Certa vez um andarilho apareceu numa aldeia da Idade Média. Dirigiu-se à praça central da cidade, anunciou-se como alquimista e disse que ensinaria como transformar qualquer tipo de metal em ouro. Algumas pessoas pararam para ouví-lo e começaram a proferir gracejos e ridicularizá-lo.
O estranho não se abalou com as chacotas, pediu um pedaço de metal e alguém lhe entregou uma ferradura, um outro lhe ofereceu um prego. O alquimista então pegou ambas as peças, e ainda sob as risadas dos incrédulos, colocou-as numa pequena vasilha e derramou sobre elas o conteúdo de um frasco que havia retirado de sua sacola. Permaneceu alguns segundos em silêncio e o fenômeno aconteceu: a ferradura e o prego tornaram-se dourados.
Uma sensação de espanto percorreu a multidão que se avolumava cada vez mais na praça. O alquimista levantou as peças de ouro para que todos pudessem admirar a transmutação. Um ourives presente no local pediu para examinar os objetos e foi atendido.
Em pouco tempo, revelou serem as peças de ouro puríssimo como nunca tinha visto. As pessoas agitaram-se e agora queriam ouvir.
O alquimista então pegou um grosso livro de sua sacola e disse estar nele o segredo da transmutação dos metais em ouro. Em seguida, entregou o livro a uma criança próxima e partiu tranqüilo. Ninguém o viu ir embora, pois todos os olhos mantiveram-se fixos no objeto nas mãos da criança.
Poucos dias depois, a maioria das pessoas possuía uma cópia do valioso manuscrito, assim a receita para produzir ouro passou a ser conhecida por todos.Contudo, a fórmula era complexa.
Exigia água destilada mil vezes no silêncio da madrugada e ingredientes que deveriam ser colhidos em noites especiais e em praias distantes. Era muito penoso ficar mil noites em silêncio esperando a água destilar. Além disso, procurar os outros ingredientes era muito cansativo.
No início todos puseram as mãos à obra, mas com o passar do tempo, as pessoas foram desistindo do trabalho. Diziam que a fórmula era apenas uma galhofa deixada pelo alquimista para mostrar como eram tolos.
As pessoas foram desistindo. E, à medida que desistiam, tentavam convencer os outros a fazerem o mesmo. Assim, muitos e muitos outros, influenciados pelos primeiros, também desistiram.
Mas, um pequeno grupo prosseguiu com o trabalho. Apesar de ridicularizados pelo resto da aldeia, continuaram destilando a água e fizeram várias viagens juntos à procura dos ingredientes da fórmula.
O tempo correu e a quantidade de histórias divertidas, de situações que eles passaram juntos, de mudanças pessoais de cada um desde que começaram a seguir a fórmula, cresceu. E o grupo dos aprendizes de alquimia tornou-se cada vez mais unido. Converteram-se em grandes amigos.
Até que em um mesmo dia, todos tinham começado juntos, e viraram a última página das instruções do livro, e lá estava escrito:
“Se todas as instruções foram seguidas, você tem agora o líquido que, derramado sobre qualquer metal, transforma-o em ouro. Entretanto, agora você já percebeu que a maior riqueza não está no produto final obtido, mas sim no caminho percorrido. O que nos torna infinitamente ricos não é a quantidade de ouro que conseguimos produzir, mas as conquistas que obtivemos em busca do tesouro: o conhecimento das riquezas como o amor, a amizade, a paciência, o perdão, a persistência, o valor dos sacrifícios feitos nessa busca. A transformação interior obtida: esta é a verdadeira alquimia".
domingo, 30 de maio de 2010
O que é Psicologia Transpessoal-Pierre Weil.
Diferentes definições vêm sendo dadas ao longo de sua história. Podemos dizer, genericamente, que ela trata do estudo de consciência em que se dissolve a aparente fronteira entre o "eu" e o mundo exterior, em que desaparece o que chamamos de pessoa e surge uma vivência que está além. Daí vem a designação "transpessoal", já utilizada por C.G. Jung em sua obra, tendo o termo "psicologia transpessoal" sido oficialmente adotado nos Estados Unidos, em meados de 1969.
Esse estado de consciência, segundo a cultura ou fase da história da humanidade, é designado de diferentes maneiras, entre as quais experiência mística, nirvana, estado de Buda, Reino do Céu, satori, iluminação, experiência transcendental, samadhi, consciência objetiva, consciência cósmica, sétimo céu, experiência oceânica, êxtase, realização suprema...
Esse estado de consciência não é apenas atributo de grandes místicos, santos e sábios, como Krishna, Buda, Jean de la Croix, Tereza d'Ávila, Rama Krishna, Baal Schen Taw, Ramana Maharishi e tantos outros, mas também de outras pessoas, do passado e mesmo contemporâneas que por razões diversas não revelam suas experiências a ninguém. Trata-se de um estado resultante de práticas ascéticas ou religiosas, vivenciadas também por agnósticos e materialistas.
Podemos realmente falar de "consciência", "estado", "experiência" para designar um processo ou fenômeno no qual justamente o experimentador "desaparece", fundindo-se'com a experiência e seu objeto? Trata-se certamente de vivência. Sim, mas vivenciada por quem?
Reside neste ponto certamente a principal razão do silêncio daqueles que hesitam em revelar ou descrever suas experiências: a inefabilidade dessa vivência encontra-se além de conceitos. Eis a razão do emprego da metáfora, da arte e da poesia.
Esse é o terreno que a ciência moderna tenta esclarecer pela psicologia transpessoal. Qual é a natureza dessa experiência ou dessa vivência? Como atingi-la? Por que atrai os maiores físicos contemporâneos? Por que estão médicos, psicólogos e psicoterapeutas de renome participando cada vez mais desses encontros? Qual é o significado e quais são os benefícios que a humanidade usufruirá da psicologia transpessoal?
As considerações que se seguem permitem-nos uma melhor compreensão da definição do objeto da psicologia Transpessoal:
Podemos considerar a psicologia transpessoal como um ramo do conhecimento humano, mais particularmente da psicologia.
Consiste numa pesquisa experimental e experiencial da natureza da realidade vivida como um "ir além da dualidade espaço interior/espaço exterior", além dos limites do pensamento conceitual inerente à pessoa humana.
Estuda e evidencia o caráter relativo da vivência da realidade, em função dos diferentes estados de consciência, no qual tenta identificar a natureza essencial a partir da vivência do estado de consciência cósmica ou transpessoal.
Permite ao homem revelar o mistério da limitação do ser na sua manifestação humana, fazendo-o viver sua não dualidade, graças à superação da aparente oposição do pessoal ao transpessoal, do mundo relativo ao mundo absoluto.
Por meio da metanóia retira o homem dos sofrimentos da paranóia projetiva de seus fantasmas.
Dissolve as fronteiras projetadas no espaço pelo espírito limitado do ser humano.
Por sua visão holística, a psicologia transpessoal é o ponto de encontro da ciência, da arte, da filosofia e da mística. Neste último caso, ela aglutina as religiões, evidenciando a origem única, apesar das divergências teológicas, ocidentais ou orientais.
Na vida prática cotidiana, mostra ao homem os caminhos e métodos que permitem o acesso ao transpessoal dentro do "pessoal", por meio da descoberta do "mestre interior".
Oferece assim ao homem, a todos os homens e mulheres que desejam e praticam os métodos próprios a um desses caminhos, a verdadeira liberdade e alegria de viver, pelo despertar dos valores inerentes ao ser; a sabedoria indissociável do amor para todos os seres.
