domingo, 16 de março de 2008

Os governantes invisíveis,

OS GOVERNANTES INVISÍVEIS
Iliana Marina Pistone
Os homens que se encontram no primeiro plano da vida política têmrealmente o poder entre suas mãos? Para Serge Hutin, autor deGovernantes Invisíveis e Sociedades Secretas, o destino das naçõesdepende, freqüentemente de grupos de homens que não estão investidosde cargos oficiais. Trata-se de sociedades secretas, verdadeirosgovernos ocultos que decidem o nosso destino sem o nosso conhecimento............. ......... ......... ......... ......... ......... ......... ...
Ao observarmos um formigueiro, as formigas parecem perambular a esmo, numa atividade febril e inútil, quando, de fato, todas as açõesindividuais têm como fim o mesmo alvo comum, cujas constantes sãodeterminadas da forma mais categórica pela "alma coletiva" doformigueiro. Observando-se toda a seqüência da história, repleta deacontecimentos humanos, de contínuas reviravoltas que se manifestaramdurante séculos, somos levados a perguntar se tudo isso tem algumsentido de coerência e se esse conjunto aparentemente caóticoconstituído pela humanidade pode ser comparado a um imenso formigueiro.Essa é a questão principal levantada por Serge Hutin, na tentativade explicar os grandes enigmas da história através da existência degovernantes invisíveis e sociedades secretas, que regeriam o mundo.Examinando-se a história humana de um ponto de vista geral, notamos,de um lado, o equilíbrio, a ordem harmoniosa, a organização sintética.De outro lado, o caos completo, a desorganização, a desagregação.Hutin questiona se essa continuidade de eventos pertence ao acaso ouse até mesmo as forças caóticas não estariam obedecendo a diretrizesdetalhadas, sob a orientação de governantes invisíveis.Robert Payne, um autor inglês, publicou, em 1951, o livrointitulado Zero, The Story of Terrorism, no qual relata a existênciade dirigentes ocultos que, à sombra de governos visíveis, manejavamessa terrível arma do terrorismo, sobrepujando até os poderosos gruposeconômicos, cujo papel secundário limitava-se ao financiamento. Fatosestranhos passaram a acontecer após a publicação do livro, desde acompra de todos os estoques disponíveis por misteriosos emissários,até a quase falência da Wingate, uma das sólidas editoras no mercadolondrino e, finalmente, a morte inexplicável do autor, alguns mesesdepois.UMA PIRÂMIDE DE TRÊS DEGRAUSQuanto a isso, Jacques Bergier, pesquisador dos enigmas dahumanidade, revelou a existência de uma lista de assuntos proibidospara a imprensa, minuciosamente relatados em um caderno preto. Segundoele, a proibição é de alcance mundial e universal, não levando emconsideração o regime político dos vários países, e todo diretor dejornal importante tem uma cópia desse caderno, seja ele de tendênciascomunistas ou capitalistas.Entende-se por sociedade secreta um grupo mais ou menos numeroso depessoas, que se caracteriza por manter reuniões estritamente limitas aseus adeptos, e também por manter o mais absoluto sigilo a respeitodas cerimônias e dos rituais onde se manifestam os símbolos que estasociedade se atribui. As finalidades das sociedades secretas são asmais variadas: políticas, religiosas, espirituais, filosóficas e atécriminosas.Em 1945, em Paris, Raoul Husson (1901-67), fisiólogo e psicólogo,publicou um livro, sob o pseudônimo de Geoffroy de Charnay, nome de umdos grandes templários franceses, condenado à morte pelo fogo, em1314, junto com o grande mestre Jacques de Molay. Nesse livro, Hussonrevelou que as sociedades secretas mundiais formavam uma pirâmide detrês degraus. No primeiro degrau, de fácil acesso, encontram-se oshomens considerados úteis. No segundo degrau, o acesso é maisselecionado e seus adeptos desempenham papéis importantes,influenciando no plano nacional e internacional. No cimo da pirâmideestariam as sociedades secretas superiores, que agem por trás dosbastidores. Todos os assuntos importantes da política internacionalestariam nas mãos dessas sociedades.CEMITÉRIOS REPLETOS DE GENTE INSUBSTITUÍVELGurdjieff, o conhecido "mago" caucasiano, teria sido, no século 20,um destes personagens que chegaram ao ponto mais alto do domínioinvisível dos assuntos humanos. De fato, Gurdjieff declarou: "Tive apossibilidade de me aproximar do sancta sanctorum de quase todas asorganizações herméticas, ou seja, sociedades religiosas, ocultas,filosóficas, políticas ou místicas, e que são vedadas aos homens comuns".Muito já foi dito da ação, freqüentemente ignorada, mas poderosa,das sociedades secretas que "dominam o mundo". Como exemplo, há afranco-maçonaria e seu desempenho marcante ao longo da RevoluçãoFrancesa. Outro grupo de ação notável foi o dos iluminados da Bavária,no século 18, cujo "poder oculto" teria levado Napoleão Bonaparte aopoder. Havia, entre os iluminados, Goethe, Herder, o alquimistarosacruciano Eckartshausen e muitas outras personalidades que nãodesconfiavam em absoluto dos verdadeiros objetivos políticos da seita.Bonaparte teria alcançado o mais alto grau na Ordem dos Iluminados,além de ter sido maçom e alto dignitário de outras ordens fraternais;entre elas a Fraternidade Hermética, que ele conheceu na época dacampanha egípcia.Gérard Serbanesco, no terceiro volume de sua obra Historie de laFranc-Maçonnerie Universelle, reproduz o relato de Napoleão sobre acerimônia de sua iniciação.Lamentavelmente, a partir do momento em que Napoleão se deixoudominar pela sua ambição pessoal, não sendo mais o executor de planossecretos, a boa sorte o abandonou e o seu destino mudou.Outra personalidade que recebeu iniciação numa seita de filiaçãotemplária foi Cristóvão Colombo, que, contrariamente à teoriatradicional, não teria iniciado sua viagem às cegas. Em Les MystéresTempliers, Louis Charpentier conta como Colombo recebeu, dosnavegadores a serviço do Templo, o conhecimento de uma rota que levavaao novo mundo e a missão da descoberta. Charpentier reuniu, a essepropósito, provas realmente interessantes.Questões podem ser igualmente levantadas quanto à fulminantecarreira de Joana D'Arc. Numa época em que todas as mulheres eramcategoricamente excluídas de qualquer atividade política, todas asportas, até as mais fechadas, abriram-se para ela. Apesar de ser maisfácil explicar a sua atuação através da santidade, pode-se tambémsupor que a sua missão tenha sido apoiada, se não preparada, pelaintervenção de uma poderosa sociedade secreta. A que estariarelacionado o grande segredo que ela só quis confiar ao futuro Carlos VII?Por outro lado, toda vez que algo ou alguém parece obstacular odeterminismo cíclico da evolução do mundo, a ação dos governosinvisíveis, que agem implacavelmente, faz-se presente. Dessa forma,vários atentados políticos, atribuídos a fanáticos isolados, foramreconhecidos como execuções friamente decididas. Nesses casos, oassassino existe, mas ele é somente o agente que executa uma tarefadecidida por um poderoso grupo oculto.O assassinato do presidente Kennedy permanece ainda hoje envolto emmistério, e a impressão que se tem é de que "alguém" não quer vê-loesclarecido. Quanto a isso, Hutin menciona quatro pontos inquietantes:1) "Por acaso", somente o prédio de onde saíram os tiros fatais nãoestava sendo vigiado pela polícia de Dallas.2) Vários assassinos estavam em posições estratégicas, e suasatuações eram sincronizadas pelos gestos que um misterioso "diretor deorquestra" estava fazendo com seu guarda-chuva, sobre uma elevação(fotos que revelam isto foram publicadas por várias revistas, entre asquais a