocionalmente! Terminar o ano torcendo para 2011 chegar logo porque "2010 foi uma droga", porque "não consegui o que queria", porque "aconteceu isso ou aquilo" é terminar o ano de modo triste, negativo. E ninguém merece se sentir assim. Crie âncoras positivas; liberte-se de seus pesos mortos.
Então, recomendo que todos façam um exercício de alegria e gratidão, para terminar 2010 com alegria, agradecendo as pequenas vitórias, as conquistas, os encontros e reencontros. O fato de estar vivo e com saúde é o suficiente para se festejar, não é mesmo? E, quem sabe das coisas, vai agradecer até as crises, porque, com elas, cresceram, se transformaram.
domingo, 26 de dezembro de 2010
SE NÃO HOUVER DISCIPLINA, NÃO HÁ AMOR...
Matthew Kelly
Quando você pensa na palavra "disciplina", o que lhe vem à mente? Para muitos, disciplina faz lembrar um professor exigente, um pai ou mãe controladores. Tente deixar de lado essa idéia e pense na disciplina que um atleta adota livremente para obter o melhor de si mesmo. Ninguém pode torná-lo disciplinado. A disciplina é um presente que damos a nós mesmos.
Todos os aspectos do ser humano desabrocham com disciplina, e o mesmo acontece com os relacionamentos. A disciplina é o preço que a vida cobra pela felicidade. Novamente, não estou falando do prazer passageiro, e sim de felicidade duradoura. Você não pode ser feliz por um período longo se não tiver disciplina.
A disciplina é a estrada que leva à plenitude da vida.
Pense nos quatro aspectos do ser humano: físico, emocional, intelectual e espiritual. Quando nos alimentamos bem, nos exercitamos com frequência e temos uma rotina de sono regular, nos sentimos mais plenamente vivos fisicamente. Quando amamos, quando damos prioridade aos relacionamentos significativos de nossas vidas, quando nos dedicamos a ajudar os outros em sua jornada, nos sentimos mais vivos intelectualmente. Quando entramos na escola do silêncio e nos postamos diante de Deus em oração, vivenciamos a vida mais plenamente do ponto de vista espiritual.
Cada uma dessas formas de vida mais plena requer disciplina.
Alimentar-se bem requer disciplina. Exercitar-se requer disciplina. Pensar nas necessidades dos outros antes das nossas requer disciplina. Tornar-nos as melhores pessoas que podemos ser exige escolhas, e as escolhas requerem disciplinas.
Você está desabrochando? Ou apenas sobrevivendo?
Quando nos sentimos mais plenamente vivos? Quando adotamos uma forma de disciplina. O ser humano desabrocha com a disciplina.
A disciplina é a chave da liberdade. É fácil ceder ao apelo dos prazeres momentâneos que este mundo oferece com tanta facilidade, mas todos os grandes homens e mulheres conhecem o valor de adiar as gratificações imediatas. Os heróis, líderes, campeões e santos que povoam os livros de história souberam adotar a disciplina muito bem.
Neste momento da história, o prazer e a gratificação imediata parecem ser os mestres da maioria das pessoas. Nós nos vemos escravizados e aprisionados por milhares de caprichos, anseios, vícios e apegos. Interiorizamos a idéia de que liberdade é a capacidade de fazer o que se quer, quando e onde se tem vontade, sem interferência de qualquer autoridade.
Mas liberdade não é a capacidade de se fazer o que se quer. Ser livre é ser capaz de escolher. Liberdade é a capacidade de escolher a cada momento o que é bom, verdadeiro, nobre e certo, para ir se tornando a melhor pessoa que você pode ser. Liberdade sem disciplina é impossível.
Mas a liberdade não é o centro da vida. Não. O amor é a essência da vida. O amor é a grande alegria da vida e sua maior lição. O amor é a única razão pela qual se dá a vida. Nós nos mantemos ocupados com tantas coisas e deixamos de lado, ignoramos, negligenciamos essa única e grandiosa tarefa. O amor é a principal e mais importante tarefa ― amar a si mesmo, esforçando-se para se tornar a melhor pessoa possível; amar os outros, incentivando-os em sua busca para se tornarem as melhores pessoas possíveis; e amar a Deus, tornando-se tudo aquilo que você foi criado para ser.
Para amar, porém, você precisa ser livre, pois amar é entregar-se a alguém ou a alguma coisa gratuitamente, de forma completa, incondicional e sem reservas. Mas, para se entregar ― a outra pessoa, a uma missão, a Deus ―, é preciso primeiro se conhecer e ser dono de si mesmo. A posse de si mesmo é a liberdade. Ela é um pré-requisito para o amor e só pode ser obtida por meio de disciplina.
É por isso que tão poucos relacionamentos florescem na nossa época. A própria natureza do amor exige a posse de si mesmo. Sem auto-controle e auto-domínio, somos incapazes de amar e de nos entregarmos.