Podemos enfim afirmar que a psicologia transpessoal é possuidora de um enorme potencial terapêutico, pois permite transformar as formas destrutivas de energia, como o ódio, a possessividade, o orgulho competitivo, o crime e a inveja, em harmonia e paz para cada ser humano e para toda a humanidade.
Para melhor orientar os interessados no aspecto subjetivo em termos semânticos, precisaremos as diferenças existentes entre a psicologia transpessoal propriamente dita, o adjetivo transpessoal e o substantivo transpessoal.
A psicologia transpessoal é um ramo da psicologia que estuda particularmente o estado transpessoal da consciência. - Entendemos por transpessoal, tomado como adjetivo aquilo que subsiste, que é quando desaparece o fenômeno ou a aparência da pessoa. Ou seja, transpessoal é o que fica por trás das máscaras da pessoa, dos seus condicionamentos, além da cultura.
Para melhor orientar os interessados no aspecto subjetivo em termos semânticos, precisaremos as diferenças existentes entre a psicologia transpessoal propriamente dita, o adjetivo transpessoal e o substantivo transpessoal.
Tanto é que falamos hoje da educação transpessoal, da psicoterapia transpessoal e da terapia transpessoal. Por educação transpessoal compreendemos o conjunto dos métodos que permitem descobrir ou revelar o transpessoal dentro do ser humano..
Por psicoterapia transpessoal entendemos o conjunto os métodos de tratamento das neuroses pelo despertar do transpessoal, e das psicoses pela exteriorização do transpessoal semipotencializado.
Por terapia transpessoal designamos o conjunto dos métodos de restabelecimento da saúde pela progressiva redução da ilusão da existência de um "eu" separado do mundo.
Como veremos adiante, todos esses métodos são praticamente equivalentes.
O substantivo transpessoal se emprega no mesmo sentido do adjetivo, tal como definimos anteriormente. Como tema ou objeto, falamos, por exemplo, do estudo do transpessoal, do surgimento do transpessoal na vida cotidiana, da Associação transpessoal Internacional etc.
Por psicoterapia transpessoal entendemos o conjunto os métodos de tratamento das neuroses pelo despertar do transpessoal, e das psicoses pela exteriorização do transpessoal semipotencializado.
Finalmente, podemos dizer que, como a vivência transpessoal é uma vivência holística na qual o ser humano se re-des-co-bre como ser, o transpessoal é um neologismo sinônimo de ser. Como vivência holística, a dicotomia pessoal/ transpessoal é ao mesmo tempo superada e incluída no que chamamos comumente de "experiência" transpessoal.
Pierre Weil
Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris - Reitor da Universidade Holística Internacional de Brasília)
Esse estado de consciência, segundo a cultura ou fase da história da humanidade, é designado de diferentes maneiras, entre as quais experiência mística, nirvana, estado de Buda, Reino do Céu, satori, iluminação, experiência transcendental, samadhi, consciência objetiva, consciência cósmica, sétimo céu, experiência oceânica, êxtase, realização suprema...
Esse estado de consciência não é apenas atributo de grandes místicos, santos e sábios, como Krishna, Buda, Jean de la Croix, Tereza d'Ávila, Rama Krishna, Baal Schen Taw, Ramana Maharishi e tantos outros, mas também de outras pessoas, do passado e mesmo contemporâneas que por razões diversas não revelam suas experiências a ninguém. Trata-se de um estado resultante de práticas ascéticas ou religiosas, vivenciadas também por agnósticos e materialistas.
Podemos realmente falar de "consciência", "estado", "experiência" para designar um processo ou fenômeno no qual justamente o experimentador "desaparece", fundindo-se'com a experiência e seu objeto? Trata-se certamente de vivência. Sim, mas vivenciada por quem?
Reside neste ponto certamente a principal razão do silêncio daqueles que hesitam em revelar ou descrever suas experiências: a inefabilidade dessa vivência encontra-se além de conceitos. Eis a razão do emprego da metáfora, da arte e da poesia.
Esse é o terreno que a ciência moderna tenta esclarecer pela psicologia transpessoal. Qual é a natureza dessa experiência ou dessa vivência? Como atingi-la? Por que atrai os maiores físicos contemporâneos? Por que estão médicos, psicólogos e psicoterapeutas de renome participando cada vez mais desses encontros? Qual é o significado e quais são os benefícios que a humanidade usufruirá da psicologia transpessoal?
As considerações que se seguem permitem-nos uma melhor compreensão da definição do objeto da psicologia Transpessoal:
Podemos considerar a psicologia transpessoal como um ramo do conhecimento humano, mais particularmente da psicologia.
Consiste numa pesquisa experimental e experiencial da natureza da realidade vivida como um "ir além da dualidade espaço interior/espaço exterior", além dos limites do pensamento conceitual inerente à pessoa humana.
Estuda e evidencia o caráter relativo da vivência da realidade, em função dos diferentes estados de consciência, no qual tenta identificar a natureza essencial a partir da vivência do estado de consciência cósmica ou transpessoal.
Permite ao homem revelar o mistério da limitação do ser na sua manifestação humana, fazendo-o viver sua não dualidade, graças à superação da aparente oposição do pessoal ao transpessoal, do mundo relativo ao mundo absoluto.
Por meio da metanóia retira o homem dos sofrimentos da paranóia projetiva de seus fantasmas.
Dissolve as fronteiras projetadas no espaço pelo espírito limitado do ser humano.
Por sua visão holística, a psicologia transpessoal é o ponto de encontro da ciência, da arte, da filosofia e da mística. Neste último caso, ela aglutina as religiões, evidenciando a origem única, apesar das divergências teológicas, ocidentais ou orientais.
Na vida prática cotidiana, mostra ao homem os caminhos e métodos que permitem o acesso ao transpessoal dentro do "pessoal", por meio da descoberta do "mestre interior".
Oferece assim ao homem, a todos os homens e mulheres que desejam e praticam os métodos próprios a um desses caminhos, a verdadeira liberdade e alegria de viver, pelo despertar dos valores inerentes ao ser; a sabedoria indissociável do amor para todos os seres.
Podemos enfim afirmar que a psicologia transpessoal é possuidora de um enorme potencial terapêutico, pois permite transformar as formas destrutivas de energia, como o ódio, a possessividade, o orgulho competitivo, o crime e a inveja, em harmonia e paz para cada ser humano e para toda a humanidade.
Para melhor orientar os interessados no aspecto subjetivo em termos semânticos, precisaremos as diferenças existentes entre a psicologia transpessoal propriamente dita, o adjetivo transpessoal e o substantivo transpessoal.
A psicologia transpessoal é um ramo da psicologia que estuda particularmente o estado transpessoal da consciência. - Entendemos por transpessoal, tomado como adjetivo aquilo que subsiste, que é quando desaparece o fenômeno ou a aparência da pessoa. Ou seja, transpessoal é o que fica por trás das máscaras da pessoa, dos seus condicionamentos, além da cultura.
Para melhor orientar os interessados no aspecto subjetivo em termos semânticos, precisaremos as diferenças existentes entre a psicologia transpessoal propriamente dita, o adjetivo transpessoal e o substantivo transpessoal.
Tanto é que falamos hoje da educação transpessoal, da psicoterapia transpessoal e da terapia transpessoal. Por educação transpessoal compreendemos o conjunto dos métodos que permitem descobrir ou revelar o transpessoal dentro do ser humano..
Por psicoterapia transpessoal entendemos o conjunto os métodos de tratamento das neuroses pelo despertar do transpessoal, e das psicoses pela exteriorização do transpessoal semipotencializado.