Paris Match); na eventualidade de Lee Oswald errar o alvo, umdos outros atiradores teriam entrado em ação3) Já preso, o sicário foi convenientemente liquidado por um"justiceiro" , que, por sua vez, morreu convenientemente de "câncergeneralizado" .4) Por uma série de estranhas coincidências, um númeroimpressionante de testemunhas do crime desapareceu e, em todos oscasos, foi por acidente.Não seria interessante levarmos em conta a intervenção de estranhos"invisíveis" que seguram o fio da história?Bastante elucidativa é a sentença que diz: "Os cemitérios estãorepletos de gente in-substituível" .Os jovens políticos que conhecem as manobras complicadas que sepassam por trás dos bastidores são muito raros, e, quando certasfiguras começam a atrapalhar os planos secretos que estão sendoexecutados, quer tenham ou não consciência disso, são tomadas asmedidas necessárias, que podem ser sumárias ou secretas, paraeliminá-las. Via de regra, os atentados políticos da história secaracterizam pela presença de um assassino fanático, instrumento de umgrupo poderoso e insuspeito que permanece fora de cena. Em seguida,esses fanáticos são eliminados depois do atentado (por policiais oupelo próprio povo) ou, quando presos com vida, se há dúvidas quanto àgarantia de seu silêncio, são eliminados de forma definitiva. Foi issoo que teria acontecido a Lee Oswald, o assassino de Kennedy.Em 15 de setembro de 1912, a Revue Internationale des SociétésSecrètes relata uma sentença dita por uma personalidade importante,uma espécie de eminência parda da política européia, que se teriamanifestado da seguinte forma, a respeito do arquiduque FranciscoFernando, da Áustria: "É um bom moço. É uma lástima que estejacondenado. Vai morrer nos degraus do trono". Esse tipo de declaraçãonos faz refletir: o destino do arquiduque Francisco Fernando, cujoassassinato em Sarajevo daria ensejo à deflagração da Primeira GuerraMundial, já estava decidido dois anos antes do fato. Quem teria tomadoa decisão? Voltamos novamente aos governantes invisíveis.Dessa forma, tudo leva a crer que a guerra de 1914 já estava sendoesperada, preparada e "programada" , dois ou três anos antes do seuinício. Muitos acontecimentos mostram o contínuo esforço, através deslogans e de imagens, para exacerbar o entusiasmo bélico das massas nainvestida contra o inimigo.OPUS DEI LIGADA AOS GOVERNANTES SECRETOSObservando-se os acontecimentos de nossos dias, os antagonismos, asdesforras militares, políticas ou de espionagem, poderíamos encontrara prova irrefutável, de que vários grupos "espirituais" , alguns dosquais talvez ligados aos governantes secretos do mundo, têm realmenteuma atividade temporal definida. Em 1969 vários dirigentes da Opus Deientraram ativamente no governo franquista, apresentando, dessa forma,o problema da sua influência política concreta, não somente naPenínsula Ibérica, com um movimento que já contava, há cinco anos, commais ou menos 50 mil membros no mundo inteiro. Tal organização,fundada na Espanha em 1928, pelo reverendo pe. José Maria Escriva deBalaguere, não pode ser considerada uma sociedade secreta na acepçãoda palavra. A Opus Dei afirma: "Somos unicamente uma associação defiéis, cujas finalidades são só religiosas e apostólicas", fazendo comque seus adeptos sigam normas de vida católica na sua totalidade, nãoapenas no que diz respeito à vida particular, mas também na integraçãodentro da profissão e da sociedade. Contudo, os altos dirigentes detal instituição, apesar da vida asceta e altruísta, não deixaram de seutilizar das condições objetivas do mundo moderno, não se esquecendodas finanças e da atividade política. Muitas obras beneficentes efundações altruístas surgiram: clínicas, escolas, centros culturais ecasas para estudantes. Seria o caso de não excluirmos a eventualidadede contatos sigilosos entre essa organização e sociedades ou atéremanescentes ocultos da Inquisição espanhola.A SINARQUIA DO IMPÉRIOPara se reconhecer, entre os personagens conhecidos oudesconhecidos da grande história, quais deles teriam recebido suastarefas diretamente dos governantes invisíveis, é preciso distinguirduas categorias de personalidades: uma constituída por homens quetiveram papel de destaque no plano histórico e que estavam a par dosgrandes segredos, tais como Richelieu, Benjamin Disraeli, oprimeiro-ministro da rainha Vitória, e Lênin.A segunda categoria compreenderia os personagens que não aparecemem nenhum livro de história: tiveram um papel ativo, apesar desecreto, influenciando a situação histórica e política.Timothée-Ignatz Trebitsch, um aventureiro judeu, foi uma eminênciaparda, utilizado para facilitar o advento do nazismo na Alemanha.Outra personalidade que parece ter tido um papel importante no campoda política secreta é o "mago" inglês Aleister Crowley (1875-1947).Num passado mais remoto, vamos encontrar as enigmáticas figuras doconde de Saint-Germain e de Cagliostro.O nome "sinarquia", pela sua etimologia grega, pressupõe arealização de uma ordem sagrada num equilíbrio perfeito, de umaharmonia complexa, que seria o reflexo das leis cósmicas. Estáassociado a uma das mais misteriosas sociedades secretas modernas degovernantes invisíveis, tendo sido introduzido pelo grande esoteristaAlexandre Sain-Yves, que viveu entre 1842 e 1909. Recebeu do papa otítulo de marquês de Alveydre e tornou-se conhecido como Saint-Yves d'Alveydre. Viu-se escolhido pelos governantes invisíveis do mundo paraexecutar seus planos, tendo deixado um número de obras muitoestranhas: Mission des Souverrains, Mission des Juifs, Mission del'Inde, L'Archéomètre. Saint-Yves apregoava o ideal de uma sinarquiauniversal, a Sinarquia do Império, e não restam dúvidas de que mantevecontato direto com os mais altos governantes secretos.A Sinarquia do Império tinha uma estrutura hierárquica, essencialpara o sistema, e que era resumida no seu símbolo: um triângulo emquatro níveis , mostrando, em seu interior, um olho, e cujo vérticecoincidia com a extremidade de uma estrela de cinco pontas. Em todasas sociedades secretas realmente poderosas encontramos sempre estaestrutura hierárquica, cujos diferentes níveis de atividades sãoestritamente separados, de forma que cada grupo atue no seu nível epara que os chefes supremos possam agir sem nunca serem percebidos.O GRANDE MONARCA, ANUNCIADO POR NOSTRADAMUSÉ muito interessante notar como o antagonismo entre o bem e o malse faz presente em todos os campos. No fim do ciclo terrestre, a açãodas forças demoníacas seria terrível, prega a tradição. A profeciarevelada a Salete, na França, em 1846, com relação ao fim do mundo, éapavorante. Ainda segundo uma tradição francesa, espera-se a aparição,para depois dos acontecimentos apocalípticos, de um legítimo soberano,o grande monarca, anunciado por Nostradamus e aguardado com tantaansiedade. São várias as versões quanto à identificação desse grandemonarca.O que se conclui é que os aspectos negativos no mundo, o ladodemoníaco da continuidade histórica, enfim, o que se chama de mal,pode ser encarado como um aspecto decididamente lamentável, mascosmicamente inevitável no desenvolvimento do ciclo terrestre. Opróprio mal é uma necessidade metafísica a ser integrada no plano divino.De acordo com uma tradição oral, as Sinarquias do Império usariam,também, como senha, o antigo símbolo chinês que indica acomplementação indissolúvel e a ligação inexplicável entre os doispólos cósmicos universais, positivo e negativo, ou masculino efeminino. Esse tradicional e significativo símbolo é formado por