O problema é que não queremos disciplina. Queremos que alguém nos diga que podemos ser felizes sem disciplina. Mas é impossível. Na verdade, se você quiser medir seu nível de felicidade, meça o nível de disciplina em sua vida. Os dois estão diretamente relacionados.
Cada passo em direção à melhor pessoa que podemos ser requer disciplina. (...)
Se não houver disciplina, não há amor.
Quando você pensa na palavra "disciplina", o que lhe vem à mente? Para muitos, disciplina faz lembrar um professor exigente, um pai ou mãe controladores. Tente deixar de lado essa idéia e pense na disciplina que um atleta adota livremente para obter o melhor de si mesmo. Ninguém pode torná-lo disciplinado. A disciplina é um presente que damos a nós mesmos.
Todos os aspectos do ser humano desabrocham com disciplina, e o mesmo acontece com os relacionamentos. A disciplina é o preço que a vida cobra pela felicidade. Novamente, não estou falando do prazer passageiro, e sim de felicidade duradoura. Você não pode ser feliz por um período longo se não tiver disciplina.
A disciplina é a estrada que leva à plenitude da vida.
Pense nos quatro aspectos do ser humano: físico, emocional, intelectual e espiritual. Quando nos alimentamos bem, nos exercitamos com frequência e temos uma rotina de sono regular, nos sentimos mais plenamente vivos fisicamente. Quando amamos, quando damos prioridade aos relacionamentos significativos de nossas vidas, quando nos dedicamos a ajudar os outros em sua jornada, nos sentimos mais vivos intelectualmente. Quando entramos na escola do silêncio e nos postamos diante de Deus em oração, vivenciamos a vida mais plenamente do ponto de vista espiritual.
Cada uma dessas formas de vida mais plena requer disciplina.
Alimentar-se bem requer disciplina. Exercitar-se requer disciplina. Pensar nas necessidades dos outros antes das nossas requer disciplina. Tornar-nos as melhores pessoas que podemos ser exige escolhas, e as escolhas requerem disciplinas.
Você está desabrochando? Ou apenas sobrevivendo?
Quando nos sentimos mais plenamente vivos? Quando adotamos uma forma de disciplina. O ser humano desabrocha com a disciplina.
A disciplina é a chave da liberdade. É fácil ceder ao apelo dos prazeres momentâneos que este mundo oferece com tanta facilidade, mas todos os grandes homens e mulheres conhecem o valor de adiar as gratificações imediatas. Os heróis, líderes, campeões e santos que povoam os livros de história souberam adotar a disciplina muito bem.
Neste momento da história, o prazer e a gratificação imediata parecem ser os mestres da maioria das pessoas. Nós nos vemos escravizados e aprisionados por milhares de caprichos, anseios, vícios e apegos. Interiorizamos a idéia de que liberdade é a capacidade de fazer o que se quer, quando e onde se tem vontade, sem interferência de qualquer autoridade.
Mas liberdade não é a capacidade de se fazer o que se quer. Ser livre é ser capaz de escolher. Liberdade é a capacidade de escolher a cada momento o que é bom, verdadeiro, nobre e certo, para ir se tornando a melhor pessoa que você pode ser. Liberdade sem disciplina é impossível.
Mas a liberdade não é o centro da vida. Não. O amor é a essência da vida. O amor é a grande alegria da vida e sua maior lição. O amor é a única razão pela qual se dá a vida. Nós nos mantemos ocupados com tantas coisas e deixamos de lado, ignoramos, negligenciamos essa única e grandiosa tarefa. O amor é a principal e mais importante tarefa ― amar a si mesmo, esforçando-se para se tornar a melhor pessoa possível; amar os outros, incentivando-os em sua busca para se tornarem as melhores pessoas possíveis; e amar a Deus, tornando-se tudo aquilo que você foi criado para ser.
Para amar, porém, você precisa ser livre, pois amar é entregar-se a alguém ou a alguma coisa gratuitamente, de forma completa, incondicional e sem reservas. Mas, para se entregar ― a outra pessoa, a uma missão, a Deus ―, é preciso primeiro se conhecer e ser dono de si mesmo. A posse de si mesmo é a liberdade. Ela é um pré-requisito para o amor e só pode ser obtida por meio de disciplina.
É por isso que tão poucos relacionamentos florescem na nossa época. A própria natureza do amor exige a posse de si mesmo. Sem auto-controle e auto-domínio, somos incapazes de amar e de nos entregarmos.
O problema é que não queremos disciplina. Queremos que alguém nos diga que podemos ser felizes sem disciplina. Mas é impossível. Na verdade, se você quiser medir seu nível de felicidade, meça o nível de disciplina em sua vida. Os dois estão diretamente relacionados.
Cada passo em direção à melhor pessoa que podemos ser requer disciplina. (...)
Se não houver disciplina, não há amor.
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