Por terapia transpessoal designamos o conjunto dos métodos de restabelecimento da saúde pela progressiva redução da ilusão da existência de um "eu" separado do mundo.
Como veremos adiante, todos esses métodos são praticamente equivalentes.
O substantivo transpessoal se emprega no mesmo sentido do adjetivo, tal como definimos anteriormente. Como tema ou objeto, falamos, por exemplo, do estudo do transpessoal, do surgimento do transpessoal na vida cotidiana, da Associação transpessoal Internacional etc.
Por psicoterapia transpessoal entendemos o conjunto os métodos de tratamento das neuroses pelo despertar do transpessoal, e das psicoses pela exteriorização do transpessoal semipotencializado.
Finalmente, podemos dizer que, como a vivência transpessoal é uma vivência holística na qual o ser humano se re-des-co-bre como ser, o transpessoal é um neologismo sinônimo de ser. Como vivência holística, a dicotomia pessoal/ transpessoal é ao mesmo tempo superada e incluída no que chamamos comumente de "experiência" transpessoal.
Pierre Weil
Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris - Reitor da Universidade Holística Internacional de Brasília)
Os perfumes nos signos e sua cura-Vania Vieira.
Todos os templos esotéricos e curativos do passado e mesmo os atuais sempre deram ênfase especial aos perfumes. Tanto no sistema de defumação quanto nos banhos com óleos ou uso de objetos odoríferos nesses santuários, os perfumes eram importantes para o restabelecimento da saúde do usuário ou do paciente, devido à sua influência sobre o cérebro e o sistema nervoso em geral; do ponto de vista oculto, a vibração dos produtos aromáticos excita os chacras e fortalece os corpos internos, iniciando uma harmonização "de dentro para fora".
Os árabes eram especializados em produzir perfumes e óleos essenciais e por isso eram reconhecidos mundialmente por seus livros e tratados de Osmoterapia (ou Aromaterapia) que versavam acerca da confecção desses perfumes e óleos. As maiores bibliotecas espanholas, portuguesas e francesas ainda guardam valiosíssimos volumes e farta documentação sobre esse conhecimento fantástico.
Os indianos e tibetanos eram exímios manipuladores da Aromaterapia e a aplicavam em suas medicinas, as quais classificavam os perfumes em cinco categorias: repugnantes, picantes, aromáticos, rançosos e embolorados. A medicina tibetana afirmava que os perfumes têm um efeito especial no subconsciente, puxando todas as informações ligadas ao processo natural de autocura do indivíduo.
Os grandes templos budistas, a maioria deles na China e no Tibet (infelizmente, grande parte destruída) utilizavam-se de madeiras odoríficas para a confecção das estátuas sagradas de Buda e da Mãe Cósmica (Tara). Ainda se vêem nos conventos diversas bandeirolas coloridas e estátuas sagradas feitas de Sândalo, aromatizadas com deliciosos e sutis perfumes. Afirma-se que as orações mântricas feitas diante dessas estátuas podiam realizar verdadeiras e radicais curas, mesmo à distância.
Entre os índios da América do Norte era comum se cobrir os enfermos e desequilibrados com a fumaça de certas plantas, como o zimbro e o tabaco. Diziam que com esse procedimento expulsavam os maus espíritos que se alimentavam de doenças e desentendimentos, além de atraírem a presença do deus supremo da cura, Wakan Tanka, o deus-búfalo(é o próprio Espírito Santo).
Por isso se realizavam rituais com "cachimbos da paz" para se realizar acordos amistosos.
Podem-se ver também, em muitos santuários curativos, pequenas bolas feitas de panos embebidos em óleos especiais e enrolados sobre folhas e raízes de plantas especiais. É doze o número mínimo dessas bolas e se as penduravam nos tetos e portas desses templos ou nos braços das estátuas. Essas bolas, chamadas pelos tibetanos de Tchim-Purma, contêm ervas e perfumes ligados aos princípios harmonizadores dos doze signos. Sabe-se pela astrologia que cada constelação zodiacal vibra intensamente em determinada parte do corpo e o aspecto vital (ou etérico) de cada uma dessa partes da anatomia humana pode ser trabalhado, excitado e curado pelos Perfumes Zodiacais. Por exemplo: se alguém estiver com dor de cabeça ou esgotamento mental, esfregar suavemente a seiva ou o óleo das plantas arianas( que regem a cabeça); para curar os pulmões, cheirar ou tomar óleo ou chá de eucalipto, e assim por diante, sempre se respeitando certos cuidados, é óbvio.
SIGNO PERFUME
ÁRIES: MIRRA, CARVALHO ou ZIMBRO (óleos)
TOURO: MARGARIDA, COSTO (erva aromática)
GÊMEOS: ALMÉCEGA e ESPECIARIAS
CÂNCER : EUCALIPTO ou CÂNFORA
LEÃO: BENJOIM ou OLÍBANO
VIRGEM: CANELA ou SÂNDALO BRANCO
LIBRA : GÁLBANO, ROSA ou MURTA
ESCORPIÃO: HORTÊNSIA ou CORAL
SAGITÁRIO: ALOÉS ou HELIOTROPO
CAPRICÓRNIO: PINHO (extrato)
AQUÁRIO: NARDO
PEIXES: TOMILHO ou DAMA-DA-NOITE
AS DEFUMAÇÕES
Para os gnósticos, a queima num braseiro, ou turíbulo, de perfumes, óleos essenciais, raízes e folhas secas, cascas e resinas cristalizadas, vai além da sensação prazerosa de nosso sentido olfativo. Há uma influência direta e profunda em nossos ritmos nervoso, respiratório e cardíaco, provocando então uma incrementação no processo curativo. Porém, vai-se mais além ainda: O Mago sabe que o poder energético da fumaça que se desprende das ervas e produtos queimados possui a capacidade de influenciar nossos corpos internos. Na verdade, é a própria presença e poder do Elemental que se verifica naquela fumaça que envolve o paciente ou o ambiente. O elemental ligado ao produto queimado pode provocar uma série de fenômenos: acelerar o movimento dos chacras, redirecionar as forças vitais do organismo(equilibrando as energias que estão em excesso e as que estão em falta), dissolver formas-pensamento (chamadas pela psicologia de Fixações Mentais), anular fluidos magnéticos, denominados popularmente de mau-olhado...encosto...trabalhos de magia e etc...
Os árabes eram especializados em produzir perfumes e óleos essenciais e por isso eram reconhecidos mundialmente por seus livros e tratados de Osmoterapia (ou Aromaterapia) que versavam acerca da confecção desses perfumes e óleos. As maiores bibliotecas espanholas, portuguesas e francesas ainda guardam valiosíssimos volumes e farta documentação sobre esse conhecimento fantástico.
Os indianos e tibetanos eram exímios manipuladores da Aromaterapia e a aplicavam em suas medicinas, as quais classificavam os perfumes em cinco categorias: repugnantes, picantes, aromáticos, rançosos e embolorados. A medicina tibetana afirmava que os perfumes têm um efeito especial no subconsciente, puxando todas as informações ligadas ao processo natural de autocura do indivíduo.
Os grandes templos budistas, a maioria deles na China e no Tibet (infelizmente, grande parte destruída) utilizavam-se de madeiras odoríficas para a confecção das estátuas sagradas de Buda e da Mãe Cósmica (Tara). Ainda se vêem nos conventos diversas bandeirolas coloridas e estátuas sagradas feitas de Sândalo, aromatizadas com deliciosos e sutis perfumes. Afirma-se que as orações mântricas feitas diante dessas estátuas podiam realizar verdadeiras e radicais curas, mesmo à distância.