umcírculo branco e preto. A parte branca e a preta estão separadas poruma linha em espiral; na parte preta encontra-se um ponto branco e naparte branca há um ponto preto. Isto quer dizer que, no apogeu da faseevolutiva do ciclo terrestre (o triunfo do branco), o preto nuncadesaparece completa-mente, e sua presença está assinalada por aqueleponto e, inversamente, na fase involutiva do ciclo (triunfo do preto),o ponto branco sempre permanece. Nenhuma manifestação poderia teracontecido nem acontecer sem essa complementação cósmicas dos doiscontrapontos. É comum encontrar-se em todas as tradições alusão àexistência de governantes invisíveis secretos, personalidademisteriosas que controlam o desenvolvimento da história humana de modominucioso. E o que se sabe dizer é que essas figuras misteriosasaparecem quando sua presença é muito necessária.Na tradição dos rosa-cruzes existe uma hierarquia de mestresdesconhecidos, um conselho constituído por doze homens, quesupervisionam a evolução da humanidade. Acima deles existiria outrahierarquia de entidades que já superaram o nível mortal humano,conhecida como o invisível permanente.Assim como existe a iniciação autêntica, que transporta a um estadosupra-humano, há em contrapartida a "pseudo-iniciaçã o", cujafinalidade é a divulgação da subversão e do caos, trabalhando para o"fim do mundo". Ao que parece, essas forças contrárias estão incluídasno plano divino.Todo homem possui no seu íntimo a possibilidade de adquirir poderespara elevar-se a um nível superior, mas poucos são os que o conseguem.Ouspensky, discípulo de Gurdjieff, cita em Fragments d'un EnseignementInconnu a seguinte observação feita por seu mestre: "Se dois ou trêshomens despertos se encontram no meio de uma multidão de adormecidos,eles se reconhecem imediatamente, enquanto os adormecidos não poderãovê-los... Se duzentos homens conscientes achassem necessária umaintervenção, poderiam mudar todas as condições de existência na Terra".O domínio dos dirigentes ocultos dos grupos por elessupervisionados se faz também do uso sistemático da força psíquica dossímbolos. É fácil constatar, especialmente nas ideologias que exploramas massas, o uso e a eficácia dos símbolos, verdadeiras "armas" queativam e despertam a energia que se encontra profundamente arraigadana psique humana, na parte que constitui o inconsciente coletivo dahumanidade. Assim, vamos encontrar a cruz gamada ou suástica, um dossímbolos mais antigos e mais significativos da humanidade, encontradono mundo inteiro, ao longo da história. Num primeiro tempo a suásticarepresentou, simbolicamente, a rotação das sete estrelas da Ursa Maiorem volta da estrela Polar. Em seguida, o seu significado ampliou-se epassou a ser o símbolo do movimento cósmico. Dependendo da direção emque se dobram os braços da cruz, a suástica chama-se direita,representando a fase evolutiva, ou, ao contrário, invertida,representando a fase regressiva de um ciclo terrestre no seu conjunto.Os chefes nazistas teriam escolhido a suástica invertida como símboloda sua ideologia de maneira proposital, com o intuito de se valer dasforças involutivas, caóticas e desintegrantes. No seu delírio, aideologia nazista usou uma influência invertida do Antigo Testamento,no que diz respeito ao povo eleito, à raça eleita. É bem possível,portanto, que Hitler tentasse "ajudar" o ciclo terrestre, pensando quequanto mais apresentasse as catástrofes, mais rapidamente chegaria aIdade de Ouro, e todo o mal desapareceria!O texto sânscrito Vishnu Purana descreve que a época de Kali, ouseja, da destruição, poderá ser identificada quando "a sociedadeatingir um nível em que a propriedade outorgue categoria, a riquezafor a única fonte de virtude, a paixão constituir o único laço deunião ente marido e mulher, a falsidade for a matriz do sucesso navida, o sexo o único meio de prazer, e quando os ornamentos exterioresse confundirem com a religião interior".Guénon, um espírito muito lúcido e sensível à percepção dos sinaisapocalípticos do nosso tempo, é autor do livro A Era da Quantidade e oSinal dos Tempos, escrito no período entre as duas guerras, ondepreconiza a robotização das massas: "Os homens ficarão uns autômatos,animados artificial e momentaneamente por uma vontade infernal, e istodará uma idéia nítida do que acontece à própria beira da dissoluçãofinal".Hoje, o que podemos perceber é que as influências mágicas mudaramna sua forma, no seu ritual e na sua aparência, mas as técnicas decondicionamento mágico continuam existindo. Basta observarmos com quefacilidade se lança uma moda. O que pode ser feito com a moda pode seraplicado em muitos outros campos, porque o comprimento de uma saia eum slogan político, além do controle da informação, podem serdivulgados da mesma maneira, observou Robert Mercier.Goebbels, o único ministro da propaganda nazista, sabiaperfeitamente que as massas podem ser manobradas, porque prevalece alei pela qual o comportamento de uma coletividade desorganizada ésempre caracterizado pelo nível intelectual mais baixo.Governantes Invisíveis e Sociedades Secretas, de Serge Hutin,publicado no Brasil pela editora Hemus, examina em profundidade umatese defendida por muitos estudiosos ligados à corrente do realismofantástico (entre os quais o falecido Jacques Bergier). Essa teseafirma que, desde os primórdios da história, o mundo é governado narealidade por homens ou grupos de homens só muito raramenteconhecidos: os membros de sociedades supersecretas. Sua existêncianunca é pressentida, até o momento em que um fato imprevisível os levaa manifestarem- se abertamente.Esses homens, por sua vez, obedeceriam a determinações de poderosasinteligências ainda mais ocultas e de compreensão praticamenteimpossível para o comum dos homens. Como escreveu o autor americanoPhilip José Farmer, em seu livro O Universo às Avessas: "Poderessobre-humanos dirigem, do vértice da pirâmide dos governantes visíveise invisíveis, toda a evolução de todos os sistemas planetários e dasgaláxias, incluindo todos os homens e os seres que os habitam. Se issofor verdade, a limitada inteligência humana seria incapaz deconfigurar o conjunto dos ciclos dos planetas e das galáxias, da mesmaforma que uma célula de nosso organismo não tem a capacidade deentender a estrutura do conjunto ao qual pertence".Transcrito por Krishna BonavidesFontes: Revista Planeta - Sociedades SecretasConspiração (www.aequipeconspir acao.hpg. ig.com.br) .O Status Ontológico da Teoria da ConspiraçãoEntrevista c/ André MauroInformação e Contra-informaçã oA Solução Final CapítalistaEchelonBoato ForteMentiras de EstadoAfinal, Onde está a Verdade?Manipulações PúblicasPânico, Guerra e Semio-KapitalA Guerra dos CódigosA Percepção Paranóica da MídiaVigilância AbsolutaConhecimento Total da DesinformaçãoOs Governantes InvisíveisSom do DemoMistério no Céu do SertãoA América é uma ReligiãoMovimento pela Extinção Humana VoluntáriaReligiões CorporativasA Hipótese do Auto-golpe(2)A Hipótese do Auto-golpe(1)Como Escrever a VerdadeConexões Bush-HitlerExército de MutantesTerrorismo Made in USADetectando a DesinformaçãoApocalipse High TechMétodos de Controle MentalTransMcdonald' s?Cultos e Controle MentalRobert Anton WilsonKurt CobainO Caso Villas BoasArmas Secretas dos EUAMarketing do InútilTropas do VaticanoDepuração da TerraTeoria da Conspiraçãorizoma.netrizoma.netCâmera-olhoMutaçãoIntervençãoArt & FatoDesbundeAfrofuturismoHierografiaGibiOculturaAnarquitexturaRecombinaçãoNeuropolíticaEsquizofoniaPanaméricaConspirologiaE-spaçoPotlatch