Entre os índios da América do Norte era comum se cobrir os enfermos e desequilibrados com a fumaça de certas plantas, como o zimbro e o tabaco. Diziam que com esse procedimento expulsavam os maus espíritos que se alimentavam de doenças e desentendimentos, além de atraírem a presença do deus supremo da cura, Wakan Tanka, o deus-búfalo(é o próprio Espírito Santo).
Por isso se realizavam rituais com "cachimbos da paz" para se realizar acordos amistosos.
Podem-se ver também, em muitos santuários curativos, pequenas bolas feitas de panos embebidos em óleos especiais e enrolados sobre folhas e raízes de plantas especiais. É doze o número mínimo dessas bolas e se as penduravam nos tetos e portas desses templos ou nos braços das estátuas. Essas bolas, chamadas pelos tibetanos de Tchim-Purma, contêm ervas e perfumes ligados aos princípios harmonizadores dos doze signos. Sabe-se pela astrologia que cada constelação zodiacal vibra intensamente em determinada parte do corpo e o aspecto vital (ou etérico) de cada uma dessa partes da anatomia humana pode ser trabalhado, excitado e curado pelos Perfumes Zodiacais. Por exemplo: se alguém estiver com dor de cabeça ou esgotamento mental, esfregar suavemente a seiva ou o óleo das plantas arianas( que regem a cabeça); para curar os pulmões, cheirar ou tomar óleo ou chá de eucalipto, e assim por diante, sempre se respeitando certos cuidados, é óbvio.
SIGNO PERFUME
ÁRIES: MIRRA, CARVALHO ou ZIMBRO (óleos)
TOURO: MARGARIDA, COSTO (erva aromática)
GÊMEOS: ALMÉCEGA e ESPECIARIAS
CÂNCER : EUCALIPTO ou CÂNFORA
LEÃO: BENJOIM ou OLÍBANO
VIRGEM: CANELA ou SÂNDALO BRANCO
LIBRA : GÁLBANO, ROSA ou MURTA
ESCORPIÃO: HORTÊNSIA ou CORAL
SAGITÁRIO: ALOÉS ou HELIOTROPO
CAPRICÓRNIO: PINHO (extrato)
AQUÁRIO: NARDO
PEIXES: TOMILHO ou DAMA-DA-NOITE
AS DEFUMAÇÕES
Para os gnósticos, a queima num braseiro, ou turíbulo, de perfumes, óleos essenciais, raízes e folhas secas, cascas e resinas cristalizadas, vai além da sensação prazerosa de nosso sentido olfativo. Há uma influência direta e profunda em nossos ritmos nervoso, respiratório e cardíaco, provocando então uma incrementação no processo curativo. Porém, vai-se mais além ainda: O Mago sabe que o poder energético da fumaça que se desprende das ervas e produtos queimados possui a capacidade de influenciar nossos corpos internos. Na verdade, é a própria presença e poder do Elemental que se verifica naquela fumaça que envolve o paciente ou o ambiente. O elemental ligado ao produto queimado pode provocar uma série de fenômenos: acelerar o movimento dos chacras, redirecionar as forças vitais do organismo(equilibrando as energias que estão em excesso e as que estão em falta), dissolver formas-pensamento (chamadas pela psicologia de Fixações Mentais), anular fluidos magnéticos, denominados popularmente de mau-olhado...encosto...trabalhos de magia e etc...
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Sejamos como a flor de Lótus e tudo que ela expressa-Vania Vieira
A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente).
Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.
Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua.
Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.
O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.
Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.
A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.
Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.
Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro.
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua.
Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções.
O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana.
Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara.
A semente da Iluminação está sempre presente no mundo, e do mesmo modo como os Budas surgiram nos ciclos passados do mundo, também os Iluminados surgem no presente ciclo e poderão surgir em futuros ciclos, enquanto houver condições adequadas para vida orgânica e consciente.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Do mundo virtual ao espiritual -Frei Betto
Do mundo virtual ao espiritual
(Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde?)
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café-da-manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, de 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.
Comemorei:
'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'
'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!''
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a inteligência emocional.
Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem 60 academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.
Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse.
Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real!
É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.
Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.
Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções –, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.
A palavra hoje é entretenimento; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem
vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres:
'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'
O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir!
O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.
Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, alguns requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, falta de estresse, parar de julgar as pessoas, ter a conciência que o problema não está nos outros, está em você, e, para mudá-los, é você quem tem que mudar. Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a total responsabilidade. Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo. Como disse o Dr. Ihaleakala Hew Len...'Quando você queira ou deseje melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor'. Amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo'.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.
Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história.
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.
E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.
Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:
'Estou apenas fazendo um passeio socrático.'
Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.''
(Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde?)
Frei Betto
Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.
Outro dia, observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café-da-manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, de 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'.
Comemorei:
'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...'
'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!''
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a inteligência emocional.
Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem 60 academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade.
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual.
Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega Aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse.
Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real!
É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.
Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais…
A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito.
Televisão, no Brasil – com raras e honrosas exceções –, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.
A palavra hoje é entretenimento; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem
vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres:
'Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!'
O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste aumenta a neurose.
Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir!
O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.
Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental, alguns requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, falta de estresse, parar de julgar as pessoas, ter a conciência que o problema não está nos outros, está em você, e, para mudá-los, é você quem tem que mudar. Colocar a culpa em outra pessoa é muito mais fácil que assumir a total responsabilidade. Se você deseja curar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você o faz curando a si mesmo. Como disse o Dr. Ihaleakala Hew Len...'Quando você queira ou deseje melhorar qualquer coisa na sua vida, existe somente um lugar onde procurar: dentro de você mesmo. E, quando olhar, faça-o com amor'. Amar-se a si mesmo é a melhor forma de melhorar a si mesmo e, à medida que você melhora a si mesmo, melhora o seu mundo'.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.
Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade – a catedral é o sinal de que ela tem história.
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo.
E ali dentro se sente uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório.
Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:
'Estou apenas fazendo um passeio socrático.'
Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.''
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Vem devagarzinho toma conta de meu coração,
Em teus dias mostra-me o caminho de volta,
Conceda-me a força que o teu antecessor me retirou,
Devolva-me aos olhos o brilho da alegria,
Dá-me o amor que foge entre as mãos…
Deixa sentir-me novamente VIVA!
Devolve-me as palavras, o encanto, o gesto simples
de simplesmente falar….Eu Te Amo!
Vem devagarinho reconstrói em mim tudo de bom,
perdido no caminho e na selva da ingratidão.
Faz-me sentir gente, devolva-me o sentido de pensar,
buscar em mim as forças que sei que ainda me restam,\
transforme a minha gotícula de esperança em oceano de maravilhas,
de sabedoria e de felicidade.
Vem dia-a-dia, minuto a minuto não castigue meu ser,
tende piedade dos meus sentimentos, prepara-me sempre para o perdão...
Dei-me as forças de reconstruir tudo de bom,
que se fora, deixado ao longo da estrada, dai-me sempre a luz,
dai-me sempre o entendimento, dai-me a paz.
Devolva-me os braços que me protegem, devolva-me o coração que me
idolatrava pelos sentimentos mais profundos.
Renasça em mim o vulcão do bem, faz-me sorrir, aplaudir a natureza,
voltar a falar com os pássaros, sentir-me próximo aos anjos, faz-me um
exemplo de amor de alegria e de força.