domingo, 9 de março de 2008

Dia Internacional da MULHER!!

MULHER

Mulher. Toma o teu cântaro e vai...
Anuncia que és mulher, mulher como tantas neste mundo, mas não deixes de dizer que:

Tu és mulher apaixonada,
mulher fecundidade gerando o novo
mulher que ama porque é livre.
Mulher capaz de "quebrar o frasco" e derramar o bálsamo sobre os irmãos,
de inundar a sala de perfume.

Tu és mulher ungida-consagrada, encarnada na história,
sem medo de lutar, e sem ódio de "brigar" pela justiça.

Tu és intercessora para que "a água se transforme em vinho",
o pão seja partilhado,
para que o pequeno seja olhado,
a mulher seja acolhida,
o homem ajudado,
e o "rosto materno" de Deus revelado.

Sim, toma teu cântaro e vai...
Derrama as flores de teu jeito feminino e enfeita este mundo tão quebrado...
Abre teu útero e gera o novo porque tudo está tão machucado...

Rasga o espaço que é só teu...
Abraça, acolhe, gera, partilha, reza, ama, vibra, chora...
mas não esquece:
Tudo é Dom. Tu és um Dom!

Inclina teu coração e ora:
Deus Pai-Mãe, teu amor me fez mulher.
Tua ternura maternal me inunda como água derramada na vasilha,
enchendo-lhe todos os cantos.

Jesus-irmão, grata por escolher a mulher
como tua mãe, esposa, discípulo.

Deus,
integra mulher e homem,
parceiros de um mundo novo e mais irmão.
Assim seja.

De Helena T. Rech

quinta-feira, 6 de março de 2008

A difícil arte de educar filhos autônomos.

A difícil arte de educar filhos autônomos
15/02/2008 12:21:30
Ana Carolina Tomaz Cassas de Araújo. - *Psicóloga Clínica CRP 11/03773 - Trabalha atualmente com Psicoterapia Infanto-Juvenil, Psicoterapia para Idosos e Acompanhamento Familiar e atua na área organizacional (Recrutamento, Treinamento e seleção de Cuidadores de Crianças e Idosos).

Com a revolução e diversidade de modelos, teorias e paradigmas a única certeza que temos sobre educação é que educar um filho não tem receita! A educação hoje possui mais perguntas do que respostas, mais dúvidas do que certezas e isso faz com que nossa geração de pais esteja insegura.
Acredito que refletir sobre o assunto traz certa luz para os que estão angustiados com o assunto, e é esse o meu objetivo aqui!
Educação hoje virou assunto corriqueiro nos consultórios de psicologia.
Algumas dúvidas mais freqüentes de pais nos consultórios de psicoterapia são: Como não superproteger meu filho? Como posso dar liberdade ao meu filho se o mundo está tão violento? Como posso estabelecer limites? Como desenvolver a autonomia do meu filho? Como posso desenvolver a responsabilidade com ele?
Na maioria das vezes emergem questões sobre liberdade (versus independência), responsabilidade (que é a capacidade de comprometer-se), limites e autonomia.
Bom, primeiramente todas essas questões estão ligadas e se complementam. Porém, acredito que responsabilidade, limite e liberdade estão inseridos no conceito de autonomia. Não há autonomia sem liberdade e responsabilidade! Por isso vou começar por aí.
O conceito de autonomia é extremamente abrangente, porém, filosoficamente consiste na qualidade de um indivíduo de tomar suas próprias decisões ou na capacidade de estabelecer relações numa via de mão dupla, implicando iniciativa, responsabilidade e decisão. Sendo assim, podemos dizer que autonomia é a capacidade do indivíduo de caminhar com as próprias pernas, pensar por si, decidir, escolher conscientemente, superar seus obstáculos, enfrentar as conseqüências dos próprios atos – os famosos erros e acertos.
Hoje nós - pais - sabemos que desenvolver a autonomia é extremamente importante para os nossos filhos. Virou o assunto da moda, foco da mídia! Mas realmente sabemos o que significa autonomia? Refletimos sobre o assunto? Estamos realmente educando nossos filhos para que sejam autônomos? Sabemos qual a importância da autonomia na vida dos nossos filhos?
Vejo que o que acontece com os pais hoje é que o desenvolvimento da autonomia fica somente na teoria e, na hora da prática, muitos não sabem como agir. Acredito que a maioria dos pais de adolescentes tem muita dificuldade em deixar os filhos crescerem. Os pais cuidadosos de hoje tem muito medo de "soltar os filhos nesse mundão aí a fora", mesmo sabendo que por fim tem que fazê-lo. Nós pais, infelizmente, não podemos assumir a responsabilidade escolar, ou a escolha de amigos e muito menos os planos futuros dos nossos filhos. Não podemos vigiar ou seguir nossos filhos por toda parte ou em todas as horas do dia! Essa é a mais pura verdade! Por isso, a única coisa que podemos fazer é (re-)afirmar nossas posições, ações e opiniões sobre os assuntos relacionados à vida e arte do viver e lhes oferecer amor, carinho, apoio e limites.
Lembre-se que desenvolver a autonomia nos filhos é trabalhar a capacidade – dele e sua – de estabelecer relações numa via de mão dupla, implicando delegação de iniciativa, de responsabilidade, de decisão e de possibilidade de falar por si, bancando acertos e erros.
Será que estamos dando espaço e orientações adequadas para que nossos filhos se desenvolvam enquanto seres autônomos?
Se sua resposta for não, ou se for talvez, pode ter certeza que seu filho corre o risco de se tornar um adulto dependente, inseguro, ansioso, nervoso, com baixa auto-estima, etc.
Aí vai um clichê que não tenho como deixar de mencionar: você pode estar superprotegendo seu filho e, a conseqüência pode trazer mais malefícios do que benefícios!
Bom, e o que fazer para não superproteger? Ainda dá tempo de reverter a situação?
Quanto antes melhor! Primeiramente ressalto: não faça por seu filho o que ele já tem capacidade de fazer! E isso vale para todas as idades e em todas situações!
Quando você faz algo que seu filho tem capacidade de fazer a mensagem que você está enviando para ele é: Você não é capaz de agir sozinho! E isso é muito sério, pois a mensagem vem de alguém muito importante para sua vida!
Não tire o direito do seu filho de cometer os próprios erros. Nos intrometer quando “achamos” que nossos filhos não dão conta ou que vão falhar é simplesmente roubar delas uma oportunidade única de grande importância: os erros são experiências com as quais aprendemos! São laboratórios na nossa vida!
Se ficarmos tentando poupá-los dos fracassos estamos afirmando a eles que não acreditamos que sejam fortes o bastante para lidar com os obstáculos.
Quando nossas crianças e adolescentes conseguem encarar os erros como parte do aprendizado, a auto-estima, autoconfiança, amor-próprio, segurança aumentam e suas potencialidades se expandem!
Por isso, a cada nova etapa da vida do seu filho, a cada nova empreitada que seu filho ousa fazer, ou questionar, a cada passo de liberdade que seu filho quer dar, você deve se perguntar: Será que é meu filho ou eu que não estou preparada para lidar com esse passo?
Seja bastante sincera com você mesma ao refletir sobre essa questão!
Mas como oferecer liberdade sem exagero? Quais os limites que devemos colocar nesta tão falada liberdade?
Introduzindo as noções de responsabilidade e respeito. Quando falamos em liberdade, falamos em respeito ao outro e em respeito a si mesmo.
Uma estratégia interessante e eficaz de se fazer é a cada liberdade dada ao seu filho exigir uma responsabilidade, e, estar sempre por perto para orientar no início de cada passo.
A liberdade deve ser gradual, dada em passos pequenos.
Cabe a você – pai e mãe – gerenciar esses passos, tentando não ser autoritário ou ser permissivo. Pois tanto o autoritarismo quanto o permissível sufoca, um por escassez outro por excesso!
Isso nós até compreendemos, e sei que você deve estar pensando que é muito fácil falar sobre o assunto! Tudo isso fica extremante bonito e fácil na teoria. Mas por que é tão difícil na hora da prática? Porque essa questão no dia-a-dia se torna tão complexa?
Na verdade, desenvolver autonomia em nossos filhos é um processo puramente emocional e, portanto, falar de teoria neste momento não ajuda muito, pois muitos pais inevitavelmente estarão tendo que lidar com suas próprias questões inacabadas e problemas relacionados a essa questão.
Por isso educar é uma tarefa tão difícil: para educar temos que nos re-educar! Temos que re-criar nossa própria educação. Temos que lidar com questões mal-resolvidas da nossa própria educação!
Educar é extrair o que há de melhor no seu filho em corpo, mente e espírito! Educar é preparar para a vida, para o mundo lá fora!
Vamos desde já começar a soltar um pouco mais nossas crianças e adolescentes e enxergar nossos filhos como um ser humano separado de nós, independente e que possui os próprios direitos!

segunda-feira, 3 de março de 2008

Verdade? Mentiras?