Ah!… fui castigado, duramente, por aquele que se vai,
será que Tu vens para ajudar-me a fechar as feridas
será que me darás mais uma chance de voltar a ver meu coração bater,
meu corpo tremer, será?
Enfim,… não há como fugir de ti…então…
Vem era do amor! E cumpre teu papel!….
Vem, reconstrói os corações, sepulta as ofensas, os desalentos, as
discussões, aproxime as mãos, abre o coração, de lugar, enfim… ao
entendimento…..
Vem ano novo, vem!!!……….
Em teus dias mostra-me o caminho de volta,
Conceda-me a força que o teu antecessor me retirou,
Devolva-me aos olhos o brilho da alegria,
Dá-me o amor que foge entre as mãos…
Deixa sentir-me novamente VIVA!
Devolve-me as palavras, o encanto, o gesto simples
de simplesmente falar….Eu Te Amo!
Vem devagarinho reconstrói em mim tudo de bom,
perdido no caminho e na selva da ingratidão.
Faz-me sentir gente, devolva-me o sentido de pensar,
buscar em mim as forças que sei que ainda me restam,\
transforme a minha gotícula de esperança em oceano de maravilhas,
de sabedoria e de felicidade.
Vem dia-a-dia, minuto a minuto não castigue meu ser,
tende piedade dos meus sentimentos, prepara-me sempre para o perdão...
Dei-me as forças de reconstruir tudo de bom,
que se fora, deixado ao longo da estrada, dai-me sempre a luz,
dai-me sempre o entendimento, dai-me a paz.
Devolva-me os braços que me protegem, devolva-me o coração que me
idolatrava pelos sentimentos mais profundos.
Renasça em mim o vulcão do bem, faz-me sorrir, aplaudir a natureza,
voltar a falar com os pássaros, sentir-me próximo aos anjos, faz-me um
exemplo de amor de alegria e de força.
Ah!… fui castigado, duramente, por aquele que se vai,
será que Tu vens para ajudar-me a fechar as feridas
será que me darás mais uma chance de voltar a ver meu coração bater,
meu corpo tremer, será?
Enfim,… não há como fugir de ti…então…
Vem era do amor! E cumpre teu papel!….
Vem, reconstrói os corações, sepulta as ofensas, os desalentos, as
discussões, aproxime as mãos, abre o coração, de lugar, enfim… ao
entendimento…..
Vem ano novo, vem!!!……….
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A Encruzilhada-Francis Chartrand
Consegue sentir? Estamos numa encruzilhada. Consciente ou não, nós estamos lá. O tempo dos seres humanos começou. Um tempo em que aprendemos a distinguir o erro que nos levou até ao abismo e o discernimento que precisamos para fazer uma reviravolta. Quantos dirão que é tarde demais para mudar um mundo tão errado? No entanto, esse fatalismo baseia-se em dados incompletos. O que aconteceria se descobríssemos que a humanidade foi enganada?
Naturalmente, de um ponto de vista racional, é difícil demonstrar a presença de um elemento perturbador que teria conspirado na sombra para nos manter em servidão. No entanto, se enfrentarmos os acontecimentos de forma autentica, fica claro que esses elementos estão longe de servir os nossos interesses comuns. Pelo o contrario, parece que estamos mais divididos do que nunca.
Pode ser que o resultado final desta situação seja uma oportunidade para a descoberta e a reconciliação. Definitivamente, qualquer que seja a causa de nossos problemas, a solução estará sempre em nós mesmos, na nossa capacidade de lidar com a situação.
Uma oportunidade para a expressão infinita de uma inteligência que se inventa um percurso à medida de um desconhecido palpável apenas pelo amor incondicional. Não espere saber, aja agora, você entenderá mais tarde, mas acima de tudo, saiba que os seus erros estão entre as virtudes que você encontrará enterradas na sombra que se dissipa por sua vontade.
Francis Chartrand
Naturalmente, de um ponto de vista racional, é difícil demonstrar a presença de um elemento perturbador que teria conspirado na sombra para nos manter em servidão. No entanto, se enfrentarmos os acontecimentos de forma autentica, fica claro que esses elementos estão longe de servir os nossos interesses comuns. Pelo o contrario, parece que estamos mais divididos do que nunca.
Pode ser que o resultado final desta situação seja uma oportunidade para a descoberta e a reconciliação. Definitivamente, qualquer que seja a causa de nossos problemas, a solução estará sempre em nós mesmos, na nossa capacidade de lidar com a situação.
Uma oportunidade para a expressão infinita de uma inteligência que se inventa um percurso à medida de um desconhecido palpável apenas pelo amor incondicional. Não espere saber, aja agora, você entenderá mais tarde, mas acima de tudo, saiba que os seus erros estão entre as virtudes que você encontrará enterradas na sombra que se dissipa por sua vontade.
Francis Chartrand
segunda-feira, 29 de março de 2010
Legado Virtual-tem herdeiros???
Morte na vida real ainda deixa dúvidas sobre o que fazer com o legado virtual
ANA IKEDA | Do UOL Tecnologia
http://tecnologia. uol.com.br/ ultimas-noticias /redacao/ 2010/03/26/ morte-na- vida-real- deixa-legado- virtual-sem- herdeiros. jhtm
Se lidar com a morte na vida real já é difícil, a situação também pode ser complicada no mundo online. Transportamos parte de nossas vidas para perfis e blogs na internet, sem uma preocupação real de qual será o destino dos nossos "pertences virtuais" se morrermos. Diante dessa nova realidade para aqueles que têm de lidar com a morte, surgem algumas dúvidas. Um internauta precavido deve preparar um "testamento" , deixando suas senhas de redes sociais com pessoas de confiança? No caso de morte, o perfil original deve continuar online ou ser apagado? E, por último, quem tem o direito de tomar a decisão de dar um fim à ''imortalidade' ' – pelo menos no universo virtual – de quem já se foi?
Uma rápida busca no Orkut mostra que geralmente os perfis de quem morreu continuam disponíveis. Algumas situações são bem delicadas, dependendo das circunstâncias da morte da pessoa.
Esse é o caso de uma adolescente americana de 17 anos, Alexis Pilkington, vítima de cyberbulling – posts maldosos e anônimos sobre sua aparência eram constantes na sua página do Facebook. Amigos acreditam que as mensagens levaram Alexis a cometer suicídio. O pior da história é que, mesmo após a morte da garota, comentários cruéis continuaram a ser deixados na página de Alexis, já transformada em memorial.
"É preciso ficar atento ao efeito que posts como estes causam naqueles que ainda estão de luto pela morte da pobre garota. É nojento e sem coração", disse Michael Stracuzza ao site Huffington Post. A filha dele é uma das amiga de Alexis que ficou abalada após ver os posts maldosos.
Além de casos como o de Alexis, é comum encontrar uma grande miscelânia de posts nos perfis online dos mortos. Como mostra a imagem no início desta reportagem, logo acima de uma mensagem de adeus pode aparecer o convite para uma festa V.I.P, recados animados de boas festas, scraps de quem ainda não soube da notícia, e por aí vai.
Isso põe em dúvida se o melhor a fazer mesmo é não apagar as redes sociais. Já existem sites que ajudam parentes e amigos a recuperar as senhas de quem morreu para que possam entrar nos perfis para apagá-los, como o Legacy Locker. Ainda, muitas redes sociais criaram meios para que seja possível deletar o conteúdo, sem necessidade de ter a senha, com o preenchimento de um formulário online e o envio de uma cópia do atestado de óbito.
Deletar ou não?
Ainda não existem muitas pesquisas sobre o luto por meio da internet, mas um estudo em andamento da PUC-SP mostra uma grande variedade de reações quanto ao tema. Essa é a conclusão preliminar dos estudantes José Carlos Silvestre e Nuricel Villalonga: atrás do tema da morte e luto no ciberespaço, eles analisaram perfis de pessoas mortas (brasileiros e americanos) e realizaram uma série de entrevistas com pessoas com idades entre 14 e 35 anos.
Nessa variação de reações, os mais jovens não se sentem confortáveis ao visitar o perfil de alguém que já morreu e uma frase resumiu o sentimento geral: "seria tão triste e normal quanto visitar a sua lápide". Já os grupos mais velhos entendem o espaço como "álbum de fotos ou memorial".
Ainda assim, independente da faixa etária, a maior parte dos entrevistados manifestou o desejo de que suas páginas continuassem online como um espaço para homenagens. "Queria que meus amigos mantivessem como sinal de que sempre estarei presente na vida deles,
mesmo não estando aqui em vida, mas apenas em espírito", disse um dos entrevistados pelos pesquisadores.
Silvestre porém chama a atenção para um caso específico encontrado durante a pesquisa. "Achamos um perfil que passou a ser atualizado por alguém que tinha a senha e se passava pela pessoa falecida. Ele respondia os recados de adeus e interagia com os contatos", lembra.
Casos assim podem ser prejudiciais no processo de luto, segundo Regina Szylit Bousso, líder do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto da Universidade de São Paulo. "É como negar a perda, porque não é uma situação real. É como enganar aquela pessoa que está sofrendo", alerta.
Quem tem direito de apagar o perfil?
Ao final, se a decisão é excluir o perfil, resta a dúvida: a quem, juridicamente, caberá a decisão?
"Estamos falando de bens intangíveis – acervo de dados, gostos, amigos, fotografias. Alguns serviços já preveem esses casos e possibilitam a exclusão dos perfis. Mas uma outra opção é que a pessoa em vida deixe um testamento explicitando o que deverá ser feito com seus dados online e logins/senhas para que seja possível realizar a operação", detalha Renato Opice Blum, advogado especialista em Direito Eletrônico.
De praxe, os herdeiros estão legitimamente habilitados a solicitar a exclusão dos perfis diretamente pelo formulário oferecido pelas redes sociais nestes casos (veja como funcionam as regras em cada rede e serviços para facilitar a tarefa). Se a pessoa é casada, por exemplo, irá depender do regime de comunhão de bens pelo qual o casal optou, tal qual funciona para bens materiais.
Mas também é preciso ficar atento nos casos inversos (em que se deseja que o conteúdo seja mantido), especialmente no caso de blogs, que podem ser deletados devido à inatividade do usuário. "Os familiares devem notificar o provedor por meio de uma carta o quanto antes, para não correr o risco dos posts serem apagados", explica o advogado.
ANA IKEDA | Do UOL Tecnologia
http://tecnologia. uol.com.br/ ultimas-noticias /redacao/ 2010/03/26/ morte-na- vida-real- deixa-legado- virtual-sem- herdeiros. jhtm
Se lidar com a morte na vida real já é difícil, a situação também pode ser complicada no mundo online. Transportamos parte de nossas vidas para perfis e blogs na internet, sem uma preocupação real de qual será o destino dos nossos "pertences virtuais" se morrermos. Diante dessa nova realidade para aqueles que têm de lidar com a morte, surgem algumas dúvidas. Um internauta precavido deve preparar um "testamento" , deixando suas senhas de redes sociais com pessoas de confiança? No caso de morte, o perfil original deve continuar online ou ser apagado? E, por último, quem tem o direito de tomar a decisão de dar um fim à ''imortalidade' ' – pelo menos no universo virtual – de quem já se foi?
Uma rápida busca no Orkut mostra que geralmente os perfis de quem morreu continuam disponíveis. Algumas situações são bem delicadas, dependendo das circunstâncias da morte da pessoa.
Esse é o caso de uma adolescente americana de 17 anos, Alexis Pilkington, vítima de cyberbulling – posts maldosos e anônimos sobre sua aparência eram constantes na sua página do Facebook. Amigos acreditam que as mensagens levaram Alexis a cometer suicídio. O pior da história é que, mesmo após a morte da garota, comentários cruéis continuaram a ser deixados na página de Alexis, já transformada em memorial.
"É preciso ficar atento ao efeito que posts como estes causam naqueles que ainda estão de luto pela morte da pobre garota. É nojento e sem coração", disse Michael Stracuzza ao site Huffington Post. A filha dele é uma das amiga de Alexis que ficou abalada após ver os posts maldosos.
Além de casos como o de Alexis, é comum encontrar uma grande miscelânia de posts nos perfis online dos mortos. Como mostra a imagem no início desta reportagem, logo acima de uma mensagem de adeus pode aparecer o convite para uma festa V.I.P, recados animados de boas festas, scraps de quem ainda não soube da notícia, e por aí vai.
Isso põe em dúvida se o melhor a fazer mesmo é não apagar as redes sociais. Já existem sites que ajudam parentes e amigos a recuperar as senhas de quem morreu para que possam entrar nos perfis para apagá-los, como o Legacy Locker. Ainda, muitas redes sociais criaram meios para que seja possível deletar o conteúdo, sem necessidade de ter a senha, com o preenchimento de um formulário online e o envio de uma cópia do atestado de óbito.
Deletar ou não?
Ainda não existem muitas pesquisas sobre o luto por meio da internet, mas um estudo em andamento da PUC-SP mostra uma grande variedade de reações quanto ao tema. Essa é a conclusão preliminar dos estudantes José Carlos Silvestre e Nuricel Villalonga: atrás do tema da morte e luto no ciberespaço, eles analisaram perfis de pessoas mortas (brasileiros e americanos) e realizaram uma série de entrevistas com pessoas com idades entre 14 e 35 anos.
Nessa variação de reações, os mais jovens não se sentem confortáveis ao visitar o perfil de alguém que já morreu e uma frase resumiu o sentimento geral: "seria tão triste e normal quanto visitar a sua lápide". Já os grupos mais velhos entendem o espaço como "álbum de fotos ou memorial".
Ainda assim, independente da faixa etária, a maior parte dos entrevistados manifestou o desejo de que suas páginas continuassem online como um espaço para homenagens. "Queria que meus amigos mantivessem como sinal de que sempre estarei presente na vida deles,
mesmo não estando aqui em vida, mas apenas em espírito", disse um dos entrevistados pelos pesquisadores.
Silvestre porém chama a atenção para um caso específico encontrado durante a pesquisa. "Achamos um perfil que passou a ser atualizado por alguém que tinha a senha e se passava pela pessoa falecida. Ele respondia os recados de adeus e interagia com os contatos", lembra.
Casos assim podem ser prejudiciais no processo de luto, segundo Regina Szylit Bousso, líder do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa em Perdas e Luto da Universidade de São Paulo. "É como negar a perda, porque não é uma situação real. É como enganar aquela pessoa que está sofrendo", alerta.
Quem tem direito de apagar o perfil?
Ao final, se a decisão é excluir o perfil, resta a dúvida: a quem, juridicamente, caberá a decisão?
"Estamos falando de bens intangíveis – acervo de dados, gostos, amigos, fotografias. Alguns serviços já preveem esses casos e possibilitam a exclusão dos perfis. Mas uma outra opção é que a pessoa em vida deixe um testamento explicitando o que deverá ser feito com seus dados online e logins/senhas para que seja possível realizar a operação", detalha Renato Opice Blum, advogado especialista em Direito Eletrônico.