Mandato de busca de Salomão
De onde veio Salomão? Reis venerados como ele, e justamente ele, têm antecessores. Quem havia acumulado as riquezas? Teria sido talvez o pequeno e sabido rei Davi - sim, aquele que derrotou Golias?
Se seguíssemos rigorosamente a árvore genealógica de Salomão, ela teria de reportar-se a Abraão, que deu origem a todas as linhagens, mas
deve atingir um passado ainda mais remoto, pois o pai Abraão também tinha ascendência, que era bem esquisita.
O pai de Abraão foi Tare, de qualquer maneira é o que afirmam antigas tradições judaicas, e esse Tare - não há nenhum comentário contra - era um idolatra. O próprio Abraão confirma essa mácula paterna no Apocalipse de Abraão", relatado na primeira pessoa:
"Eu, Abraão, naquele tempo, onde meu destino foi traçado, consagrava as oferendas de meu pai Tare a seus deuses de madeira e ferro e ouro e prata e bronze e pedra. E uma vez compareci ao serviço no templo; e aí encontrei o deus de pedra Merumat caído de bruços aos pés do deus de ferro Nachon".
Os pais de Abraão eram adeptos de um culto aos astros, como havia e ocorria não apenas na Arábia e no Egito, mas também entre babilônios e minóicos, na verdade entre todos os povos da Antigüidade. Tare, o pai de Abraão, seria originário de Ur, na Caldéia, e o Prof. Fritz Hommel disse que aí "esse culto aos astros estava particularmente difundido"14. E assim o nascimento de Abraão foi também relacionado às estrelas, como descreve uma tradição judia15:
"Abraão, filho de Tare ... e de Amtelai ... nasceu em Ur na Caldéia ... no mês de Tischri ... no ano de 1948 após a criação ... na noite em que Abraão nasceu os amigos de Tare estavam ... reunidos ... em um banquete ... Então repararam em uma estrela extraordinária na região oriental do céu. Ela parecia afastar-se em grande velocidade, correndo pelos quatro lados do céu. Todos ficaram admirados pensando se essa aparição ..."
O zangado rei Nimrod, fundador de cidades e "grande caçador entre os soberanos", mencionado por Moisés e Micha, foi advertido por seus astrólogos de que havia nascido um menino que se tornaria perigoso para o seu reino. Nimrod então mandou matar 70.000 recém-nascidos, por precaução. Claro que a mãe de Abraão amedrontou-se terrivelmente e, para dar à luz, escondeu-se em uma caverna que se iluminou com o rosto radiante do bebê ao nascer. Ninguém percebeu nada, exceto o arcanjo Gabriel, que rapidamente acorreu do céu para alimentar o recém-nascido.
Uma bela lenda, que não valeria a pena contar se não tivesse tantas semelhanças com o nascimento de Cristo, em Belém.
Naturalmente Abraão, a partir daí, deixou de ser uma pessoa comum na lenda. Em uma versão ele surgia envolto em nuvens e neblinas pelos anjos para escapar despercebido de seus perseguidores, em outra aparecia escondido dos construtores da Torre de Babel em um forno. Claro que sem nenhum efeito danoso para Abraão.
Com mil diabos! Somente após dedicar-me intensamente a Abraão é que ficou claro para mim que esse patriarca mantinha estreitas relações com extraterrestres. Na Crônica de Jerahmeel16, que por sua vez reporta-se a fontes mais antigas, afirma-se que Abraão foi o maior mago e astrólogo de seu tempo, tendo recebido sua sabedoria diretamente dos "anjos".
Essa representação coincide com os dados do Apocalipse de Abraão, onde é mostrado de forma impressionante como ele foi levado "ao céu" por dois enviados do Altíssimo. Muito acima da Terra ele viu "algo como uma luz, que não pode ser descrito", e "grandes figuras, que trocavam palavras que eu não podia entender". É compreensível, pois quando extraterrestres levaram Abraão consigo à nave-mãe, ele não entendia a linguagem dos estrangeiros. Abraão lembra-se perfeitamente de que o local alto onde ficou movia-se para cima e para baixo, ora ele via a Terra sobre si, ora as estrelas novamente abaixo. Uma desvairada fantasia? Seguramente que não. Na época dos vôos espaciais lemos relatos sensatos de como as naves espaciais giram sobre o próprio eixo, provocando efeitos óticos que Abraão reproduziu corretamente.
Embora eu sempre tenha tido a consciência de lidar com tradições lendárias, não compreensíveis historicamente, fiquei muito surpreso ao constatar em uma obra publicada por um instituto bíblico americano17 que - como na minha linha de pensamento - aí também os visitantes de uma civilização extraterrestre são aceitos como óbvios.
No livro consta o seguinte: "Somente após o jantar Abraão descobriu que seus convidados não eram visitantes comuns. Eles tinham vindo do espaço".
Que progresso! Os teólogos também são capazes de aprender: Abraão mantinha contato com viajantes do espaço!
Seguindo os ensinamentos da Bíblia, foi-nos apregoado que Abraão teria originado todas as linhagens da humanidade; e os eruditos não estão nem mesmo certos de que Abraão realmente existiu ... e o que seu nome poderia significar.
Franz M. Böhl, professor da Universidade de Leiden, constatou18:
"O nome Ab-ram, que não vem de lugar nenhum além de Gen. 11:26 - 17:5, significa 'pai elevado' ou 'o pai é elevado'. Pode-se considerar a palavra 'patriarca' como uma tradução desse nome. Por pai entende-se aqui a divindade, originalmente talvez o deus da Lua ... O mais provável é que Abraham seja apenas uma variante dialética ("desdobramento") do nome Ab-ram, mais freqüente".
O que o Prof. Böhl comunicou com tanta segurança no ano de 1930
foi contradito por especialistas no conceituado Journal of Biblical Literature19: "Originalmente Abraão não era um nome pessoal, mas o nome de uma divindade".
Passaram-se desde então 40 anos de pesquisas sobre Abraão, que, entretanto, não esclareceram muita coisa. Em uma publicação da Universidade de Yale20, E.U.A., surgida em 1975, consta a notável frase: "Presumivelmente nunca estaremos em condições de comprovar que Abraão realmente existiu..."
Tudo isso é muito desconcertante, e seria totalmente insustentável não fosse o fato de multidões reportarem suas árvores genealógicas a um homem que talvez não tenha existido...
Apesar de todas as contradições, pode-se assegurar que Abraão - que portanto existiu - não pode de forma alguma ter estado em uma cidade com o nome de Jerusalém. No local onde está a atual Jerusalém existiu, talvez já no ano 2000 a.O, uma povoação arqueologicamente comprovável, mas ninguém sabe como esse lugar se chamava.
Em 1975 foi desenterrada em Ebla, no norte da Síria, uma biblioteca de placas. Pela primeira vez surgiu - em escrita cuneiforme sumeriana - uma localidade chamada Urusalim (rslm). Hieróglifos egípcios da época do faraó Amenófis III (1402-1364 a.C) mencionam uma cidade chamada Auschamen ou Ruschalimum. Ambas as variantes foram por assim dizer capturadas num golpe de mão por arqueólogos bíblicos e tomadas pela atual Jerusalém. Olhando atentamente, reconhecem-se unicamente as denominações, faltando no entanto uma localização geográfica. A confusão é total quando se olha o Gênesis, 14:17:
"E, quando voltava da derrota de Codorlaomor e dos reis que estavam com ele, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma, no vale do Save, que é o vale do Rei. E Melquisedec, rei de Salém, trazendo pão e vinho, porque era sacerdote do Deus Altíssimo, o abençoou e lhe disse: Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, por cuja proteção os inimigos estão nas tuas mãos. E Abraão deu-lhe o dízimo de tudo".
Fala-se aí de um "rei de Salém". "Salém" é a posterior Jeru-Salém. Estranho. Não havia ainda a Terra Prometida, Moisés não tinha nascido ainda, o rei Davi (pai de Salomão) não tinha ainda tomado a cidade - qual? - que ele, a partir de então, chamou de Jerusalém. Quem era portanto esse "rei de Salém", que se encontrou com Abraão, e onde ficava essa cidade-reino de Salém?
Enganos eruditos
"Onde o erudito se engana, comete um engano erudito", diz um ditado árabe. De fato.
As cidades, e ainda mais as cidades-reino, não surgem num passe de mágica. Freqüentemente surgiam primeiro estruturas sociais, formava-se através de gerações uma hierarquia do Estado, surgindo então forçosamente a necessidade de se construir uma cidade. É o mesmo em todos os países - em toda parte existem três condições prévias para a urbanização: tornar visível o poder do soberano, que era maior que a força dos dominados; a segurança contra os inimigos; a construção de um santuário como manifestação de um culto comum.
A terceira manifestação era a ocasião central para a fundação de uma cidade. O culto aos astros era total entre os homens da Antigüidade. Esse culto aos astros de nossos antepassados costuma ser explicado pelo esplendor do céu estrelado, o surgimento e o desaparecimento do Sol e da Lua. As pessoas escalavam os picos das montanhas para ficar mais próximas de seus deuses, para adorá-los; construíam altares a grandes altitudes, e onde não houvesse nenhuma montanha, erguiam montanhas para construir sobre elas cidades sagradas.
Até esse ponto sigo a opinião erudita geral. Mas, "mesmo quando todos concordam com uma opinião, todos podem estar errados", constatou Bertrand Russell (1872-1970). A ciência considera as divindades celestes e estelares como seres fictícios, produtos da fantasia humana, que na realidade nunca existiram. Então personagens fictícios exerciam o poder? Os homens tinham medo de semideuses? Frutos da fantasia tornavam-se visíveis e concretos aos filhos da Terra?
A ciência oferece uma explicação: não existiram "materializações", assim como não existiram deuses reais; sempre que os homens se tornavam miseráveis em algum país, procuravam um culpado. Mas como esse causador da miséria não existisse realmente para que pudesse prestar contas, todos os males - e também todos os bens - eram atribuídos aos deuses, que somente então tornaram-se uma realidade para os homens. Erupções vulcânicas, terremotos e tempestades sempre foram tidos como manifestações divinas, e daí surgiram as religiões da natureza.
Isso soa claro, mas então aconteceu o monstruoso, que não mais se encaixa no conceito: os deuses começaram a falar. Eles davam instruções, instituíam proibições e mandamentos, criaram leis, em casos individuais comprovados levaram pessoas consigo às suas distantes "cidades celestes", demonstraram aos povos o poder técnico de que dispunham, transmitiram-lhe novos conhecimentos, que estavam muito além de seu estado de desenvolvimento. Os eleitos, que transmitiram as instruções dos deuses a seus conterrâneos, fizeram-no - em todo o mundo! - na primeira pessoa: ... e eu ouvi ... e eu vi ... ele me disse ... ele me mostrou ... ele me ordenou ... vá até lá ... Desde que os homens podem falar, a primeira pessoa indica o testemunho ocular. Em muitos casos, essas comunicações que foram depois declaradas "profecias" eram acrescentadas aos dados testemunhados pessoalmente quando e onde ocorresse um acontecimento, nomeando os deuses participantes ou suas tropas de apoio.
Uma situação esdrúxula!
Os deuses não teriam existido. Todas as mensagens feitas em seus nomes devem ter sido então invenções, ficções - ou mentiras! - dos profetas que queriam fazer-se importantes. Não é o cúmulo da falta de lógica compilar esses relatos mentirosos nos livros sagrados da humanidade? Não é pura loucura, segundo essa estranha metamorfose, essa distorção, considerar então as profecias absolutamente verdadeiras, como o mais puro ouro da santa verdade? Devemos "acreditar" nelas?

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A Inversão dos Polos.- entenda...

*INVERSÃO DOS PÓLOS MAGNÉTICOS NO PLANETA TERRA.*

Uma extensa e bem elaborada pesquisa cientifica, levada a cabo pelos cientistas geofísicos, comprova : Os pólos da Terra, muito em breve irãomudar de posição em 180 graus.A partir daí acontece uma serie enorme de viajadas na "maionese",principalmente por aqueles que gostam de manipular os seres humanos atravésdo medo.Mas não vá se assustar você também, pois essa mudança é somente no que diz respeito aos pólos "Magnéticos" da Terra.É bem verdade que ainda assim esse fenômeno terá algumas implicações, o que é inevitável, e já esta em andamento.Os geofísicos perceberam uma queda abrupta e bastante significativa no campomagnético da Terra, nesses últimos 300 anos. Isso colocado numa escalavisual gráfica mostra uma linha que simplesmente despenca pela planilha.O que isso significa ?É exatamente esse campo magnético, que age como um campo de força em voltada Terra e impede que os violentos ventos solares, radioativos, que sãogerados a cada explosão solar, literalmente expulsem da superfície da Terra,nossa tão querida atmosfera, fenômeno esse que ao que tudo indica, aconteceuem Marte a alguns milhares de anos, deixando o planeta praticamente sem atmosfera, extinguindo possíveis formas de vida existentes na época edeixando sua superfície bastante radioativa. Um fato comprovado inclusive pelo fraquíssimo magnetismo daquele planeta, Marte praticamente não tem campo magnético.O que cria esses campos magnéticos é a lava, o magma, constituído na maior parte de ferro em estado de fusão, e que circula pelo interior do planeta emum fluxo constante.Essa circulação do magma, através de um campo magnético já existente provocaa "geração de energia elétrica", que por sua vez provoca um campomagnético.Os geofísicos apelidaram isso de "Gerador auto-sustentável", ele só vai parar de funcionar no dia em que o interior da Terra esfriar, e é exatamente isso que aconteceu com Marte, que é bem menor que a Terra.Para que o interior da Terra esfrie a esse ponto, será ainda necessário vários milhões de anos, portanto ..........sem neuras!
Mas por outro lado descobriu-se que esse campo se inverte de períodos em períodos, aconteceu assim :Em regiões onde ainda acontecem atividades vulcânicas, e elas são varias sobre a superfície do planeta, sobretudo na região próxima das ilhas doarquipélago do Hawai, onde a lava esta sendo dia apos dia expelida em direção ao mar, descobriu-se que ao esfriar esse magma que é a base deferro, se magnetiza acompanhando a orientação ( norte sul) do campomagnético da Terra, e também acompanha sua intensidade ao magnetizar-se.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Como desenvolver a Inteligência Quântica.

Como desenvolver a inteligência Quântica?
Jorge Menezes- Físico- POA

*Uma pessoa que desenvolveu a Inteligência
Quântica é aquela que se sabe
responsável por tudo o que cria para a própria
vida, e também para todo o
Universo, a partir das vibrações que emite, sendo
capaz de se utilizar desse
poder para o benefício do conjunto. *
*Jorge Menezes*
*físico*
Porto Alegre
*Inteligência quântica, é a inteligência que
surge a partir da ampliação da
consciência, da compreensão do ser que se percebe
infinito e responsável por
tudo o que cria para a própria vida e também para
todo o universo a partir
das vibrações que emite, sendo capaz de se
utilizar desse poder para o
benefício do conjunto.*
*Para mim a *verdadeira inteligência é a
capacidade de compreender e de
logo encontrar a solução mais adequada para uma
situação.* Para isso é
preciso que a pessoa tenha o firme propósito de
não ser preconceituosa,
porque uma *pessoa preconceituosa é sempre
limitada.*
Seu leque de identificação das infinitas
possibilidades de solução de um
problema se limita àquilo que ela identifica como
possível e correto.
*Resumindo: ela cria condições e restrições, e
isso a limita.. *
*B*aseados em uma forma restritiva de pensar,
classificamos as pessoas, e
passamos a dar nomes para as suas "inteligências"
em função das capacidades
que cada uma possui. Por exemplo:
Falamos na *inteligência lingüística e verbal,
que surge a partir da
habilidade de falar e de escrever bem*, e na
*inteligência** **matemática e
lógica que surge da habilidade de raciocinar e de
calcular*. Estas e outras
inteligências se restringem ao tipo de capacidade
que a pessoa possui ou que
possuirá, conforme se dedique mais ou menos ao
seu desenvolvimento.
*A IQ,(inteligência Quântica) no entanto, se
refere ao ser como um todo* e,
portanto, não se limita a capacidades
específicas, ao mesmo tempo que
permite trazer para o consciente todas as
capacidades. Por isso, com a IQ, o
ser vai muito além de suas capacidades.
*Hoje uma pessoa é considerada inteligente em
função de sua capacidade de
raciocínio lógico. Mas eu pergunto: entre um
atleta e um matemático, qual é
o mais inteligente? Eu precisaria conhecê-los
para poder responder, porque
acredito que cada um tem um tipo de capacidade
diferente, que não exclui
outras, e que não faz de um mais inteligente do
que o outro. *
*A inteligência tem a ver com a capacidade
infinita de identificação e
compreensão do que nos rodeia.* Conforme nos
descondicionamos, ampliamos a
nossa consciência e aumentamos a nossa capacidade
de enxergar o infinito, ou
seja, as infinitas possibilidades. *Quando me dei
conta** disso, percebi que
a verdadeira inteligência é a inteligência das
infinitas possibilidades. Daí
o conceito de IQ.*
*A partir disso, desenvolve-se força, motivação,
alegria e outras formas de
energia até então desconhecidas da própria
pessoa. Já não importa se ela é
capaz de algo em específico, porque se
compreendeu como um ser infinito que
sabe que é capaz. Entende que, na verdade, não
são as capacidades que formam
a inteligência e sim o contrário.*
*D*esenvolver a IQ é possível. É um processo que
deve acontecer de dentro
para fora. Nesse sentido, a humanidade vai
perceber que até então trilhou
caminhos no sentido contrário. Buscava primeiro
as capacidades, quando, na
verdade, precisava acender o ser para que
florescessem as capacidades. É
algo como querer produzir a causa através dos
efeitos. *É como dizer para
alguém que tem bloqueios em cantar: cante como
Elba Ramalho. A pessoa pode
até cantar bem como ela, mas vai precisar querer
trabalhar para se
desbloquear. Por isso é um processo que deve
acontecer de dentro para fora.*
*Não há limites para as capacidades que podem ser
acessadas pela pessoa na
biblioteca de seu espírito*, porque, ao expandir
a própria consciência, pode
trazer, em regressão, para utilizar no presente,
o que já foi capaz de fazer
no passado e, a partir disso, pode desenvolver
novas habilidades no
presente.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Cativar é criar laços...e mantê-los...

Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as...eram todas iguais à sua flor.E deitado na relva, ele chorou...E foi então que apareceu a raposa.- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.- Que quer dizer "cativar" ?- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal- entendidos. Cada dia te sentarás mais perto...Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...
" Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim...e nunca encontram o que procuram...E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..."
(Antoine De Saint- Exupéry)

Cativar é criar laços...e mantê-los...

Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as...eram todas iguais à sua flor.E deitado na relva, ele chorou...E foi então que apareceu a raposa.- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.- Que quer dizer "cativar" ?- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal- entendidos. Cada dia te sentarás mais perto...Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...
" Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim...e nunca encontram o que procuram...E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..."
(Antoine De Saint- Exupéry)

Tradição, como eu entendo- Vania Vieira

Você ontem pediu que eu definisse Tradição...Quem sou eu prá definir alguma coisa!
Apenas tentando, SEGUE!!!

A Tradição foi a fonte que deu origem a todas as ordens esotéricas ou iniciáticas do Ocidente. É comum a referência à Tradição com outras denominações, como por exemplo: “Ciência Primordial”, “ciência Arcaica”, “Tradição Primordial”, “Ciência Sagrada”, “Doutrina Secreta”, ou ainda outras expressões. A “Tradição” é a ciência que se originou na Atlântida e que melhor foi preservada no Egito, embora fragmentos desse conhecimento tenham se espalhado por todo o mundo. A preservação da Tradição ao longo do rio Nilo foi possível em virtude da civilização egípcia ter sido criada pelos Atlantes e por eles ter sido conduzida, durante milhares de anos, no período que os egípcios denominaram “tempo dos deuses”. A Tradição, no Egito, da mesma forma que se fazia na Atlântida, ficou preservada nos Templos, que eram grandes complexos culturais e místicos. Alguns destes Templos – os mais importantes – gravitavam em torno de um “mistério”, sendo por isso denominado como “Escola de Mistério” ou “Escola de Sabedoria”.A partir da XVIII Dinastia egípcia, por volta de 1.400 a.C., e por iniciativa do próprio faraó, as escolas de sabedoria do Egito foram unificadas, passando a constituir uma só entidade que conhecemos como “Fraternidade Egípcia”. A unificação destas escolas foi um importante fator para a preservação da Tradição, bem como para a sua expansão entre as nações vizinhas do Egito. Ramos da Fraternidade Egípcia foram criados na Grécia, na Síria, na Palestina, na Fenícia, na Babilônia, na Itália, na Pérsia e em algumas outras nações do Mediterrâneo e do Oriente Próximo. Os essênios foram um destes ramos estabelecido na Palestina; a palavra “essênio” é de origem egípcia e significa secreto. O complexo do Monte Carmelo, ao norte da Palestina – muitas vezes denominado como mosteiro – era um grande centro cultural e místico utilizado principalmente pelos essênios, e foi onde Jesus teve sua formação básica, até os 13 anos. Significativo é que o complexo do Monte Carmelo não foi construído pelos judeus, porém pelo faraó do Egito. Os Terapeutas foi outro ramo na Grande Fraternidade estabelecido, principalmente, em Alexandria e na Grécia. A Fraternidade teve com Pitágoras, a partir de sua escola estabelecida em Crótona, no sul da Itália, uma grande penetração no sul da Europa. Embora a escola de Pitágoras tenha sido destruída e o mestre morrido nesta ocasião, seus discípulos continuaram o trabalho que ele conduzia.Akenaton, foi um dos grandes mestres da Ciência Sagrada e, com sua ousada investida contra o clero de Amon-Rá, tentou fazer com que todo o Egito retornasse aos princípios sagrados originais do qual haviam se desviado. Assim, podemos dizer que a Fraternidade Egípcia foi a guardiã e difusora da Ciência Sagrada, incluindo aí, os conhecimentos dos Terapeutas.
Assim eu entendo...

Direto para o céu...Será???

Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito vacilou, cambaleou, deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e deu de cara com uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem- sucedida abordou um dos passantes:
- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?
- No céu.
- No céu?...
- É. Tipo assim, o céu, aquele. Com querubins voando e coisas do gênero.
- Que é isso amigo, você está com gozação?
- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.
Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável.
Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:
- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.
- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?
- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.
- Assim?
- Pois não?
A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:
- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...
- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?
- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo "executiva"?
- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo. Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.
- Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando à-toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.
- É mesmo?
- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?
- Ah, não sabemos.
- Headcount, então, não deve constar em nenhum versículo, correto?
- Hã?
- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo, isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.
- Que interessante...
- Depois, mais no médio prazo, assim que os fundamentos estiverem sólidos e o pessoal começar a reclamar da pressão - sem nenhum retorno financeiro, salarial, entende? - e a ficar estressado, a gente acalma a galera bolando um sistema de stock option, com uma campanha motivacional impactante, tipo: "O melhor céu da América Latina".
- Fantástico!
- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização de um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver. Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?
- Sobre todas as coisas.
- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias hi-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.
- Incrível!
- É obvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um turnaround radical.
- Impressionante!
- Isso significa que podemos partir para a implementação?- Não. Significa que você terá um futuro brilhante se for trabalhar com o nosso concorrente.
Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...