De praxe, os herdeiros estão legitimamente habilitados a solicitar a exclusão dos perfis diretamente pelo formulário oferecido pelas redes sociais nestes casos (veja como funcionam as regras em cada rede e serviços para facilitar a tarefa). Se a pessoa é casada, por exemplo, irá depender do regime de comunhão de bens pelo qual o casal optou, tal qual funciona para bens materiais.
Mas também é preciso ficar atento nos casos inversos (em que se deseja que o conteúdo seja mantido), especialmente no caso de blogs, que podem ser deletados devido à inatividade do usuário. "Os familiares devem notificar o provedor por meio de uma carta o quanto antes, para não correr o risco dos posts serem apagados", explica o advogado.
domingo, 28 de março de 2010
A Física quântica explica! Amit Goswami.
O difícil problema da idéia de reencarnação foi resolvido.
Alguém interessado?
Os filósofos sempre tropeçaram na hipótese da reencarnação porque não conseguiam perceber como responderiam à pergunta crítica: o que transmigra de um corpo encarnado para outro, de tal modo que se pode dizer que formam ambos uma continuidade, e como isso acontece? A resposta popular de uma alma que transmigra não é astuta, do ponto de vista filosófico, por causa da dualidade envolvida: como a alma não material interage com o corpo físico?A resposta dada a tais questões por este livro - baseada na física quântica - é científica e filosoficamente satisfatória.
Talvez o leitor esteja se perguntando se a reencarnação pode ser científica. A resposta é positiva, como demonstrarei nesta obra. Com um esquema reencarnatório alinhado com nossa ciência, também podemos lidar inteligentemente com a importante busca da imortalidade, que a tantas pessoas excita. ..
A ciência convencional está fundamentada no conceito
de que a matéria é o tijolo constitutivo de todas as coisas. A vida, a mente e a consciência, portanto, seriam meros epifenômenos (fenômenos secundários) da matéria. Sob essa ótica, a morte põe fim a todos os epifenômenos que, de algum modo,
manifestam-se nos seres vivos. (No entanto, é revelador saber que nenhum dos paradigmas materialistas conseguiu desenvolver modelos satisfatórios para o surgimento da vida, muito menos para a mente ou para a consciência.) Obviamente, a questão da reencarnação não faz sentido sob esse prisma. Mesmo assim, metade da população mundial crê em religiões que incluem a reencarnação. É ainda mais interessante saber que excelentes dados científicos, em áreas distintas, parecem estar sustentando os modelos reencarnatórios dessas religiões. Em muitas culturas, há livros dos mortos descrevendo a jornada pós-morte da alma. Entre tais livros, um dos mais famosos é o da cultura tibetana, chamado Livro tibetano dos mortos. Pessoas que voltaram do limiar da morte descrevem suas experiências de quase-morte em termos claramente similares aos empregados no Livro tibetano dos mortos. .
Embora os cientistas convencionais digam que boa parte desses novos dados é subjetiva ou, mesmo, fraudulenta, na verdade eles representam anomalias para o paradigma materialista, pois, se essas coisas são reais, então a alegação materialista de que "nada existe além da matéria" é diretamente falseada. Com efeito, a reencarnação e experiências de quase morte não são os únicos fenômenos anômalos para a ciência
materialista. Seus limites estão sendo postos em xeque em diversas frentes. Há problemas de "sinais de pontuação" na evolução biológica, que Steven Gould popularizou; há problemas de morfogênese biológica, que Rupert Sheldrake trouxe à nossa atenção; há problemas de cura mente-corpo, sobre os quais
luminares como Deepak Chopra e Larry Dossey escreveram copiosamente. Há anomalias de percepção extra-sensorial e, até, de percepção normal. Nossa criatividade e nossa espiritualidade devem ser consideradas fenômenos anômalos para o paradigma materialista. Mais notável ainda: anomalias e
paradoxos da própria física, da física quântica, foram tema demuitos livros recentes.
A nova ciência da reencarnação é um desdobramento de um novo paradigma da ciência, dentro do primado da consciência que tem se desenvolvido há algum tempo. Meu livro, O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material, (Aleph, 2007) sugere que todos os paradoxos e anomalias da física quântica podem ser resolvidos se basearmos a ciência na premissa metafísica de que a consciência, e não a matéria, é a base de toda a existência. Em meu livro seguinte, The physicists view of nature, vol. II: the quantum revolution [A natureza segundo o físico, vol. II: a revolução quântica], mostrei que o novo paradigma da ciência (ao qual dou o nome de "ciência dentro da consciência", ou "ciência idealista") pode ser estendido para explicar não só as anomalias da psicologia - normal e paranormal - como também da biologia, da ciência cognitiva e da medicina do corpo e da mente. Esse novo paradigma também integra ciência
e espiritualidade, que é o tema do meu livro A janela visionária:
um guia de iluminação por um físico quântico. Na presente obra, exploro e amplio ainda mais a nova ciência, incorporando a vida após a morte, a reencarnação e a imortalidade.
Na verdade, comecei a pesquisa para A física da alma quase
que imediatamente após a publicação de Universo autoconsciente,
e todos os aspectos maravilhosos informados nos livros
que mencionei acima nasceram dessa pesquisa. Este livro foi quase publicado de forma prematura em 1997, mas fi co contente, analisando tudo hoje, por não ter feito isso. Subseqüentemente, o que deteve a publicação de A física da alma foi a intrigante questão da ressurreição e da imortalidade. ..
Existe mesmo uma alma que sobreviva à morte e transmigre de um corpo para outro? Vou mostrar que, quando as idéias quânticas são incluídas em nosso modelo de consciência, no contexto da ciência idealista, há uma entidade semelhante à alma - que chamo de "mônada quântica" -, agindo como mediador da reencarnação. Será que a reencarnação é científica,como é viver e morrer? Examino as conseqüências da nova ciência da reencarnação sobre nossa cosmo visão, sobre a forma de morrer e de viver, e sobre como deveríamos entender nossa busca pela imortalidade. É possível desenvolver uma física da imortalidade? Sim, é, embora aspectos dessa física possam levar
décadas, talvez séculos, para ser confirmados e manifestados evolutivamente. Mesmo assim, sugiro que encontremos ânimo para tal empreendimento em alguns dados controvertidos que êm estado conosco há várias décadas ...
Texto extraído do Prefácio do livro A FÍSICA DA ALMA, DE AUTORIA DO FÍSICO QUÂNTICO INDIANO AMIT GOSWAMI. ELE ESTEVE NO BRASIL E DEU ENTREVISTA NO RODA VIVA SOBRE FISICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE. VISITE O GRUPO FISICA QUANTICA E ESPIRITUALIDADE ( TEM A ENTREVISTA POSTADA)
Alguém interessado?
Os filósofos sempre tropeçaram na hipótese da reencarnação porque não conseguiam perceber como responderiam à pergunta crítica: o que transmigra de um corpo encarnado para outro, de tal modo que se pode dizer que formam ambos uma continuidade, e como isso acontece? A resposta popular de uma alma que transmigra não é astuta, do ponto de vista filosófico, por causa da dualidade envolvida: como a alma não material interage com o corpo físico?A resposta dada a tais questões por este livro - baseada na física quântica - é científica e filosoficamente satisfatória.
Talvez o leitor esteja se perguntando se a reencarnação pode ser científica. A resposta é positiva, como demonstrarei nesta obra. Com um esquema reencarnatório alinhado com nossa ciência, também podemos lidar inteligentemente com a importante busca da imortalidade, que a tantas pessoas excita. ..
A ciência convencional está fundamentada no conceito
de que a matéria é o tijolo constitutivo de todas as coisas. A vida, a mente e a consciência, portanto, seriam meros epifenômenos (fenômenos secundários) da matéria. Sob essa ótica, a morte põe fim a todos os epifenômenos que, de algum modo,
manifestam-se nos seres vivos. (No entanto, é revelador saber que nenhum dos paradigmas materialistas conseguiu desenvolver modelos satisfatórios para o surgimento da vida, muito menos para a mente ou para a consciência.) Obviamente, a questão da reencarnação não faz sentido sob esse prisma. Mesmo assim, metade da população mundial crê em religiões que incluem a reencarnação. É ainda mais interessante saber que excelentes dados científicos, em áreas distintas, parecem estar sustentando os modelos reencarnatórios dessas religiões. Em muitas culturas, há livros dos mortos descrevendo a jornada pós-morte da alma. Entre tais livros, um dos mais famosos é o da cultura tibetana, chamado Livro tibetano dos mortos. Pessoas que voltaram do limiar da morte descrevem suas experiências de quase-morte em termos claramente similares aos empregados no Livro tibetano dos mortos. .
Embora os cientistas convencionais digam que boa parte desses novos dados é subjetiva ou, mesmo, fraudulenta, na verdade eles representam anomalias para o paradigma materialista, pois, se essas coisas são reais, então a alegação materialista de que "nada existe além da matéria" é diretamente falseada. Com efeito, a reencarnação e experiências de quase morte não são os únicos fenômenos anômalos para a ciência
materialista. Seus limites estão sendo postos em xeque em diversas frentes. Há problemas de "sinais de pontuação" na evolução biológica, que Steven Gould popularizou; há problemas de morfogênese biológica, que Rupert Sheldrake trouxe à nossa atenção; há problemas de cura mente-corpo, sobre os quais
luminares como Deepak Chopra e Larry Dossey escreveram copiosamente. Há anomalias de percepção extra-sensorial e, até, de percepção normal. Nossa criatividade e nossa espiritualidade devem ser consideradas fenômenos anômalos para o paradigma materialista. Mais notável ainda: anomalias e
paradoxos da própria física, da física quântica, foram tema demuitos livros recentes.
A nova ciência da reencarnação é um desdobramento de um novo paradigma da ciência, dentro do primado da consciência que tem se desenvolvido há algum tempo. Meu livro, O universo autoconsciente: como a consciência cria o mundo material, (Aleph, 2007) sugere que todos os paradoxos e anomalias da física quântica podem ser resolvidos se basearmos a ciência na premissa metafísica de que a consciência, e não a matéria, é a base de toda a existência. Em meu livro seguinte, The physicists view of nature, vol. II: the quantum revolution [A natureza segundo o físico, vol. II: a revolução quântica], mostrei que o novo paradigma da ciência (ao qual dou o nome de "ciência dentro da consciência", ou "ciência idealista") pode ser estendido para explicar não só as anomalias da psicologia - normal e paranormal - como também da biologia, da ciência cognitiva e da medicina do corpo e da mente. Esse novo paradigma também integra ciência
e espiritualidade, que é o tema do meu livro A janela visionária:
um guia de iluminação por um físico quântico. Na presente obra, exploro e amplio ainda mais a nova ciência, incorporando a vida após a morte, a reencarnação e a imortalidade.
Na verdade, comecei a pesquisa para A física da alma quase
que imediatamente após a publicação de Universo autoconsciente,
e todos os aspectos maravilhosos informados nos livros
que mencionei acima nasceram dessa pesquisa. Este livro foi quase publicado de forma prematura em 1997, mas fi co contente, analisando tudo hoje, por não ter feito isso. Subseqüentemente, o que deteve a publicação de A física da alma foi a intrigante questão da ressurreição e da imortalidade. ..
Existe mesmo uma alma que sobreviva à morte e transmigre de um corpo para outro? Vou mostrar que, quando as idéias quânticas são incluídas em nosso modelo de consciência, no contexto da ciência idealista, há uma entidade semelhante à alma - que chamo de "mônada quântica" -, agindo como mediador da reencarnação. Será que a reencarnação é científica,como é viver e morrer? Examino as conseqüências da nova ciência da reencarnação sobre nossa cosmo visão, sobre a forma de morrer e de viver, e sobre como deveríamos entender nossa busca pela imortalidade. É possível desenvolver uma física da imortalidade? Sim, é, embora aspectos dessa física possam levar
décadas, talvez séculos, para ser confirmados e manifestados evolutivamente. Mesmo assim, sugiro que encontremos ânimo para tal empreendimento em alguns dados controvertidos que êm estado conosco há várias décadas ...
Texto extraído do Prefácio do livro A FÍSICA DA ALMA, DE AUTORIA DO FÍSICO QUÂNTICO INDIANO AMIT GOSWAMI. ELE ESTEVE NO BRASIL E DEU ENTREVISTA NO RODA VIVA SOBRE FISICA QUÂNTICA E ESPIRITUALIDADE. VISITE O GRUPO FISICA QUANTICA E ESPIRITUALIDADE ( TEM A ENTREVISTA POSTADA)
sábado, 27 de março de 2010
O que é o Universalismo Crístico.
O Universalismo Crístico é uma metodologia de compreensão espiritual que tem por meta analisar as crenças e a sabedoria de todas as religiões com o objetivo de, através de estudos e debates, construir uma visão unificada sobre as questões espirituais, libertando-se de dogmas e rituais que não atenderão às necessidades de espiritualização das gerações futuras. A partir desses estudos, cada um define o ritmo de sua caminhada e presta satisfações somente a sua própria consciência. O Universalista Crístico se despe de rótulos! Ele não precisa de identidade religiosa, porque já está Uno com Deus.
Fundamentalmente o Universalismo Crístico é um convite a um sensato processo de espiritualização interna. Eis a diferença fundamental entre espiritualizar-se e cultivar crenças religiosas. Espiritualizar-se é uma caminhada de autodescobrimento e evolução. Religiosidade é apego a crenças mais culturais do que necessariamente espirituais. O livro Universalismo Crístico aborda esse entendimento com profundidade.
Basta perguntar-se até aonde suas crenças provocam reflexões internas. Religiosidade é um conjunto de respostas estabelecidas por lideres espirituais. Espiritualização é um conjunto de perguntas internas, que abrem as portas de nossas mentes e corações. Esse último é a essência da busca do Universalismo Crístico. Aquele que despertou para a busca da Verdade sabe que as respostas que realmente interessam estão dentro de si mesmo
Fundamentalmente o Universalismo Crístico é um convite a um sensato processo de espiritualização interna. Eis a diferença fundamental entre espiritualizar-se e cultivar crenças religiosas. Espiritualizar-se é uma caminhada de autodescobrimento e evolução. Religiosidade é apego a crenças mais culturais do que necessariamente espirituais. O livro Universalismo Crístico aborda esse entendimento com profundidade.
Basta perguntar-se até aonde suas crenças provocam reflexões internas. Religiosidade é um conjunto de respostas estabelecidas por lideres espirituais. Espiritualização é um conjunto de perguntas internas, que abrem as portas de nossas mentes e corações. Esse último é a essência da busca do Universalismo Crístico. Aquele que despertou para a busca da Verdade sabe que as respostas que realmente interessam estão dentro de si mesmo
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